terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Curioso...

Acabei de dar-me conta de um curioso fenómeno. Costumo ser um leitor de coisas curtas. Gosto muito de contos e os romances longos tendem a aborrecer-me muito antes de chegar a meio. Tenho pouca a nenhuma tolerância para a palha com que os autores por vezes enchem páginas e mais páginas. E mais páginas.

E no entanto, no ano passado o livro de que menos gostei (ou, neste caso, que mais detestei, porque o detestei superlativamente) foi uma coisa pequenina com contos curtos e três prefácios, posfácios, introduções, o que seja. Não se ficou por menos. E eram estes os melhores textos de todo o livro, o que fala de forma cristalina da qualidade dos outros. Pelo contrário, aquele de que mais gostei é um épico gigantesco, montes de volumes e milhares de páginas, precisamente o oposto daquilo que costuma agradar-me.

Ano bizarro, este de 2007.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Da morte de Luiz Pacheco

Que raio tem um país que manteve o homem na miséria a vida inteira de lhe tecer agora encómios depois de morto? De que serve agora embandeirá-lo em génio? Agora? Não será um tudo-nada tarde demais?

À boa maneira do Pacheco, vão mas é todos à merda.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Semana

Eis a primeira semana, desde há bastante tempo, que não me surpreendeu quando chegou ao fim. O que não é bom sinal: é sinal de que não correu bem. Nada de grave ou inultrapassável, e as mossas que deixou não foram sérias. Termina com:

Wiki: 9737, ou seja, 194 novidades. Ainda não é nada de extraordinário, mas reflecte menos capacidade de trabalhar naquilo que é importante, como se verá de seguida.

Livros: um deles na página 152, só 4 páginas novas, o outro na página 860, isto é, um avanço de 50. É muito baixo, quer num quer no outro, embora "no outro" haja a compensação de ter ficado para trás o capítulo mais difícil (e que capítulo!). Ficam, portanto, a faltar 170 páginas num deles e 109 no outro.

Houve uma série de outras coisas, mas nada que me apeteça pôr aqui, portanto para a semana há mais.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

A minha resolução de ano novo é...

... cerca de um minuto de arco, com os óculos postos.

Aquilo que acabaram de ler entrou directamente, assim que a li, para a minha lista das 10 piadinhas mais nerd-o-geek que conheço.

Como olhar para o copo

Estou farto, mas farto até aos cabelos, de Calimeros. Apesar de ter "república portuguesa" no BI não me revejo no fado. Estou-me cada vez mais nas tintas para arautos da desgraça. Se fosse eu o ditador universal de todos os universos (título propositadamente ridículo para o caso de haver alguém por aí suficientemente palerma para o levar a sério) mandava-os fuzilar a todos, sem excepção. Aliás, fuzilar talvez não fosse o suficiente: um empalamento em massa satisfar-me-ia melhor o ódio, desde que se conseguisse encontrar um número suficiente de estacas.

Os Calimeros são o cancro do país. Não um cancro; o. Alimentam-se de estupidez, ignorância, um balofo e muito inchado sentido de auto-importância que os leva a considerar-se acima da "piolheira" generalizada e uma completa ausência de sentido de orientação, de consciência dos caminhos a percorrer. E o pior que tudo é que estão por todo o lado, fazem estragos em tudo quanto é sítio. Um Calimero de Primeiro Nível é uma poderosa força destruidora capaz de arrasar quarteirões, certificando-se assim de que realmente fica tudo mal, tal como passam a vida a choramingar.

Vem isto a propósito, por estranho que pareça, de ter acabado ontem de madrugada a tradução do mais difícil capítulo do livro que tenho entre mãos, quase vinte páginas de pura dor de cabeça. Nos meus tempos de Calimero renitente (nunca mergulhei por completo na farsa calimérica, mas tenho de admitir, com vergonha, que andei perto) provavelmente não teria chegado a acabá-lo, passando depois os meses seguintes a choramingar que era muito difícil, que era impossível de traduzir, e, já agora, para compor o ramalhete, que todos os tradutores que de facto acabam o que começam são umas nulidades que só fazem disparates e cometem erros atrás de erros. Atrás de erros. Agora, em convalescença mas ainda combalido, queixo-me durante o processo, ah pois queixo. Mas chego ao fim, e chegado ao fim lanço o olhar pelo que falta ainda fazer.

É que depois de terminar aquele capítulo, o objectivo final ficou um pouco mais próximo e o caminho a percorrer encurtou. Portanto, pés à estrada, que o futuro espera mas não fica à espera.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Os votos da ingerência

Aqui o Candeias deseja-vos a todos um 2008 altamente porreiro, pá!

Vemo-nos por lá.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Semana

Outra semana a passar à velocidade da diarreia (o tal extraordinário fenómeno que não dá tempo nem para pensar nem para acender a luz), e que acabou com:

Wiki: 9543, isto é, 16 novidades. É quase parado, ah pois é.

Livros: um deles na página 148, o que dá 12 novidades e ainda é muito lento mas um pouco mais rápido do que tem sido hábito, e o outro na página 810, o que daria 80 novidades se não fosse o caso de as tais coisas que "haviam feitas mais à frente" terem agora ficado para trás. Por outro lado, isso quer dizer que já dá para saber quantas páginas faltam: 174 num e 159 no outro.

E foi só. Em geral, uma semana um pouco menos produtiva do que as anteriores. Por mais que um tipo tente fugir aos natais, a verdade é que acaba sempre por ser apanhado, pelo menos em parte.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Semana

Outra semana no fim? Já? O tempo anda muito apressadinho por estes dias. Apressadinho demais para o meu gosto, se querem que vos diga. Mas enfim...

Wiki: 9527; dá 134 coisas novas, pouco mais do que na semana passada e ainda nada por aí além.

Um dos livros: página 136, isto é, 6 feitas. Está lento, sim senhores. Mas no outro, página 730, o que dá 82 feitas, e continua ainda a haver coisas feitas mais à frente. Em geral uma semana um pouco mais produtiva do que a anterior.

E, talvez por isso mesmo, não tem mais nada de especial a assinalar.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Tani

Não consigo imaginar coisa pior para acontecer na Terra enquanto um tipo está a trabalhar numa estação espacial à espera que se resolvam os problemas com os motores no veículo que é suposto levá-lo para casa do que perder a mãe num acidente particularmente estúpido.

Nem quero imaginar o que será estar encurralado numa lata acanhada com mais duas pessoas numa altura destas.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Pelas minhas contas...

... troveja em Portimão, sem interrupção, há 14 horas. A noite foi um sobressalto. A manhã também. E o dia será passado na expectativa de uma falha de luz que interrompa o trabalho a qualquer momento.

É em alturas como estas que dou palmadinhas nas minhas próprias costas por ter investido numa UPS.

Isto tá porreiro, pá

Até a insuspeita Webboom entrou na onda. Agora têm uma espécie de rena alcoólica a desejar à putativa clientela "um natal porreiro, pá".

E assim um primeiro-ministro entra para a história.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Um mês depois, a primeira opinião

Um mês depois de lançada a antologia, eis que chegou hoje a primeira opinião pública sobre ela, vinda do Brasil.

Um par de destaques:

[...]

Contos de 1ª. Linha:
- Pra Tudo se Acabar na Quarta Feira - Octavio Aragão
- Littleton - Jorge Candeias
- O Pico de Hubert - Telmo Marçal
- A Irmandade - Carlos Patati
- Ponte Frágil Sobre o Nada - Maria Helena Bandeira
- Xochiquetzal em Cuzco - Carla Cristina Pereira
De 14 contos, são 6 que achei muito bons.

[...]

No geral gostei do livro e acho que valeu o dinheiro e tempo que gastei.

Gratidão

Há que dizê-lo: o primitivo que pela primeira vez se lembrou de se abrigar do frio numa caverna era um génio, e tenho uma grande dívida de gratidão para com ele.

É que lá fora, segundo o site da meteorologia, está meio grau negativo. Mas aqui, na caverna artificial onde me aconchego, não.

Bem-hajas, ó antepassado, sejas tu quem fores!

sábado, 15 de dezembro de 2007

Semana

As semanas passam depressa quando um homem está ocupado. Esta acabou com:

Wiki: 9393 (número giro). São 127 coisas novas, o que não é nada por aí além.

Um dos livros: página 130, ou seja, 8 feitas; o outro: página 648 (ainda com coisas feitas mais à frente), isto é, 74 feitas. Nota-se bem qual dos dois vai tendo prioridade, por enquanto.

Uns parabéns inesperados por um conto, que sabem sempre bem. Três livros novos-velhos cá em casa. E mais nada digno de nota.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Há gente com pinta em Portimão

Não, não estou a falar de mim, descansem. Não sou assim tão gabarola.

Falo deste gajo.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

O tratado

Foi hoje assinado, com pompa, circunstância, assobios e um ou dois "porreiro, pá" um documento composto por coisas como a seguinte:

Os artigos 29.º a 39.º do Título VI, relativos à cooperação judiciária em matéria penal e à cooperação policial, são substituídos pelas disposições dos Capítulos 1, 4 e 5 do Título IV da Parte III do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia. Como se indica a seguir nos pontos 64), 67) e 68) do artigo 2.º do presente Tratado, o artigo 29.° é substituído pelo artigo 61.° do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, o artigo 30.° é substituído pelos artigos 69.°-F e 69.°-G do referido Tratado, o artigo 31.° é substituído pelos artigos 69.°-A, 69.°-B e 69.°-D do referido Tratado, o artigo 32.° é substituído pelo artigo 69.°-H do referido Tratado, o artigo 33.º é substituído pelo artigo 61.°-E do referido Tratado e o artigo 36.° é substituído pelo artigo 61.°-D do referido Tratado. É suprimida a denominação do título e o seu número passa a ser o do título relativo às disposições finais.


Isto é, claramente, uma parvoíce. É óbvio que o artigo 39º do título VI devia ter sido substituído pelos capítulos 1, 2 e 3 do título IV da Parte III, e que o artigo 30º deveria por seu turno ter sido substituído pelos artigos 69º-A a 69º-Z, além do artigo 69º e meio. Qualquer um vê isso. Entra pelos olhos dentro do menos experiente nestas coisas.

Assim sendo, não concebo que se porreire-pá a propósito disto. Cá para mim, os nossos dirigentes da União Europeia andam a usar em demasia o tradutor automático do Google.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Semana

Acho que vou começar a fazer isto: um postezinho na sexta à noite ou no sábado depois de almoço, a falar cripticamente da semana que passou. Tipo assim, embora esta primeira vez seja apenas condições iniciais para muita coisa:

Wiki: 9266; Um dos livros: página 122; o outro: página 574, embora haja coisas feitas mais à frente.

Feita sinopse, feito e revisto extracto. Uma notícia de um erro estúpido, mas não há nada a fazer a não ser ter mais atenção em próximas revisões. Um livro lido: razoável mas muito, muito mal traduzido!

Ah, sim, e gripe curada. Iupi!

Ninguém percebeu nada, pois não? Óptimo!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Coisas de portais

Apareceu hoje, ou se calhar ontem, um pouco por todo o lado, a bombástica notícia: alguém parece que manifestou a intenção de criar um Portal da Língua Portuguesa.

Acho porreiro, a sério que acho.

Só não sei é o que vão fazer ao que já há. Que também acho porreiro, a sério que acho.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Aviso de serviço público

Quem estiver a planear contrair o vírus da gripe de 2007/2008 nos tempos mais próximos, prepare-se para vários dias com as dores no corpo e o incómodo generalizado habituais em todas as gripes, acompanhadas por uma febre de baixa intensidade mas muito melga, uma grande falta de apetite (no meu caso, curiosamente, acompanhada por uma quase repugnância por fritos) e, o pior de tudo, uma dor de cabeça que chega ao limiar do insuportável.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Fugi! O dono deste blogue é um herético!

Criaturas piedosas, afastai-vos! Ide para longe! Erguei uma vedação contra tal mafarrico! Pois que o teste da pureza divina o condenou ao sexto nível do mais dantesco dos Infernos. Ide! Fugi! Não lhe tocai, pois podeis ficar contaminados pela sua impiedade. Sim, pois que a heresia é uma doença que se pega aos mais incautos e além disso é brutalmente divertida.

Oh! O que eu fui escrever!

Estou perdido! Toquei-lhe. Aí vou eu também para a Cidade de Dis! Orai pela minha alma, beatos e beatas tementes a deus e ainda não fumados, pois que até já escrevo deus com minúscula e tudo! Oh, desgraça! Oh, perdição! Oh, Satanás, como tens passado? Tás bom, pá? E este tempo, hã? Quentinho, não? Porreiro, pá. Olha lá, a propósito, tu não terás por acaso nada a ver com o aquecimento global, não? Ah, isso é obra dos crentes? Eh pá, pronto, desculpa lá, mas julguei ver uma relação. Inferno, chamas eternas, quentinho, aquecimento, e tal. Não? Pronto, tá bem, já não está cá quem falou.

Então o que é que se bebe aqui por Dis? Tou cá com uma sede!...

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

domingo, 25 de novembro de 2007

Isto está mesmo bom

Anteontem: falha de luz. Duas horas e tal que deviam ter sido gastas a trabalhar passadas a olhar o negro da noite. O luar de lua cheia fazia umas sombras nítidas e conseguiam-se distinguir as cores, mas quinze minutos teriam bastado para satisfazer o urbanita desabituado de ver as estrelas devido ao brilho da iluminação pública.

Ontem: falha de luz. Não sei quanto tempo durou porque estava a dormir, mas sei que o despertador se esqueceu das horas, e por isso acordei duas ou três horas depois do que devia. Ou seja: trabalhei duas ou três horas menos do que devia.

Hoje: falha de água. Rebentou uma conduta, parece, e cortaram a água. Já há por aí uns cheiros esquisitos a flutuar pela cidade, ou será cá em casa?

Isto está mesmo, mesmo bom. Que se segue? A internet? O ar?

terça-feira, 20 de novembro de 2007

See you later, spammygator

É com este post que a lista dos spamemas que foram publicados aqui na Lâmpada desaparece da página inicial, onde tem estado nos últimos meses. Mas nada temam, ó fãs de tal absurdo empreendimento: essa mesma lista está a partir de agora e para todo o sempre (ou pelo menos enquanto existir o archive.org) ligada desde a definição da coisa ali do lado direito. Podem continuar a deliciar-se ou enojar-se ou irritar-se ou encolher os ombros com a minha reciclagem.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

A Antologia


Estão a ver o boneco aqui ao lado? É a capa de um projecto com mais de dois anos que finalmente viu a luz do dia há pouco mais de uma semana.

Nasceu de uma irritação. A irritação de ver que neste país, sistematicamente, as coisas se fazem com base na panelinha, e que em todas as antologias de contos ligadas à ficção científica e ao fantástico que são publicadas os autores não submetem as suas obras à apreciação dos editores, mas são convidados a participar, por critérios que até podem ser honestos mas não se livram da suspeita de se regerem mais por amiguismos e cumplicidades do que pela qualidade. Especialmente porque o resultado é invariavelmente que as antologias que acabam por ser publicadas são coisas coxas e estropiadas, com um punhado de contos bons, quando os têm, ao lado de outros tão maus que de outra forma nunca seriam publicados. É praga já antiga e que não parecia haver meio de solucionar, tendo atacado todas as antologias que conheço, da velha O Atlântico tem Duas Margens, da Caminho, às mais recentes antologias publicadas pela Chimpanzé Intelectual e pela "minha" Saída de Emergência (a antologia lovecraftiana seria muito boa com metade daqueles contos), passando pelas iniciativas mais ou menos simétricas que viram a luz do dia nos entretantos.

A irritação não me atacou só a mim, mas de todos os outros irritados só o Luís Filipe Silva respondeu ao desafio que lancei de fazer qualquer coisa a respeito. E deitámos os dois mãos à obra, construindo a antologia à vista de toda a gente, centralizando o trabalho num blogue, sem fazer um único convite, e em vez disso avaliando o material original que nos era enviado de moto próprio por escritores de ambos os lados do Atlântico. A participação excedeu as nossas expectativas, apesar da notória ausência de alguns dos nomes mais sonantes no género, em especial em Portugal (imagina-se que estariam desconfiados de que o processo nunca chegaria ao fim... ou então que estão demasiado confortáveis com a cegarrega dos convites para se arriscarem a ter o seu trabalho avaliado antes de ser aceite). E apesar de algumas peripécias pelo caminho, quatro meses mais tarde tínhamos uma antologia pronta para ser anunciada no Fórum Fantástico de 2005, e que poderia ter sido editada dois ou três meses mais tarde.

Não foi. E os motivos por que não foi dariam uma história demasiado longa e triste para ser contada aqui. Mete narizes a bater na porta de editoras atrás de editoras, antes ainda de ler uma palavra, só à menção da terrível expressão "ficção científica", prazos sucessivos e sucessivamente quebrados, telefonemas por atender, mails por responder e uma cada vez maior impaciência de minha parte (e, naturalmente, de parte de pelo menos alguns dos autores que ma faziam chegar porque era principalmente eu quem contactava com eles). Até que acabei por bater calmamente com a porta. A intenção? Forçar a uma clarificação de parte do parceiro: se quisesse mesmo avançar com o processo, que fizesse alguma coisa por isso; se não, que ficasse ele com essa responsabilidade, caso em que eu planeava pegar nas coisas onde ele as tivesse deixado.

Felizmente, ele decidiu levar as coisas adiante. Ano e meio depois do que seria desejável, mais de um ano depois do que seria possível, oito ou nove meses depois do que tínhamos combinado, mas como nestas coisas não existem tardes demais, o projecto está agora de novo nos eixos, e o Luís até está a fazer um bom trabalho de divulgação do produto final.

E que produto final é esse? Está descrito aqui e aqui. São 14 contos de 13 autores, mais uma introdução do Luís. Três são contos fantásticos, dois são de terror, um é história alternativa e os outros oito são de ficção científica (tornando, portanto, a capa enganadora, mas não muito). Um pertence a um universo partilhado brasileiro que já gerou também uma antologia em papel, muitos outros contos e pelo menos um romance. Um outro é sequela de um conto nomeado para um grande prémio internacional. Um conto é uma colaboração de pai e filho, algo que tanto quanto sei é inédito na FC&F portuguesa. Outro é, ao que sei, a única incursão na FC&F adulta até agora de uma autora experiente na literatura para a infância e juventude. Vários outros são estreias, por um motivo ou por outro, primeiro conto aceite para um livro, primeira publicação em livro, primeira publicação em livro em Portugal, primeira publicação em Portugal, etc. E embora haja, naturalmente, contos de que os seleccionadores gostam mais e outros de que gostam menos, embora talvez nenhum deles seja uma das obras-primas que nos deixam com aquele uau na boca depois de ler, nenhum é um mau conto, e estão todos bem acima dos impublicáveis que teimam em surgir nas antologias feitas por convite.

Chama-se Por Universos Nunca Dantes Navegados e vale muito a pena ler. Bem sei que sou suspeito para dizer isto, mas vão por mim que não se enganam. E depois de o lerem, digam o que acharam. Estou muito curioso com as vossas opiniões.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Dir-se-ia

Há tantas obras neste momento em Portimão que dir-se-ia que o ano que vem é ano de eleições...