sábado, 4 de junho de 2011

L'11: Propaganda presidencial em pleno dia de reflexão

Cavaco Silva, essa nulidade que vocês, os que nele votaram, tiveram o mau gosto de reeleger para um lugar que está muitíssimo longe de ter qualidade para ocupar, acabou de utilizar o dia de reflexão para, em vez dos habituais e circunstanciais apelos ao voto que todos os presidentes fazem de véspera, fazer uma intervenção mentirosa em que apela ao voto, sim, mas vai subrrepticiamente apelando a um certo tipo de voto. No PPD.

É um cheirinho do que nos espera. Com o papa-bolo-rei em Belém e o Coelho em São Bento, esperam-nos uns quantos anos com o mesmo tipo de "democracia" que os madeirenses conhecem bem.

A não ser que vocês votem mesmo. E se o presidente pode eu também posso. Se o presidente faz campanha eleitoral no dia de reflexão, efetivamente acabando com ele, eu também posso dizer o que penso.

A não ser que vocês votem mesmo, e na esquerda.

Já agora: alguém do PS (acho que o Seguro, mas não tenho a certeza) dizia há uns dias que os partidos à sua esquerda tinham preocupações sociais mas as medidas que propunham não eram exequíveis. Podem acreditar nele. Ou podem acreditar em gente como o Paul Krugman, que é "só" prémio Nobel da economia e americano, não propriamente um perigoso membro do PCP ou do BE, e que desde que começaram os PECs foi dizendo que eram burrice. E que agora diz que os "planos de resgate" são mais burrice em cima da burrice. Que o que há que fazer é uma reestruturação controlada da dívida.

Entre o Seguro (e que me perdoe se não foi ele mas outro) e um prémio Nobel da economia, eu sei em quem acredito. E voto em conformidade.

E vocês?

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