segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Lido: Augurio

Augurio (bib.), conto curto lovecraftiano de Marcelo Galvão, leva-nos até à Bretanha romana onde um comandante militar aborrecido pela pacificação das tribos locais anseia por uma campanha. É por isso com satisfação que recebe notícias de uma rebelião num local que, ajuizando pelos nomes, se situa em Gales, e que parte ao encontro dos rebeldes. Mas aí chegado, encontra-os mais duros de roer do que estava à espera.

É um conto curioso, com uma ambientação original (e inesperada para um autor brasileiro) e premissa bem conseguida, sendo embora prejudicado por algumas falhas de português que poderiam ter sido resolvidas com uma revisão mais atenta, e por uma certa pressa no desencadear de algumas partes da história, muito em particular o momento em que o comandante Belisário decide fazer a sua invocação. Das duas uma: ou ele não era cético à partida, e a invocação é consequência natural da crença, ou era e há que explicar bem o processo que o leva a mudar de opinião. Mostrá-lo cético e, apesar disso, passar imediatamente à invocação mina a credibilidade e verosimilhança da história.

Mas mesmo com estes aspetos que me pareceram algo deficientes, achei o conto bastante razoável e li-o com gosto. O final, em particular, é muito eficaz.

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