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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

Instantâneos do quotidiano, XI

Tumtumtumtumtum! Trrrrrrrrrrr! Uéééééééééééééééééééén! Bam-bam-bam-bam-bam! In-in-in-in-on-on-on-on-on-on-on-on-in! Brrrrrrrrrr!

E quando pára, sonhar em passar alguns meses sem que alguém, por cima, por baixo, ao lado, nas traseiras, na rua que passa em frente, no raio que os parta a todos, tenha obras a fazer.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

domingo, 22 de janeiro de 2006

Instantâneos do quotidiano, IX

Interromper uma conversa por não saber o que dizer. Há ocasiões em que a paralisia é a única reacção possível aos acontecimentos.

Não a única reacção desejável, é certo. Mas a única possível.

domingo, 15 de janeiro de 2006

Instantâneos do quotidiano, VIII

A água que gorgoleja lá fora, entre o céu e os túneis escuros dos algerozes, e o ar que falta cá dentro como se em vez de pulmões houvesse brânquias, cobertas de detritos, incapazes de filtrar o oxigénio da água desta espécie de aquário.

sábado, 14 de janeiro de 2006

Instantâneos do quotidiano, VII

Água quente a correr sobre a pele... Algures, no passado longínquo da espécie, um grupo de proto-homens hirsutos deve ter vivido num lugar como Yellowstone. Só assim pode explicar-se que uma cascata de água quente saiba tanto a casa.

Instantâneos do quotidiano, VI

Alguém perguntar que são estes instantâneos do quotidiano, ficção ou realidade.

Qual a diferença?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2006

Instantâneos do quotidiano, V

À falta de melhor, teclar. À falta de melhor. À falta da emoção completa e dos seus cheiros e sons e olhares e sorrisos.

Melhor que nada, teclar.

Instantâneos do quotidiano, IV

Acordar com a boca a saber a papéis de música sem ter bebido na noite anterior. Nem comido papéis de música.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

Instantâneos do quotidiano, III

Um longo zapping termina num programa, finalmente, que desperta algum interesse. É precisamente então que o écran resolve ficar negro.

Coisas da tvcabo.

Instantâneos do quotidiano, II

O som mais solitário do mundo: o apito ritmado de uma chamada que ninguém atende.

Instantâneos do quotidiano, I

E então, chegaram visitas para a família, e o trabalho, que rendia, deixou de ser possível.