domingo, 2 de janeiro de 2011

Lido: Tempestade Solar

Tempestade Solar (bib.) é mais um conto de Italo Calvino protagonizado pelo seu eterno extraterrestre Qfwfq. Desta feita, Qfwfq é capitão de um navio presume-se que mercante quando uma tempestade solar o encontra, depois de muito tempo de busca. Tempestade solar? Encontra? Sim, estamos no mundo de Calvino onde até as tempestades solares são antropomorfizadas. Esta, uma tempestade magnética em forma de mulher e gigantesca, Rah de seu nome (e decerto que a semelhança com o do deus-Sol egípcio, Rá, não é coincidência), é casada com Qfwfq e vai causar a sua demissão do posto de capitão do navio que comandava, após o que lhe causa também variados problemas quando se instala em terra. Porque, como é óbvio, ninguém compreende uma relação entre algo que parece ser um homem e uma perturbação magnética que tem o condão de estragar todos os aparelhos elétricos que houver nas redondezas e de deixar as bússulas doidas. É um conto profundamente poético, belo e triste, muitíssimo bem concebido e executado. Magnífico.

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