Cá estamos de volta à singularidade nestas notas semanais, desta feita uma singularidade muito rápida, pois quando não há muito a dizer é escusado tentar dizer muito.
A tradução lá vai avançando a um ritmo regular, ainda que calmo, sem nada do frenesi que tem acompanhado outras traduções recentes. A carteira não gosta, mas a cabeça agradece. Faltam 243 páginas para chegar ao fim, e em todas elas haverá certamente um problema bicudo qualquer a resolver. Esta autora é assim. Há autores que quaisquer 7 euros por página pagam bem; outros nem 20 fariam justiça ao trabalho que dão.
O wiki também vai avançando a um ritmo regular, ainda que calmo. Nesta fase, tudo é calmo. Neste momento com um total de 16 298 páginas, tem 72 novidades desde a semana passada, e novidade também é que as mais relevantes dessas novidades passaram a ser divulgadas através duma conta própria no twitter. Quem estiver interessado - e quem não estaria? - Pode segui-la em @bibliowiki.
Também calmas têm sido as leituras, muito dedicadas a romances. De tal forma dedicadas a romances, na verdade, que na semana que passou só li um conto: Alguém à Chuva, de Ray Bradbury. Trata-se de uma história melancólica sobre um casal que revisita um local especial do passado do marido, para grande desagrado da mulher, onde ele reencontra alguns fantasmas desse mesmo passado. Fundamentalmente mainstream, só com uns leves toques de fantástico, é agradável de ler, embora desprovido de qualquer rasgo que o pudesse tornar especial.
E nada mais tenho a dizer, portanto calo-me. O silêncio, há quem diga, é a maior das virtudes.
Mostrar mensagens com a etiqueta lâmpada mágica. Mostrar todas as mensagens
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sábado, 9 de maio de 2009
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Antes que o dia acabe...
Antes que o dia acabe, deixem-me roubar uns segundos ao avanço inexorável do tempo para assinalar algo de que fui recordado pelo serviço público que é este blogue: a Lâmpada faz hoje 6 anos. Para o ano já vai para a escola.
E agora com licença, que vou ali pô-la a soprar velas.
E agora com licença, que vou ali pô-la a soprar velas.
sábado, 7 de março de 2009
Semana
Tenho de arranjar tempo para escrever uns posts que tenho aqui já matutados na cabeça. Isso e mais uma série de coisas. Contos, e tal. Mas enquanto não dá, a Lâmpada vai ter de continuar reduzida a estes updates semanais e a pouco mais. Para compensar, acrescentei ali ao fundo da barra da direita uma caixinha nova com os updates que vou fazendo no meu twitter.
Para mim, o twitter tem uma grande vantagem sobre o blog tradicional: serve para comunicação directa com as pessoas, quase em regime de mensagens instantâneas, para pensamentos rápidos, para desopilar e aliviar a pressão intelectual do trabalho, para disparatar à vontade. Desde que tenho twitter, nunca mais houve aqui na Lâmpada posts curtos de uma ou duas linhas, que constituíram uma boa percentagem do conteúdo deste blogue em certas fases da sua vida: isso foi transferido para o twitter. Aqui ficou apenas aquilo que não pode ser dito num instante. E como aquilo que não pode ser dito num instante também não pode ser pensado num instante, o conteúdo actual da Lâmpada exige tempo. Que é coisa que não abunda.
Mas divago. Este post pretende ser sobre a semana que passou.
Passou a traduzir, naturalmente. O saldo, contudo, foi fraco: só 45 páginas. Estou FARTO, assim mesmo, em maiúsculas, itálico e negrito, de viver rodeado por gente que acha que pode fazer o escarcéu que lhe dá na real gana às horas que muito bem entende, e mais farto ainda das leis deste país serem uma merda que não protege quem precisa de sossego porque trabalhar, para nós, significa usar o cérebro, o que implica concentração e exige noites bem dormidas, o que implica silêncio. Tivesse eu dinheiro, e mudava-me para o campo. Ontem.
Sim, que furar os tímpanos é capaz de ser solução demasiado radical.
Adiante. O wiki subiu para 15 857 páginas, com uma ajudinha dum amigo, o que equivale a 63 novidades. Também não é grande coisa.
Só nas leituras a semana foi igual às outras.
Terminei um romance bastante bom de ficção científica ciberpunk. Snow Crash, de Neal Stephenson, que em português recebeu o disparatadíssimo título de Samurai: Nome de Código. Uma idiotice, este título, capaz de fazer supor o pior da tradução, mas quem culpar o tradutor está a cometer uma tremenda injustiça, pois a tradução, que não é fácil, está muito boa, e tudo indica que o título não foi da responsabilidade do tradutor e sim da editora. Cheguei a essa conclusão sherlockianamente, mas para explicar isto vou falar um pouco do livro.
O romance conta a história de um hacker, Hiro Protagonista, que se vê envolvido numa movimentada trama em que se mistura a vida real passada nuns Estados Unidos pulverizados anarquicamente numa imensidão de minúsculos estados soberanos corporativos, e uma realidade virtual chamada "metaverso", e mete cultos antigos, umas ideias malucas do Stephenson sobre neurolinguística e os paralelismos entre a programação de computadores e a do cérebro. Tudo sustentado por uma súbita infecção de um terrível vírus que infecta tanto computadores como cérebros, a que ele chamou, precisamente, "snow crash". É esta infecção que constitui a linha dorsal do romance, motivo pelo qual o Stephenson escolheu o nome do vírus para título do livro.
Na tradução portuguesa, o tradutor decidiu chamar ao vírus "nevão marado". Assim, a seco, é uma opção discutível, mas perfeitamente compreensível dada a dificuldade de traduzir numa palavra suficientemente ágil o conceito de crash informático (motivo que leva, aliás, toda a gente a dizer coisas como "o computador crashou"). Lendo-se o livro, compreende-se que essa opção joga perfeitamente com todo o estilo do texto. E ao chegar ao fim, se se lerem os agradecimentos, lê-se uma frase que começa com "Para terminar, depois da saída da primeira edição de Nevão Marado [...]", o que indica que foi esse o título escolhido, correctamente, pelo tradutor. Aparentemente, a editora teve medo dum título assim tão iconoclasta. E alterou-o para o absurdo que ficou. Sem alterá-lo onde aparecia no corpo do livro, o que também é típico.
Esquecendo o título português, o livro é muito bom. Bem traduzido, bem concebido e bem concretizado, encontro-lhe apenas dois defeitos: torna-se algo maçudo durante os infodumps que Stephenson usa para explicar as ideias que o levaram a esta história (e as ideias são suficientemente estrambólicas para abalar significativamente a suspensão da descrença), e felizmente que só os introduziu depois de passar de meio, e, bem... ser ciberpunk, um estilo demasiado preso ao presente da época em que é escrito para continuar a funcionar bem enquanto FC alguns anos mais tarde. E Snow Crash foi publicado em 1992, já vai quase para vinte anos. Está demasiado repleto de anos 80.
E também li uns contos, não foi só o romance.
Um Natal há Cem Anos é uma pequena vinheta de José Saramago sobre a desilusão infantil de não se ser levado a sério. A identificação com o miúdo que tenta sem sucesso contar uma história aos adultos foi total. Julgo que algo de semelhante terá acontecido à maioria de nós em crianças. Muito bom.
Ylla, de Ray Bradbury, é um conto sobre o sonho e o ciúme. O Marte bradburiano está cheio de americanos, com algumas diferenças mas muito mais semelhanças com os seus compatriotas terrestres, e esta história é uma das que tornam isso mais evidente. O espantoso é ele conseguir safar-se com isso, graças a uma escrita de altíssima qualidade e a uma forma soberba de contar histórias.
Sete Andares, de Dino Buzzati, é um conto kafkiano que, em jeito de parábola sobre a vida, descreve o modo como um homem é internado com uma doença ligeira num sanatório, organizado por forma a que os casos mais leves fiquem no último dos sete andares e os irremediáveis no primeiro. Apesar de previsível desde as primeiras páginas, não deixa de ser um conto interessante.
Pick my Bones With Whispers, de Sally McBride, é uma óptima história de ficção científica, passada num mundo extraterrestre em estudo por um grupo de exploradores, que constituem uma sociedade isolada em que a generalidade dos membros se transferiu para a virtualidade, abandonando a biologia (mesmo assim transumanística, complementada com implantes cibernéticos e biónicos) excepto no que toca à reprodução. Vemos essa sociedade pelos olhos de uma jovem que vai ser forçada, por forças fora do seu controlo, a fazer o que não quer.
Lembra-se de mim?, de Ray Bradbury, é outra história mainstream sobre o encontro casual de dois americanos, vagamente conhecidos, em Itália. Nada de transcendente, sob todos os aspectos.
Finalmente, O Encontro no Sul, de Michel Jeury, é um conto fronteiriço entre a fantasia, o horror e a ficção científica, no qual um homem se vê compelido a procurar uma mulher que lhe invade o cérebro com um chamamento telepático a que ele não é capaz de resistir. Mas o mundo em que vive é um futuro violentamente distópico, no qual a noite está entregue a um banditismo mais ou menos institucionalizado. De modo que o homem vai encontrar a mulher mas não como estava à espera. Razoável.
E foi isso. Foi uma boa semana no que toca a leituras, mas má sob todos os outros aspectos. Oxalá a próxima seja melhor.
Para mim, o twitter tem uma grande vantagem sobre o blog tradicional: serve para comunicação directa com as pessoas, quase em regime de mensagens instantâneas, para pensamentos rápidos, para desopilar e aliviar a pressão intelectual do trabalho, para disparatar à vontade. Desde que tenho twitter, nunca mais houve aqui na Lâmpada posts curtos de uma ou duas linhas, que constituíram uma boa percentagem do conteúdo deste blogue em certas fases da sua vida: isso foi transferido para o twitter. Aqui ficou apenas aquilo que não pode ser dito num instante. E como aquilo que não pode ser dito num instante também não pode ser pensado num instante, o conteúdo actual da Lâmpada exige tempo. Que é coisa que não abunda.
Mas divago. Este post pretende ser sobre a semana que passou.
Passou a traduzir, naturalmente. O saldo, contudo, foi fraco: só 45 páginas. Estou FARTO, assim mesmo, em maiúsculas, itálico e negrito, de viver rodeado por gente que acha que pode fazer o escarcéu que lhe dá na real gana às horas que muito bem entende, e mais farto ainda das leis deste país serem uma merda que não protege quem precisa de sossego porque trabalhar, para nós, significa usar o cérebro, o que implica concentração e exige noites bem dormidas, o que implica silêncio. Tivesse eu dinheiro, e mudava-me para o campo. Ontem.
Sim, que furar os tímpanos é capaz de ser solução demasiado radical.
Adiante. O wiki subiu para 15 857 páginas, com uma ajudinha dum amigo, o que equivale a 63 novidades. Também não é grande coisa.
Só nas leituras a semana foi igual às outras.
Terminei um romance bastante bom de ficção científica ciberpunk. Snow Crash, de Neal Stephenson, que em português recebeu o disparatadíssimo título de Samurai: Nome de Código. Uma idiotice, este título, capaz de fazer supor o pior da tradução, mas quem culpar o tradutor está a cometer uma tremenda injustiça, pois a tradução, que não é fácil, está muito boa, e tudo indica que o título não foi da responsabilidade do tradutor e sim da editora. Cheguei a essa conclusão sherlockianamente, mas para explicar isto vou falar um pouco do livro.
O romance conta a história de um hacker, Hiro Protagonista, que se vê envolvido numa movimentada trama em que se mistura a vida real passada nuns Estados Unidos pulverizados anarquicamente numa imensidão de minúsculos estados soberanos corporativos, e uma realidade virtual chamada "metaverso", e mete cultos antigos, umas ideias malucas do Stephenson sobre neurolinguística e os paralelismos entre a programação de computadores e a do cérebro. Tudo sustentado por uma súbita infecção de um terrível vírus que infecta tanto computadores como cérebros, a que ele chamou, precisamente, "snow crash". É esta infecção que constitui a linha dorsal do romance, motivo pelo qual o Stephenson escolheu o nome do vírus para título do livro.
Na tradução portuguesa, o tradutor decidiu chamar ao vírus "nevão marado". Assim, a seco, é uma opção discutível, mas perfeitamente compreensível dada a dificuldade de traduzir numa palavra suficientemente ágil o conceito de crash informático (motivo que leva, aliás, toda a gente a dizer coisas como "o computador crashou"). Lendo-se o livro, compreende-se que essa opção joga perfeitamente com todo o estilo do texto. E ao chegar ao fim, se se lerem os agradecimentos, lê-se uma frase que começa com "Para terminar, depois da saída da primeira edição de Nevão Marado [...]", o que indica que foi esse o título escolhido, correctamente, pelo tradutor. Aparentemente, a editora teve medo dum título assim tão iconoclasta. E alterou-o para o absurdo que ficou. Sem alterá-lo onde aparecia no corpo do livro, o que também é típico.
Esquecendo o título português, o livro é muito bom. Bem traduzido, bem concebido e bem concretizado, encontro-lhe apenas dois defeitos: torna-se algo maçudo durante os infodumps que Stephenson usa para explicar as ideias que o levaram a esta história (e as ideias são suficientemente estrambólicas para abalar significativamente a suspensão da descrença), e felizmente que só os introduziu depois de passar de meio, e, bem... ser ciberpunk, um estilo demasiado preso ao presente da época em que é escrito para continuar a funcionar bem enquanto FC alguns anos mais tarde. E Snow Crash foi publicado em 1992, já vai quase para vinte anos. Está demasiado repleto de anos 80.
E também li uns contos, não foi só o romance.
Um Natal há Cem Anos é uma pequena vinheta de José Saramago sobre a desilusão infantil de não se ser levado a sério. A identificação com o miúdo que tenta sem sucesso contar uma história aos adultos foi total. Julgo que algo de semelhante terá acontecido à maioria de nós em crianças. Muito bom.
Ylla, de Ray Bradbury, é um conto sobre o sonho e o ciúme. O Marte bradburiano está cheio de americanos, com algumas diferenças mas muito mais semelhanças com os seus compatriotas terrestres, e esta história é uma das que tornam isso mais evidente. O espantoso é ele conseguir safar-se com isso, graças a uma escrita de altíssima qualidade e a uma forma soberba de contar histórias.
Sete Andares, de Dino Buzzati, é um conto kafkiano que, em jeito de parábola sobre a vida, descreve o modo como um homem é internado com uma doença ligeira num sanatório, organizado por forma a que os casos mais leves fiquem no último dos sete andares e os irremediáveis no primeiro. Apesar de previsível desde as primeiras páginas, não deixa de ser um conto interessante.
Pick my Bones With Whispers, de Sally McBride, é uma óptima história de ficção científica, passada num mundo extraterrestre em estudo por um grupo de exploradores, que constituem uma sociedade isolada em que a generalidade dos membros se transferiu para a virtualidade, abandonando a biologia (mesmo assim transumanística, complementada com implantes cibernéticos e biónicos) excepto no que toca à reprodução. Vemos essa sociedade pelos olhos de uma jovem que vai ser forçada, por forças fora do seu controlo, a fazer o que não quer.
Lembra-se de mim?, de Ray Bradbury, é outra história mainstream sobre o encontro casual de dois americanos, vagamente conhecidos, em Itália. Nada de transcendente, sob todos os aspectos.
Finalmente, O Encontro no Sul, de Michel Jeury, é um conto fronteiriço entre a fantasia, o horror e a ficção científica, no qual um homem se vê compelido a procurar uma mulher que lhe invade o cérebro com um chamamento telepático a que ele não é capaz de resistir. Mas o mundo em que vive é um futuro violentamente distópico, no qual a noite está entregue a um banditismo mais ou menos institucionalizado. De modo que o homem vai encontrar a mulher mas não como estava à espera. Razoável.
E foi isso. Foi uma boa semana no que toca a leituras, mas má sob todos os outros aspectos. Oxalá a próxima seja melhor.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Lista de etiquetas - versão de emergência
Parece que o Blogger fez asneira da grossa, algures, e como consequência a lista automática de etiquetas que tinha ali ao lado esquerdo deixou de um momento para o outro de funcionar. Segundo o autor do script que adaptei, espera-se que o Blogger corrija o que quer que tenha corrido mal, mas entretanto aqui fica uma lista semi-manual para quem quiser navegar como deve ser pelas etiquetas da Lâmpada, sabendo-se que se por acaso forem adicionadas etiquetas novas essas mudanças poderão levar algum tempo a serem aqui reflectidas.
Com o pedido de desculpa da gerência, cá estão.
acordo ortográfico
aforismos
agradecimentos
algarve
anagramas
arte
as europas
astronomia
avisos paroquiais
bibliowiki
biologia
blogosfera
chamando a musa
cinema
ciência
coisas obsoletas
computadores
correntes
crítica
design
desporto
destaques
diversos
e-nigma
ecologia
economia
edição
escrever
espaço
europa
eventos
fandom
fc e f
festas anuais
ficções
fotografia
fraude
futebol
geofísica
geografia
historinhas ene
história alternativa
humor
idiotas
imprensa
incompetências
instantâneos do quotidiano
insólito
intimidades
irritações
jogos
justiça
leituras
literatura
lâmpada mágica
línguas
meteorologia
música
onomástica
pico-entrevistas
poesia
política
portimão
portugal
projecto gutenberg
prémio argos
pérolas de sabedoria
química
reciprocidade
religião
saúde
semanas
sobre a spam fiction
sobre a spamesia
spam fiction
spamesia
tecnologia
testes de personalidade
tradução
visitas à volta do mundo
vídeo
web
wikipédia
índices
Com o pedido de desculpa da gerência, cá estão.
acordo ortográfico
aforismos
agradecimentos
algarve
anagramas
arte
as europas
astronomia
avisos paroquiais
bibliowiki
biologia
blogosfera
chamando a musa
cinema
ciência
coisas obsoletas
computadores
correntes
crítica
design
desporto
destaques
diversos
e-nigma
ecologia
economia
edição
escrever
espaço
europa
eventos
fandom
fc e f
festas anuais
ficções
fotografia
fraude
futebol
geofísica
geografia
historinhas ene
história alternativa
humor
idiotas
imprensa
incompetências
instantâneos do quotidiano
insólito
intimidades
irritações
jogos
justiça
leituras
literatura
lâmpada mágica
línguas
meteorologia
música
onomástica
pico-entrevistas
poesia
política
portimão
portugal
projecto gutenberg
prémio argos
pérolas de sabedoria
química
reciprocidade
religião
saúde
semanas
sobre a spam fiction
sobre a spamesia
spam fiction
spamesia
tecnologia
testes de personalidade
tradução
visitas à volta do mundo
vídeo
web
wikipédia
índices
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Travão a fundo e marcha-atrás
domingo, 14 de setembro de 2008
Na hora de mandar o sitemeter à fava?
O sitemeter resolveu fazer uma plástica. Que iam melhorar a fiabilidade das contagens, diziam eles, que iam melhorar o serviço, diziam eles.
Mas que eu vejo é um novo site cheio de apitos e assobios, com menos funcionalidades do que o antigo (houve coisas que estavam disponíveis nas contas pagas via publicidade, mas que agora foram relegadas às contas pagas via cartão de crédito, numa manobra caça níqueis francamente desagradável), com um visual horrendo e tão longe de ser prático como é possível, lento como um caracol (provavelmente por cada página estar agora tão cheia de tralha) e tão cheio de bugs que já nem sequer consigo fazer login, depois de ter feito a activação da conta.
Ou aquilo melhora radicalmente nos próximos dias, ou o sitemeter já era.
E agora em estrangeiro para que me entendam bem lá na América:
Yo, sitemeterers, I want my old sitemeter back. The new one sucks really, really hard. It's slower than a snail, is constantly timing out, is outright ugly and the fact that some of the facilities we had are now only available to paid accounts is just nasty. Either this improves dramatically over the next few days, or I'll soon become an ex-user.
Mas que eu vejo é um novo site cheio de apitos e assobios, com menos funcionalidades do que o antigo (houve coisas que estavam disponíveis nas contas pagas via publicidade, mas que agora foram relegadas às contas pagas via cartão de crédito, numa manobra caça níqueis francamente desagradável), com um visual horrendo e tão longe de ser prático como é possível, lento como um caracol (provavelmente por cada página estar agora tão cheia de tralha) e tão cheio de bugs que já nem sequer consigo fazer login, depois de ter feito a activação da conta.
Ou aquilo melhora radicalmente nos próximos dias, ou o sitemeter já era.
E agora em estrangeiro para que me entendam bem lá na América:
Yo, sitemeterers, I want my old sitemeter back. The new one sucks really, really hard. It's slower than a snail, is constantly timing out, is outright ugly and the fact that some of the facilities we had are now only available to paid accounts is just nasty. Either this improves dramatically over the next few days, or I'll soon become an ex-user.
domingo, 24 de agosto de 2008
1535 posts etiquetados
Foi a 9 de Março que começou: pegar nos cerca de 1500 posts que na altura existiam na Lâmpada Mágica e ligar a cada um as etiquetas que parecessem mais adequadas. Entretanto, ao longo destes cinco meses e meio, foram escritos mais, chegando com este a 1535. E foram sendo etiquetados em interstícios de tempo roubado a tudo e mais alguma coisa, de frente para trás e de trás para a frente. Hoje esse trabalho terminou.
Foi uma viagem com o seu quê de curioso. Embora este blogue nunca tenha sido descaradamente umbiguista, ao contrário de tantos outros, não deixou de ir reflectindo as azias e alegrias de quem lhe foi dando vida. Mais azias do que alegrias, porque estes cinco anos coincidiram em parte com o ponto mais baixo da minha vida, e também com um dos grandes pontos baixos da democracia neste país e com um mundo em acentuada turbulência. Entretanto, o país melhorou um pouco, embora o portuguesinho, com a sua tradicional memória curta, pareça já se ter esquecido do que isto era quando andavam por cá o Barroso e o Santana. A minha vida também melhorou significativamente. O mundo é que nem por isso. Talvez antes pelo contrário.
O certo é que fui encontrando quem fui, post a post, o bom e o mau, aquilo de que me orgulho e as coisas que me envergonham. Houve posts que me senti tentado a apagar. Mas não o fiz. As únicas alterações que a Lâmpada sofreu no processo, além da etiquetagem, foi a correcção de algumas gralhas e de alguns links obsoletos. O resto ficou tudo como estava, facilmente acessível a quem tiver interesse, quer através dos links para as etiquetas que estão por baixo de cada post, quer através da lista que está ali em baixo, do lado esquerdo. Para a maior parte das etiquetas, tanto faz. Mas para aquelas com mais de 20 itens, aconselho a usar a lista, porque através dela têm acesso a todos os posts com essa etiqueta, e não apenas aos 20 mais recentes, como acontece via links.
Há várias etiquetas que, tudo somado, ligam a mais de 100 posts cada: "spamesia" (claro), mas também "blogosfera", "fc e f", "humor", "intimidades", "irritações", "lâmpada mágica" e "política". Pessoalmente, destacaria a spamesia e as ficções. Olhando para trás, parece-me que está aí o melhor que a Lâmpada contém. E evitaria as irritações: quase tudo o que me envergonha está aí (e na patetice das visitas à volta do mundo). Mas claro que vocês provavelmente terão outras opiniões.
Foi uma viagem com o seu quê de curioso. Embora este blogue nunca tenha sido descaradamente umbiguista, ao contrário de tantos outros, não deixou de ir reflectindo as azias e alegrias de quem lhe foi dando vida. Mais azias do que alegrias, porque estes cinco anos coincidiram em parte com o ponto mais baixo da minha vida, e também com um dos grandes pontos baixos da democracia neste país e com um mundo em acentuada turbulência. Entretanto, o país melhorou um pouco, embora o portuguesinho, com a sua tradicional memória curta, pareça já se ter esquecido do que isto era quando andavam por cá o Barroso e o Santana. A minha vida também melhorou significativamente. O mundo é que nem por isso. Talvez antes pelo contrário.
O certo é que fui encontrando quem fui, post a post, o bom e o mau, aquilo de que me orgulho e as coisas que me envergonham. Houve posts que me senti tentado a apagar. Mas não o fiz. As únicas alterações que a Lâmpada sofreu no processo, além da etiquetagem, foi a correcção de algumas gralhas e de alguns links obsoletos. O resto ficou tudo como estava, facilmente acessível a quem tiver interesse, quer através dos links para as etiquetas que estão por baixo de cada post, quer através da lista que está ali em baixo, do lado esquerdo. Para a maior parte das etiquetas, tanto faz. Mas para aquelas com mais de 20 itens, aconselho a usar a lista, porque através dela têm acesso a todos os posts com essa etiqueta, e não apenas aos 20 mais recentes, como acontece via links.
Há várias etiquetas que, tudo somado, ligam a mais de 100 posts cada: "spamesia" (claro), mas também "blogosfera", "fc e f", "humor", "intimidades", "irritações", "lâmpada mágica" e "política". Pessoalmente, destacaria a spamesia e as ficções. Olhando para trás, parece-me que está aí o melhor que a Lâmpada contém. E evitaria as irritações: quase tudo o que me envergonha está aí (e na patetice das visitas à volta do mundo). Mas claro que vocês provavelmente terão outras opiniões.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
sábado, 21 de junho de 2008
Olha? 10 mil?
Olha, agora reparo. O contador de acessos da Lâmpada atingiu as 10 mil visitas hoje de manhã. Até posso dizer quem foi: foi um utilizador lisboeta da Optimus que chegou cá às 11 e meia, via O Sonho de Newton, e se foi logo embora.
Dez mil não é grande coisa em termos de valor absoluto, até porque está a contar desde 2003 e há por aí blogues que têm mais do que isso em meia dúzia de meses, mas é um número giro. Obrigado a todos os que têm contribuído para ele ao longo destes anos.
Edit: São cem mil, não são dez mil. Silly me... Chapéu pró Asulado, que me puxou as orelhas com razão.
Dez mil não é grande coisa em termos de valor absoluto, até porque está a contar desde 2003 e há por aí blogues que têm mais do que isso em meia dúzia de meses, mas é um número giro. Obrigado a todos os que têm contribuído para ele ao longo destes anos.
Edit: São cem mil, não são dez mil. Silly me... Chapéu pró Asulado, que me puxou as orelhas com razão.
domingo, 15 de junho de 2008
Julguei que tinha percebido
Ontem julguei que tinha percebido o que se estava a passar. Mas hoje, com o número de visitantes, até agora, a não passar de 14, e a Lâmpada ainda em primeiro lugar na pesquisa google sobre "lâmpada mágica", percebi que afinal não.
Que diabo foi aquilo ontem?!
Que diabo foi aquilo ontem?!
sábado, 14 de junho de 2008
Espantoso
Espantoso é que de repente, literalmente de um dia para o outro, aqui a Lâmpada tenha saltado de uns pacatos 30-40 visitantes por dia para mais de 200, e ainda o dia não está no fim.
Fui ver o que se teria passado, se alguém influente teria feito alguma ligação para cá, mas não encontrei nada: o technorati continua na mesma, autoridade 15, whatever that is, ranking mais de 400 mil, o que é modesto, e o último link a ser o do Faraway, So Close! aqui de há dias.
Depois fui experimentar fazer uma pesquisa por "lâmpada mágica" no Google. E, tau, lá estava a Lâmpada em primeiro lugar. Porquê? Mistérios googlianos. Mas pelos vistos há por aí muita malta que anda à procura de lâmpadas mágicas e se sente com sorte ou clica no primeiro resultado que encontra.
Já houve duas ou três situações semelhantes de aumento súbito de visitas, mas nunca tinha chegado a números tão elevados. E eu tenho sentimentos dúbios a respeito destas "popularidades aditivadas". Por um lado, é sempre divertido emparelhar com os "grandes" (bem... com os médios) durante algum tempo. Mas por outro, toda esta malta que aparece assim caída de paraquedas não é realmente composta por leitores meus. Talvez alguns se tornem, dois ou três, mas a esmagadora maioria vem uma vez e vai-se embora para não voltar. Durante estes acessos de "popularidade" perco sempre a noção de quantos leitores realmente tenho.
Não que seja muito importante, se pensarmos bem. E também não que os números em alturas mais normais sejam propriamente graváveis em pedra: se houver por aí muita gente como eu, a maior parte dos posts lidos não são contabilizados nos medidores de acessos, porque são lidos via RSS e não através de visitas ao blog. Daí que eu pense nos tais 30-40 como um mínimo de leituras diárias e não como o número de leitores diários. De modo que a perturbação causada pelo salto acaba por ter bastante de irracional. Mas quem disse que eu era sempre racional?
Fui ver o que se teria passado, se alguém influente teria feito alguma ligação para cá, mas não encontrei nada: o technorati continua na mesma, autoridade 15, whatever that is, ranking mais de 400 mil, o que é modesto, e o último link a ser o do Faraway, So Close! aqui de há dias.
Depois fui experimentar fazer uma pesquisa por "lâmpada mágica" no Google. E, tau, lá estava a Lâmpada em primeiro lugar. Porquê? Mistérios googlianos. Mas pelos vistos há por aí muita malta que anda à procura de lâmpadas mágicas e se sente com sorte ou clica no primeiro resultado que encontra.
Já houve duas ou três situações semelhantes de aumento súbito de visitas, mas nunca tinha chegado a números tão elevados. E eu tenho sentimentos dúbios a respeito destas "popularidades aditivadas". Por um lado, é sempre divertido emparelhar com os "grandes" (bem... com os médios) durante algum tempo. Mas por outro, toda esta malta que aparece assim caída de paraquedas não é realmente composta por leitores meus. Talvez alguns se tornem, dois ou três, mas a esmagadora maioria vem uma vez e vai-se embora para não voltar. Durante estes acessos de "popularidade" perco sempre a noção de quantos leitores realmente tenho.
Não que seja muito importante, se pensarmos bem. E também não que os números em alturas mais normais sejam propriamente graváveis em pedra: se houver por aí muita gente como eu, a maior parte dos posts lidos não são contabilizados nos medidores de acessos, porque são lidos via RSS e não através de visitas ao blog. Daí que eu pense nos tais 30-40 como um mínimo de leituras diárias e não como o número de leitores diários. De modo que a perturbação causada pelo salto acaba por ter bastante de irracional. Mas quem disse que eu era sempre racional?
quarta-feira, 30 de abril de 2008
domingo, 13 de abril de 2008
Lista de etiquetas
OK, rapaziada.
Lentamente, ao longo de muitos dias, em buraquinhos de tempo razoavelmente livre que se vão arranjando nos interstícios da vida, tenho vindo a fazer testes com um javascript para construção automática de uma lista de etiquetas que funcione como eu quero. E hoje chegou a hora do txara!, em que com a presença das mais altas individualidades deste blogue ela é oficialmente inaugurada. Está ali, na coluna da esquerda, por baixo das ligações que já lá estavam.
Divirtam-se. E se algo parecer não funcionar bem, avisem. Com a nota prévia de que cada etiqueta liga a todos os posts que a incluem, de modo que pode gerar páginas bastante grandes. E com a segunda nota prévia de que entre os 1486 posts deste blogue só talvez uns 500 estejam por enquanto etiquetados, nomeadamente os primeiros e os últimos.
Lentamente, ao longo de muitos dias, em buraquinhos de tempo razoavelmente livre que se vão arranjando nos interstícios da vida, tenho vindo a fazer testes com um javascript para construção automática de uma lista de etiquetas que funcione como eu quero. E hoje chegou a hora do txara!, em que com a presença das mais altas individualidades deste blogue ela é oficialmente inaugurada. Está ali, na coluna da esquerda, por baixo das ligações que já lá estavam.
Divirtam-se. E se algo parecer não funcionar bem, avisem. Com a nota prévia de que cada etiqueta liga a todos os posts que a incluem, de modo que pode gerar páginas bastante grandes. E com a segunda nota prévia de que entre os 1486 posts deste blogue só talvez uns 500 estejam por enquanto etiquetados, nomeadamente os primeiros e os últimos.
segunda-feira, 10 de março de 2008
Mais sobre etiquetas
Pois. Claro que o Blogger, sendo o Blogger, não podia ter isto a funcionar realmente bem.
Então é assim: clicando nas etiquetas que estão em baixo dos posts só têm acesso aos 20 últimos posts etiquetados dessa forma. Aos anteriores não há modo de chegar. A menos que...
... a menos que eu faça, à mão, uma lista das etiquetas mais utilizadas e use um truque nessa listinha. Aliás, vocês também o podem usar: basta que ao chegarem a uma página de etiqueta com 20 posts acrescentem ao URL, na caixa de endereço do browser, algo assim:
Mais tarde, quando tiver tudo etiquetado, farei a tal lista com as etiquetas mais comuns. E se calhar também com as menos comuns. O chato será mantê-la.
Então é assim: clicando nas etiquetas que estão em baixo dos posts só têm acesso aos 20 últimos posts etiquetados dessa forma. Aos anteriores não há modo de chegar. A menos que...
... a menos que eu faça, à mão, uma lista das etiquetas mais utilizadas e use um truque nessa listinha. Aliás, vocês também o podem usar: basta que ao chegarem a uma página de etiqueta com 20 posts acrescentem ao URL, na caixa de endereço do browser, algo assim:
?max-results=x, em que x é o máximo de resultados que querem ver. Vamos usar como exemplo a spamesia: Isto é o que se obtém clicando numa etiqueta, sem mais; isto é o que se obtém com o truque acrescentado.Mais tarde, quando tiver tudo etiquetado, farei a tal lista com as etiquetas mais comuns. E se calhar também com as menos comuns. O chato será mantê-la.
domingo, 9 de março de 2008
Etiquetas
Repararam?
Rendi-me às etiquetas, nome razoavelmente desastrado que o Blogger em português resolveu pôr na coisa. Etiquetas, mas não das a modos que rectangulares, com uma catrefada de números, pontos e vírgulas e às vezes umas sinalefas esquisitas, aquilo que na gíria é conhecido por "preço". Sempre caro de mais. Não é dessas.
E quanto a render-me, também é como o outro. Já há algum tempo que andava a tencionar encher isto de etiquetas, tanto quanto o tempo que levo sem fazer aquelas postas com os índices mensais de que os habitués (olá, três-ou-quatro-gatos-pingados!) talvez se lembrem. Isto com as etiquetas é muito mais simples, eficiente e rápido do que com os índices, embora nem com elas quase mil e quinhentas postas se organizem de um dia para o outro. Vai levar tempo. Para já, tenho algumas dezenas de postas etiquetadas. Andando para a frente, vai até ao princípio de Junho de 2003, e para trás até ao princípio de Dezembro de 2007. Falta tudo o que está no meio. Coisa pouca...
Pena que o Blogger ainda não tenha maneira de criar listas automáticas de etiquetas para os templates à antiga. Lá hei-de ter de fazer a coisa a la pate, quando estiver tudo etiquetadinho como deve ser. Não será particularmente complicado: é só fazer ligações tipo esta que vos leva à spamesia. Nada de mais.
Rendi-me às etiquetas, nome razoavelmente desastrado que o Blogger em português resolveu pôr na coisa. Etiquetas, mas não das a modos que rectangulares, com uma catrefada de números, pontos e vírgulas e às vezes umas sinalefas esquisitas, aquilo que na gíria é conhecido por "preço". Sempre caro de mais. Não é dessas.
E quanto a render-me, também é como o outro. Já há algum tempo que andava a tencionar encher isto de etiquetas, tanto quanto o tempo que levo sem fazer aquelas postas com os índices mensais de que os habitués (olá, três-ou-quatro-gatos-pingados!) talvez se lembrem. Isto com as etiquetas é muito mais simples, eficiente e rápido do que com os índices, embora nem com elas quase mil e quinhentas postas se organizem de um dia para o outro. Vai levar tempo. Para já, tenho algumas dezenas de postas etiquetadas. Andando para a frente, vai até ao princípio de Junho de 2003, e para trás até ao princípio de Dezembro de 2007. Falta tudo o que está no meio. Coisa pouca...
Pena que o Blogger ainda não tenha maneira de criar listas automáticas de etiquetas para os templates à antiga. Lá hei-de ter de fazer a coisa a la pate, quando estiver tudo etiquetadinho como deve ser. Não será particularmente complicado: é só fazer ligações tipo esta que vos leva à spamesia. Nada de mais.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Ratings
A partir de hoje hão-de reparar num conjunto de estrelinhas por baixo de cada post. É uma nova mariquicezita que vos permite dar notas aos meus posts, de 1 (bocejo) a 5 (imperdível!). Imagino que a maior parte dos posts actuais irá direitinho para o bocejo, mas, já agora, era giro que os que quisessem e tivessem tempo fizessem umas viagens pelos arquivos e apontassem aquilo que este blog teve de melhor.
Era giro para mim, entenda-se. Eu gostava de saber.
Era giro para mim, entenda-se. Eu gostava de saber.
terça-feira, 20 de novembro de 2007
See you later, spammygator
É com este post que a lista dos spamemas que foram publicados aqui na Lâmpada desaparece da página inicial, onde tem estado nos últimos meses. Mas nada temam, ó fãs de tal absurdo empreendimento: essa mesma lista está a partir de agora e para todo o sempre (ou pelo menos enquanto existir o archive.org) ligada desde a definição da coisa ali do lado direito. Podem continuar a deliciar-se ou enojar-se ou irritar-se ou encolher os ombros com a minha reciclagem.
sábado, 21 de julho de 2007
Comentários e respostas
Sim, sim, o abandono foi total. Nem respondi a comentários, sim, eu sei.
Mas agora já respondi.
E, a propósito, se quiserem manter-se a par sem terem de vir cá, aconselho o RSS. Um reader e é sempre a abrir. Se usarem Firefox, aconselho o Sage, que é um add-on duma simplicidade e eficiência a toda a prova e que se integra perfeitamente com o browser. Se não usam Firefox, estão à espera de quê?
Mas agora já respondi.
E, a propósito, se quiserem manter-se a par sem terem de vir cá, aconselho o RSS. Um reader e é sempre a abrir. Se usarem Firefox, aconselho o Sage, que é um add-on duma simplicidade e eficiência a toda a prova e que se integra perfeitamente com o browser. Se não usam Firefox, estão à espera de quê?
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Que bom que é acabar as coisas que se começam
Quem chegou aqui ao blogue ao longo dos últimos tempos, achou-o imóvel. Congelado no tempo, numa paralisia que nem chegava à anemia. Parecia-se mais com a imobilidade de um cadáver. Mais um dos milhões de blogues mortos que há por essa internet fora, milhões de monumentos à brevidade dos entusiasmos humanos. Em especial os diletantes.
A primeira entrada visível na página, láááá ao fundo, data de 6 de Março. De então para cá passaram-se quatro meses e meio em que o ritmo de posts esteve entre o eventual e o imóvel. Lamento pela meia-dúzia de visitantes que vêem cá porque gostam de facto do blogue. Mas...
... mas a verdade é que nestes entretantos se passou uma semana de estaleiro, doente, sem conseguir fazer nada a não ser estar na cama. 800 páginas traduzidas. Dois contos escritos e revistos e um deles publicado. Duas mil novas entradas no Bibliowiki. A vida banal de todos os dias com as suas exigências banais (mas exigentes) de todos os dias. E mais algumas coisas de que provavelmente vos darei conta mais tarde.
Por mais que goste disto dos blogues e de blogar, e tenho de admitir que já gostei bastante mais, o tempo não estica. Tenta-se puxar por ele e falta sempre do outro lado, como uma manta demasiado estreita numa noite fria de inverno. E assim, o blogue parou. Diletantamente. Aqui, posso dar-me ao luxo de ser irresponsável à vontade para que não o seja também noutros sítios. Para que cumpra prazos. Para que avance com projectos (pelo menos até ficar farto de sabotagens vindas de onde não deviam vir). Para acabar as coisas que começo.
É que é bom acabar as coisas que se começam. Sabe bem. É como tirar um peso de cima, como respirar uma golfada de ar fresco, como todos os lugares-comuns que se costumam dizer nestas ocasiões, que apesar de serem lugares-comuns são todos verdadeiros.
Precisamente por isso, decidi há alguns meses que não me voltarei a meter em nada que não possa acabar. Sozinho, se necessário. Claro que há coisas que não têm um fim, que estão continuamente em fluxo, a menos que se decida "OK, não faço mais, acabou-se". Este blogue, por exemplo. Ou o Bibliowiki. Mas há coisas que só são, realmente, depois de acabarem, de ficarem completas e feitas, depois do último ponto final. É dessas que falo. É nessas coisas que não participarei nunca mais a menos que saiba que se for necessário as poderei levar a cabo sozinho. Nunca mais. A menos que me paguem. Bem.
Um gato que escalda uma vez é inexperente, duas é teimoso, mais é burro. E eu já sou gato burro há demasiado tempo. Basta.
E mãos à obra. Mãos à obra de terminar coisas que ficaram pendentes em parte porque devotei tempo e esforço a coisas que achava mais importantes mas não chegaram a lado nenhum por irresponsabilidades e diletantismos alheios. E mãos à obra do mais importante: o trabalho.
É que tenho aqui 300 páginas já começadas e à espera do tal ponto final, sabem? E mais 1000 (isso mesmo, mil) à espera de vez para começar.
Portanto, é bastante provável que a Lâmpada continue no ritmo actual, entre o parado e o imóvel. Lamento, caros amigos, mas como dizia o Zarolho (de que ouvirão falar um destes dias, adianto desde já... e não, não me refiro a este Zarolho), outros valores mais altos se levantam.
A primeira entrada visível na página, láááá ao fundo, data de 6 de Março. De então para cá passaram-se quatro meses e meio em que o ritmo de posts esteve entre o eventual e o imóvel. Lamento pela meia-dúzia de visitantes que vêem cá porque gostam de facto do blogue. Mas...
... mas a verdade é que nestes entretantos se passou uma semana de estaleiro, doente, sem conseguir fazer nada a não ser estar na cama. 800 páginas traduzidas. Dois contos escritos e revistos e um deles publicado. Duas mil novas entradas no Bibliowiki. A vida banal de todos os dias com as suas exigências banais (mas exigentes) de todos os dias. E mais algumas coisas de que provavelmente vos darei conta mais tarde.
Por mais que goste disto dos blogues e de blogar, e tenho de admitir que já gostei bastante mais, o tempo não estica. Tenta-se puxar por ele e falta sempre do outro lado, como uma manta demasiado estreita numa noite fria de inverno. E assim, o blogue parou. Diletantamente. Aqui, posso dar-me ao luxo de ser irresponsável à vontade para que não o seja também noutros sítios. Para que cumpra prazos. Para que avance com projectos (pelo menos até ficar farto de sabotagens vindas de onde não deviam vir). Para acabar as coisas que começo.
É que é bom acabar as coisas que se começam. Sabe bem. É como tirar um peso de cima, como respirar uma golfada de ar fresco, como todos os lugares-comuns que se costumam dizer nestas ocasiões, que apesar de serem lugares-comuns são todos verdadeiros.
Precisamente por isso, decidi há alguns meses que não me voltarei a meter em nada que não possa acabar. Sozinho, se necessário. Claro que há coisas que não têm um fim, que estão continuamente em fluxo, a menos que se decida "OK, não faço mais, acabou-se". Este blogue, por exemplo. Ou o Bibliowiki. Mas há coisas que só são, realmente, depois de acabarem, de ficarem completas e feitas, depois do último ponto final. É dessas que falo. É nessas coisas que não participarei nunca mais a menos que saiba que se for necessário as poderei levar a cabo sozinho. Nunca mais. A menos que me paguem. Bem.
Um gato que escalda uma vez é inexperente, duas é teimoso, mais é burro. E eu já sou gato burro há demasiado tempo. Basta.
E mãos à obra. Mãos à obra de terminar coisas que ficaram pendentes em parte porque devotei tempo e esforço a coisas que achava mais importantes mas não chegaram a lado nenhum por irresponsabilidades e diletantismos alheios. E mãos à obra do mais importante: o trabalho.
É que tenho aqui 300 páginas já começadas e à espera do tal ponto final, sabem? E mais 1000 (isso mesmo, mil) à espera de vez para começar.
Portanto, é bastante provável que a Lâmpada continue no ritmo actual, entre o parado e o imóvel. Lamento, caros amigos, mas como dizia o Zarolho (de que ouvirão falar um destes dias, adianto desde já... e não, não me refiro a este Zarolho), outros valores mais altos se levantam.
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Ufa
Bom, parece que é desta. A partir daqui o trabalho, que continua, irá ter um ritmo menos frenético, de modo que posso voltar a tirar a cabeça da água e olhar em volta.
Para começar, vamos lá ver o que deixaram vocês entretanto por estas caixas de comentários, se é que deixaram alguma coisa. Postas propriamente ditas é mais daqui a bocado. Uma pequenina. E musical. Mais ou menos.
Para começar, vamos lá ver o que deixaram vocês entretanto por estas caixas de comentários, se é que deixaram alguma coisa. Postas propriamente ditas é mais daqui a bocado. Uma pequenina. E musical. Mais ou menos.
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