domingo, 24 de setembro de 2017

Lido: Ghost Writer

Há já um ror de anos, Bruce Holland Rogers usou um sistema de newsletter (para quem é novinho e/ou só conhece o facebook, é um sistema que envia com maior ou menor regularidade um email aos seus assinantes) para enviar pequenos contos aos fãs. Não sei ao certo quantos foram, pois julgo que não apanhei a coisa desde o início, mas sei que recebi nove. A alguns li na altura; outros não cheguei a ler, por falta de tempo e por não gostar de ler no écran do computador (e ainda não gosto; mas agora há tablets, e é diferente), mas juntei todos num pdf, e deixei-os à espera. Alguns vieram a ser traduzidos mais tarde e publicados em Portugal. Ghost Writer não foi um deles.

Trata-se de uma vinheta de horror que brinca com os dois significados da expressão ghost writer, a literal, de um escritor fantasma, e a mais comum, que designa aquelas pessoas discretamente contratadas para escrever os livros pretensamente escritos por figuras públicas ou por alguns autores particularmente populares e prolíficos.

E o horror está precisamente aí, pois ao protagonista desta história aplicam-se os dois significados da expressão, depois de o homem que o contratou para escrever a sua autobiografia, um falso xamã que entretanto parece ter aprendido umas coisinhas, o ter assassinado e anos mais tarde invocado do mundo dos mortos. Uma bela historinha, que tem um problema: é complicada de traduzir por depender tanto da ambiguidade da expressão inglesa que a titula.

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