sábado, 31 de maio de 2014

Lido: O Detective não Aristotélico

O Detective não Aristotélico (bibliografia) é mais um conto algo estranho de A. E. Van Vogt. Trata-se de um policial de ficção científica, caso se considere que especulações à volta de uma ciência como a lógica semântica, tão afastada do núcleo das ciências duras que costumam inspirar a FC, podem incluir-se no campo da ficção científica. Porque é disso mesmo que se trata.

O enredo é bastante simples: uns polícias, bastante broncos, por sinal, descobrem no jornal um anúncio a um alguém que chama a si próprio "detetive não atistotélico" e decidem ir desafiá-lo com um caso não resolvido, pensando desmascará-lo como charlatão. Só que este decifra a coisa em dois tempos, por entre umas teorias razoavelmente rebuscadas sobre mapas e territórios e lógica e semântica, fazendo lembrar um pouco o protagonista da série televisiva O Mentalista.

O conto poderia ser interessante, mas a verdade é que não é. Bem mais de metade é gasta em conversas entre os polícias, cuja repetida incapacidade de pronunciar a palavra "aristotélico" depressa se torna cansativa, e a parte potencialmente mais interessante, isto é, a exploração das teorias subjacentes à atividade do tal detetive, é despachada em duas ou três páginas. Somando a isso um texto insípido, o resultado deixa muito a desejar.

Contos anteriores deste livro:

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