segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

BN e Gutenberg

Recebi um email da Biblioteca Nacional que passo a transcrever na íntegra, para vossa informação. Os links fui eu que acrescentei:

A Biblioteca Nacional, no âmbito da iniciativa da Biblioteca Nacional Digital, decidiu apoiar o incremento de obras em língua portuguesa na colecção do Projecto Gutenberg.

O «Distributed Proofreaders» (DP) é um projecto cooperativo utilizando a Internet para correcção de textos resultantes do reconhecimento óptico de caracteres (OCR) de páginas digitalizadas de livros do domínio público. O propósito da revisão é eliminar os erros desses textos, os quais se destinam à colecção do Projecto Gutenberg (livros disponíveis na Internet, de acesso gratuito).

Neste momento estamos a precisar de mais voluntários fluentes na Língua Portuguesa nos esforços de revisão de textos e de submissão de projectos.

Ajude-nos a divulgar!

domingo, 22 de janeiro de 2006

Instantâneos do quotidiano, IX

Interromper uma conversa por não saber o que dizer. Há ocasiões em que a paralisia é a única reacção possível aos acontecimentos.

Não a única reacção desejável, é certo. Mas a única possível.

A democracia

Diga-se o que se disser das paupérrimas escolhas feitas por este povo quando chega a hora de pôr a cruzinha no papel (em grande medida determinadas pelas paupérrimas opções que lhe são propostas), a verdade é que não há dia em que se veja tanta gente pelas ruas e cafés como em dia de eleições.

É bonito. Diga-se o que se disser de tudo o resto.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

Ena! Que fartura!

Aqui a Lâmpada leva semanas e semanas em que só recebe malta vinda dos sítios do costume: Portugal, Brasil, a Europa mais próxima e os EUA. Coisas novas, nada. E depois, de repente, hoje, recebe logo duas visitas vindas de países novos: a Polónia e a Guatemala...

Mistérios da net.

terça-feira, 17 de janeiro de 2006

Continua a mais recente onda

Continua a mais recente onda

Isto de coisas em português no Gutenberg funciona por ondas. E a mais recente continuou hoje, com a inclusão de Os Simples, de Guerra Junqueiro.

Um e-livro dedicado a todos os votantes de Cavaco Silva.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

"Eu não faço nada para descredibilizar a democracia portuguesa"

Cavaco dixit. E portanto, não ao debate. Debater é descredibilizar a democracia. Corrigir da maneira possível a exclusão completamente anti-democrática de um candidato dos debates a dois de antes da campanha é descredibilizar a democracia. Pois. O outro já dizia que a democracia era uma perda de tempo. Pois. Com tamanhas demonstrações de espírito democrático vindas daquele lado não consigo compreender como é que alguém tem o desplante de fazer comparações com figuras gradas do tempo da outra senhora. É que não me entra mesmo na cabeça. Mesmo.

Pois.

A União Europeia soma mais um

Na minha colecçãozinha de países que trouxeram cá gente, a UE tem país novo: a Eslovénia. E como acho que está na horinha de fazer um ponto da situação, cá vai:

Língua portuguesa:
- Portugal;
- Brasil;
- Macau;
- Angola;

Europa:
- Espanha;
- Itália;
- França;
- Reino Unido;
- Holanda;
- Suécia;
- Suíça;
- Hungria;
- Luxemburgo;
- Bélgica;
- Alemanha;
- Finlândia;
- Noruega;
- Rússia;
- Grécia;
- Eslovénia;

América do Sul:
- Chile;
- Peru;
- Bolívia;
- Uruguai;
- Paraguai;
- Argentina;
- Venezuela;

América do Norte:
- Estados Unidos;
- Canadá;
- México;

Ásia:
- Arábia Saudita;
- Singapura;
- Japão;
- Israel;
- Taiwan;
- Azerbaijão;

Oceania:
- Samoa

domingo, 15 de janeiro de 2006

Instantâneos do quotidiano, VIII

A água que gorgoleja lá fora, entre o céu e os túneis escuros dos algerozes, e o ar que falta cá dentro como se em vez de pulmões houvesse brânquias, cobertas de detritos, incapazes de filtrar o oxigénio da água desta espécie de aquário.

Teria sido uma óptima solução, não há dúvida

Se deus tivesse mesmo dado um preservativo a Adão, ter-se-ia poupado muita coisa.

Alguém pediu uma relíquia?

Se pediu, ela foi entregue hoje no Gutenberg. A do Eça, mais precisamente.

sábado, 14 de janeiro de 2006

Instantâneos do quotidiano, VII

Água quente a correr sobre a pele... Algures, no passado longínquo da espécie, um grupo de proto-homens hirsutos deve ter vivido num lugar como Yellowstone. Só assim pode explicar-se que uma cascata de água quente saiba tanto a casa.

E o mais rasca dos candidatos é...

Manuel Alegre.

Contra Louçã, que atacou uma estratégia de campanha que não é só a ele que incomoda (e não um homem - dizer que "fulano faz uma campanha de cemitérios" não é um ataque pessoal nem aqui nem na Cochinchina), responde o enfatuado Alegre com ataques pessoas dos mais soezes (dizer que "Beltrano é um Cavaco ao contrário" é um insulto ad hominem em qualquer parte do mundo e arredores), com insinuações das mais asquerosas (a bojarda canalha dos fundos), com palavras das mais abjectas. Só há uma conclusão a tirar. Manuel Alegre é o mais rasca dos candidatos a presidente, bem pior que Cavaco Silva. Nunca pensei dizer isto, mas é verdade.

Espero que não passe à segunda volta, porque se passar já tenho o meu voto marcado: nulo. Com um belíssimo "vão os dois para o raio que vos parta" escrito sobre o boletim. Alegre, nunca! Falta-lhe por completo a formação cívica e, por estranho que possa parecer, o espírito democrático necessários para ser presidente. Ou deputado. Ou dirigente político.

Instantâneos do quotidiano, VI

Alguém perguntar que são estes instantâneos do quotidiano, ficção ou realidade.

Qual a diferença?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2006

Instantâneos do quotidiano, V

À falta de melhor, teclar. À falta de melhor. À falta da emoção completa e dos seus cheiros e sons e olhares e sorrisos.

Melhor que nada, teclar.

Desta vez é Trindade Coelho

E os seus amores. Ou, de forma mais formal, "Os meus amores", de Trindade Coelho, acabou de ser adicionado ao Gutenberg.

Instantâneos do quotidiano, IV

Acordar com a boca a saber a papéis de música sem ter bebido na noite anterior. Nem comido papéis de música.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

Esta merecia ser copiada centenas de vezes por toda a blogosfera

Falta raiva à política portuguesa. Estamos num país de falinhas mansas, em que todos aceitamos os pequenos insultos e as repetidas injustiças diárias, com um ar de destino complacente. Há anos que as nossas vidas pioram, e nós incorporamos o triste fado, como se de um caminho imutável se tratasse. Somos colaboracionistas do nosso próprio falhanço, da nossa total miséria, porque não conseguimos ter a coragem de dizer não.
Vivemos, independentemente do resultado destas eleições, em pleno rotativismo sovaquista (uma espécie de Sócrates com Cavaco). O país está na merda, mas os eleitores insistem em votar nos seus carrascos. Há quem garanta, como um aventurado apoiante de Cavaco, que Portugal está à beira do abismo e que o Professor é a nossa tábua de salvação. Resta saber o que faz uma tábua junto a um precipício: prancha de saltos?


Nuno Ramos de Almeida, na Aspirina B

Instantâneos do quotidiano, III

Um longo zapping termina num programa, finalmente, que desperta algum interesse. É precisamente então que o écran resolve ficar negro.

Coisas da tvcabo.

Instantâneos do quotidiano, II

O som mais solitário do mundo: o apito ritmado de uma chamada que ninguém atende.

Instantâneos do quotidiano, I

E então, chegaram visitas para a família, e o trabalho, que rendia, deixou de ser possível.

terça-feira, 10 de janeiro de 2006

Eu não digo?

É só sítios esquisitos, nos últimos tempos. O último foi o Azerbaidjão.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2006

"À primeira volta sem perder mais tempo"

... diz aquele a quem Valentim Loureiro chamou um "mini-político", Marques Mendes. Para ele a democracia é uma perda de tempo. Já desconfiava. Mas é sempre bom ver por momentos a hipocrisia habitual posta de lado e ouvir esta gente dizer o que realmente pensa.

sábado, 7 de janeiro de 2006

quarta-feira, 4 de janeiro de 2006

domingo, 1 de janeiro de 2006

Voto de ano novo

Nunca mais voltar a fazer votos de ano novo.