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domingo, 3 de agosto de 2014

Tuitos da semana

Se me lembrar, vou passar a fazer isto: uma compilação dos tuitos da semana anterior que, ao relê-los, não me parecerem inteiramente parvos ou irrelevantes. Talvez com algumas alterações, para expandir as abreviaturas tuiteiras, explanar melhor uma ideia ou piada ou juntar num só parágrafo vários tuitos sobre o mesmo tema. Se calhar devia chamar a isto "retuitos" em vez de só "tuitos." É caso para pensar. Se me lembrar.

Acham bem?

Então cá vai a compilação da semana que acaba hoje:
Reiterando algo que já disse uma vez — Caros sites que pedem likes ou têm nagscreens antes de mostrar conteúdo: encham-se de varejeiras.
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O êxito dos oquestrada é para mim um dos grandes mistérios do universo.
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Uma União Europeia que aceita calmamente isto é uma União Europeia a que eu recuso pertencer.
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Se isto é verdade (Observador = pé atrás), o papel do Brasil na entrada do Obiang foi perfeitamente vergonhoso. Já agora: que raio interessa que um documento venha escrito em Comic Sans, em Garamond ou em Helvetica?! Que coisa mais parva.
——
Pelos cabelos quando as pessoas dizem "os partidos", referindo-se exclusivamente a coisas feitas por PS e PSD.
——
Continua, Israel. Ainda não convenceste toda a gente de que o melhor é riscar-te do mapa, mas lá chegarás.
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Não há uma tenda grande o suficiente para cobrir a Madeira? É que circo já existe, só falta mesmo a tenda.
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Os brasileiros (e em especial as brasileiras) têm uma relação de amor com a palavra "super".
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Nunca deixarei de me surpreender com a estupidez humana. Nem de me deprimir com ela.
——
A princípio disseram que o cometa da Rosetta era um patinho de borracha. Não é: é uma bota.
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E lá vamos nós para a nacionalização dos prejuízos e manutenção em mãos privadas de tudo o que dá lucro. Tão bom. E depois "o Estado é mau gestor." Pois.
——
Ideia para um programa de TV: um Shark Tank tuga, com Oliveira e Costa, Ricardo Salgado, Jardim Gonçalves e João Rendeiro. Ia ser tãlindo ver os liberaloides todos a apresentar ideias de negócio aos mestres!
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Olhem uma lei fixe: "Empresa que tenha de ser nacionalizada só será privatizada depois de dar lucros ao Estado dez vezes superiores ao que custou." Sim, que o que se preparam para fazer ao BES é simplesmente pornográfico.
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Coisas como o BPN e o BES continuarão a acontecer enquanto o Estado meter dinheiro e deixar as empresas voltar alegremente a mãos privadas. Coisas como o BPN e o BES continuarão a acontecer enquanto não se perceber que empresas demasiado grandes para falir devem ser públicas. E pelos mesmos motivos, os monopólios naturais também devem ser públicos. Sempre. Até porque um Estado financiado por mais-valias é um Estado que precisa de cobrar menos impostos para o mesmo nível de despesa.
——
Para que se perceba bem o que é a banca hoje em dia.
——
Normalmente não leio BD, mas quando leio, ela é brilhante!
——
Diz que o BES vai passar a ter um só acionista — uma empresa cujo capital é, em parte, dinheiro pelo qual o Estado está a pagar juros. Mas não, não é uma nacionalização. Nacionalizações são coisas malignas que só os comunistas fazem. E o Sócrates.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Guia Candeias Para a Taxonomia Editorial

Tenho notado de há algum tempo a esta parte que há por aí uma grande confusão, em boa medida deliberada, em torno do que são e como funcionam as editoras deste país. E dos outros, que nisto, como em tantas outras coisas em que nos julgamos únicos e especiais, não há nada que nos separe dos outros. Não sendo uma autoridade inatacável na matéria, mas tendo alguns conhecimentos sobre ela, resolvi deixar aqui o meu modesto contributo para que quem opina saiba melhor sobre o que opina e possa ter uma breve referência básica.

A editosfera subdivide-se em três géneros. Os dois primeiros subdividem-se em várias espécies cada um, o outro constitui uma espécie única. São eles:

  • Genus Professionalis - editoras profissionais, aquelas que servem de ganha-pão pelo menos aos donos, e muitas vezes também a equipas de funcionários e colaboradores;
    • Professionalis comercialis - editoras que publicam tudo o que venda, seja bom seja uma porcaria. O best-seller é deus e o dinheiro que ele gera é seu profeta. Com várias subespécies, algumas especializadas em certos habitats (especialmente em mercados maiores, naturalmente), é uma espécie muito abundante, e por vezes os exemplares atingem grandes dimensões;
    • Professionalis amiculivrus - editoras que, entre o que vende, procuram publicar apenas aquilo que lhes agrada. Os exemplares tendem a ser muito pequenos e ágeis, sempre a tentar roubar aos P. comercialis e aos P. amantissimus um naco de comida particularmente apetitoso;
    • Professionalis amantissimus - editoras que usam edição comercial, por vezes de coisas por que nem têm grande respeito, para financiar a edição de livros que sabem à partida que vão dar prejuízo mas que acham que devem publicar, ou porque acham que fazem falta no mercado ou porque realmente os adoram. Tendem a atingir dimensões superiores às dos P. amiculivrus, mas não atingem nunca o tamanho dinossáurico de alguns dos P. comercialis. O seu modo de alimentação é semelhante ao do P. amiculivrus, mas costumam ter mais força para defender os acepipes;
    • Professionalis predatorius - as aves de rapina do meio editorial. Publicam qualquer merda desde que alguém lhes pague. Normalmente a vítima principal é o pobre autor iludido que julga que só assim poderá ter uma oportunidade e que ao mesmo tempo que é sugado até ao tutano fica com o nome manchado no mercado;
  • Genus Amatoris - editoras amadoras, aquelas que, embora possam gerar algum lucro, não geram o suficiente para a sobrevivência de ninguém;
    • Amatoris amantissimus - editoras que só publicam aquilo de que realmente gostam, frequentemente mostrando grande brio nos acabamentos e em todo o processo. Uma subespécie, A. amantissimus ridiculus, tenta mimetizar a pertença ao género Professionalis; os especialistas divergem na interpretação deste curioso fenómeno;
    • Amatoris nichianus - editoras muito proximamente aparentadas às A. amantissimus (alguns autores consideram-nas uma única espécie, apontando como prova, entre outras características, para a existencia, também aqui, de uma subespécie ridiculus); caracterizam-se principalmente por adotarem uma grande especialização ecológica;
    • Amatoris desenrascus - editoras que publicam o que calha, como calha, quando calha. São a espécie de vida mais curta em toda a editosfera;
    • Amatoris ideologicus - editoras que publicam tudo o que promova as ideias dos seus editores ou donos. Muitas mimetizam com grande eficácia a pertença ao género Professionalis, mas um exame mais atento às suas características fisiológicas revela que o dinheiro provém não da edição propriamente dita mas de quem quer promover as ideias;
    • Amatoris milionariaborrecidus - editoras que não têm falta de dinheiro porque possuem um mecenas forte; aparentadas com a A. ideologicus, diferenciam-se desta por não publicarem exclusivamente obras a promover as ideias dos donos, embora também o façam;
    • Amatoris predatorius - editoras que sonham ser P. predatorius mas não conseguem;
  • Genus Setinstrumentus
    • Setinstrumentus individualis - espécie isolada, vive em simbiose com gráficas e casas de print on demand; dotada de enorme variabilidade interna, cada indivíduo é uma subespécie, ainda que uma boa maioria se possa agrupar de uma forma pouco rígida num agrupamento chamado minitalentus inteligentis, por não caírem nas malhas dos P. predatorius. Uma boa maioria, note-se, não a totalidade: a subespécie mais valiosa é a S. individualis migueltorgus, várias vezes nomeada para o Nobel.
E pronto. Imprimam este pequeno guia e estudem-no bem. Ser-vos-á útil.

Pessoalmente? Há algumas espécies aqui que me interessam. P. amiculivrus, P. amantissimus, A. amantissimus, A. nichianus e S. individualis, basicamente. As outras dispenso, e de algumas fujo a sete pés.

Adenda: por lapso, tinha-me esquecido de incluir no esquema a A. predatorius. Já está corrigido.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Questões de grande velocidade (QGV)

Toda esta confusão de politiquices à volta do TGV fez-me lembrar uma crónica que publiquei em Junho de 2001, há precisamente oito anos, no jornal onde trabalhava. Fui relê-la. Se não fosse pelos algarvios se terem entretanto calado com o TGV, podia escrevê-la hoje.

Não sabem do que estou a falar, pois não? Podia mandar-vos comprar Os Pés e a Cabeça, mas vocês mandavam-me bugiar, e com razão. De modo que aqui a têm. Digam lá se eu não sou um compincha.

Tudo a Grande Velocidade (TGV)


Não, TGV não significa "tudo a grande velocidade". É uma sigla francesa que vem de "train de grande vitesse", ou seja, "comboio de grande velocidade", ou seja, CGV.
Parece que a coisa atinge um bué (palavra que consta do novo dicionário da língua portuguesa, portanto não me batam) de quilómetros por hora e que se houvesse disso no Algarve nos poria em Lisboa num par de horas, o que é sem dúvida um contraste interessante com as 4 ou 5 que as sacolejadeiras da CP levam actualmente a carregar-nos até ao barco trans-Tejo.
Viva o CGV, então?
Bem, parece que é caro. Há quem diga mesmo que é bué de caro. E parece que por ser assim tão caro só cá chega daqui a uns 20 anos, mais coisa menos coisa, se chegar a chegar cá.
Há umas semanas, vimos os autarcas e empresários algarvios em coro a exigir o CGV, menos os do PSD, que esses nunca fazem coro com os do PS, por uma questão de princípio. Acho bem. É bom manter os princípios.
Mas sabem o que vai acontecer?
Se chegar a ser aprovado o plano que traz o CGV para o Algarve daqui a 20 anos, mais ano menos ano, nem um tostão furado será entretanto investido na melhoria da linha de CPV (Comboio de Pequena Velocidade). Ou seja, ficaremos atolados durante mais vinte anos (mais ano menos ano) no mesmíssimo atoleiro ferroviário em que estamos agora, com um serviço de qualidade fraquinha, lento, sacolejante, incómodo, obsoleto e, feitas as contas a todos os defeitos, caro.
Será que vale a pena?
Não será melhor que se modernize a linha actual, se lhe ponha duas vias, se actualize o material circulante para que entre Faro e Portimão se passe a poder viajar em uma hora e se consiga chegar a Lisboa em 3, e tudo isso já, em vez de ficar mais vinte anos à espera duma miragem de grande velocidade (MGV) que pode ir por água abaixo à primeira contrariedade orçamental?
Como naquele programa chatíssimo da televisão de aqui há anos, você decide.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Somnium

O que é mais divertido nos sonhos é aquela bizarra mistura de genialidade e estupidez de que muitos são feitos. Querem um exemplo? Então está bem, cá vai um exemplo.

Hoje sonhei com corridas de cavalos. Não umas corridas quaisquer, com os cavalos devidamente montados por jóqueis vestidos de calças brancas e jaquetas multicoloridas e com aqueles ridículos bonezinhos redondos na cabeça. Não. Era uma corrida de cavalos muito especial. Eu conduzia um deles. Reparem que não disse que o "montava". Não. Conduzia-o. À distância, indicando o sítio para onde ele devia correr com movimentos de mãos. Ou de uma mão, pelo menos.

O sonho não entrou em detalhes, que eu me lembre. Mas o meu eu acordado imagina eléctrodos implantados no cérebro dos animais e a mão a funcionar assim como uma espécie de Wii, emitindo as suas ordens através de uma qualquer radiação electromagnética. Os amigos dos animais não gostariam de vê-la concretizada, mas a ideia é bestial. Ou será que não é?

Sim, agora entra a parte estúpida da coisa. É que o alcance da mão era limitado. Muito limitado. De modo que o condutor do cavalo tinha de ir a correr atrás dele, o que a modos que estraga um bocadinho todo o conceito. Um bocadinho só.

Já se riram tudo?

No sonho, fiquei para trás e perdi o controlo ao cavalo. Claro. Parece que o bicho entrou em pânico e pisoteou alguém. Recuperei-o quando consegui aproximar-me o suficiente, mas quando passei pelo sítio onde o cavalo tinha ficado descontrolado, fui atacado por uma turba que me arreou uma enorme carga de porrada. E, evidentemente, assim que me deram o primeiro sopapo voltei a perder o controlo do cavalo, que desatou a escoicear o público mais à frente. Nessa altura acordei. Não sei se teria acabado no hospital, na morgue ou noutra surra quando chegasse ao sítio do segundo descontrolo. Boa coisa não seria de certeza. É também essa a natureza dos pesadelos.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Conselhos para escritores

0. Kuidado com a hórtografia os, sinais de pontuaçao e não te esqueças de que a claridade cristalina das águas é a melhor forma de demonstrar que és um grande escritor.
1. A primeira coisa hé conhesser beim a hortografia.
2. Cuide a concordância, o qual são necessária para que você não caiam naqueles erros chatos.
3. E nunca comece com uma conjunção.
4. Evite as repetições, evitando assim repetir e repetir o que já tinha antes repetido.
5. Use; correctamente. Os sinais: de, pontuação.
6. Trate de ser claro; não use hieráticos, herméticos ou errabundos gongorismos que possam depreciar as melhores ideias.
7. Imaginando, criando, planificando, um escritor não deve aparecer enganando-se, abusando dos gerúndios.
8. Correcto para ser na construção, cair evite em transposições.
9. Pegue o touro pelos cornos e não caia em lugares comuns.
10. Se você fala e escreve em português, OK.
11. Coa breca!... juro a pés juntos que devem evitar-se os arcaísmos.
12. Se algum lugar é inadequado na frase para pendurar um verbo, o final de um parágrafo é-o.
13. Por amor de Deus!, não abuse das exclamações.
14. Tende cuidado com as conjugações quando escrevas.
15. Não utilize nunca a dupla negação.
16. É importante usar os apóstrofo's correctamente.
17. Procurar nunca os infinitivos separar demasiado.
18. Releia sempre o que escreve, e veja se palavras.
19. Relativamente a frases fragmentadas.

Traduzido de uma piada de internet em castelhano. Desconheço quem seja o autor. Mas dou-lhe os parabéns.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Lido no twitter (em inglês)

P: Porque foi que a galinha atravessou a fita de Möbius?

R: Para passar para o mesmo lado.

sábado, 11 de outubro de 2008

Dos estados da matéria financeira

Serei só eu a achar bizarro que um mercado sólido seja aquele que tem muita liquidez?

Faz pensar que tudo isto é capaz de ser um bocado gasoso, não faz?

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Vocês contratem-me estes gajos!

Pá, isto na verdade há umas vocações por aí escondidas que têm de ser urgentemente reveladas. Num país com uns comediantes que, tantas vezes, não têm piada nenhuma (coff-têvêrrural-coff), não se pode deixar fugir o(s) génio(s) da comédia que hoje resolveram assaltar logo a Direcção-Geral de Combate ao Banditismo! Vocês contratem-me estes gajos, por amor ao monstro do esparguete voador!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A injecção financeira

Andava a sentir-se pobre nos últimos tempos. Olhava à volta e só via coisas que não tinha, lugares que não visitara, actividades que não experimentara. Decidiu que precisava de uma injecção financeira. Dirigiu-se, portanto, a uma farmácia, comprou uma seringa das descartáveis mais baratas, e voltou para casa.

Preparou o caldinho na mesa da cozinha. Reuniu a água, o limão, a colher e o x-acto, verificou que tinha gás no fogão, abriu a carteira e tirou de lá a última nota de cinco euros. Desfê-la com o x-acto em bocadinhos quase microscópicos, deitou-os na água e no limão, despejou tudo na colher, com cuidado para não derramar, tirou a seringa da embalagem e encheu-a até cima. Atrapalhou-se um momento quando reparou que se esquecera do garrote, foi à procura de algo que servisse, encontrou um lenço e enrolou-o ao braço, apertando bem. A veia foi fácil de descobrir. Injectou tudo.

Não ficou mais rico. Em vez disso, apanhou uma grande moca. É que a nota, logo antes de lhe ir parar às mãos, tinha sido usada por outro tipo qualquer para snifar uma valente dose de coca.

domingo, 21 de setembro de 2008

O fio condutor

O fio condutor parou a carrinha em frente de casa, saiu, trancou-lhe a porta com uma laçada dada com a facilidade do hábito, serpeou escadas acima desviando-se habilmente das manchas de terra deixadas no mármore pela porcaria dos vizinhos porcos, encontrou a mulher já à sua espera, enrolou-se todo nela, seguiram aos encontrões até ao sofá, fizeram-se novelo, meada, embaraço de nós e laços, e logo antes de atingirem um orgasmo duplo retesaram-se como arames acabados de sair da fábrica.

Era assim todos os dias de trabalho. Ao fim de horas a distribuir atacadores, chegava sempre a casa numa excitação de bonobo. Aqueles fios entrelaçados... Podia ganhar mal, que ganhava, mas pelo menos guita, a mulher, andava feliz, contente e desenrolada da vida.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

A ideia peregrina

Como sou um tipo ocupado, e um grande infiel, nunca na vida iria de peregrino a Fátima. Mas a verdade é que não custa nada cobrir todas as possibilidades. Que isto nunca se sabe. De modo que tive uma ideia peregrina, vesti-a de batina, arranjei-lhe farnel, dei-lhe uns cobres e pu-la a caminho.

Não chegou lá. Conheceu uma brasileira vuluptuosa ali para os lados da Ota e acabou, bêbada e sem cheta mas divertidíssima, numa pensão de Rio Maior.

Nada a fazer. Eu sou assim. Até as minhas ideias peregrinas são umas pecadoras do catano.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

CSI: Portimão

Ah! Então é por isto que eu estou a pagar o triplo da contribuição autárquica...



PS: para quem não conhece, o senhor do bigode que aparece no fim é o Manuel da Luz, presidente da câmara, PS. PS-partido, não PS-PS. Vocês entendem...

PPS: usando os meus talentos sherlockianos, estou capaz de garantir que há por aí eleições à porta...

PPPS: mas OK, tá giro, sim senhor, pronto, levem lá a bicicleta... não me digam é quanto custou, para não me dar uma coisinha má...

PPPPS: a loura é que enfim... com tanta mulher bonita que há por aí...

PPPPPS: sim, gosto de reticências... processem-me...

A consulta das fontes

Quando consulto as minhas fontes, por algum motivo lá delas respondem-me sempre com o marulhar de água.

É mais uma coisa que achei que gostariam de saber.

domingo, 14 de setembro de 2008

Metamorfose

Portugal é o rei do bócia
Portugal é o rei do bócio
Portugal é o rei do ócio

Brinco, mas é assim que aparecem os boatos.

Para que de boato se chegue a notícia, porém, é preciso dar mais um passo:

Portugal é o rei do ódio

domingo, 7 de setembro de 2008

Incontornável

Sempre que vejo alguém ser apelidado de incontornável, imagino-o gordo. Não simplesmente gordo, mas gordo de uma forma superlativa, monstruosa, uma imensa bola de gordura a perder de vista, tão vasta e redonda que desaparece para lá do horizonte, impossível de contornar.

Achei que gostariam de saber disto.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Gatunagem

Dêem um salto a este post. Tem pouco texto, não se preocupem. Mas leiam-no. Continuem a ler. Até ao fim. Mesmo no fim. Viram? Mas viram? VIRAM?

Isto está impossível, realmente. Ainda mal comecei a publicar o romance e já fui roubado!

Damned americans!

domingo, 25 de maio de 2008

Pensando melhor...

Pensando melhor, o plano que expus aqui em baixo nunca iria resultar:

- Os madeirenses nunca votariam "naqueles cubanos do Contnent";
- Os açorianos ficariam o tempo todo à espera de ver aparecer a Nelly Furtado e quando descobrissem que ela afinal não ia cantar já se teria acabado o prazo para a votação, altura em que resmungariam qualquer coisa ininteligível e rogariam uma praga ao espírito santo;
- Os algarvios só votariam no Reino Unido, Alemanha, Holanda e Suécia, para não chatear as "mulas";
- A Cova da Moura não votaria porque lá ninguém tem dinheiro para pagar a conta do telefone;
- Os países pequeninos, quando nos vissem chegar em massa, com as camisolas da selecção, os garrafões de tintol e os couratos, aos gritos de "Cristianooo Ronaldooo", fugiriam da Europa e iriam pedir asilo político à Ásia. Com terramotos, tsunamis, tufões e tudo;
- Os caboverdianos só votariam no representante da Cova da Moura;
- E no estado em que estão as finanças lusas, cortar os telefones aos imigrantes de Leste significaria privar o país de uma importante fonte de receitas, fundos que de outro modo seriam encaminhados directamente para a Rússia, Ucrânia, Roménia ou Moldávia.

Ou seja, o meu brilhante plano de seis pontos só daria bronca. É pena.

sábado, 24 de maio de 2008

Plano para ganhar o festival da canção

É fácil. Para ganhar o festival da canção, ou Portugal ou um país congénere, basta:

1) Dar a independência à Madeira
2) Dar a independência aos Açores
3) Dar a independência ao Algarve
3½) Dar a independência à Cova da Moura
4) Emigrar em grande número para países pequeninos (Malta, São Marino, Liechtenstein, Islândia, etc.)
5) Convencer a Eurovisão a integrar Cabo Verde
6) Votarmos todos uns nos outros.

Para cumprir o ponto 6 convém cortar durante um par de horas os telefones dos imigrantes ucranianos, que de há uns anos para cá fazem com que Portugal dê sempre a vitória à Ucrânia, o que é chato. Cumprido este plano (e o corte de telefone), a vitória é nossa.

Agora a sério: quem é que ainda leva a sério o festival da eurovisão? No meio de todo aquele eurolixo houve três ou quatro canções que se podiam ouvir, em especial a da Turquia. E a luso-croata também. O resto... entre a pop requentada e o pimba lá deles venha o diabo e escolha.