sábado, 11 de abril de 2009

Semana

Um pouco mais tarde do que o que é hábito (tenho estado cá com uma preguiça... mas não. Chamemos-lhe "recarregar de baterias". Isso), eis-me aqui a falar da semana que passou.

Passou e com ela foi-se uma avaria na net que já andava a chatear há quase uma semana, mas que foi piorando aos poucos até me deixar quase completamente desligado na terça-feira. O mais chato das avarias nem são as avarias: é o tempo imenso que se perde a fazer experiências nisto e naquilo até que o técnico decida finalmente chegar, e passar depois algumas horas, também ele, a fazer experiências nisto e naquilo enquanto um tipo fica de lado, de braços cruzados, a ver. O que é ainda pior do que perder tempo pessoalmente com experiências.

Mas enfim, lá se foi a avaria, e com ela foi-se um modem e veio outro.

No que toca a trabalho daquele que se executa para ganhar a vida, a semana foi gasta a ler o próximo livro, e já lá vi mais daquelas chaticezitas que me perseguem as traduções: poemas e trocadilhos, um exemplar de cada, que irão querer dizer dois dias de muito trabalho e muito pouco rendimento da espécie que se põe no banco. Não ocupam uma mão-cheia das 315 páginas que ainda estão por fazer, mas deviam valer por umas 10 ou 15.

O wiki esteve razoavelmente activo, com 73 novidades que fizeram crescer o total de artigos para 16 144. Material brasileiro antigo e traduções portuguesas recentes, principalmente.

E como acontece sempre que tenho leituras laborais a fazer, as de lazer ficaram um pouco postas de lado. Mas ainda li umas coisitas. De Bradbury, li Aquele Velho Cão Deitado Sobre a Poeira, um conto algo surrealista sobre uma visita ao circo, cujo interesse reside sobretudo na linguagem. Não gostei lá muito, confesso. Já gostei mais de A Sereia de Curitiba, de Rhys Hughes, um conto sobre um viajante que conhece uma sereia uma certa noite no carnaval de Curutiba. Conhece e apaixona-se ao ponto de a seguir quando ela parte da cidade, de comboio, a cavalo, de bicicleta, através de todos os meios de transporte que consegue arranjar. Não será nenhuma obra-prima, mas é um conto fantástico interessante.

E, tirando o que avancei num par de romances, o que li esta semana resumiu-se a isto. Até à próxima.

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