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domingo, 10 de agosto de 2014

Tuitos da semana, nº 2

Olha, lembrei-me. Como é domingo, cá estão os tuitos da semana passada, dominados, como talvez fosse inevitável, pelo Espírito Santo. Amém.
— Diga 1 2 3!
— BPN BPP BES.
——
"Com a habitualidade com que estão habituados". Uau. O homem é bom nisto.
Esta é comentário à comunicação do Carlos Costa, o do Banco de Portugal. Ou fui eu que ouvi mal, ou ele disse mesmo isto. E muitos "repito"s. Muitos "repito"s.
——
O fundo não inclui fundos públicos. O fundo contraiu um empréstimo temporário junto do Estado. Mas não são fundos públicos. Mas são.
——
Não sei porquê, mas a palavra que eu ouvi mais o Carlos Costa dizer foi "bullshit". Ele falou em inglês?! Não percebo isto.
——
Já ninguém trabalha neste país. Só se "colabora".
——
O que fariam as "contribuições periódicas" do fundo de resolução se não estivessem enfiadas aí? Financiavam a economia, não era? Pois.
——
Previsões para os próximos dias: amanhã há uma corrida ao "banco bom" para fechar contas. Antes de acabar a semana já há processos.
A primeira previsão cumpriu-se; a segunda não, mas só porque os advogados são uns molengões. Eles estão a tratar disso, mas levam tempo. Ou seja: como eu disse também noutro tuito passados uns dias:
O que vale é que eu não percebo nada disto e voto em malucos que percebem ainda menos.
Não é?
——
Ninguém me tira da cabeça que aquela coisa da Dona Inércia era boca ao Banco de Portugal.
——
Olha, olha. E não é que nem lá fora se acredita na mais recente aldrabice?
——
Coisas que me irritam assim um bocadinhozinho: quando brasileiros arranjam Argonautas que eu não tenho. Humpf. Ainda por cima aquilo tinha sempre escrito algures "venda interdita na República Federativa do Brasil".
——
Coincidências... puras coincidências...
——
"Porque assim se finge que não há nacionalização do banco." Pois.
——
Olha, giro. Parece que fui nomeado para um prémio.
Vou escrever um pouco mais sobre isto um destes dias.
——
Sabem quem não tem papas na língua? Os estrangeiros.
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Malta que não sabe a diferença entre eminente e iminente: dicionário, tá?
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O que o Baptista Bastos aqui não diz é que o seu "sistema" tem nome: capitalismo.
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Não, queridos dedos, fritar não é o mesmo que gritar.
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Ironias: o momento em que os banqueiros privados passaram anos a dizer como "tem de ser" mas o único banco saudável é o banco público.
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Islândia: um "case study" sobre as consequências da traição.
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Isto de dizerem que querem vender depressa o novo banco "para não perder valor" é giro. Estão a dizer que não vale o que pedem por ele.
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Ah a internet voltou a matar o Jô Soares? Em quantas vezes já vai?
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De acordo com isto. Mas acho que os partidos devem democratizar-se mais. Todos. Como consegui-lo é a questão.
——
Uma visão interessantre sobre a dimensão ideal do Estado. Não concordo por completo, mas...
——
Que bom que é ter um telemóvel com bateria que dure mais que 5 minutos.
Esta não tuitei, mas podia ter tuitado: no momento em que escrevo isto, o telemóvel que tive de comprar porque o antigo entregou a alminha ao criador está ligado há 80 horas desde o último (e primeiro) carregamento. Oitenta. E tem 42% da carga. Estou devidamente impressionado.
——
E tudo se começa a conjugar para a brilhante solução adotada para o BES vir a ser muitíssimo pior que a do BPN.
——
Não consigo evitar. É mais forte que eu. Sempre que vejo mensagens revolucionárias "enviadas do meu iPhone" parto-me a rir.
——
O Monteiro Lobato tinha uma das mais impressionantes monossobrancelhas que eu vi na vida. Aquilo era um albatroz negro.
Não conhecem? Então fiquem a conhecer.
——
Marques Mendes crítica a demagogia dos partidos da maioria. Um minuto depois faz demagogia sobre a subserviência de "todos os partidos" para com Ricardo Salgado.
"Esqueceu-se" dos alertas que Bloco de Esquerda e PCP (principalmente o primeiro; veja-se aqui) lançaram há montes de tempo, coitado.
——
Quando estou com sono (tipo agora) falo muito bem wookie. Serei só eu?

domingo, 3 de agosto de 2014

Tuitos da semana

Se me lembrar, vou passar a fazer isto: uma compilação dos tuitos da semana anterior que, ao relê-los, não me parecerem inteiramente parvos ou irrelevantes. Talvez com algumas alterações, para expandir as abreviaturas tuiteiras, explanar melhor uma ideia ou piada ou juntar num só parágrafo vários tuitos sobre o mesmo tema. Se calhar devia chamar a isto "retuitos" em vez de só "tuitos." É caso para pensar. Se me lembrar.

Acham bem?

Então cá vai a compilação da semana que acaba hoje:
Reiterando algo que já disse uma vez — Caros sites que pedem likes ou têm nagscreens antes de mostrar conteúdo: encham-se de varejeiras.
——
O êxito dos oquestrada é para mim um dos grandes mistérios do universo.
——
Uma União Europeia que aceita calmamente isto é uma União Europeia a que eu recuso pertencer.
——
Se isto é verdade (Observador = pé atrás), o papel do Brasil na entrada do Obiang foi perfeitamente vergonhoso. Já agora: que raio interessa que um documento venha escrito em Comic Sans, em Garamond ou em Helvetica?! Que coisa mais parva.
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Pelos cabelos quando as pessoas dizem "os partidos", referindo-se exclusivamente a coisas feitas por PS e PSD.
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Continua, Israel. Ainda não convenceste toda a gente de que o melhor é riscar-te do mapa, mas lá chegarás.
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Não há uma tenda grande o suficiente para cobrir a Madeira? É que circo já existe, só falta mesmo a tenda.
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Os brasileiros (e em especial as brasileiras) têm uma relação de amor com a palavra "super".
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Nunca deixarei de me surpreender com a estupidez humana. Nem de me deprimir com ela.
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A princípio disseram que o cometa da Rosetta era um patinho de borracha. Não é: é uma bota.
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E lá vamos nós para a nacionalização dos prejuízos e manutenção em mãos privadas de tudo o que dá lucro. Tão bom. E depois "o Estado é mau gestor." Pois.
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Ideia para um programa de TV: um Shark Tank tuga, com Oliveira e Costa, Ricardo Salgado, Jardim Gonçalves e João Rendeiro. Ia ser tãlindo ver os liberaloides todos a apresentar ideias de negócio aos mestres!
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Olhem uma lei fixe: "Empresa que tenha de ser nacionalizada só será privatizada depois de dar lucros ao Estado dez vezes superiores ao que custou." Sim, que o que se preparam para fazer ao BES é simplesmente pornográfico.
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Coisas como o BPN e o BES continuarão a acontecer enquanto o Estado meter dinheiro e deixar as empresas voltar alegremente a mãos privadas. Coisas como o BPN e o BES continuarão a acontecer enquanto não se perceber que empresas demasiado grandes para falir devem ser públicas. E pelos mesmos motivos, os monopólios naturais também devem ser públicos. Sempre. Até porque um Estado financiado por mais-valias é um Estado que precisa de cobrar menos impostos para o mesmo nível de despesa.
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Para que se perceba bem o que é a banca hoje em dia.
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Normalmente não leio BD, mas quando leio, ela é brilhante!
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Diz que o BES vai passar a ter um só acionista — uma empresa cujo capital é, em parte, dinheiro pelo qual o Estado está a pagar juros. Mas não, não é uma nacionalização. Nacionalizações são coisas malignas que só os comunistas fazem. E o Sócrates.