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terça-feira, 13 de abril de 2010

Quem cospe para o ar, acaba sempre com a testa molhada

No meio duma busca na net que estava a fazer sobre outra coisa que não interessa ao caso, dei com um post muito curioso no blogue dos Livros de Areia, aqui. Leiam-no: vale a pena. É um belo ensaio sobre como, em Portugal, o rigor e a verdade tendem a ser varridos para baixo do tapete sempre que as conveniências e os interesses falam mais alto. Se não estiverem para aí virados, julgo que não falho eu ao rigor e à verdade explicando que se trata dum veemente protesto sobre o esquecimento a que a edição que a LdA fez da novela Disney no Céu Entre os Dumbos foi votada na recente edição da ficção curta do Barreiros pela Gailivro. Nesse protesto, é referida por duas vezes uma "edição online" da dita novela, sendo que em ambos os casos essa referência está contida numa citação direta das introduções escritas pela pena do próprio autor. Em nenhum sítio se diz onde, claro, mas digo eu. Foi no E-nigma, no já longínquo ano de 2001. Mais precisamente, aqui. Mesmo que não acreditem no que diz o autor nas suas introduções podem confirmar aqui que se trata da primeira edição dessa história, seguida, cinco anos mais tarde, pela da Livros de Areia.

Curiosamente, o que é que a Livros de Areia diz no texto de lançamento? Está aqui, mas, se me permitem, eu cito:

"Uma noveleta [sic] inédita em Portugal, apenas publicada em Espanha no volume "La Verdadera Guerra de los Mundos ". A imaginação delirante e subversiva de João Barreiros, o mais importante autor de FC em Portugal, tão fresca e acutilante hoje como há 22 anos, quando esta história foi escrita.  Uma edição limitada a 200 exemplares, assinados e numerados pelo autor em 2 lindas cores, azul e rosa, como os balões e os Dumbos, e..."

O negrito é meu, naturalmente. O "[sic]" também.

Portanto, recapitulando: os Livros de Areia insurgem-se hoje contra o esquecimento a que são votados numa edição duma obra, que lançaram afirmando ser inédita em Portugal, quando na verdade essa mesma obra tinha sido publicada num sítio português da internet que não é mencionado em lado nenhm, nem por eles nem pelo autor, meia década antes. É isso, não é?

Pois.

Sem comentários.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Coincidência cósmica

Um dos vários livros que tenho actualmente em leitura (sete, mais uma revista), um dos dois romances (os outros são livros - e revista - de contos), e, na verdade, o único de que se pode dizer com propriedade que já comecei (e estou quase a acabar), visto que do outro não li mais do que um punhado de páginas, é A Invenção de Leonardo, título que em Portugal foi dado a Pasquale's Angel, de Paul McAuley. Publicado pela mesma Saída de Emergência que tantos livros do Martin (e não só) me tem dado para traduzir.

Não tem nada a ver, mas um dos blogues que visito com maior regularidade e de que mais gosto, fruto da minha velha pancada por tudo o que tenha a ver com o Universo, é o Universe Today. É aí que obtenho a minha dose quase diária de notícias espaciais. Não é o único sítio, mas é provavelmente o principal. E além das notícias tem uma espécie de jogo, uma imagem espacial por semana, que os frequentadores deverão tentar identificar. Costumo jogar. E até acerto com uma certa regularidade, pelo menos quando não se põem com galáxias e nebulosas, que tendem a parecer-me todas iguais.

Foi o que aconteceu hoje. Reconheci de imediato a imagem, de Tritão, a maior lua de Neptuno, e lá fui deixar a notinha. Calhou ser o segundo comentador a fazê-lo, e o primeiro a dar a resposta certa, mas houve outro comentário a entrar segundos depois do meu (a hora dos dois é idêntica), também com a resposta certa. De quem?

Do Paul McAuley.

A sério. Se não é ele, é alguém que não só se apropriou do nome como liga para o blog dele, o que me parece muito pouco provável.

Ou seja, o autor do romance que estou a ler neste momento, publicado pela "minha" editora, põe um comentário quase idêntico ao meu, no mesmo blogue que eu, segundos depois de eu lá deixar o meu.

What are the odds?

Claro que quem puser uma destas numa história é imediatamente ridicularizado por quase toda a gente por usar um plot device tão inverosímil. Quem é que acredita em coincidências cósmicas? É preciso ser pateta de todo, não é?

Não é?

Pois é.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Vocês contratem-me estes gajos!

Pá, isto na verdade há umas vocações por aí escondidas que têm de ser urgentemente reveladas. Num país com uns comediantes que, tantas vezes, não têm piada nenhuma (coff-têvêrrural-coff), não se pode deixar fugir o(s) génio(s) da comédia que hoje resolveram assaltar logo a Direcção-Geral de Combate ao Banditismo! Vocês contratem-me estes gajos, por amor ao monstro do esparguete voador!

quarta-feira, 13 de outubro de 2004

Come-me o cartão e sofre as consequências!

Há por aí uns tipos que teimam que as máquinas são mais rijas e eficientes que estas simples coisinhas de carne e osso que nós somos. Mas eis que de vez em quando uma história demonstra o erro. Esta chega da Ucrânia e tem como protagonistas uma rapariga de 14 anos e uma caixa multibanco. A caixa, na sua mecânica arrogância, achou por bem engolir o cartão da pequena ucraniana, sem dizer água vai. A miúda é que não esteve pelos ajustes: pim-pam-pum, ai não dás? Toma lá!, porrada para baixo, à mão desarmada, e eis que a caixa se vê reduzida a um monte de ferros retorcidos. Bem feita. É para aprender.

O saldo do incidente foi um prejuízo de 4500 libras. Não sei bem a como está o câmbio, mas acho que é mais ou menos o dobro em euros. Cuidado com as adolescentes ucranianas!...

segunda-feira, 4 de outubro de 2004

A Roménia é um país muito estranho!

Já não chegava o Drácula e o Ceausescu, agora aparecem notícias sobre um homem de 67 anos que, farto de ouvir cacarejar a mais barulhenta das suas galinhas, resolveu, num impulso, cortar-lhe o pescoço. Só que o homem, vá-se lá saber como, confundiu o pescoço da galinha com o seu próprio pénis e schlack, capou-se. Se isto não fosse suficiente para lhe assegurar um lugarzinho nos anais da bizarria, eis que o seu cãozinho resolve entrar na história: talvez por achar apetitosa a "salsicha", quiçá num esforço para manter o galinheiro limpo e em boas condições para as galinhas, o certo é que engoliu o membro decepado. Parece que, apesar de tudo, o velhote se safou. A notícia não diz nada sobre o estado de saúde do cão. Nem da galinha.

Da próxima vez que pensarem coisas como "isto só em Portugal", lembrem-se desta história...