segunda-feira, 24 de abril de 2017

Lido: A Adivinha

Algumas destas histórias dos Irmãos Grimm têm muito pouca magia, sem que por isso deixem de ser contos de fadas, pois todo o ambiente e muitas das características destes se mantêm bem presentes mesmo assim. É o caso de A Adivinha, história bastante curta que relata como um príncipe decidiu correr mundo acompanhado apenas por um criado e que aventuras isso o levou a viver. Há bruxas metidas ao barulho, ainda que o máximo de bruxedo que delas sai é um veneno, há uma floresta daquelas boas para as pessoas se perderem, e há uma princesa que o príncipe acaba por encontrar e que tem a mania de mandar matar pretendentes que não consigam arranjar uma adivinha que ela não seja capaz de desvendar. Por outro lado é princesa e muito bela, e isso nas histórias de fadas é o mais importante.

(Nunca perceberei por que motivo os personagens dos contos de fadas estão sempre tão ansiosos por casar com princesas psicopatas assassinas em série. Mas divago.)

O desfecho do conto vem na sequência de um confronto de astúcias, uma a tentar matar, a outra a tentar sobreviver (e casar, não esqueçamos o casamento!), e o resultado é fácil de prever, ou não estivéssemos a falar de um conto de fadas. Não é dos contos mais interessantes dos velhos manos, longe disso, mas tem o seu quê.

Contos anteriores deste livro:

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