sexta-feira, 29 de julho de 2016

Lido: Três Versões de Judas

Três Versões de Judas é mais um dos estudos falsos de Jorge Luís Borges, contos em que ele adota um estilo académico para discorrer eruditissimamente sobre literatura que nunca existiu, seja ela ficcional ou, como neste caso, ensaística. O protagonista desta história é um tal Nils Runeberg, estudioso de Judas, que teria supostamente feito publicar estudos que contratizem a versão de Judas-enquanto-traidor propagada pelas igrejas cristãs, propondo teorias fantasiosas e convolutas, mas elogiosas, sobre a sua verdadeira natureza. Três, sim.

O conto é um pseudofactual, claro, e como já disse algumas vezes, não é dos estilos que mais me atraem, ainda que os de Borges costumem erguer-se vários patamares acima dos daqueles que se deixaram inspirar pelo argentino. Este, contudo, pela minha muito grande falta de interesse (e consequente ignorância) pelo tema teológico, por mais blasfema que possa ser essa teologia, despertou-me um agrado muito relativo. A menos que algum dos três contos que faltam o ultrapasse, o que é possível mas creio que improvável, este deverá ser o conto que menos me irá agradar em todo o livro.

Contos anteriores deste livro:

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