O amor
é
apenas
o que sentimos
quando não sabemos
o que sentimos
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2006
Peço a indulgência do estimável público
Peço a indulgência do estimável público
Estimável público, peço a vossa indulgência para o que se segue. Acontece que tenho para traduzir um soneto e me sinto preso de uma imensa falta de veia poética, indispensável para que o trabalho saia a contento. Anda arredia, a musa. Anda escusa. Devolve-me olhares de recusa quando a tento. De modo que decidi pôr-me a versejar de moto e tema próprios, para tentar fazer com que as palavras certas comecem por fim a cair nos lugares certos. Afinal, há quem diga que a mãe do talento se chama prática e o pai trabalho. E decidi também pôr esses versos aqui para me confrontar com eles. Serão, necessariamente, muito maus, pelo menos a princípio. Não existem milagres. Mas espero que, a pouco e pouco, melhorem um pouco, e me sirvam para treinar a mão o suficiente para acabar o trabalho que tenho em mãos. Quanto a vocês, se quiserem passar à frente, façam favor. Na verdade, até talvez seja melhor. Mas se quiserem ir lendo, podem depois falar mal deles, sugerir temas, até sugerir-me que pare com esta palermice, embora deva prevenir desde já que só o farei quando e se me der na realíssima gana. Afinal, estão avisados e portanto não podem alegar ignorância.
E aí vem o primeiro conjunto de versos:
Como será o dia da minha morte?
Trovejará? Alguém gritará de alegria
ao ver-se contemplado pela sorte
quem sabe se pela primeira vez na vida?
Alguém beijará outro alguém no momento
em que o meu coração deixar de bater?
E se o fizer, que poderá isso querer dizer?
Alguém chorará? Alguém ficará preso
de uma sensação indefinida como se
de algum modo sentisse o fim da minha vida
sem compreender, sem sequer querer saber?
Deixará esse dia de ser para alguém
apenas um dia igual a todos os outros?
E se sim, para quem?
Quem sentirá a minha falta
quando já cá não estiver?
Alguém que me esteja a ler?
Talvez tu, mulher?
Estimável público, peço a vossa indulgência para o que se segue. Acontece que tenho para traduzir um soneto e me sinto preso de uma imensa falta de veia poética, indispensável para que o trabalho saia a contento. Anda arredia, a musa. Anda escusa. Devolve-me olhares de recusa quando a tento. De modo que decidi pôr-me a versejar de moto e tema próprios, para tentar fazer com que as palavras certas comecem por fim a cair nos lugares certos. Afinal, há quem diga que a mãe do talento se chama prática e o pai trabalho. E decidi também pôr esses versos aqui para me confrontar com eles. Serão, necessariamente, muito maus, pelo menos a princípio. Não existem milagres. Mas espero que, a pouco e pouco, melhorem um pouco, e me sirvam para treinar a mão o suficiente para acabar o trabalho que tenho em mãos. Quanto a vocês, se quiserem passar à frente, façam favor. Na verdade, até talvez seja melhor. Mas se quiserem ir lendo, podem depois falar mal deles, sugerir temas, até sugerir-me que pare com esta palermice, embora deva prevenir desde já que só o farei quando e se me der na realíssima gana. Afinal, estão avisados e portanto não podem alegar ignorância.
E aí vem o primeiro conjunto de versos:
Como será o dia da minha morte?
Trovejará? Alguém gritará de alegria
ao ver-se contemplado pela sorte
quem sabe se pela primeira vez na vida?
Alguém beijará outro alguém no momento
em que o meu coração deixar de bater?
E se o fizer, que poderá isso querer dizer?
Alguém chorará? Alguém ficará preso
de uma sensação indefinida como se
de algum modo sentisse o fim da minha vida
sem compreender, sem sequer querer saber?
Deixará esse dia de ser para alguém
apenas um dia igual a todos os outros?
E se sim, para quem?
Quem sentirá a minha falta
quando já cá não estiver?
Alguém que me esteja a ler?
Talvez tu, mulher?
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