sábado, 14 de abril de 2018

Lido: Fumaça e Fagulhas

Fumaça e Fagulhas é um enigmático continho de Luiz Bras sobre deus. Parece que existe mesmo, diz-nos Bras, mas não tem nada do velho bonacheirão de barbas brancas que a cultura patriarcal dos povos que seguem (pelo menos em parte) as religiões abraâmicas costuma apresentar. Não, não falo desse velho bonacheirão de barbas brancas, esse que veste de vermelho. Refiro-me ao outro.

É enigmático, pelo menos para mim, porque tenho de confessar derrota. Não consegui perceber onde quer Bras chegar com ele, além da mera subversão da figura divina. Sim, esta é interessante, especialmente para um empedernido herege como me assumo — assim me chamava uma namorada beata que tive em anos há muito idos, e certamente teria razão. Até posso dizer que a achei divertida. Mas isso chega para um conto? Não me parece que chegue... mas também pode dar-se o caso de eu não ter pura e simplesmente percebido. Acontece.

Ah, sim, o género deste conto? Bem, também isso é enigmático. Um cristão chamar-lhe-ia terror, suponho. Para mim é como a Bíblia: fantasia.

Textos anteriores deste livro:

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