sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Lido: Entrevista a um Homem-Bomba

Entrevista a um Homem-Bomba é quase precisamente o que o título indica: uma entrevista a um homem-bomba. E digo quase, claro, porque o dito homem-bomba não existe. Trata-se, a entrevista, de um texto inventado de fio a pavio, um projeto de sketch humorístico a que para ser argumento só falta estar escrito como tal, no qual um repórter, alter ego de Zé Diogo Quintela, se desloca a Jerusalém para falar com um bombista suicida sobre essa sua vocação. É divertido, pondo na boca do homem-bomba os lugares-comuns que costumam sair das dos futebolistas quando apanhados em semelhantes assados, mas não muito. Há qualquer coisa no humor do Zé Diogo Quintela que não me agrada muito. Aqui falei de um certo tom engraçadinho, que voltei a encontrar neste texto e possivelmente é por aí que a coisa falha. É um tom que até resulta em sketch televisivo, especialmente quando representado por atores realmente engraçados, mas parece-me que em texto simples fica algo aquém do que seria desejável.

Em todo o caso, deu para sorrir e até para um ou dois daqueles resfòlegos divertidos que a malta às vezes solta. Não se trata, portanto, de um mau texto. Só de um texto que poderia, talvez, ser melhor. Talvez.

Textos anteriores deste livro:

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