sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Lido: Piropo

Piropo é uma crónica do Miguel Esteves Cardoso que, tão certo como o Sol nascer todos os dias a oriente, muito irritaria uma série de mulheres que eu conheço. Por ser sobre o piropo, mui marialvamente, claro, defendendo essa instituição nacional que é romântica e toda a gente gosta (acha ele... ou pelo menos achava), contra uma espécie de desembaraço mordenaço que tem vindo a destruir o bom, velho, conservador, romance. Que mauzão que ele é, o desembaraço. Que saudades dos tempos em que se namorava, meu deus!, hoje que um simples e banal "bute?" resolve tudo. Hoje que é como quem diz ontem, que isto data dos já antiguinhos anos 80 do século passado.

É uma crónica com alguma piada, é certo, mas pouca. Dá para alguns sorrisos, mas pouco mais. E garanto a pés juntos que quem não acha gracinha nenhuma a piropos irá sentir-se sobretudo irritado com toda a bonacheirice com que o MEC se enche de nostalgias pelas boas práticas românticas dos tempos antigos, ignorando olimpicamente tudo o que essas "boas práticas" tinham (e continuam a ter — não desapareceram por mais que Miguel Esteves Cardoso ache que sim) de opressivo.

Não gostei muito. O MEC tem muito melhor. Muito melhor.

Textos anteriores deste livro:

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