sábado, 16 de agosto de 2008

Semana

Ora vivam, caros semanófilos.

Esta semana, além de combater uma valente carraspana, daquelas que não chegam propriamente a gripe mas dão febre e dor de cabeça na mesma, acabei de rever o próximo volume do Martin, e mandei-o para o editor. O extracto do próximo também já está escolhido, resta apenas traduzi-lo, e o trabalho para este volume termina. Vão ser de novo mais de 500 páginas, e umas 500 páginas muito, muito boas. Espero que a tradução lhes faça justiça.

Do lado do Bibliowiki é que, pelo contrário, as coisas mexeram muito pouco. A semana termina com apenas 6 páginas novas, subindo o total para 13 340.

Quanto a leituras, acabei dois livros. Os Guerreiros de Madrugada de M. A. Foster, é um romance razoável de ficção científica, cheio de boas ideias mas com uma execução pobre (Foster parece ter-se apaixonado pelos seus pós-humanos ler, e infodumpa violentamente acerca deles) e estragado por uma certa atmosfera new age perfeitamente dispensável. O Lobisomem, de Virgínia de Castro e Almeida, é um conto fantástico que tem como principal motivo de interesse o facto de nos apresentar uma versão do mito do lobisomem tal como ele existe (existia?) em Portugal, sem contaminações anglo-saxónicas.

Além dos livros, li também alguns contos. Outono, de João Aniceto, é um conto de ficção científica sobre a solidão, cujo protagonista "naufraga" num planeta habitado por alienígenas que recusam contacto com os humanos. A premissa pode dar coisas boas, mas não neste caso: o conto é muito fraquinho, dos piores contos do Aniceto. Silvervit e Lillvacker, do sueco Fridtjuv Berg, é uma fábula típica, na qual a dupla de protagonistas gémeos consegue mais coisas boas do que o que desejou devido à bondade dos seus corações. Já passei da idade, mas reconheço um bom conto infantil quando o vejo. Em estrangeiro, li The Eckener Alternative, de James L. Cambias, um conto de FC sobre viagem no tempo, no qual o protagonista desata a mudar a história porque gostava de zepelins e os queria salvar. Pois, é pateta. Imagino que quem goste tanto de zepelins como o protagonista goste muito do conto, mas não é o meu caso. Por fim, Semântica, do Mário-Henrique Leiria, um pequenino conto de ficção científica no qual um extraterrestre tenta comunicar e acaba por ter de despachar um autoritariozinho, como, aliás, é frequente acontecer nos contos do MHL. Delicioso.

E foi só. Para a semana haverá mais.

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