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sábado, 17 de novembro de 2012

Os tornados

Se bem entendi, houve hoje dois tornados na minha zona, um a ocidente, outro a oriente de onde eu estava. O maior, e mais grave, parece ter chegado a terra uns 6 km a leste da minha casa, a ocidente do Carvoeiro, e depois seguiu mais ou menos em linha reta para nor-nordeste, para as Sesmarias, depois para o Pestana Golf Resort, e até ao parque aquático Slide and Splash. Aí, aparentemente, virou um pouco para leste e foi atingir em cheio um dos bairros mais recentes de Lagoa, na ponta noroeste da cidade. Em seguida, prosseguiu para nor-nordeste, num trajeto mais ou menos paralelo à da estrada de Silves, acabando por atingir esta cidade em cheio. O impressionante vídeo abaixo mostra-o a cair sobre o campo de futebol do Silves FC, que fica na ponta sul da cidade, mas há relatos de estragos entre a piscina, que fica um pouco para oeste, e pelo menos a ponte medieval, que se localiza a meio de Silves, cerca de 500 m a leste da piscina. Os relatos afirmam que o tornado terá depois atravessado a cidade e desaparecido na serra, a norte.



O outro parece ter chegado a terra já em fase de dissipação, na Ria de Alvor, uns 5 km a oeste da minha casa, e aparentemente provocou estragos de pouca monta na vila de Alvor e nos Montes de Alvor. Aparentemente ter-se-á dissipado por completo antes de chegar ao aeródromo de Portimão. Este vídeo, que não permite embedding, foi filmado de Odiáxere, e mostra-o a entrar Ria de Alvor dentro. Aquela zona de terreno elevado que se começa a ver cerca dos 2 minutos e atrás da qual o tornado desaparece é, julgo, a Quinta da Rocha, uma arriba fóssil que divide a ria em duas.

E eu, aqui no meio, sinto-me um bocado como um alvo numa carreira de tiro. Um alvo incólume por as balas terem passado ao lado. Por enquanto. Até quando?

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Pelas minhas contas...

... troveja em Portimão, sem interrupção, há 14 horas. A noite foi um sobressalto. A manhã também. E o dia será passado na expectativa de uma falha de luz que interrompa o trabalho a qualquer momento.

É em alturas como estas que dou palmadinhas nas minhas próprias costas por ter investido numa UPS.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Gratidão

Há que dizê-lo: o primitivo que pela primeira vez se lembrou de se abrigar do frio numa caverna era um génio, e tenho uma grande dívida de gratidão para com ele.

É que lá fora, segundo o site da meteorologia, está meio grau negativo. Mas aqui, na caverna artificial onde me aconchego, não.

Bem-hajas, ó antepassado, sejas tu quem fores!

domingo, 25 de fevereiro de 2007

domingo, 5 de novembro de 2006

Aquecimento local

Hoje saí para a rua de t-shirt, durante o dia, e senti frio. Foi a primeira vez este ano. E não estamos em Setembro; estamos em Novembro.

terça-feira, 11 de julho de 2006

Que se lixem Sagres e Faro

Anda um gajo, suor a escorrer pela testa, preocupado com a incongruência de ter nas previsões da meteorologia temperaturas que não sente. Anda um tipo convencido que que tem de certeza o termostato avariado, só pode, porque não será verdade de que a temperatura real no ar que o rodeia só pode ser a média aritmética das temperaturas observadas em Sagres e em Faro? Anda um tipo, enfim, preocupado, hipocondríaco, já a pensar que anda a beber água a mais, ou a menos, ou a não fazer praia que chegue, maldito o trabalho que não mostra vontade de ter fim e malditas as doenças na família que não parecem ter vontade de acabar.

Quando afinal, o IM é que sabe, e o que o IM sabe é diferente do que diz o senso comum. Afinal, a média aritmética não é para aqui chamada. Afinal Sagres é Sagres, Faro é Faro e o que fica no meio é o que fica no meio, vasos separados, só parcialmente comunicantes. Afinal sempre é verdade que está mesmo mais calor do que os 23 graus com pozinhos que Faro e Sagres apresentam. Afinal estão mais de 27. Ah, bom. Assim já se conversa.

Deixem-me cá ir abrir mais uma janela para ver se faz corrente de ar.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Os cinco anos mais quentes do último século

Segundo um estudo que a NASA acabou de divulgar, o ano de 2005 terá sido o ano mais quente em mais de um século, quando são tomadas as temperaturas médias à escala global. Isto não significa necessariamente que no lugar de Carrapiolheira de Baixo o ano tenha sido particularmente quente, mas sim que a temperatura média do planeta todo, de norte a sul e de leste a oeste, foi a mais elevada do último século. Escrevo isto porque em conversas sobre este assunto não é nada raro que me contraponham coisas como "ai, não acho nada, passei um frio louco no ano passado", o que é, está bem de ver-se, pateta.

Mesmo que este estudo não seja inteiramente correcto, outros estudos apontam para 2005 como o segundo ano mais quente dos últimos 100 anos, logo a seguir a 1998, um ano de forte El Niño. No ano passado não houve El Niño nenhum.

Mas, pior do que isso, o mesmo estudo da NASA indica quais foram os cinco anos mais quentes do último século. A ordem é a seguinte: 2005, 1998, 2002, 2003 e 2004. Quatro foram os últimos quatro anos, e o quinto foi há apenas oito.

Mas apesar disto, ainda há gente que continua a negar a evidência do aquecimento global. Ainda há quem continue a achar que não precisamos para nada de energias alternativas. Ainda há quem continue a encolher os ombros à destruição da floresta tropical. Ainda há quem não se aperceba das consequências devastadoras de termos de repente um bilião de chineses a descer das suas bicicletas e a entrar em automóveis novinhos em folha, produzidos em fábricas onde não é gasto um centavo com protecção ambiental (ou social, já agora).

E assim vamos caminhando alegremente para a catástrofe. Vai ser lindo, o mundo que vamos deixar aos nossos filhos. Não haja dúvida.

quinta-feira, 27 de outubro de 2005

Bizarrias do clima

Quem olhasse lá para fora neste momento e visse despenharem-se as cataratas do Niagara dificilmente diria que estamos em seca.

quarta-feira, 14 de setembro de 2005

Trópicos

Choveu, trovejou, relampejou com violência, granizou, e tudo enquanto os veraneantes davam corridinhas em manga curta. Eu, no quintal, desentupia os ralos em tronco nu, e grossas gotas de chuva caíam sobre as minhas costas.

Mas ainda estamos em seca. Isto não foi nada.

quarta-feira, 31 de agosto de 2005

Como se detecta um americanófilo primário

Fácil: basta ver se ele dá mais importância ao que se passa na América do que em qualquer outro lugar do mundo. Para a detecção ser eficiente e inequívoca, em geral, os tempos de catástrofe são os mais adequados. Por exemplo.

Claro, não há americanófilo primário que resista à comparação do Katrina com o terremoto e tsunami do sudeste asiático. Alguns, os que têm mais vergonha, ainda conseguem fazer alguma distinção entre as duas situações; outros põem-nas em pé de igualdade.

Quando, sendo ambas catástrofes de grandes dimensões, são bem diferentes. O tsunami engloba-se nas catástrofes de carácter global, daquelas que afectam regiões significativas do planeta e modificariam a paisagem mesmo que não existissem estruturas humanas para destruir. Há apenas uma ou duas catástrofes deste tipo por século, se bem que algumas sejam bastante menos espectaculares. Catástrofes planetárias recentes (isto é, dos últimos cento e tal anos) houve o tsunami, e a explosão do Krakatoa, mas também a grande seca do Sahel, em África.

O Katrina é uma catástrofe regional. Em vez de afectar milhares de quilómetros, afectou centenas. Está na mesma categoria das grandes cheias que houve há muito pouco tempo na China (e que mataram quase mil pessoas - mas dessas pouco se falou), dos grandes sismos que houve na Turquia ou no Irão, etc., etc. Catástrofes que são raras mas não tão raras como as globais. Ao longo do último século, houve algumas dezenas de catástrofes desta dimensão, distribuídas por todo o planeta.

A única coisa que o Katrina teve de especial foi ter atingido directamente uma grande cidade (fora de tretas, o olho terá passado um pouco ao lado, mas Nova Orleães foi atingida directamente). Calhou passar por ali. É como se o Vesúvio entrasse em erupção e destruísse Nápoles. Na verdade, uma erupção do Vesúvio seria bastante pior, embora fosse na mesma uma catástrofe regional.

Claro, uma coisa é um desastre, outra uma catástrofe. Os fogos em Portugal e os governos do PSD/PP foram desastres. O Katrina foi uma catástrofe, e como tal uma coisa muito séria, muito grave, e com consequências que se irão prolongar no tempo. Mas compará-lo ao tsunami do sudoeste asiático é coisa que só entra mesmo na cabeça de americanófilos primários.

terça-feira, 30 de agosto de 2005

Efeitos secundários da exposição prolongada à ficção científica

Um desses efeitos secundários é a única palavra que não me sai da cabeça ao ver a tremenda tragédia que se vai desenrolando em Nova Orleães:

Ballard.

segunda-feira, 11 de julho de 2005

segunda-feira, 30 de maio de 2005

Chove

Não sei porquê, mas este ano sempre que vejo chover sinto uma urgência estranha de dar essa novidade ao mundo.

quarta-feira, 11 de maio de 2005

Última hora

Chove copiosamente em Portimão. O desábito era tanto que a primeira reacção ao ouvir o som da chuva a bater no telhado da marquise foi "que ruído estranho é este"?

sábado, 9 de outubro de 2004

Aquecimento global?

Estamos a 9 de Outubro. Hoje, pela primeira vez nesta época, vesti uma manga comprida. Estamos a 9 de Outubro.

sábado, 24 de julho de 2004

Derrete-se

Acabei de saber, via SIC Notícias, que temperatura esteve hoje em Portimão. 42 ºC.

Os duendes que mandam no tempo não se enganaram, não? Essa encomenda não era para a Amareleja, por acaso? Confiram lá o endereço, se faz favor. É que isto assim, de repente, sem avisar, é demasiado violento.

Safa!

segunda-feira, 24 de novembro de 2003

Uma noite inesquecível

Ontem, por volta das 3 da manhã, começou a cair em Portimão o maior dilúvio que já vi em dias de minha vida. Não que nunca tivesse visto cair chuva com tal intensidade, que já tinha. Mas nunca tinha visto cair tanta chuva durante tanto tempo. Foi cerca de uma hora de uma chuva quase sólida que ao cair deve ter enchido todas as ruas da cidade de parede a parede. A minha, pelo menos, encheu, e ela é das largas. Mas se fosse só isso, ainda vá. Não foi. Depois do dilúvio, continuou a chover com muita força até depois de raiar o dia, com uma única pausa de cerca de um quarto de hora. Respirou-se, mas o afogamento reatou passado pouco tempo.

Sim, assisti a tudo. Não preguei olho a noite inteira, a varrer litros e litros de água que me entraram em casa pela porta das traseiras e eu empurrei para a porta da frente, conseguindo com isso evitar que a água inundasse duas divisões. As outras... enfim, pelas outras não se andava, chapinhava-se.

E hoje foi o dia inteiro a apanhar baldes e baldes de água, de esfregona e toalhas em punho, depois, já com a maior parte da água seca, revirar arcas em busca de roupa e papéis encharcados, depois, já com um alfinete espetado em cada nervo e em cada músculo, cair para o lado de exaustão, dormir três horitas e voltar à faina porque é preciso salvar o que der para salvar e evitar que móveis e conteúdo comecem a apodrecer.

E depois, sem saber porquê nem para quê, vir ao blog mandar uma posta antes de ir dormir, como se isto interessasse a alguém.

sábado, 16 de agosto de 2003

Parece que acabou. Terá acabado?

Parece que o pesadelo acabou. Pelo menos, acabou num por enquanto ainda fumegante — a ver vamos o que acontecerá quando as temperaturas voltarem a subir, já no início da próxima semana.

Agora, aqui na cidade que teve fogo a norte e a oeste, mas nunca esteve sequer vagamente ameaçada, chegou a hora de varrer as cinzas. No terraço de minha casa fui encontrar duas folhas de eucalipto calcinadas mas ainda inteiras, por entre uma camada de cinzas variadas que enegrecem o chão. Voaram pelo menos 10 km até chegar cá. Acho que vou guardá-las de recordação.

Não que precise de lembretes para reavivar a memória destes dias...