sábado, 10 de janeiro de 2009

Semana

Fresquinha, esta, hã? Não me lembro de ter aqui na terrinha uns frios intensos tão prolongados. Dois dias seguidos com mínima de -2.5 ºC, o dia anterior com -1 ºC, e ainda vai continuar. É coisa rara. A malta queixa-se, claro, não está habituada, mas a verdade é que isto não é nada. Já estive debaixo de -43 ºC e estou aqui para contar a história e com tudo funcional. Ou tão funcional como estava antes.

Não só por isso, mas também por isso, seja qual for a temperatura lá fora cá dentro continua-se a trabalhar. Esta semana lucrou mais 54 páginas, uma regularidade verdadeiramente notável. Duas dessas páginas são parcialmente ocupadas com uma série de versos, o que me deu que fazer durante a maior parte de um dia. É por isto que os versos me irritam: eu recebo à página. Grunf. Mas já não há mais nas 98 páginas que faltam para o fim. Daqui a duas semanas devo estar a dizer-lhes que comecei a revisão.

O pobre do wiki é que tem sofrido. Na semana que passou não cresceu mais do que umas míseras 8 paginecas, fazendo subir o total para 15 312. Haverá tempos melhores.

E as primeiras leituras de 2009, ou pelo menos concluídas em 2009, foram um romance e um conto.

O romance chama-se O Prestígio, é de Christopher Priest, e já deu um filme, de modo que provavelmente saberão do que se trata mesmo que não o tenham lido. É um romance epistolar, difícil de classificar (mistura elementos de fantasia, horror e até steampunk), que relata a longa rivalidade entre dois ilusionistas britânicos da viragem do século XIX para o XX. Ambos ganham fama com um truque de teletransporte, semelhantes embora diferentes, cada um envolvendo um enorme segredo. Francamente bom, e não é por o final ser previsível para leitores perspicazes que essa qualidade sai minimamente prejudicada. Entra directamente para as boas leituras do ano.

(bem... enquanto escrevo isto estou a ouvir o top+... a linguagem pega-se)

O conto chama-se Um Gentleman, é de Gérard Klein, e trata-se de um divertido conto de ficção científica sobre um cavalheiro muito bem educado que, após um desgosto de amor, decide encomendar uma amante andróide que, no entanto, o vai também desapontar. Ou ela ou o facto dele ser tão absolutamente cavalheiresco. Moral da história: às vezes mais vale ser-se curto e grosso. Um bom conto, que entrega bem o que pretende entregar.

E por esta semana é só isto que tenho para vos dizer. Agora com licença, que vou trabalhar.

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