terça-feira, 26 de maio de 2015

Lido: Dagon, nº 0 (segunda parte)

A Última Viagem é um conto de horror de Roberto Mendes, escrito mais ou menos no mesmo estilo do editorial (mostrando que este foi escrito só ou sobretudo pelo Roberto e não pela Rita), e do qual, apesar de, a espaços, conter alguns pormenores interessantes, não gostei. Prosa poética é um estilo bicudo: exige muito em termos de domínio da língua, e o Roberto não o tem em suficiência, e exige ainda mais de subtileza e sensibilidade para se saber quando o estilo está a servir a história e quando está a prejudicá-la. Aqui, no fundamental, prejudicou-a, transformando uma história de vingança e morte no seio da família que, apesar de parecer chamar facas e alguidares, poderia ter sido transformada em algo de interessante, num longo e aborrecido lençol de palavras rebuscadas.

Segue-se uma crítica a Heart-Shaped Box, do Hill, que também não li e não comento.

O Último Deus é um conto de fantasia heróica de Carla Ribeiro, do qual gostei um pouco mais, apesar do longo infodump, em parte porque a qualidade da prosa é superior. Mas também porque há neste conto algo de profundo, apesar de coberto por camadas e camadas de maquilhagem fantasista. Uma história subjacente de deceção, engano e violência.

Segue-se mais uma crítica, agora a O Alquimista, do Scott, que também não comento.

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