sábado, 14 de março de 2009

Semana

Pronto, já ali está a dar o top+, de modo que é capaz de ser sábado outra vez. Mas isto hoje vai ser curto, que não tenho muito tempo.

A semana correu melhorzinho, ténquiuvérimóche. O livro, que é o que interessa mesmo a metade do pessoal que lê estes posts, está a 81 páginas do fim, e é possível que o tenha pronto ainda durante a semana que vem.

O wiki cresceu pouco, mas cresceu. Neste momento com 15 892 páginas, só tem mais 35 do que há uma semana.

A parte das leituras é que tem mais que se diga, porque li uma série de coisas, embora quase todas muito curtas.

Li A Aparição, de José Saramago, uma historieta de fantasmas que talvez não seja mesmo uma historieta de fantasmas. Bom. E o mais curioso (curioso com um pendor algo diabolicozinho, admito) é eu ter a certeza de que quem não gosta de Saramago era capaz de gostar desta história... desde que não soubesse que é dele.

Li A Noite de Verão, de Ray Bradbury, historinha sobre uma sociedade atacada por visões colectivas. É mais uma história que vale mais pelo efeito que tem sobre o livro em que se enquadra do que por si própria.

Li O Celacanto, de Mário de Carvalho, conto fantástico algo surrealista sobre os problemas que causa a uma galeria de arte um celacanto (sim, o peixe) que resolve pôr-se a passear do lado para o outro armado em balão. Divertido, e tecnicamente muito bem feito.

Em estrangeiro só li um poeminha muito pequeno, Poor Richard's Analogue, de Steven Utley. Uma brincadeira de história alternativa centrada em Benjamin Franklin. Escapatório.

Regressando a Bradbury, li Fi Fa Fó Fum. Sob este título bizarro esconde-se um conto francamente bom sobre uma velha paranóica (e provavelmente mais do que um pouco demente) que está convencida de que o marido da neta a quer matar com um leão disfarçado de triturador. E se calhar quer mesmo. Mas a velha é mulher para lhe dar a volta, oh se é!

Por fim, li Voltemos Para Casa, Masculamor, de Bernard Mathon, um conto de ficção científica contado pela IA de um elevador, que vai assistindo, patamar a patamar, ao desenrolar de um drama familiar (heterossexual) numa sociedade de homossexualidade normalizada e dominada pelas mulheres. Não será propriamente bom, mas é curioso.

E foi isto. Também ando a ler um romance, mas dele falarei quando o terminar. Até ao próximo sábado.

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