segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Lido: Caixa Negra

Caixa Negra volta a sair das notícias falsas e entra diretamente pelo terreno das crónicas dentro. O autor é o João Quadros, e aqui devo confessar que não lhe achei grande graça. Porquê? Principalmente porque este texto é mais uma sucessão de ditos espirituosos do que uma crónica com princípio, meio e fim. É um pouco o que ele faz agora no twitter, não o que faz na Visão, ainda que não por inteiro. Há parágrafos com muita piada, aos quais se seguem outros que não só a têm em muito menor quantide, como pouca ou nenhuma ligação mostram com os anteriores. Às tantas está-se a falar de portugueses, espanhóis e hóquei em patins, para logo a seguir mergulharmos na época de incêndios e na arquitetura das casas tipo maison com janelas tipo fenaitre e logo a seguir, sem que nada o faça antever, nas qualidades stompeiras dos homens do lixo da rua dele. Algumas piadas têm verdadeira graça, mas todas juntas, parece-me, não fazem um texto realmente engraçado.

Textos anteriores deste livro:

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