sábado, 3 de janeiro de 2015

Leituras de 2014

2014, por vários motivos, uns melhores que outros, foi um péssimo ano de leituras e ainda mais péssimo quando avaliado pela disponibilidade e vontade para ir falando aqui na Lâmpada do que foi sendo lido. As leituras foram as mais escassas desde que comecei a segui-las com as estatísticas do Goodreads e, quanto às opiniões, levo loooongos meses de atraso nas opiniões aos livros (e já estou farto de olhar para a pilha que eles formam aqui ao lado, pacientemente à espera), e só não vou igualmente atrasado nas opiniões individuais aos contos porque quando vi como a coisa ia decidi dar-lhes prioridade total.

Números? Até envergonham. Os livros propriamente ditos, lidos por lazer, não somaram mais que o miserável número de 18. A lista completa é a seguinte:

1- A Guardiã da Memória, de Gerson Lodi-Ribeiro (romance de ficção científica);
2- Textos Neo-Gnósticos, de António de Macedo (artigos e ensaios esotéricos);
3- Por Universos Nunca Dantes Navegados, org. por Luís Filipe Silva e Jorge Candeias (contos de ficção científica e fantástico);
4- Lisboa Triunfante, de David Soares (romance fantástico);
5- Cidade na Lua, de Murray Leinster (romance de ficção científica);
6- Contos Fantasmas, de vários (contos de horror);
7- O Caçador de Étês, de José Alberto Braga (textos variados de humor e cartoons);
8- O Jardim Diabólico, org. de Vic Ghidalia (contos de ficção científica e horror);
9- Contos Imaginários, de vários (contos de ficção científica);
10- 1º Concurso Cultural Kranik, org. Ademir Pascale (contos de ficção científica e fantástico);
11- Engenhos Mortíferos, de Phillip Reeve (romance de ficção científica);
12- O Senhor das Aranhas, de Michael Moorcock (romance de ficção científica);
13- Contos Dramáticos, de vários (contos mainstream);
14- O Fio das Missangas, de Mia Couto (contos mainstream e fantásticos);
15- Pêndulo, de A. E. Van Vogt (contos de ficção científica);
16- A Feira dos Assombrados, de José Eduardo Agualusa (contos e uma novela primordialmente fantásticos);
17- Brancos Estúpidos, de Michael Moore (ensaio político);
18- O Arranca-Corações, de Boris Vian (romance fantástico)

A acrescentar aos livros li também três revistas, e foi este o único número que subiu face ao ano anterior. Foram elas:

19- Isaac Asimov Magazine, nº 1 (contos de ficção científica e fantasia e alguns artigos);
20- Ficção Científica, nº 1 (contos de ficção científica);
21- Dagon, nº 0 (contos e artigos de fantasia e ficção científica)

Por fim, e como é hábito, li alguns livros por obrigação laboral. Este ano foram apenas três. Ei-los:

22- The Well of Ascension, de Brandon Sanderson (romance de fantasia);
23- The Hero of Ages, de Brandon Sanderson (romance de fantasia);
24- The World of Ice and Fire, de George R. R. Martin, Elio M. García, Jr. e Linda Antonsson (pseudofactual de fantasia)

Embora a quantidade tenha sido miserável, a qualidade, felizmente, não foi. Um livro, O Arranca-Corações, de Boris Vian, encheu-me por completo as medidas e houve vários a ocupar numa segunda linha de grande qualidade, dos quais destacaria A Feira dos Assombrados, do José Eduardo Agualusa, e Engenhos Mortíferos, de Robert Reeve, para formar o habitual top-3. E o livro do Mia Couto só não substitui um destes dois porque nem todos os contos estão ao nível dos melhores (na verdade, se estivessem, ia juntar-se ao do Boris Vian lá no topo).

Quanto ao bottom-3, houve dois livros que se destacaram. O pior foi O Senhor das Aranhas, do Michael Moorcock e a antologia do 1º Concurso Cultural Kranik só o ultrapassa por muito pouco, por causa dos dois ou três textos interessantes que contém. Para completar o trio, mas apesar de tudo muito acima, escolheria os Textos Neo-Gnósticos do António de Macedo.

Este ano de leituras ainda se prolongará na Lâmpada provavelmente durante meses. Quero cá publicar as opiniões do que falta e o que falta é, na verdade, quase tudo. O problema? Não tenho tempo, e não o terei pelo menos até fevereiro.

Veremos o que se arranja. Até lá ficaram aqui com um ténue cheirinho sobre duas ou três dessas opiniões.

2 comentários:

  1. O caro Jorge não foi o único a quem 2014 foi um ano de poucas, mas boas leituras. No meu caso li um sexto do que li em 2013, mas já vi outros casos similares. Espero, tanto para si como para mim e todos os outro que 2015 seja, sem nunca descurar a qualidade, mais recheado de leituras.

    Um abraço de bom 2015

    ResponderEliminar