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terça-feira, 4 de janeiro de 2005
Palavras enviadas directamente ao cérebro e distribuídas em partes iguais pelos centros emocionais e pelos centros racionais
Tenho de chamar a atenção (e de aplaudir de pé) para os dois últimos posts do Diário Ateísta. Com as pequenas contradições entre um e outro e tudo.
terça-feira, 30 de novembro de 2004
Respostas a comentários - Sinais dos Tempos
Bem, antes de mais, obrigado a todos os comentadores que foram deixando pedacinhos de prosa durante a minha semi-ausência primeiro e depois ausência verdadeira. Porque não respondi nas caixas de comentários em tempo útil, vou agora responder no corpo do blog a alguns desses comentários. Começo pelos comentários ao post Sinais dos Tempos.
O post era irónico, sem incluir grandes reflexos daquilo que eu penso sobre o assunto. Limitava-se a ironizar sobre o facto conhecido de que a bíblia sofreu inúmeras alterações ao longo dos seus muitos séculos de existência, com erros de tradução, imprecisões, omissões e acrescentos a funcionarem quase como um processo de mutação e de adaptação (lenta e incompleta) do texto aos tempos.
O post também tinha qualquer coisa de exasperação com o rumo que os assuntos ligados à religião têm seguido nos últimos anos, com o ressurgir de todos os fanatismos e fundamentalismos e um clima quase medieval a invadir algumas consciências e a afectar discursos e práticas políticas em países supostamente já livres de tais pragas. Este projecto da bíblia manuscrita parece-me precisamente isso: uma coisa medieval que procura fazer de todos nós descendentes directos dos monges copistas de antanho. Não me oponho a que Sampaio, por mais ateu ou agnóstico que seja, esteja presente em cerimónias religiosas. Já me incomoda que ele, como representante do organismo laico que é o estado português, participe activamente dessas cerimónias, mas também não me oponho, propriamente. Digamos que aceito o facto com algum incómodo. O que me chateia é somar-se o medievalismo da bíblia manuscrita à participação activa nesse projecto de alguém com o cargo de PR. Isso sim, chateia-me. E não me interessa nem um bocadinho saber qual o trecho que ele copiou. Não acho uns mais adequados que outros. É o princípio que me importa.
O post era irónico, sem incluir grandes reflexos daquilo que eu penso sobre o assunto. Limitava-se a ironizar sobre o facto conhecido de que a bíblia sofreu inúmeras alterações ao longo dos seus muitos séculos de existência, com erros de tradução, imprecisões, omissões e acrescentos a funcionarem quase como um processo de mutação e de adaptação (lenta e incompleta) do texto aos tempos.
O post também tinha qualquer coisa de exasperação com o rumo que os assuntos ligados à religião têm seguido nos últimos anos, com o ressurgir de todos os fanatismos e fundamentalismos e um clima quase medieval a invadir algumas consciências e a afectar discursos e práticas políticas em países supostamente já livres de tais pragas. Este projecto da bíblia manuscrita parece-me precisamente isso: uma coisa medieval que procura fazer de todos nós descendentes directos dos monges copistas de antanho. Não me oponho a que Sampaio, por mais ateu ou agnóstico que seja, esteja presente em cerimónias religiosas. Já me incomoda que ele, como representante do organismo laico que é o estado português, participe activamente dessas cerimónias, mas também não me oponho, propriamente. Digamos que aceito o facto com algum incómodo. O que me chateia é somar-se o medievalismo da bíblia manuscrita à participação activa nesse projecto de alguém com o cargo de PR. Isso sim, chateia-me. E não me interessa nem um bocadinho saber qual o trecho que ele copiou. Não acho uns mais adequados que outros. É o princípio que me importa.
domingo, 14 de novembro de 2004
Propagando a fé e os valores
Querem saber como é que se propaga a fé cristã e os valores morais do ocidente em terras infiéis? Querem saber como é que se demonstra ao mundo a superioridade moral de tudo o que não seja islâmico sobre o Islão?
É assim.
É assim.
sexta-feira, 5 de novembro de 2004
Sinais dos tempos
Jorge Sampaio, que ao que consta é ateu, copia a bíblia.
Resta saber é se, seguindo uma tradição com milhares de anos, também vai introduzir nela alterações de sua lavra.
Resta saber é se, seguindo uma tradição com milhares de anos, também vai introduzir nela alterações de sua lavra.
sexta-feira, 5 de março de 2004
Há muito tempo que não me indignava tanto
Um energúmeno chamado Jerónimo Gomes, que por acaso é padre da igreja católica, achou que a melhor forma de promover o julgamento e provável encarceramento das mulheres que interrompem a gravidez, mais quem as ajuda a fazê-lo, era mostrar a crianças de 9 anos um "catálogo" de fetos deformados, completo com afirmações completamente delirantes que chegam ao cúmulo de relatar uma imaginária venda de fetos para consumo humano em mercados de Taiwan.
Esta última é apenas a mais grave de uma série inacreditável de patacoadas completamente desprovidas de bases na realidade, que servem apenas para aterrorizar as crianças, e que têm como objectivo traumatizá-las o suficiente para as tornar incapazes de utilizar o cérebro que, diz a instituição a que pertence tal anormal, deus lhes deu. É assim que se faz, no Portugal do século XXI, a promoção da estupidez mais crassa e da ignorância fundamentalista de que qualquer talibã se orgulharia.
Se a igreja católica praticasse aquilo que prega (amor pelo próximo, compaixão, etc., etc.), um doente mental que fizesse uma barbaridade destas seria imediatamente destituído de todas as suas funções e nunca mais poderia aproximar-se a menos de 10 metros de uma criança que fosse.
Quanto aos chamados "pró-vida" (mais adequadamente chamados "pró-prisão"), nem sei que diga. Isto fez parte de uma campanha que saiu para a rua com a aprovação de uma das organizações pró-prisão, mas quero crer que a maioria dos seus membros e simpatizantes sente repugnância por tal acto. Quero mesmo crer nisso. Gostaria mesmo muito de acreditar que a mais abjecta das barbáries, escondida por detrás de trajes beatos, não é regra mas excepção naquela gente.
Esta última é apenas a mais grave de uma série inacreditável de patacoadas completamente desprovidas de bases na realidade, que servem apenas para aterrorizar as crianças, e que têm como objectivo traumatizá-las o suficiente para as tornar incapazes de utilizar o cérebro que, diz a instituição a que pertence tal anormal, deus lhes deu. É assim que se faz, no Portugal do século XXI, a promoção da estupidez mais crassa e da ignorância fundamentalista de que qualquer talibã se orgulharia.
Se a igreja católica praticasse aquilo que prega (amor pelo próximo, compaixão, etc., etc.), um doente mental que fizesse uma barbaridade destas seria imediatamente destituído de todas as suas funções e nunca mais poderia aproximar-se a menos de 10 metros de uma criança que fosse.
Quanto aos chamados "pró-vida" (mais adequadamente chamados "pró-prisão"), nem sei que diga. Isto fez parte de uma campanha que saiu para a rua com a aprovação de uma das organizações pró-prisão, mas quero crer que a maioria dos seus membros e simpatizantes sente repugnância por tal acto. Quero mesmo crer nisso. Gostaria mesmo muito de acreditar que a mais abjecta das barbáries, escondida por detrás de trajes beatos, não é regra mas excepção naquela gente.
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