terça-feira, 30 de setembro de 2008

Vocês contratem-me estes gajos!

Pá, isto na verdade há umas vocações por aí escondidas que têm de ser urgentemente reveladas. Num país com uns comediantes que, tantas vezes, não têm piada nenhuma (coff-têvêrrural-coff), não se pode deixar fugir o(s) génio(s) da comédia que hoje resolveram assaltar logo a Direcção-Geral de Combate ao Banditismo! Vocês contratem-me estes gajos, por amor ao monstro do esparguete voador!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A injecção financeira

Andava a sentir-se pobre nos últimos tempos. Olhava à volta e só via coisas que não tinha, lugares que não visitara, actividades que não experimentara. Decidiu que precisava de uma injecção financeira. Dirigiu-se, portanto, a uma farmácia, comprou uma seringa das descartáveis mais baratas, e voltou para casa.

Preparou o caldinho na mesa da cozinha. Reuniu a água, o limão, a colher e o x-acto, verificou que tinha gás no fogão, abriu a carteira e tirou de lá a última nota de cinco euros. Desfê-la com o x-acto em bocadinhos quase microscópicos, deitou-os na água e no limão, despejou tudo na colher, com cuidado para não derramar, tirou a seringa da embalagem e encheu-a até cima. Atrapalhou-se um momento quando reparou que se esquecera do garrote, foi à procura de algo que servisse, encontrou um lenço e enrolou-o ao braço, apertando bem. A veia foi fácil de descobrir. Injectou tudo.

Não ficou mais rico. Em vez disso, apanhou uma grande moca. É que a nota, logo antes de lhe ir parar às mãos, tinha sido usada por outro tipo qualquer para snifar uma valente dose de coca.

E chegámos ao décimo

Sim, o décimo capítulo de Por Nós lhe Mandarei Embaixadores acabou de ser publicado lá do outro lado. De novo grande, mostra-nos um momento em que a Tona parece decidir-se e Serra faz um compasso de espera enquanto aguarda que cheguem algumas coisas de que precisa para tentar resolver a situação com o extraterrestre. Mas como frequentemente acontece nos compassos de espera, em que não é suposto acontecerem coisas, acontecem coisas, e Serra tem mais um diálogo interessante com outro dos grandes e carismáticos líderes que o rodeiam.

O Serra é mesmo totó com certas coisas. Francamente!

Entretanto, já devem ter reparado que o livro em papel não está pronto no fim de Setembro. Também não estará no princípio de Outubro. A capa, essa malandra, foi para a night e veio de lá com uma alergia, que vai ter de ser curada com aqueles pós que se usam para curar estas coisas. Atrasa-se tudo um mês. Mas a publicação online segue como até aqui.

Lista de etiquetas - versão de emergência

Parece que o Blogger fez asneira da grossa, algures, e como consequência a lista automática de etiquetas que tinha ali ao lado esquerdo deixou de um momento para o outro de funcionar. Segundo o autor do script que adaptei, espera-se que o Blogger corrija o que quer que tenha corrido mal, mas entretanto aqui fica uma lista semi-manual para quem quiser navegar como deve ser pelas etiquetas da Lâmpada, sabendo-se que se por acaso forem adicionadas etiquetas novas essas mudanças poderão levar algum tempo a serem aqui reflectidas.

Com o pedido de desculpa da gerência, cá estão.

acordo ortográfico
aforismos
agradecimentos
algarve
anagramas
arte
as europas
astronomia
avisos paroquiais
bibliowiki
biologia
blogosfera
chamando a musa
cinema
ciência
coisas obsoletas
computadores
correntes
crítica
design
desporto
destaques
diversos
e-nigma
ecologia
economia
edição
escrever
espaço
europa
eventos
fandom
fc e f
festas anuais
ficções
fotografia
fraude
futebol
geofísica
geografia
historinhas ene
história alternativa
humor
idiotas
imprensa
incompetências
instantâneos do quotidiano
insólito
intimidades
irritações
jogos
justiça
leituras
literatura
lâmpada mágica
línguas
meteorologia
música
onomástica
pico-entrevistas
poesia
política
portimão
portugal
projecto gutenberg
prémio argos
pérolas de sabedoria
química
reciprocidade
religião
saúde
semanas
sobre a spam fiction
sobre a spamesia
spam fiction
spamesia
tecnologia
testes de personalidade
tradução
visitas à volta do mundo
vídeo
web
wikipédia
índices

sábado, 27 de setembro de 2008

Wordle novelesco

Graças aos milagres da tecnologia, eis que vos ofereço uma espreitadela exclusiva ao texto completo do meu romance Por Vós lhe Mandarei Embaixadores. Ei-la:



(cliquem para ver em ponto grande)

Semana

Eis que chega ao fim mais uma semana, na qual, além de ser enfiado à força numa polémica que não me dizia respeito (há por aí uns tipos que não vos digo nem vos conto...), fiz coisas bem mais úteis, a saber:

Trabalhei. O livro está agora traduzido até à página 178, mais 50 do que na semana passada. Faltam portanto 212, e o plano de chegar ao fim de Setembro com, no mínimo, metade da tradução feita vai ser cumprido.

Wikibuli (palavra nova. Atenção, senhores dos dicionários). O wiki soma agora 14 169 páginas, mais 122 do que há uma semana, curiosamente tantas novidades quantas tinha havido na semana anterior. Crescimento mais estável do que isto é impossível.

E li. Foi mais uma semana que passei principalmente com coisas grandes, que não acabei, mas também li (e acabei, claro) uns quantos contos. Li Perseguição, de Octávio dos Santos, outro dos contos razoavelmente bem conseguidos deste autor, sobre um homem que se vê mergulhado num pesadelo de perseguições sucessivas. Um conto onírico com a sua força. Na verdade, a este trabalho só faltaria um maior polimento de escrita para ser um bom conto. Também li Liberdade em Segurança, do Mário-Henrique Leiria, um pequeno conto insólito sobre um julgamento sui generis em estado policial. Também do MHL, li Manifestação de Apoio, conto sobre aquilo que acontece quando o primeiro-ministro vai agradecer a manifestação espontânea de apoio e... perde o apoio. Apenas a Lua é um conto algo poético (e terrível) sobre a impossibilidade de amor em tempo de guerra. A Crise Económica é um conto com fortes toques de horror sobre uma família carnívora que, em tempos de crise económica, recebe um general para o jantar. E ainda do Mário-Henrique Leiria, li Um Dia na Vida de Etelvino, conto de distopia política futurista em que reverbera algo de Orwell, mas claro que a iconoclastia e humor característicos do Mário-Henrique predominam. Tudo muito bom. MHL devia ser ensinado nas escolas. Por fim, li, em estrangeiro, A Democracy of Trolls, de Charles Coleman Finlay, uma magnífica novela sobre a vida de uma mãe ogre que adopta um bebé humano depois de perder o seu filho. E apesar de meter ogres, não me parece que seja um conto de fantasia, mas de ficção científica. Lendo-o percebe-se, especialmente se se tiver algum conhecimento sobre os comportamentos dos nossos primos antropóides. Excelente.

E é só. Para a semana haverá mais, embora provavelmente não ao sábado. É que, se tudo correr bem, sábado deverei estar em Lisboa, no Fórum Fantástico. Apareçam por lá.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Capítulo nove

E eis, finalmente, ao nono capítulo de Por Vós lhe Mandarei Embaixadores, uma extensão de texto considerável. O nosso novo amigo, Serra de seu nome, chega por fim ao dirigível, onde vai encontrar o extraterrestre e muitas outras pessoas. Entre estas, conta-se, como é óbvio, o presidente, que já conhecíamos, e uma nova personagem com quem Serra vai ter uma conversa muito esclarecedora, ainda que não propriamente amistosa. Não vos digo quem é. Digo-vos apenas que é ministro. Sim, e que tem alcunha. E, bem, também posso diver-vos qual é essa alcunha: Furão Caixa-d'Óculos. Para além disso, não digo. Vão ter de ler.

Por puro acaso este capítulo mais longo aparece logo na semana a seguir ao Fernando Trevisan ter escrito que a leitura em blocos curtos atrapalha a leitura. Não, não juntei vários capítulos num só em resposta; foi mesmo coincidência. Esta história estava totalmente escrita antes de começar a ser publicada e, salvo um ou outro pormenor, não sofreu nem sofrerá alterações. Mas concordo: o livro não foi concebido como folhetim, e não funciona lá muito bem nessa forma: os capítulos são demasiado curtos, mesmo para a web, e não têm o cliffhanger que um folhetim deve ter para chamar o leitor ao capítulo seguinte. E já tinha consciência disso quando decidi publicá-lo assim. Nessa decisão pesaram outras coisas.

Em todo o caso, daqui para diante não haverá só capítulos curtos. Estes continuarão a aparecer de vez em quando, mas irão intercalando com capítulos mais extensos, como aquele que saiu hoje. Espero que assim melhore um pouco.

domingo, 21 de setembro de 2008

O fio condutor

O fio condutor parou a carrinha em frente de casa, saiu, trancou-lhe a porta com uma laçada dada com a facilidade do hábito, serpeou escadas acima desviando-se habilmente das manchas de terra deixadas no mármore pela porcaria dos vizinhos porcos, encontrou a mulher já à sua espera, enrolou-se todo nela, seguiram aos encontrões até ao sofá, fizeram-se novelo, meada, embaraço de nós e laços, e logo antes de atingirem um orgasmo duplo retesaram-se como arames acabados de sair da fábrica.

Era assim todos os dias de trabalho. Ao fim de horas a distribuir atacadores, chegava sempre a casa numa excitação de bonobo. Aqueles fios entrelaçados... Podia ganhar mal, que ganhava, mas pelo menos guita, a mulher, andava feliz, contente e desenrolada da vida.

sábado, 20 de setembro de 2008

Semana

Esta semana não há muito a dizer.

O livro continua a avançar, algo mais lentamente do que talvez fosse desejável. Está agora na página 128, mais 64 do que na semana passada, e visto que o fim é na página 390, faltam 262.

"Descobri" há dias que já ando por Westeros há mais de um ano. Um ano e tal sempre no mesmo mundo, com as mesmas personagens, com o mesmo estilo de texto. É muito tempo. E ainda faltam cerca de cinco meses. Por melhores que sejam os livros, é capaz de ser tempo a mais. Espero que quando terminar este livro possa passar um mês ou dois a trabalhar em algo radicalmente diferente. Parece-me que estou a precisar de uma valente mudança de ares.

O wiki deu mais um saltinho de 122 páginas novas, subindo o total para 14 047. Desta vez sem ajudas.

E quanto a leituras, esta semana fiquei-me por textos longos e não terminei nenhum. De modo que não tenho nada a dizer sobre elas. Fica para a semana.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

A ideia peregrina

Como sou um tipo ocupado, e um grande infiel, nunca na vida iria de peregrino a Fátima. Mas a verdade é que não custa nada cobrir todas as possibilidades. Que isto nunca se sabe. De modo que tive uma ideia peregrina, vesti-a de batina, arranjei-lhe farnel, dei-lhe uns cobres e pu-la a caminho.

Não chegou lá. Conheceu uma brasileira vuluptuosa ali para os lados da Ota e acabou, bêbada e sem cheta mas divertidíssima, numa pensão de Rio Maior.

Nada a fazer. Eu sou assim. Até as minhas ideias peregrinas são umas pecadoras do catano.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

CSI: Portimão

Ah! Então é por isto que eu estou a pagar o triplo da contribuição autárquica...



PS: para quem não conhece, o senhor do bigode que aparece no fim é o Manuel da Luz, presidente da câmara, PS. PS-partido, não PS-PS. Vocês entendem...

PPS: usando os meus talentos sherlockianos, estou capaz de garantir que há por aí eleições à porta...

PPPS: mas OK, tá giro, sim senhor, pronto, levem lá a bicicleta... não me digam é quanto custou, para não me dar uma coisinha má...

PPPPS: a loura é que enfim... com tanta mulher bonita que há por aí...

PPPPPS: sim, gosto de reticências... processem-me...

A consulta das fontes

Quando consulto as minhas fontes, por algum motivo lá delas respondem-me sempre com o marulhar de água.

É mais uma coisa que achei que gostariam de saber.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Travão a fundo e marcha-atrás

Foi tamanha e universal a reacção negativa às "melhorias", que o Sitemeter voltou atrás.

Deram-me o que eu queria: the old Sitemeter back. Good!

E eis o oitavo

Pois é, pois é. O oitavo capítulo do meu exercício de sarcasmo intitulado Por Vós lhe Mandarei Embaixadores já se encontra publicado no blogue respectivo. Desta vez temos um capítulo um pouco maior do que a média do princípio da história, no qual obtemos mais alguma informação acerca do dirigível, do extraterrestre, do chefe de protocolo e da Tona.

domingo, 14 de setembro de 2008

Na hora de mandar o sitemeter à fava?

O sitemeter resolveu fazer uma plástica. Que iam melhorar a fiabilidade das contagens, diziam eles, que iam melhorar o serviço, diziam eles.

Mas que eu vejo é um novo site cheio de apitos e assobios, com menos funcionalidades do que o antigo (houve coisas que estavam disponíveis nas contas pagas via publicidade, mas que agora foram relegadas às contas pagas via cartão de crédito, numa manobra caça níqueis francamente desagradável), com um visual horrendo e tão longe de ser prático como é possível, lento como um caracol (provavelmente por cada página estar agora tão cheia de tralha) e tão cheio de bugs que já nem sequer consigo fazer login, depois de ter feito a activação da conta.

Ou aquilo melhora radicalmente nos próximos dias, ou o sitemeter já era.

E agora em estrangeiro para que me entendam bem lá na América:

Yo, sitemeterers, I want my old sitemeter back. The new one sucks really, really hard. It's slower than a snail, is constantly timing out, is outright ugly and the fact that some of the facilities we had are now only available to paid accounts is just nasty. Either this improves dramatically over the next few days, or I'll soon become an ex-user.

Metamorfose

Portugal é o rei do bócia
Portugal é o rei do bócio
Portugal é o rei do ócio

Brinco, mas é assim que aparecem os boatos.

Para que de boato se chegue a notícia, porém, é preciso dar mais um passo:

Portugal é o rei do ódio

sábado, 13 de setembro de 2008

Semana

Uma semana meio shitty, esta. Faz parte. Têm de haver semanas merdosas para se dar valor às que não o são.

Não que a sua condição acastanhada tenha tido grande impacto naquilo que aqui nos traz. O livro vai avançando em ritmo seguro e está agora na página 64, mais 52 do que há uma semana, mas relembro que estas são maiores do que as outras: enquanto que no último cada dez páginas de livro equivaliam a cerca de oito na tradução, neste a média até agora parece ser um pouco mais de 11 páginas de tradução por cada 10 de livro.

O wiki subiu até às 13 925 páginas, incluindo uma pequena ajuda, o que significa que o lucro da semana foi de 153. Não está mal.

As leituras foram, como é meu hábito, múltiplas e variadas.

Li Beijar-se em Castel Porziano da italiana Romana Petri, um conto mainstream sobre uma história de amor na terceira idade. Ternurento, mas decididamente não é esta a minha praia. O conto aborreceu-me bastante, apesar de ser curto. O principal problema das histórias cheias de bons sentimentos é serem tão absolutamente previsíveis, e esta não foi excepção. Com ela terminei a antologia Dois Mil e Quatro, uma edição da Cavalo de Ferro que reúne uma mistura heterogénea de contos e poemas, autores e tradutores. Tanta heterogeneidade tem vantagens (nunca se sabe o que nos espera ao virar a página), mas também tem desvantagens (uns contos francamente bons, outros bem fraquinhos; umas traduções francamente boas, outras francamente más, etc.). Neste livro gostei particularmente de descobrir o argentino Santiago Dabove e os romenos Urmuz e Bakonsky.

Também li O Sr. Sperling Desinfesta, um conto fantástico de Haskell Barkin sobre um tipo que tem fobia aos insectos e resolve desinfestar a casa, com consequências graves e muito imprevistas. Não gostei por aí além, devo dizer. Com ele, terminei o nº 2 do Magazine do Fantástico e Ficção Científica, breve tentativa de editar em Portugal o Magazine of Fantasy and Science Fiction, não se sabe bem quando mas tem todo o ar de ter sido nos anos 70. Este número tem alguns bons contos, mas a tradução é horrenda, e a própria edição deixa muito a desejar, com erros de paginação a dar com um pau. Não admira que não tenha vingado. Assim, de facto, é difícil.

Li também 2010 - O Ano em que Faremos Contrato, de Fábio Fernandes, uma tentativa bastante desastrada de ter piada. A ideia-base idiota (extraterrestes que chegam à Terra e se oferecem para trocar tecnologia por... um jogo de futebol) tem desculpa por o conto ser humorístico, visto que ideias idiotas dão frequentemente boa comédia, a previsibilidade do "final surpresa" tem menos mas enfim, também se perdoa, mas o que não se perdoa é a péssima estruturação do conto, que começa por ser assumidamente um conjunto de respostas a uma entrevista, para depois passar a narração simples sem motivo aparente. Nem o facto de não ter piada. Mau, francamente mau. Bem melhor é Craque na Família, de Ataíde Tartari, um conto bem contado sobre um pai que quer à viva força transformar o filho num ás da bola, e depara com algo de que não estava à espera. Nada mais digo; ir descobrindo o que se passa é metade do conto. Também li Os Pés, de Orlando Neves, mais um conto insólito e algo macabro sobre um homem que meteu na cabeça que iria arranjar maneira de se ver todo ao mesmo tempo. Bastante bom. Thieves' House, de Fritz Leiber, foi a leitura "em estrangeiro" da semana, outro conto com um forte odor a Howard. Li ainda Interrogatório, de Octávio dos Santos, até que enfim um conto razoavelmente bem conseguido deste autor, sobre um homem que é ferozmente interrogado e não sabe porquê. Provavelmente o melhor conto do livro até agora. E para rematar, li Separata Gratuita, de Mário-Henrique Leiria, um conto sobre "o que aconteceria se o arcebispo de Beja fosse ao Porto e dissesse que era Napoleão". Divertidíssimo, e para mim mais divertido ainda porque me aconteceu uma história muito parecida à que o Mário-Henrique descreve. Talvez um dia a conte por aí.

E foi só. Já podes sorrir, Cristina.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Sétimo

Desculpem a interrupção do que quer que estejam a fazer. Isto é rápido e não demora. Prometo.

É só para avisar que o sétimo capítulo de Por Vós lhe Mandarei Embaixadores já se encontra disponível no sítio do c... aa... no respectivo blogue. Trata-se de mais um capítulo curto, no qual se discorre um pouco acerca do dirigível. Que dirigível? Leiam primeiro o capítulo anterior. E depois, leiam este.

domingo, 7 de setembro de 2008

Incontornável

Sempre que vejo alguém ser apelidado de incontornável, imagino-o gordo. Não simplesmente gordo, mas gordo de uma forma superlativa, monstruosa, uma imensa bola de gordura a perder de vista, tão vasta e redonda que desaparece para lá do horizonte, impossível de contornar.

Achei que gostariam de saber disto.

sábado, 6 de setembro de 2008

Semana

Pois é: estamos todos uma semana mais velhos.

E a minha deixou-me mais velho do que uma semana: as férias chegaram ao fim. Pois, já acabei de ler o livro e reatei o trabalho, e estou naquela fase em que é preciso dar muito à manivela até voltar ao ritmo. É difícil voltar ao ritmo, mesmo depois de umas férias só de alguns dias. Parece que o cérebro desliga, que perde ligações, que as sinapses suspiram de alívio e adormecem sem planos de voltar a acordar. Voltar a pôr tudo em movimento custa tempo e esforço. Acho esta nossa (ou será só minha?) característica um pouco bizarra, francamente.

Mas a verdade é que só depois de me tornar profissional da tradução, obrigado a prazos e a executar um x de trabalho num y de tempo, é que compreendi como é verdadeira a velha máxima que aconselha a quem quer fazer vida de escrever a fazê-lo todos os dias, sem excepção. Preguiçar tem custos maiores do que simplesmente o tempo que se leva de papo para o ar.

Mas adiante.

O livro vai na página 12. São páginas maiores do que as dos outros, porque agora não estou a traduzir a partir de um paperback, mas sim de um hardback. Ao todo, os dois volumes em português, ocupam no original 755 destas páginas, incluindo uma extensão enorme de anexos. Só faltam 743. Tá quase. É um tirinho. Heh!

O wiki mexeu e subiu às 13 772 páginas, uma boa subida de 191 desde a semana passada.

Quanto a leituras, além do livro para traduzir, li Lenda, um conto de FC de João Aniceto sobre a visão alienígena sobre os restos deixados por uma humanidade extinta. Leitura desagradável: muito banal e com a velha falha básica de concepção, tão comum em escritores que não pensam bem sobre as histórias que escrevem: se nem os terrestres são capazes de decifrar restos escritos deixados pela sua própria espécie, a menos que tenham uma pedra de roseta qualquer, como diabo irá uma espécie extraterrestre fazê-lo, com a sua psicologia necessariamente diferente e um conjunto de tradições culturais que nada terão em comum com as nossas? Bah! Este conto remata o livro A Lenda, colectânea de contos que vão do bom ao francamente mau, mas que normalmente andam entre o interessante e o medíocre.

Além disso, li também O Asseio, um conto muito pequeno de Orlando Neves que consegue a proeza de ser ao mesmo tempo surrealista, macabro e divertidíssimo. Digo-vos apenas que é sobre um nariz. Isso mesmo: um nariz. Muito bom. Em estrangeiro, li The Jewels in the Forest, de Fritz Leiber, mais uma aventura de Fafhrd e do Rateiro Cinzento, esta com um forte odor a Conan. Também li Mortimer Snodgrass Tartaruga de Jack C. Haldeman, uma fábula humorística de que não gostei por aí além. E li Metade, um continho mundano e banal de Octávio dos Santos, com um leve toque insólito, sobre o divórcio. Nada de transcendente, longe disso.

E foi só. Dentro de sete dias há mais.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Versos avulso

Versos inspirados por uma mensagem de email e por um velho provérbio

De génio e de louco

De génio e de louco
todos temos um pouco
uns têm mais de génio
outros mais de louco
e há até aqueles
que vão a pouco e pouco
deitando o génio fora
ficando só com o louco

A imprensa que temos

Complementando de certa forma este magnífico post do Daniel Oliveira acerca do momento mediático que atravessamos em Portugal, transfiro para aqui a maior parte de um comentário que deixei há dias num dos meus blogues preferidos (yes, I'm a sucker for space stuff. So?). Mais genérico e não tão focado nas "ondas mediáticas" de que o Daniel fala, parece-me que aponta para outro sintoma do mesmo problema. Cá vai:

Uma das maiores perversões da imprensa livre é que publica (livremente) seja o que for que lhe é fornecido sob a forma de "última hora", sem se preocupar em confirmar os factos, por medo de perder a manchete. No que toca à propaganda de curto prazo é precisamente tão indigna de confiança como a imprensa controlada. Mas como é "livre", as pessoas tendem a acreditar nela, o que não acontece quando se sabe que existe censura. E o que isto quer dizer é que a "imprensa livre" é mais eficiente como meio de distorcer a percepção pública dos factos do que a imprensa controlada.

O nosso mundo é do caraças, não é?

Eu tenho uma regra: não aceito como verdade seja o que for que apareça como "notícia" a respeito de situações em desenvolvimento. Até que essas "notícias" sejam confirmadas por relatórios independentes, é tão provável que sejam informação como desinformação.

Só gostaria que mais gente fizesse o mesmo.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Sexto capítulo

Vivam!

Provavelmente já não é preciso avisar, que quem se interessa já deve saber, mas enfim... o sexto capítulo de Por Vós lhe Mandarei Embaixadores já se encontra online no sítio do c... hm... lá no tal sítio. Continuamos nos capítulos curtos, e neste vamos deparar com uma série de encontros e desencontros, o que é o mesmo que dizer que as coisas continuam a correr mal.