domingo, 3 de fevereiro de 2013

Lido: Dieselpunk

Dieselpunk (bib.), o segundo volume da "trilogia punk" da Draco é uma antologia que, à semelhança do terceiro, foi organizada por Gerson Lodi-Ribeiro. A ideia das três trilogias, para quem não sabe, é juntar as técnicas literárias retrofuturistas (ou simplesmente futuristas, no caso do terceiro volume), juntar-lhes as culturas lusófonas e escrever histórias baseadas no sistema energético que corresponde a cada uma: o vapor, o diesel ou a solar. Não de forma rígida, porém; nesta antologia o foco está nos motores de combustão interna, não especificamente no diesel, que é só um de vários tipos. De igual forma, na Solarpunk o foco está nas energias limpas, não exclusivamente na solar. E na Vaporpunk há um conto cujo enredo gira em volta de desenvolvimentos no aproveitamento da energia... solar, precisamente. Mas em termos gerais é isso.

Em termos pessoais, tenho uma novela na Vaporpunk e uma noveleta nesta Dieselpunk, ambas parte do mesmo universo ficcional. E, tanto num caso como no outro, é com orgulho que as vejo lá.

Sim, porque, embora tenha gostado menos desta antologia do que da Vaporpunk, considero-a também uma boa antologia. Há aqui várias boas histórias, há uma que me pareceu mesmo muito boa, e boa parte do motivo por que prefiro a Vaporpunk tem mais a ver com aquilo de que eu gosto mais ou menos na ficção do que com as qualidades intrínsecas das histórias. Tem a ver com haver, nesta Dieselpunk, uma pegada pulp bastante mais expressiva do que na Vaporpunk, por exemplo. E eu, como já disse várias vezes, não morro propriamente de amores pelo pulp. Tem a ver com algumas destas noveletas terem como base ou cenário detalhes da história do Brasil que me passam grandemente ao lado, dificultando-me ou impossibilitando-me o completo desfrute das suas subtilezas. Um pouco como consequência disso, também me faltou mais Portugal; o único conto português aqui presente é o meu... e nem o meu se passa em Portugal. Não propriamente, pelo menos.

Por outro lado, isso é só a parte principal do motivo por que prefiro a Vaporpunk, não o motivo completo. Parece-me, por exemplo, que se juntarmos todas as histórias das duas antologias, aquela que tem mais fragilidades, inclusivamente no tratamento literário da própria língua, encontra-se aqui. Já o nível das melhores histórias é, julgo, muito semelhante. E bastante elevado em ambas.

Daí o orgulho.

Para saberem o que penso das histórias individualmente consideradas, basta seguir os links:
Este livro foi-me enviado pela editora por constar nele uma história minha.

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