Um pouco mais tarde do que o que é hábito (tenho estado cá com uma preguiça... mas não. Chamemos-lhe "recarregar de baterias". Isso), eis-me aqui a falar da semana que passou.
Passou e com ela foi-se uma avaria na net que já andava a chatear há quase uma semana, mas que foi piorando aos poucos até me deixar quase completamente desligado na terça-feira. O mais chato das avarias nem são as avarias: é o tempo imenso que se perde a fazer experiências nisto e naquilo até que o técnico decida finalmente chegar, e passar depois algumas horas, também ele, a fazer experiências nisto e naquilo enquanto um tipo fica de lado, de braços cruzados, a ver. O que é ainda pior do que perder tempo pessoalmente com experiências.
Mas enfim, lá se foi a avaria, e com ela foi-se um modem e veio outro.
No que toca a trabalho daquele que se executa para ganhar a vida, a semana foi gasta a ler o próximo livro, e já lá vi mais daquelas chaticezitas que me perseguem as traduções: poemas e trocadilhos, um exemplar de cada, que irão querer dizer dois dias de muito trabalho e muito pouco rendimento da espécie que se põe no banco. Não ocupam uma mão-cheia das 315 páginas que ainda estão por fazer, mas deviam valer por umas 10 ou 15.
O wiki esteve razoavelmente activo, com 73 novidades que fizeram crescer o total de artigos para 16 144. Material brasileiro antigo e traduções portuguesas recentes, principalmente.
E como acontece sempre que tenho leituras laborais a fazer, as de lazer ficaram um pouco postas de lado. Mas ainda li umas coisitas. De Bradbury, li Aquele Velho Cão Deitado Sobre a Poeira, um conto algo surrealista sobre uma visita ao circo, cujo interesse reside sobretudo na linguagem. Não gostei lá muito, confesso. Já gostei mais de A Sereia de Curitiba, de Rhys Hughes, um conto sobre um viajante que conhece uma sereia uma certa noite no carnaval de Curutiba. Conhece e apaixona-se ao ponto de a seguir quando ela parte da cidade, de comboio, a cavalo, de bicicleta, através de todos os meios de transporte que consegue arranjar. Não será nenhuma obra-prima, mas é um conto fantástico interessante.
E, tirando o que avancei num par de romances, o que li esta semana resumiu-se a isto. Até à próxima.
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sábado, 11 de abril de 2009
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Só para o caso de algum de vocês ter interesse por estas coisinhas, informo que abri uma conta no twitter (sigam este link e chegarão até ela). Tenho andado a ver se me instalo ou me vou embora, mas parece que é para ficar. A coisa tem a sua utilidade.
Não sabem o que é o twitter? Bem, é um daqueles serviços de redes sociais, só que este tem uma filosofia diferente dos orkuts e hi5 que há por aí, servindo para dar curtas informações a quem nos "segue". "Curtas" é mesmo curtas: 140 caracteres. Uma espécie de SMS'es de largo espectro e com possibilidade de incluir links. E, sim, dá para configurar a coisa de forma a receber as actualizações daqueles que "seguimos" como SMS'es verdadeiros, no telelé.
Não sabem o que é o twitter? Bem, é um daqueles serviços de redes sociais, só que este tem uma filosofia diferente dos orkuts e hi5 que há por aí, servindo para dar curtas informações a quem nos "segue". "Curtas" é mesmo curtas: 140 caracteres. Uma espécie de SMS'es de largo espectro e com possibilidade de incluir links. E, sim, dá para configurar a coisa de forma a receber as actualizações daqueles que "seguimos" como SMS'es verdadeiros, no telelé.
domingo, 12 de agosto de 2007
Os ficheiros .QME
Já ouviram falar?
É um tipo de ficheiro que, descubro agora, me foi enxameando sorrateiramente o disco rígido ao longo dos últimos anos. Bem, na verdade parece ser praga que vem de mais longe do que isso, pelo menos desde que arranjei pela primeira vez um PC, já há aí uns 15 anos. De então para cá, foram-se instalando, multiplicando, e hoje são milhares.
Curiosamente, só agora dei por eles. Isto porque das outras vezes que troquei de máquina optei pela abordagem fácil, copiando os discos integralmente, enquanto ruminava vagas ideias sobre fazer a selecção e a arrumação mais tarde. E claro que não fiz. Obviamente. Tomam-me por quem? Algum xoninhas?
E assim, os ficheiros .QME continuaram a disseminar-se por todo o lado sem serem incomodados.
Mas agora armei-me em xoninhas. Achei que já bastava de entropia e que (até porque era frequente tentar encontrar qualquer coisa e não dar com ela por a confusão ser tanta) era agora que ia arrumar tudo como deve ser, cada coisa no seu devido lugar.
E foi assim que dei com eles, os milhares de ficheiros .QME. Acho que vai levar meses até que me veja livre da praga. Mesmo depois de razoavelmente completa a transição do computador velho para o novo, muito depois dessa transição estar oficialmente concluída, ainda hei-de passar montes de tempo perdido nas catacumbas das duas máquinas, a abrir ficheiro atrás de ficheiro e a pensar com os meus botões:
--- Que Merda é Esta?
E o pior é que suspeito que haverá alguns para os quais não encontrarei resposta. Ficheiros .QME que assim permanecerão durante o resto da sua vida electrónica.
É um tipo de ficheiro que, descubro agora, me foi enxameando sorrateiramente o disco rígido ao longo dos últimos anos. Bem, na verdade parece ser praga que vem de mais longe do que isso, pelo menos desde que arranjei pela primeira vez um PC, já há aí uns 15 anos. De então para cá, foram-se instalando, multiplicando, e hoje são milhares.
Curiosamente, só agora dei por eles. Isto porque das outras vezes que troquei de máquina optei pela abordagem fácil, copiando os discos integralmente, enquanto ruminava vagas ideias sobre fazer a selecção e a arrumação mais tarde. E claro que não fiz. Obviamente. Tomam-me por quem? Algum xoninhas?
E assim, os ficheiros .QME continuaram a disseminar-se por todo o lado sem serem incomodados.
Mas agora armei-me em xoninhas. Achei que já bastava de entropia e que (até porque era frequente tentar encontrar qualquer coisa e não dar com ela por a confusão ser tanta) era agora que ia arrumar tudo como deve ser, cada coisa no seu devido lugar.
E foi assim que dei com eles, os milhares de ficheiros .QME. Acho que vai levar meses até que me veja livre da praga. Mesmo depois de razoavelmente completa a transição do computador velho para o novo, muito depois dessa transição estar oficialmente concluída, ainda hei-de passar montes de tempo perdido nas catacumbas das duas máquinas, a abrir ficheiro atrás de ficheiro e a pensar com os meus botões:
--- Que Merda é Esta?
E o pior é que suspeito que haverá alguns para os quais não encontrarei resposta. Ficheiros .QME que assim permanecerão durante o resto da sua vida electrónica.
domingo, 27 de agosto de 2006
Maravilhas do Unicode
Acabei de receber um spam em Unicode: o endereço vinha em caracteres latinos, o título vinha em hebraico e o corpo em cirílico russo.
terça-feira, 22 de agosto de 2006
Desabafo
É uma grande trabalheira, isto de dar volta a mais de duas mil mensagens de email. Esta história de se estar ligado, à distância de um clique, tem mais que se lhe diga em termos de trabalho envolvido e tempo dispendido. Só quando as mensagens se acumulam assim é que um tipo se aparcebe bem deste facto, que no dia-a-dia normal passa despecebido na rotina.
Uf.
Faltam mil, mais coisa menos coisa...
Uf.
Faltam mil, mais coisa menos coisa...
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006
Bill Gates
Quem disse tudo foi o Olho e Meio. E mainada.
(se bem que o Luis Rainha também tenha mandado umas bem mandadas)
(se bem que o Luis Rainha também tenha mandado umas bem mandadas)
terça-feira, 25 de outubro de 2005
Sobre o Glossário da Sociedade da Informação
Há um par de dias ouvi pela primeira vez falar de uma coisa que eu, em princípio, achava utilíssima e que já fazia falta há muito, muito tempo. É que sou, há muito, defensor de que todos lucraríamos com uma adaptação bem feita da miríade de anglicismos que nos têm entrado à martelada na língua por via da informática. Defendo, entre outras coisas, que os brasileiros deviam deixar-se de "mouses" a adoptar o nosso "rato" e que é bom que nós paremos de falar em barbarismos como "dauneloudear" ou "fazer dauneloude" e adoptar o "baixar" brasileiro duma vez por todas.
Hoje, resolvi ir lá ver que tal era, afinal, o novíssimo Glossário da Sociedade da Informação, formal e academicamente disponível aqui (em PDF).
Aparentemente, o glossário junta terminologia bem estabelecida, descrevendo o significado e indicando o equivalente (ou a ascendência) inglês a tentativas de tradução e adaptação de termos que nós teimamos em usar em inglês. Parece bem feito, em geral, mas padece de um enorme defeito que, na minha modesta opinião, irá corroer grande parte da sua eficácia.
Para explicar melhor, deixem-me divagar um pouco. Tudo na minha modestíssima opinião, bem entendido.
Uma das forças da língua inglesa, e um dos motivos por que se presta tanto à penetração noutros idiomas (àparte o poderio comercial de coisas como a música ou o audiovisual) é a facilidade, o à-vontade e mesmo o humor com que integra e desenvolve neologismos ou adapta palavras para tudo quanto surja de novo. "Bit" é simplesmente uma nova palavra que resulta da contracção de "binary digit", o seja "dígito binário". "Byte", por seu lado, significa "mordida" e é um caso de aplicação cheia de humor de uma palavra pré-existente a um novo conceito por via da sua semelhança fonética e gráfica com o neologismo bit. Se fôssemos transpor esta filosofia para o português, ao bit chamaríamos "dib", e ao byte "bibe", ou algo de semelhante (um bibe, afinal, é algo usado pelos putos).
Mas no português não temos essa tradição. Especialmente em Portugal. Tratamos a língua de um modo demasiado sisudo, demasiado sacrossanto, demasiado inflexível na plasticidade que as palavras poderiam ter. A excepção são as camadas mais marginalizadas, onde surgem gírias e termos novos que, no entanto, é raro atravessarem a barreira da exclusão e entrarem no léxico comum, muito menos em léxicos especializados como o informático. O Brasil, nisso, tem a grande vantagem de ser mais aberto à experimentação, mas a verdade é que os resultados são frequentemente catastróficos, porque em vez de se basearem no conhecimento da língua se baseiam principalmente na sua ignorância. O mesmo, diga-se de passagem, aconteceria em Portugal caso por cá arriscássemos mais. Se há coisa que nos une aos brasileiros é o nosso fraco conhecimento da língua que partilhamos.
Além disso, em Portugal há muito quem tenha orgasmos quando consegue complicar o que é simples.
E é assim que no tal glossário que é o tema deste post aparecem termos como "administrador web" (para "webmaster" - e podia ser-se tão criativo com "webmaster"), "análise criptográfica" (para "criptoanalysis" - mas que mal tem "criptoanálise"?!), "barreira de segurança" (para "firewall"), "caixa de envio" (para "outbox"), "centro de atendimento" (para "call center"), etc., etc.
Se repararem bem, todos estes exemplos têm uma coisa em comum. Ou antes: duas. Em primeiro lugar são traduções sem qualquer imaginação. Em segundo, as expressões portuguesas são maiores que as inglesas. E este último facto é quase omnipresente em todo o glossário, com raríssimas excepções.
Ora, como os feitores do glossário tinham obrigação de saber, a língua, especialmente a oral (que é a que realmente interessa), é preguiçosa. Tende a seguir atalhos sempre que os encontra, para poupar tempo e esforço. E é por esse motivo que ninguém dirá coisas como "administrador web" quando pode dizer "webmaster". Só se tivesse de enrolar muito a língua, o que não é o caso (facilmente se pronuncia a palavra "uebmasster"). E é por isso que me parece que este glossário será em grande medida ineficaz. Toda a gente continuará a preferir "email" a "correio electrónico" ou "e-trade" a "trocas comerciais electrónicas" (gah!) por falta de uma alternativa realmente boa. E isso, é uma pena.
Hoje, resolvi ir lá ver que tal era, afinal, o novíssimo Glossário da Sociedade da Informação, formal e academicamente disponível aqui (em PDF).
Aparentemente, o glossário junta terminologia bem estabelecida, descrevendo o significado e indicando o equivalente (ou a ascendência) inglês a tentativas de tradução e adaptação de termos que nós teimamos em usar em inglês. Parece bem feito, em geral, mas padece de um enorme defeito que, na minha modesta opinião, irá corroer grande parte da sua eficácia.
Para explicar melhor, deixem-me divagar um pouco. Tudo na minha modestíssima opinião, bem entendido.
Uma das forças da língua inglesa, e um dos motivos por que se presta tanto à penetração noutros idiomas (àparte o poderio comercial de coisas como a música ou o audiovisual) é a facilidade, o à-vontade e mesmo o humor com que integra e desenvolve neologismos ou adapta palavras para tudo quanto surja de novo. "Bit" é simplesmente uma nova palavra que resulta da contracção de "binary digit", o seja "dígito binário". "Byte", por seu lado, significa "mordida" e é um caso de aplicação cheia de humor de uma palavra pré-existente a um novo conceito por via da sua semelhança fonética e gráfica com o neologismo bit. Se fôssemos transpor esta filosofia para o português, ao bit chamaríamos "dib", e ao byte "bibe", ou algo de semelhante (um bibe, afinal, é algo usado pelos putos).
Mas no português não temos essa tradição. Especialmente em Portugal. Tratamos a língua de um modo demasiado sisudo, demasiado sacrossanto, demasiado inflexível na plasticidade que as palavras poderiam ter. A excepção são as camadas mais marginalizadas, onde surgem gírias e termos novos que, no entanto, é raro atravessarem a barreira da exclusão e entrarem no léxico comum, muito menos em léxicos especializados como o informático. O Brasil, nisso, tem a grande vantagem de ser mais aberto à experimentação, mas a verdade é que os resultados são frequentemente catastróficos, porque em vez de se basearem no conhecimento da língua se baseiam principalmente na sua ignorância. O mesmo, diga-se de passagem, aconteceria em Portugal caso por cá arriscássemos mais. Se há coisa que nos une aos brasileiros é o nosso fraco conhecimento da língua que partilhamos.
Além disso, em Portugal há muito quem tenha orgasmos quando consegue complicar o que é simples.
E é assim que no tal glossário que é o tema deste post aparecem termos como "administrador web" (para "webmaster" - e podia ser-se tão criativo com "webmaster"), "análise criptográfica" (para "criptoanalysis" - mas que mal tem "criptoanálise"?!), "barreira de segurança" (para "firewall"), "caixa de envio" (para "outbox"), "centro de atendimento" (para "call center"), etc., etc.
Se repararem bem, todos estes exemplos têm uma coisa em comum. Ou antes: duas. Em primeiro lugar são traduções sem qualquer imaginação. Em segundo, as expressões portuguesas são maiores que as inglesas. E este último facto é quase omnipresente em todo o glossário, com raríssimas excepções.
Ora, como os feitores do glossário tinham obrigação de saber, a língua, especialmente a oral (que é a que realmente interessa), é preguiçosa. Tende a seguir atalhos sempre que os encontra, para poupar tempo e esforço. E é por esse motivo que ninguém dirá coisas como "administrador web" quando pode dizer "webmaster". Só se tivesse de enrolar muito a língua, o que não é o caso (facilmente se pronuncia a palavra "uebmasster"). E é por isso que me parece que este glossário será em grande medida ineficaz. Toda a gente continuará a preferir "email" a "correio electrónico" ou "e-trade" a "trocas comerciais electrónicas" (gah!) por falta de uma alternativa realmente boa. E isso, é uma pena.
terça-feira, 18 de outubro de 2005
Google, blogs e RSS
Hoje estou muito tecnológico, eu sei, mas tenho de dizer isto.
O serviço Blog Search do Google é um serviço interessante... até ser conjugado com um leitor de feeds (RSS ou Atom). A partir desse momento, passa a ser inestimável.
Para quem não conhece, eu esboço uma explicação. Os feeds são conteúdos codificados de uma maneira especial, chamada XML (eXtended Markup Language), que são gerados automaticamente pela maioria do software de blogging e também por outros gestores de conteúdos. Não têm grande utilidade imediata, mas através de outros tipos de software, os agregadores de RSS, permitem fazer uma série de coisas. O mais comum é servirem para entregar comodamente ao utilizador, assim que sejam publicados, os conteúdos dos sites (blogues e outros) que publicam feeds, sem que esses utilizadores sejam forçados a ir de facto aos sites verificar o que há de novo e se há alguma coisa de novo.
Ou seja, desde que instalei o agregador em vez de perder uma hora por dia a verificar um a um todos os blogues na minha lista de favoritos, ponho o agregador a verificar as novidades e depois gasto alguns minutos a passar os olhos por elas e só vou aos blogues quando e se há alguma coisa que me interessa mesmo. Mantenho-os debaixo de olho, mas gasto com eles muito menos tempo. A eficiência é muito maior. E quem diz blogues diz fóruns, sites noticiosos, etc.
O reverso da medalha é que passei a frequentar muito menos aqueles blogues que optaram por não publicar um feed ou que não têm o feed funcional. Alguns dos blogues que tenho linkados ali à esquerda são desses. Pouco tenho seguido o blogue do Miguel Vale de Almeida ultimamente, por exemplo. Ou o do Cachapa. Ou até o do Luís Filipe Silva.
E agora, surge o Blog Search. O Blog Search, à primeira vista, parece apenas um serviço de busca destinado a blogues, mas aqueles links que tem na parte de baixo da página transformam-no em muito mais do que isso. Porque o Blog Search permite assinar um feed personalizado com qualquer busca que se pretenda fazer, ou seja, permite que eu, aqui em casa, saiba quase no mesmo momento quem e onde publicou o quê sobre qualquer assunto que me interesse, mesmo em blogues cuja existência ignorava por completo. Basta escolher bem os termos da busca, organizá-los não por relevância (o Google tem umas manias com a relevância e perde-se muita coisa) mas sim por data de publicação, escolher poucos ou muitos resultados e assinar o feed.
Eu tenho assinados feeds sobre ficção científica, science fiction e "literatura fantástica", e sei desde já que este post aparecerá dentro de muito pouco tempo em todos eles. Este e todos os outros posts que se façam por essa blogosfera fora sobre o assunto. Tenho descoberto coisas e blogues interessantíssimos, assim.
Mas lá está: o Luís bem pode escrever e escrever e escrever, que como não publica o feed o Blog Search não o detecta. Mete RSS nesse Tecnofantasia, pá. A malta agradece!
O serviço Blog Search do Google é um serviço interessante... até ser conjugado com um leitor de feeds (RSS ou Atom). A partir desse momento, passa a ser inestimável.
Para quem não conhece, eu esboço uma explicação. Os feeds são conteúdos codificados de uma maneira especial, chamada XML (eXtended Markup Language), que são gerados automaticamente pela maioria do software de blogging e também por outros gestores de conteúdos. Não têm grande utilidade imediata, mas através de outros tipos de software, os agregadores de RSS, permitem fazer uma série de coisas. O mais comum é servirem para entregar comodamente ao utilizador, assim que sejam publicados, os conteúdos dos sites (blogues e outros) que publicam feeds, sem que esses utilizadores sejam forçados a ir de facto aos sites verificar o que há de novo e se há alguma coisa de novo.
Ou seja, desde que instalei o agregador em vez de perder uma hora por dia a verificar um a um todos os blogues na minha lista de favoritos, ponho o agregador a verificar as novidades e depois gasto alguns minutos a passar os olhos por elas e só vou aos blogues quando e se há alguma coisa que me interessa mesmo. Mantenho-os debaixo de olho, mas gasto com eles muito menos tempo. A eficiência é muito maior. E quem diz blogues diz fóruns, sites noticiosos, etc.
O reverso da medalha é que passei a frequentar muito menos aqueles blogues que optaram por não publicar um feed ou que não têm o feed funcional. Alguns dos blogues que tenho linkados ali à esquerda são desses. Pouco tenho seguido o blogue do Miguel Vale de Almeida ultimamente, por exemplo. Ou o do Cachapa. Ou até o do Luís Filipe Silva.
E agora, surge o Blog Search. O Blog Search, à primeira vista, parece apenas um serviço de busca destinado a blogues, mas aqueles links que tem na parte de baixo da página transformam-no em muito mais do que isso. Porque o Blog Search permite assinar um feed personalizado com qualquer busca que se pretenda fazer, ou seja, permite que eu, aqui em casa, saiba quase no mesmo momento quem e onde publicou o quê sobre qualquer assunto que me interesse, mesmo em blogues cuja existência ignorava por completo. Basta escolher bem os termos da busca, organizá-los não por relevância (o Google tem umas manias com a relevância e perde-se muita coisa) mas sim por data de publicação, escolher poucos ou muitos resultados e assinar o feed.
Eu tenho assinados feeds sobre ficção científica, science fiction e "literatura fantástica", e sei desde já que este post aparecerá dentro de muito pouco tempo em todos eles. Este e todos os outros posts que se façam por essa blogosfera fora sobre o assunto. Tenho descoberto coisas e blogues interessantíssimos, assim.
Mas lá está: o Luís bem pode escrever e escrever e escrever, que como não publica o feed o Blog Search não o detecta. Mete RSS nesse Tecnofantasia, pá. A malta agradece!
quarta-feira, 10 de agosto de 2005
sábado, 5 de março de 2005
O serviço da netcabo é uma completa merda
Tenho de dizer isto. Hoje tenho de dizer isto, e por estas exactas palavras que até sinto como bastante comedidas. O serviço da netcabo é uma completa merda. Uma. Completa. Merda.
Mas nem é esse o problema maior. O problema maior é que não há nenhuma verdadeira alternativa, porque o que faz do serviço da netcabo uma completa merda é uma atitude profundamente enraizada em tudo e todos neste país que faz com que sacudir a água do capote, de preferência para cima do vizinho, é sempre muito mais importante do que fazer com que as coisas realmente funcionem. Por isso, se um cliente tiver a desdita de ligar para a absoluta bosta que é o serviço de atendimento ao cliente da netcabo, só ouvirá um "estamos com dificuldades técnicas" se a coisa for tão óbvia e evidente que não der mesmo para disfarçar. Caso contrário, a culpa é do cliente. Ou do software do cliente. Ou da placa de rede do cliente. Ou do que quer que seja que não comprometa a netcabo e não dê trabalho aos incapazes que estão a atender telefones no call center da netcabo.
Curioso, curioso é que minutos depois de o cliente, furioso, ter desligado o enésimo telefonema ameaçando mudar de ISP, o serviço é restabelecido.
Puta de coincidência! Realmente!
Mas nem é esse o problema maior. O problema maior é que não há nenhuma verdadeira alternativa, porque o que faz do serviço da netcabo uma completa merda é uma atitude profundamente enraizada em tudo e todos neste país que faz com que sacudir a água do capote, de preferência para cima do vizinho, é sempre muito mais importante do que fazer com que as coisas realmente funcionem. Por isso, se um cliente tiver a desdita de ligar para a absoluta bosta que é o serviço de atendimento ao cliente da netcabo, só ouvirá um "estamos com dificuldades técnicas" se a coisa for tão óbvia e evidente que não der mesmo para disfarçar. Caso contrário, a culpa é do cliente. Ou do software do cliente. Ou da placa de rede do cliente. Ou do que quer que seja que não comprometa a netcabo e não dê trabalho aos incapazes que estão a atender telefones no call center da netcabo.
Curioso, curioso é que minutos depois de o cliente, furioso, ter desligado o enésimo telefonema ameaçando mudar de ISP, o serviço é restabelecido.
Puta de coincidência! Realmente!
terça-feira, 30 de novembro de 2004
Sabem que mais?
O trabalho que se segue a uma formatação do disco, quando se tem as coisas mal organizadas à partida e quando o backup do disco antigo inclui os traços de mais de uma década de vida informatizada, é de fazer nascer uma plantação de cabelos brancos das sobrancelhas ao meio das costas.
E quando a isso se junta mais de uma semana de e-correio por tratar e a vida real a que dar atenção, o tempo passa e a produtividade é uma miragem de cartolina.
Quando tiver dinheiro, vou investir em gavetas.
E quando a isso se junta mais de uma semana de e-correio por tratar e a vida real a que dar atenção, o tempo passa e a produtividade é uma miragem de cartolina.
Quando tiver dinheiro, vou investir em gavetas.
quarta-feira, 24 de novembro de 2004
Ffffffff
Enfim já se respira de novo por aqui. Devagarinho, com cuidado e com mais uma viagem para a assitência técnica marcada para amanhã. Mas respira-se. De certo modo.
sexta-feira, 19 de novembro de 2004
O fim?
Faz amanhã uma semana que o computador colapsou nas minhas mãos. Escrevo em computador emprestado, e posto utilizando uma lentíssima (e caríssima) ligação dial-up.
Podem pensar que morri. Não andarão longe da verdade.
Podem pensar que morri. Não andarão longe da verdade.
sexta-feira, 28 de maio de 2004
19 megabytes
O meu novo filtro anti-spam atingiu um mês de actividade, e começa agora a mandar o lixo do folder "junk" para o "trash". Enquanto manda e não manda, no entanto, deixa-me saber com exactidão quanta porcaria recebo eu todos os meses.
A resposta é assustadora: entre spam, vírus e outros tipos de lixo, fui destinatário no mês passado de cerca de 4700 mensagens merdosas que somam 19 Megabytes, fora anexos.
E eu sou um. Multipliquem isto pelos utilizadores de email que por aí há e vejam a quantidade de porcaria que circula todos os dias por esta internet fora, a estrangular ligações e fazer perder tempo a gestores de sistemas e utilizadores comuns.
É o dilúvio, é o dilúvio...
A resposta é assustadora: entre spam, vírus e outros tipos de lixo, fui destinatário no mês passado de cerca de 4700 mensagens merdosas que somam 19 Megabytes, fora anexos.
E eu sou um. Multipliquem isto pelos utilizadores de email que por aí há e vejam a quantidade de porcaria que circula todos os dias por esta internet fora, a estrangular ligações e fazer perder tempo a gestores de sistemas e utilizadores comuns.
É o dilúvio, é o dilúvio...
sábado, 3 de abril de 2004
Epah, dêm uma ajuda ao Ene...
O homem tá há quase uma semana sem acesso à net à conta de uma desconfiguração qualquer esquisita no sistema dele. Se alguém por aí percebe alguma coisa de Windows 98 e das suas relações com o cable modem, que fale com ele.
Eu tenho impressão que nunca na vida toquei num computador com aquele sistema. Ainda se fosse Win95, NT ou XP...
Eu tenho impressão que nunca na vida toquei num computador com aquele sistema. Ainda se fosse Win95, NT ou XP...
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2004
Infopoesia
sábado, 31 de janeiro de 2004
O primeiro defeito do w.bloggar
Ainda não há 24h que o uso, e já dei com o primeiro defeito do w.bloggar: não lida nada bem com alfabetos "estranhos", como o cirílico. Aquela coisa em russo, ali em baixo, teve de ser espetada lá usando o editor do blogger.
Bugger!...
Bugger!...
sexta-feira, 30 de janeiro de 2004
Resposta ao hmbf
(ficou demasiado grande para a caixa de comentários, teve de vir para aqui. E, de resto, isto tem interesse geral)
Se o teu humilde professor de filosofia for para a estrada sem saber conduzir, o mais certo é não durar muito no meio do trânsito. Aliás, o mais certo é ir parar ao hospital (e estou a ser bonzinho) e levar alguns pobres inocentes com ele. Inocentes esses que foram suficientemente conscienciosos para aprender a conduzir antes de se meter à estrada.
A internet é exactamente igual: por causa de milhões de professores de filosofia iguais aos teus, nós, os que somos suficentemente conscienciosos para ir aprender a conduzir, temos de gramar com viroses periódicas e devastadoras. Quando escrevi aquele post, tinha acabado de perder tempo que deveria ter sido gasto a fazer outras coisas a apagar à mão algumas dezenas de anexos com vírus. Daí a irritação.
E ainda por cima, é tão (mas tão) simples! Basta (exactamente) desconfiar de todos os emails que receberes com ficheiros anexados. Todos. Nunca abrir nada automaticamente.
E depois de desconfiar, vai-se ver. É GIF? Pode-se abrir. É JPG? Pode-se abrir. É TXT? Pode-se abrir. É RTF? Geralmente pode-se abrir. É PDF? Pode-se abrir. É DOC, XLS, HTM, HTML, etc.? Se o endereço do email for de alguém confiável, e se o corpo do email contiver uma mensagem que seria de esperar dessa pessoa, pode-se abrir. É ZIP? Abre só se tiveres absoluta certeza de que quem te enviou o email sabe o que está a fazer.
É algum destes tipos de ficheiro mas com outra extensão a seguir (por exemplo: ficheiro.TXT.EXE)? Não se abre NUNCA!
É EXE, PIF, BAT, SCR, DAT? Só em situações muitíssimo especiais se deve abrir.
E é assim. Nem sequer é preciso um antivírus. É simples. Muito mais simples que o código da estrada.
Se o teu humilde professor de filosofia for para a estrada sem saber conduzir, o mais certo é não durar muito no meio do trânsito. Aliás, o mais certo é ir parar ao hospital (e estou a ser bonzinho) e levar alguns pobres inocentes com ele. Inocentes esses que foram suficientemente conscienciosos para aprender a conduzir antes de se meter à estrada.
A internet é exactamente igual: por causa de milhões de professores de filosofia iguais aos teus, nós, os que somos suficentemente conscienciosos para ir aprender a conduzir, temos de gramar com viroses periódicas e devastadoras. Quando escrevi aquele post, tinha acabado de perder tempo que deveria ter sido gasto a fazer outras coisas a apagar à mão algumas dezenas de anexos com vírus. Daí a irritação.
E ainda por cima, é tão (mas tão) simples! Basta (exactamente) desconfiar de todos os emails que receberes com ficheiros anexados. Todos. Nunca abrir nada automaticamente.
E depois de desconfiar, vai-se ver. É GIF? Pode-se abrir. É JPG? Pode-se abrir. É TXT? Pode-se abrir. É RTF? Geralmente pode-se abrir. É PDF? Pode-se abrir. É DOC, XLS, HTM, HTML, etc.? Se o endereço do email for de alguém confiável, e se o corpo do email contiver uma mensagem que seria de esperar dessa pessoa, pode-se abrir. É ZIP? Abre só se tiveres absoluta certeza de que quem te enviou o email sabe o que está a fazer.
É algum destes tipos de ficheiro mas com outra extensão a seguir (por exemplo: ficheiro.TXT.EXE)? Não se abre NUNCA!
É EXE, PIF, BAT, SCR, DAT? Só em situações muitíssimo especiais se deve abrir.
E é assim. Nem sequer é preciso um antivírus. É simples. Muito mais simples que o código da estrada.
Mais uma sobre o mydoom
Mais uma sobre o mydoom: este vírus coloca muitas vezes um endereço falso (mas existente) no campo "from:" dos emails. Consequência? A esmagadora maioria das mensagens que se recebem a dizer que o vosso computador enviou um ficheiro infectado são falsas. Geralmente o que acontece é que alguém, algures, deixou-se infectar e desse computador seguem mensagens identificadas como se fossem provenientes de todos os endereços que o vírus conseguir encontrar. Um único computador infectado pode provocar alertas de infecção para centenas de endereços diferentes.
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