terça-feira, 30 de abril de 2013

Lido: Flores Para o Zé da Naia

Flores Para o Zé da Naia é uma história biográfica de António Cabral sobre um tal Zé da Naia, cidadão português que, como tantos outros, após uma infância campestre nas terras do Douro, se derramou pelo mundo, em parte de moto próprio, em parte por força de imposições alheias. O conto retrata essa vida em traços largos, como não podia deixar de ser num texto curto, concentrando-se em meia dúzia de episódios, usando-os para mostrar o homem, os ambientes e a evolução de valores e circunstâncias que a interação com estes vai causando naquele. Uns no Douro, outros em Moçambique, durante a guerra, outros na Amazónia brasileira onde o Zé da Naia acaba por estabelecer-se "para ganhar dinheiro". Pareceu-me bastante bom, apesar de, de novo, não ser o tipo de texto que mais costuma agradar-me. Gostei principalmente da estrutura não linear, das deambulações pelo tempo como quem, numa conversa, rememora andanças passadas sem ligar grande importância à sequência cronológica. Também gostei do português, apesar de lhe ter encontrado uma ou outra falha, umas vírgulas fora do lugar, coisas assim. Mas nada de importante.

Textos anteriores deste livro:

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