segunda-feira, 13 de junho de 2016

Lido: O Homem sem Sombra

O Homem sem Sombra é mais um continho de Luiz Bras, muito poético, muito apocalíptico, muito fronteiriço, com um suculento naco de horror a servir de prato principal, uns acompanhamentos de fantasia como conduto e pitadas de ficção científica a salpicar tudo. É uma história literariamente muito forte sobre um homem sem sombra, alegoria da morte, talvez fantasma da ausência de futuro. Lê-se como um longo travelling surreal num vídeo com música de fundo em primeiro plano, porque boa parte da sua força vem da musicalidade da linguagem. Um conto muito bom, este, no qual o enredo se subentende mais do que se entende. Mais um.

Textos anteriores deste livro:

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