terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Declaração de voto

No domingo vou votar no José Manuel Coelho.

Por vários motivos. Em primeiro lugar, porque todos os votos válidos em qualquer dos candidatos que não o Cavaco ajudam a que haja uma segunda volta e seja possível pôr em Belém um presidente digno desse nome. O Coelho não seria um presidente digno desse nome, tal como o Cavaco não o foi nem será se voltar a ganhar, mas não tem a mais pequena hipótese de ser ele a conquistar um lugar na segunda volta e esse é o segundo motivo do meu voto. O terceiro é o dinheiro. Numa altura em só se fala em crise, numa altura em que se corta em salários, numa altura em que o estado está em pleno saque aos contribuintes, o dinheiro deitado pela janela pelos candidatos principais é simplesmente pornográfico. Maior gastador? Cavaco, pois claro, apesar da nojenta hipocrisia de não pôr outdoors "para poupar". É preciso mesmo não ter qualquer espécie de vergonha na cara. Já o Coelho está a fazer uma campanha artesanal, gastando o mínimo dos mínimos. Isso seria de incentivar em qualquer altura, mas mais ainda em época de crise. Portanto, conquistou o meu voto. Na primeira volta.

Na segunda, será em qualquer candidato que não o Cavaco. Votar Cavaco é o mesmo que dizer "roubem-me que eu gosto".

5 comentários:

  1. Somos dois, isto é, somos mais porque cá em casa há mais alguém.

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  2. Bom, antes no Coelho que em Cavaco, realmente.

    Cavaco tem demonstrado um desprezo enorme pelos portugueses nesta campanha, choca-me que a plebe vá a correr votar nele, mas pronto, é o país democraticamente analfabeto que temos.

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  3. Não é favas contadas. O tipo está a pique nas sondagens. As pessoas levam tempo a acordar, mas acordam.

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  4. Estou tão desejosa que as sondagens se revelem falhadas.
    O que me enerva é que publicitar as sondagens que Cavaco vai ganhar à primeira volta motive comentários do género "nem vale a pena ir votar, que ele vai ganhar", já que é assim mesmo que ele ganha a vantagem.

    Neste país as pessoas têm memória fraca, mas ainda tenho esperanças que possa haver uma segunda volta.
    Nesse caso, qualquer um que não cavaco, é melhor.

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  5. Caro Jorge, a razão que me traz a esta caixa de comentário é um pedido insólito : há semanas um amigo ( Artur Almeida) falou do seu pai através de um certo poema sobre um gato, à minha companheira. Poema que,
    à força de lhe agradado muitíssimo, despertou minha curiosidade. Acontece que relativamente ao seu pai, só consegui encontrar um magro texto biográfico. Se puder, escreva-me para " bruno.dharmabum@gmail.com", com mais algumas informações: livros editados que ainda possam ser exumados do esquecimento editorial, poemas, etc.

    Com amizade,

    Bruno

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