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quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Ficção real ou realidade ficcional?

Houve duas coisas que me fizeram regressar hoje ao blog (desculpem a longa ausência, a propósito, mas tenho bons motivos): o Sagan e um comentário.

Do Sagan já tratei na posta abaixo. Com uma profundíssima vénia. Vamos, então, ao comentário.

É que não podia deixar em claro o comentário que uma tal Dora deixou hoje na Spam Fiction nº 3, A triste sina de uma rapariga triste. Respondendo, presume-se, ao remate do conto ("sou uma rapariga triste, presa numa eterna adolescência."), a dorita retorquiu com um laminar:

És mas é uma estúpida!!


E eu achei delicioso.

Não faço ideia se a Dora percebeu ou não que aquilo era um conto. Ficção. Falso. Que não é a rapariga triste quem escreve neste blog. Que não é a rapariga triste quem irá ler o comentário. Se percebeu, o ter entrado no jogo é delicioso; e se não percebeu, o próprio facto não o é menos. Achei um piadão.

Beijoca, Dorita. Na testa, não vãs ser também tu adolescente, e a beijoca ser subvertida pedofilamente. Mereceste-a.

sábado, 14 de outubro de 2006

Mas que raio?!

A Lâmpada recebeu hoje aquela que terá sido, provavelmente, a visita que lhe foi mandada pelo Google com base na pesquisa mais bizarra: "raspar pêlos do pénis". Mas que raio?! Que haverá na Lâmpada que atraia uma pesquisa destas?...

Resposta do Google: a spam fiction intitulada O Teu Dia, onde constam as palavras raspar e pénis, mas não pêlos... o/a gajo/a deve ter tido que escavar bem fundo para vir cá parar, caramba!

sexta-feira, 6 de maio de 2005

Spam Fiction

Lembram-se?

Um projecto que eu tinha, de escrever um conto por semana, baseado em títulos de spam? Pois bem: contrariamente às aparências, não foi abandonado. Os spams têm sido guardados, e de vez em quando vou escrevendo qualquer coisinha. O projecto, que era suposto durar um ano, é capaz de demorar dois ou mais, mas um dia, espero, chegará ao fim.

Para já, a notícia é que acabei de escrever a primeira de todas as spam fictions. Chama-se "Littleton" e não, lamento imenso, mas com quase 14000 palavras não é coisa que se publique aqui no blog. 14000. Já percebem porque levou tanto tempo, certo?

A experiência com O Teu Dia, que muita gente não leu por ser demasiado longo, mostrou-me que não vale a pena publicar no blog tudo o que ultrapasse umas 5000 palavras, e assim, as spam fictions maiores do que isso ficarão guardadas à espera de oportunidade para saírem noutro suporte. O resto, irá aparecendo, de vez em quando.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2005

La Lámpara Mágica en castellano

Ou pelo menos uma pequena parte dela. É que aconteceu a tradução do conto Flor do Trovão para a língua de Cervantes, a segunda tradução de uma coisa minha. E como uma tradução não faz sentido só por si, eis que aparece publicada como Flor de Trueno na revista online argentina de FC&F Axxon. É a estreia da FC portuguesa na Axxon, mas parece que há mais coisas a caminho, de outros autores.

Os meus agradecimentos à tradutora, Cláudia de Bella, à ilustradora, Valeria Uccelli, e ao editor da Axxon, Sergio Gaut vel Hartman, por um bom trabalho.

segunda-feira, 18 de outubro de 2004

Sobre "O terrível destino de Santana Nobre"

Não há muito a dizer sobre este curto conto. O próprio título já sugere que é uma sátira e o conteúdo confirma essa sugestão. Com a tradicional nota de que isto é um esboço, etc. e tal, só espero que a vossa relação com o conto seja de divertimento.

domingo, 17 de outubro de 2004

Sobre "Uma coisa que nunca te direi"

Neste conto é apresentada uma espécie inteligente, embora não muito, que desenvolveu um esqueleto de cultura sem ter tido possibilidade de ter desenvolvido uma civilização, por vários motivos que — espero — compreenderão ao ler o conto.

Uma palavra que talvez crie alguma perplexidade em alguns de vocês é "telson". Trata-se do nome que tem o último segmento em vários tipos de animais cujo corpo se divide total ou parcialmente em segmentos, como as minhocas, as centopeias ou os camarões. Aquilo a que muitas vezes se chama coisas como "rabo"...

Quanto ao resto, a lengalenga é a de sempre: isto é um esboço, precisa de trabalho, etc. e tal, blá blá blá.

quinta-feira, 14 de outubro de 2004

Spam fiction

Quem tem vindo à Lâmpada à procura de spam fiction tem saído desapontado nos últimos tempos, provavelmente pensando coisas pouco abonatórias em relação à minha pessoa, coisas como "este sacana largou outra vez o raio do projecto". Não é verdade. O que acontece é que o primeiro conto cresce, cresce e não há meio de chegar ao fim. Neste momento, tem 10 mil palavras, o que equivale mais ou menos a 30 páginas de um livro. E isto levanta um problema: isto é um blog, um local adequado a textos relativamente curtos, não a noveletas, que é aquilo em que Littleton já se transformou. O que levanta um obstáculo evidente à sua publicação.

Neste momento, estou tentado a não o publicar aqui, a deixá-lo inédito para quando (e se) a spam fiction se transformar em livro. De qualquer maneira, muito poucas pessoas teriam a paciência necessária para ler um texto daquele tamanho no blog...

Além deste, três outros contos estão "em obras", um deles com cerca de 3000 palavras, outro com pouco mais de 1000 e outro ainda pequenino, com 500. Todos estes são ainda publicáveis e, julgo, todos eles serão publicados, provavelmente em breve.

quinta-feira, 23 de setembro de 2004

Sobre "Relatório de Activos do Sistema de Epsilon Indi"

OK, este spam fiction tem muito de que falar. Para começar, não é um conto: é uma carta comercial ficcionada. Este tipo de experiências não costuma resultar particularmente bem quando isoladas, mas integram-se muitas vezes perfeitamente em trabalhos mais longos. Esta não é excepção quanto à primeira parte (penso eu de que), e quanto à segunda, é possível que acabe por ser esse o seu destino.

Depois, que raio vem a ser Epsilon Indi? Trata-se de uma estrela anã laranja, uma das estrelas que ficam mais perto do Sistema Solar, a apenas 11,8 anos-luz de distância. Já se lhe conhecem dois companheiros substelares que, no entanto, não são planetas: são anãs castanhas. Aqui, ganha não só mais alguns planetas mas vida indígena e uma exploração comercial terrestre que obedece a todas as regras do capitalismo ultraliberal.

Depois, que é isso do "ansible"? O ansible é um aparelho "inventado" pela escritora americana Ursula LeGuin numa série de romances de FC, que permite a comunicação instantânea em distâncias interstelares. Partindo do pressuposto de que a matéria se pode reduzir a um estado especial de informação, eu tomo algumas liberdades com o venerável aparelho da não menos venerável Ursula, utilizando-o como um meio de transporte.

Quanto ao resto, acho que ou é compreensível pelo contexto, ou não interessa particularmente saber-se o que é.

segunda-feira, 13 de setembro de 2004

Sobre "Caio"

A oitava (ou sexta) Spam Fiction é também a mais curta até agora, mas tem umas coisinhas a comentar, nomeadamente sobre o atravessa-rua. A história do atravessa-rua começa há muitos anos, quando eu andava na escola secundária, no princípio do caminho que iria levar ao 12º ano. O livro de português desse ano foi o mais divertido do meu percurso escolar, porque parte do programa tinha a ver com a aprendizagem da capacidade de reconhecer diferentes tipos de texto e havia lá de tudo: contos e extractos em prosa, poemas, letras de canções, artigos de jornal, e até BDs.

Uma das BDs era uma coisa curta e divertida, na qual uns tipinhos azuis, obviamente extraterrestres, tinham uma maneira curiosa de atravessar a rua: subiam até ao telhado dos edifícios onde estava um revólver gigante, calçavam uns sapatos com ventosas, subiam para o revólver, metiam-se numa câmara vazia, esperavam pela sua vez e PUM! lá iam eles.

Ao escrever este pequeno conto, essa BD veio-me à memória, por qualquer motivo, e daí até recauchutar o aparelhómetro foi um pequeno passo.

quarta-feira, 8 de setembro de 2004

Sobre "Avaria"

Aqui está a sexta Spam Fiction (ou a quinta, dependendo do método usado para as contar). De regresso aos contos mais curtos, este é um conto que não passa de uma sucessão de mensagens deixadas num atendedor de chamadas, o que é bastante claro para quem o ler. É, além disso, a minha primeira incursão neste tipo de história, no fundo pouco mais do que uma actualização de um velho tema. O disclaimer é o de sempre: trata-se de um primeiro esboço, etc., etc.

segunda-feira, 6 de setembro de 2004

Sobre "O teu dia"

Eis o regresso anunciado da Spam Fiction, com o mais longo dos contos até agora concluídos, o que explica uma parte (pequena) do atraso. Além de vos desejar paciência para ler tudo isto no écran, ou então tinta no tinteiro da impressora, o único comentário que é mesmo necessário é dizer que este conto, muito definitivamente, não é de FC. E o resto, claro: que é um esboço, que até estar mesmo publicável precisa de repouso e depois de trabalho, patati, patata. Vocês sabem.

quinta-feira, 2 de setembro de 2004

Spam Fiction

E ninguém me perguntou o que ia acontecer ao Spam Fiction!... Maus, maus leitores.

Mas já que não perguntam, eu digo: apesar de não ter feito mais nada nestes meses, continuei a armazenar spams vaga ou decididamente inspiradores, e tenciono retomar o projecto, agora que as coisas se começam a compor (pelo menos até ver) por aqui. Aliás, já recomecei a escrever, embora tenha decidido mudar de estratégia: agora não vou abandonar durante muito tempo contos já começados só porque a "sua" semana acabou. De modo que recomecei a mexer nos primeiros dois contos que permanecem incompletos, as spam fictions números 1 e 5. Dado o estado actual de desenvolvimento dos dois, é possível que o 5 apareça antes do 1, embora tenha quase 2000 palavras a menos neste momento.

Sim, que a ideia do 1 não dá para um conto pequeno: é demasiado complexa. Consequência: já tem 5 mil palavras e tende a crescer ainda mais.

segunda-feira, 14 de junho de 2004

Spam fiction

Como devem ter reparado, na semana passada não houve spam fiction. O motivo é simples: com os problemas de saúde do meu pai, não tive tempo nem disposição para escrever.

Mas o conto existe, só que, tal como o primeiro, está incompleto. Farei com este o mesmo que tenho vindo a fazer com o primeiro: completá-lo aos poucos, quando as spam fictions da semana deixarem tempo disponível.

Neste momento, a spam fiction número 1, Littleton, vai com 3000 palavras, e a spam fiction número 5, O teu dia, tem 2300. Mais tarde ou mais cedo, ambas chegarão aqui às páginas da Lâmpada.

sábado, 5 de junho de 2004

Ena, ena, uma crítica à séria!

E esta, hein? O Luís acabou de publicar uma crítica à séria sobre "A Vida Bela de Klaus Miragata" e, por extensão, também sobre os dois contos anteriores. Nunca pensei que isto desse para escrever tanto, pá. Mas antes disso, vão lá ler, rapazes, andem. Podem ir à confiança, que ele não me passa a mão pelo pêlo.

Já leram? OK, então deixem-me comentar a crítica. Como disse, ele não me passa a mão pelo pêlo... e assim é que eu gosto.

Mas acho que o Luís comete um erro: trata as spam fictions como trabalhos acabados. Não o são, como não me canso de repetir: são esboços, minimamente coerentes, minimamente trabalhados para serem disponibilizados na Lâmpada, mas que precisam de muito trabalho extra para se transformarem em trabalhos acabados. Faltam todas as revisões que o distanciamento torna eficientes no expurgar de erros e na clarificação de conceitos.

Dito isto, a crítica é interessante e levanta alguns pontos dignos de atenção. Um deles é o individualismo. Outro é o enquadramento enquanto FC de algumas destas coisas. Há mais, mas vou só falar destes dois, para não estender isto em demasia.

Um projecto deste género tem algumas condicionantes à partida. Os contos não podem ser grandes, porque não há tempo suficiente numa semana para reunir ideias e escrever um conto grande; Pelo mesmo motivo, os contos não podem ser muito elaborados e têm de seguir uma linha relativamente simples, sem gastar demasiado tempo e número de palavras com enquadramentos muito exóticos ou com enredos ou personagens muito complexos, até porque eu não pretendo escrever para especialistas em FC mas sim para um público variado, com graus de experiência e de expectativas muito díspares no género.

O individualismo vem daí. É uma forma "barata" de captar a identificação dos leitores com uma personagem sem ter de dispersar atenções, esforço e texto por várias. E é também uma forma de enquadrar os exotismos que surjam sem afugentar leitores... o que nos leva à questão de ser, ou não, FC.

O motivo por que eu digo que estes contos (os três) são FC é simplesmente porque não concordo com a ideia de que a FC se tenha de reger, necessariamente, por um código em que a estranheza impera. Não. Aliás, penso mesmo que por vezes há FC que peca por excesso de estranheza, que destrói a verosimilhança, fundamental para suspender a descrença. E quando contos de futuro próximo são demasiado estranhos, é isso mesmo que acontece. Ora, é isso que são as spam fictions 3 e 4: contos de futuro próximo, e portanto a sua paisagem tem necessariamente de nos ser muito familiar. Mas não deixam de ser FC por isso. Muito menos deixam de ser contos, logo literatura, por serem FC.

Diria mesmo mais: há falta na FC de mais literatura do quotidiano, de mais literatura que nos apresente o modo como personagens vulgares interagem com o seu ambiente invulgar. Parte da crise da FC tem precisamente essa origem: demasiadas personagens extraordinárias em ambientes extraordinários tornam-se repetitivas e cansativas. Os leitores fartam-se. E partem para outra.

Mas enfim, isto já vai longo e já estou a pregar seca. O meu objectivo com a spam fiction é criar contos que resultem, independentemente de todos os condicionalismos e proposições teóricas, e mesmo sob a forma de esboço. Se o conseguir, ficarei satisfeito. É essa a base indispensável para desenvolvimentos futuros, aperfeiçoamentos. Mas esses ficam para mais tarde.

sexta-feira, 4 de junho de 2004

Sobre "A Vida Bela de Klaus Miragata"

De novo, há pouco a dizer sobre a spam fiction da semana. Volta a ser FC, volta a ser futuro próximo, desta vez numa atmosfera diferente, que não está muito longe da vivência de muita gente que vive em cidades grandes, ou até médias. Não há nada ali que me pareça que necessite de uma explicação a não-iniciados, portanto resta-me dizer que espero que gostem de mais este esboço.

segunda-feira, 31 de maio de 2004

Sci-fi teen pop?

Mais um comentário do Boemius que deu resposta que saltou para o corpo principal do blog. Pergunta-me ele se A Triste Sina de uma Rapariga Triste é "sci-fi teen pop".

Bem, acho que não. Embora me desse um certo gozo arrancar com um movimento, duvido que os apreciadores de literatura pop, ou teen, ou teen pop, gostem deste conto. É que ele é fundamentalmente sarcasmo.

Isto foi uma tentativa de construir uma personagem que seria a projecção, para um futuro relativamente próximo no qual técnicas de substituição de ADN funcionam assim como tratamentos hormonais radicais e muito rápidos e são aplicadas à cosmética, de uma daquelas meninas que gastam os dedos a mandar SMS's para o Sol Música ou a MTV e do seu pequeno e fútil mundo.

Como não vejo nenhum sinal de que o número de tais meninas diminua no futuro, bem pelo contrário, também é um exercício de realismo.

Quanto à forma, tentei adaptá-la ao tema, como faço sempre. E se realmente saiu um estilo pop consegui exactamente o que pretendia. Afinal, nada mais pop que as meninas que gastam os dedos a mandar SMS's para o Sol Música ou a MTV...

sexta-feira, 28 de maio de 2004

Sobre "A Triste Sina de uma Rapariga Triste"

Não há muito a dizer sobre esta terceira spam-fiction (segunda terminada). É a minha tentativa para cativar público feminino aqui para os meus garatujos. E daí, talvez não. Também é um exercício de construção de personagem. Sim, isto é mesmo.

E é, claro, um esboço. Mesmo assim espero que gostem.

terça-feira, 25 de maio de 2004

O que está incompleto na spam fiction?

Um comentário do Boemius sugeriu-me a necessidade de concretizar um pouco melhor o que eu entendo por "esboço que ainda precisa de muito trabalho para virar obra" quando me refiro à spam fiction. Para quem não leu, ele pediu que se publicasse já o primeiro spam fiction, que permanece incompleto, porque, como tudo isto é um trabalho em progresso, não fazem grande diferença umas palavrinhas a mais.

Pois, mas eu acho que fazem.

A minha forma de escrever envolve várias fases: uma primeira fase em que efectivamente escrevo, voltando com frequência atrás para me voltar a sintonizar com a história e fazer correcções, uma segunda fase em que termino o que escrevo, e várias fases subsequentes em que revejo o que ficou escrito. E aqui há muito trabalho. Só para dar um exemplo, no princípio do ano passado escrevi um romance (que é capaz de ser publicado ainda este ano, já agora) em dois meses... e depois andei quase quatro a revê-lo. São questões como uniformizar o tom da escrita, ajustar melhor estrutura do que se conta ao que se quer contar, evitar descontinuidades espúrias e incoerências mais subtis, etc., etc. Muita coisa.

Ora bem, nas spam fictions omito as revisões. Faço, no máximo, uma única revisão global para remover incoerências graves e erros crassos de português (espera-se). Mas as histórias têm de estar completas, porque, se me irrita como irrita ler histórias incompletas, não vou propô-las a quem me visita o blog.

Completas, mas não definitivas. Essas estarão no tal livro (que, se continuar a fazer coisas tão grandes, serão mas é dois).

segunda-feira, 24 de maio de 2004

Sobre "Flor do Trovão"

"Flor do Trovão" é a primeira spam-fiction publicada na Lâmpada, mas corresponde à segunda semana, e daí o "(2)". Littleton ficará à espera de eu ter uma ideia para uma história realmente curta, que deixe tempo para acabar aquele conto. Mas ando com escassez de ideias para histórias curtas, o que é uma chatice — esta, por exemplo, tem quase 3000 palavras, e Littleton terá ainda mais. Não é o que vocês costumam ler em blogues, e é provável que muita gente se assuste ao ver o tamanho do bicho, mas, olhem, foi o que saiu.

Quanto à história em si, (e quem não quiser spoilers, não leia este parágrafo) é um conto de ETs sem personagens humanas, passado num planeta onde a atmosfera tem duas camadas diferentes, uma superior, respirável para os nossos ETs, e a outra inferior, venenosa. Os ETs são subdesenvolvidos, supersticiosos e acreditam em profecias, e Flor do Trovão é, aparentemente, a concretização de uma dessas profecias.

Como disse na apresentação da spam fiction, façam favor de encarar isto como um esboço que precisa de bastante trabalho para virar obra, OK?

terça-feira, 18 de maio de 2004

Uma spam fiction parente do Roger Rabbitt

Não é a melhor maneira de arrancar com isto, mas é a maneira possível. Tenho andado nos últimos dias em guerra aberta com o conto que estou a escrever. Eu quero mantê-lo abaixo das duas mil palavras, mas ele, aos berros, exige pelo menos quatro mil. Pelo menos, grita ele, deixando-me a cabeça em água.

Só me lembro daquela cena do filme Quem Tramou Roger Rabbit, em que o Bob Hoskins tenta por todos os meios, mas sem grande sucesso, manter o raio do coelho escondido na gabardina.

Lá terei de desistir e fazer a vontade ao bicho, pois então. Contem com mais alguns dias até que ele apareça por aqui, e que quando aparecer não seja, propriamente, o tipo de leitura rápida que seria de esperar de um blogue.

Seja como for, o total de 53 contos é para manter.