quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Lido: Yakutuba

Se têm estado atentos, ao ver esta capa verde aqui ao lado já sabem: é mais um conto de Alexandra Pereira e vem antecedido de uma dedicatória a algum ilustre que provavelmente nunca lerá nem conto nem dedicatória.

No caso deste, no entanto, até é possível que leia, pois o alvo da dedicatória reúne duas características que abrem essa possibilidade: é português e está vivo. Chama-se Janita Salomé, e se não sabem de quem se trata não têm grande salvação.

Não descortino é o porquê da dedicatória. Yakutuba, a história, que vem com o subtítulo de A Mulher-Serpente das Duas Vozes, é uma história fantástica, mais ou menos aparentada com o horror mas fundamentalmente mágico-realista, sobre alguns acontecidos razoavelmente trágicos envolvendo uma brasileira, Yakutuba, a personagem. Esta é madame de um prostíbulo de luxo situado num castelo austríaco erguido perto da fronteira italiana, e a história descreve-a, à sua profissão, às suas instalações e a um conjunto de prodígios que um belo dia nestas aconteceram, tudo numa prosa carregada de poesia. Que tem isto a ver com o bom do Janita? Alexandra Pereira lá saberá.

Este é outro conto interessante, a atirar para o bom, pelo menos se lido isoladamente dos demais. É que acontece com este livro algo que por vezes sucede com livros de contos, mas disso falarei quando chegar o momento de falar do livro como um todo. Ainda deve demorar.

Contos anteriores deste livro:

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