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segunda-feira, 5 de julho de 2004

Versos avulso

Triste

Digo-te que
estou triste
e tu pedes
bis-bis-bis
dá-me essa tristeza
que me faz tão feliz

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2004

Infopoesia

Sim, mais um palavrão. Mas este é simples. É que a malta da Janela publicou hoje uns quantos haikus baseados em erros variados destas coisas em que teclamos. Estão em inglês, não são grande coisa como poesia, mas são divertidos e estão aqui.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2003

Isto não é um parabéns a você...

O meu pai detesta dias de anos, datas festivas, efemérides. Eu percebo porquê — se há noção deprimente é a de divertimento ou alegria com data e hora marcada, festa burocrática definida pelo relógio e calendário. De que vale a alegria que não nasce espontânea do fluir da vida? Mas quando mais um ano passa, especialmente quando é um ano cheio de problemas, a celebração tem de ser feita, como quem diz ao Aziago: "Toma lá, minha besta, para aprenderes! Resistimos mais um ano!"

Por isso, pai, vou pregar-te a partida de pôr aqui um poema teu. E não protestes, que o 68º aniversário foi ontem, logo isto não é nem data marcada nem festejo obrigatório. É só festejo.

E de mim para ti não há distância
há apenas o impulso dos meus dedos
arco mordido na prisão da pele

Nas esquinas rectilíneas desta rua
arde o sol e de mim para ti passam as sombras
da angústia
feros forjados varandim suspenso
sobre os teus seios Arde o Sol nas esquinas rectilíneas
sacos de roupa branca felicidade doméstica
gatos felizes purificando a sombra

E de mim para ti não há distância
uma nesga de escada
meia porta ensolarada alguidar de roupa branca
portas abertas à música
rádios cúmplices de felicidade triste
ali em baixo uma vela que me espreita
com os seus olhos de gaivota
lá em cima andorinhas pombos brancos raparigas
e aqui o mar escoado rochas à flor da pele

Mas de mim para ti não há distância
sinto-me alegre e doce tenho sol nos teus flancos
bebo luz dos teus dedos
purifico-me de todos os remorsos
ardo dentro deste globo de quietude
numa tristeza serena
num inconsolo de escárnio e de espuma

Nesta nesga de escada permitida
irmão dos trastes domésticos
suportando nos ombros as esquinas rectilíneas
dentro desta onda serena de incertezas
pesada de memória e permanência
irrompo como uma flor e existo

porque de mim para ti não há distância
poesia

sábado, 29 de novembro de 2003

Olha que giro! Será resposta?

Olha, que giro! Hora e meia depois de eu ter escrito sobre Cigarros, o Rain Song extraiu um riso de uma hiena que acaba assim:

fumo e com tusa
descanso sem saber
à espera de morrer


Será resposta?

sexta-feira, 28 de novembro de 2003

Outro que faz coisas giras...

Ali o Ivan, da Memória Inventada, também faz coisas giras de vez em quando. Ó Ivan, gostei, mas gostava mais sem aquele "tal". Em todo o caso tem em conta que eu não percebo nada disto, OK?

sexta-feira, 14 de novembro de 2003

Eu não percebo nada de poesia, mas...

... gostei duma posta do Rain Song intitulada "fonia". Queria fazer um link directo, mas o jm não deixa. Desculpem lá.