quarta-feira, 20 de julho de 2016

Lido: Rapúncia

Rapúncia é um dos contos célebres desta compilação dos Irmãos Grimm, tornado famoso, sobretudo, através das suas numerosas adaptações ao cinema e à televisão que, no entanto, só costumam apanhar a ideia romântica da protagonista encerrada na torre que deixa cair o seu longuíssimo cabelo para que o príncipe apaixonado suba para ir ter com ela. O conto original, que nesta edição ocupa meras quatro páginas, é menos desenvolvido nessa parte do que as adaptações (apesar de o cabelo e o príncipe constarem), e inclui uma primeira parte, de página e meia, sobre como Rapúncia (vocês devem conhecê-la como Rapunzel) vai parar à torre, e também umas crueldades feiticeiras sofridas pelo príncipe antes do felizes-para-sempre final. Para quem só conhece as adaptações, o conto original dos Irmãos Grimm que, de resto, já é também uma adaptação, é ao mesmo tempo mais desenvolvido e menos desenvolvido do que elas, e isso é em si mesmo interessante. Pessoalmente, não gosto muito desta história; sou demasiado sensível a buracos de enredo, mesmo quando se trata de contos de fadas, e ela tem alguns. Mas é indiscutível que contém elementos muitíssimo eficazes a gravar-se no imaginário dos povos europeus.

Contos anteriores deste livro:

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