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quinta-feira, 21 de outubro de 2004

Os livros que estão ali ao lado

E lá foram lidos mais dois livros, muitíssimo diferentes um do outro embora ambos sejam ficção científica e tenham sido editados pela mesma editora. O primeiro a ir foi Planeta Duplo, de John Gribbin e Marcus Chown (um romance de baixíssima qualidade, temática, estrutural e, talvez, linguística, que é piorado mais ainda por uma tradução absolutamente pavorosa. A única qualidade desta coisa é ser curta), e o segundo foi Guerra Sempre, de Joe Haldeman (muito, muito bom, e quem diz isto é um tipo que não costuma gostar de FC militar e de space opera. Está literalmente anos-luz acima do livro a que responde, o Starship Troopers do Heinlein, editado há muitos anos na Argonauta com o título de Soldado no Espaço. A todos os níveis). Para substituir estes dois livros, chegaram outros dois:

- Sulphira & Lucyphur, de António de Macedo, é um romance que vagueia algures entre a FC e a fantasia, como é hábito no autor, com misticismo e cenários novecentistas à mistura. Edição da Editorial Caminho (1995), 224 páginas.
- Corações na Atlântida, de Stephen King, é um romance bastante grande onde o autor norte-americano explora o legado deixado pela guerra do Vietname. Edição do Círculo de Leitores (2002), 679 páginas.

quarta-feira, 13 de outubro de 2004

Os livros que estão ali ao lado

Acabei a leitura de mais dois livros, que foram substituídos por outros dois. Um dos velhos, e que já estava há muito tempo em cima da minha mesa de cabeceira, é a colectânea Weirdmonger, de D. F. Lewis, com mais de 60 contos (em inglês, e num inglês muito elaborado, quase barroco às vezes. Não é livro para quem conheça mal a língua, e mesmo para quem a conhece bem não é um livro fácil. Apesar disso, gostei medianamente. Os contos do Lewis têm muita atmosfera, embora seja frequente não terem enredo suficiente para o meu gosto). O outro é a antologia A Viagem, organizada por Silvana de Menezes e António de Macedo (em geral bastante fraca, a mais fraca das antologias da Simetria, salvando-se dois ou três contos da mediocridade geral).Os novos são:

- Outras Histórias..., de Gerson Lodi-Ribeiro é, como vem aliás explícito na capa, uma colectânea de contos de ficção científica e história alternativa. São em número de 12, divididos em 6 secções (2 em cada secção, naturalmente), algo que é característico das colectâneas deste autor brasileiro. Edição da Caminho (1997), 251 páginas.
- Guerra Sempre, de Joe Haldeman, é a célebre "resposta" deste autor ao inenarrável romance Starship Troopers, de Heinlein. Célebre e bem sucedida, visto que lhe trouxe vários prémios. Edição da Europa-América (2004), 242 páginas.

quarta-feira, 6 de outubro de 2004

Os livros que estão ali ao lado

E lá se foram mais dois livros, olhos adentro. Seria interessante se ficassem armazenados num recanto qualquer do cérebro, palavra a palavra, letra a letra, mas não é isso que acontece, ou pelo menos se é eu não sei como se recupera tanto rigor. O Homem Ilustrado foi um deles (um dos melhores livros de Ray Bradbury, diz muita gente, e eu concordo. É excelente, embora antigo, e inclui contos que são clássicos da FC ou de géneros relacionados), e o outro foi Um Vulto nas Trevas de Simone Saueressig (bastante bom, embora tenha alguns dos defeitos típicos das edições de autor; a falta de uma revisão profissional que assassine todas as gralhas, por exemplo).

Para o lugar destes dois livros, chegaram outros dois:

- O Homem Duplicado, de José Saramago, é um romance (e um autor, naturalmente) que dispensa apresentações. Edição da Caminho (2002), 318 páginas.
- Planeta Duplo, de John Gribbin e Marcus Chown é um romance de FC que envolve um cometa gigante em rota de colisão com a Terra numa época em que a humanidade abandonou o esforço de exploração espacial. Edição da Europa-América (1990), 187 páginas.

terça-feira, 28 de setembro de 2004

Os livros que estão ali ao lado

Agora sem setinha, que vocês já sabem onde fica o "ali ao lado", eis o que há de novo e de velho nos livros que ando a ler. Desde a última vez, acabei a colectânea do Mário-Henrique Leiria Casos de Direito Galáctico (um livrinho de FC surrealista decididamente delicioso. Altamente recomendável) e o número 8 da revista Em Cena (parece-me que é consensual que este foi o melhor número de Em Cena até à data, e eu, ao menos neste caso, estou de acordo com os consensos). Para substituir estes dois títulos, chegaram:

- Um Vulto nas Trevas, de Simone Saueressig, é uma ficção juvenil onde tem relevo um casarão assombrado. Edição da autora, que pretende prosseguir com a edição destas pequenas ficções numa colecção própria (2004), 77 páginas.
- A Viagem, editada por Silvana Moreira e António de Macedo, é a última das antologias bilingues de FC&F, lançadas pela Simetria por ocasião dos encontros de Cascais. São 11 contos de outros tantos autores, em português e em inglês. Edição da Simetria (2000), 164 páginas na parte portuguesa.

sábado, 11 de setembro de 2004

<-------- Os livros que estão ali

Os livros que estão ali ao lado mudaram muito pouco ao longo do verão, por vários motivos. Basicamente, limitei-me a acabar O Romance de Nostradamus — O Abismo, de Valerio Evangelisti (razoável, tal como os dois volumes anteriores, muito embora seja neste que o elemento fantástico mais se acentua. Mas não é um grande livro) e a Antologia do Esquecimento, do Henrique (poesia? Eu não percebo nada disso. Mas achei irregular: gostei bastante de alguns poemas, pouco de outros e não gostei de outros, valendo a minha opinião coisa nenhuma).

Para substituir estes dois livros, chegou um livro e uma revista:

- Casos de Direito Galáctico, de Mário-Henrique Leiria, é uma compilação de... bem... casos de estudo de direito galáctico, a que se acrescentam pequenas histórias sobre o inquietante mundo de Josela. Edição da Editorial República (sem data), 83 páginas.
- Em Cena, nº 8 é uma revista de artes editada pela Sociedade Recreativa Artística Farense na Primavera de 2004. São 102 páginas de contos, poemas, crónicas, artigos, etc., tudo profusamente ilustrado.

sexta-feira, 28 de maio de 2004

<-------- Os livros que estão ali

Cá estou eu de novo a falar-vos dos livros que estão ali ao lado. Eu avisei-vos que não iria demorar muito tempo até haver renovação.

Pois lá se me acabaram o Homens-Aranhas, do Rui Zink (um livro de contos muito engraçado, nos dois sentidos da palavra, e que para mim teve o interesse suplementar — e a surpresa — de encontrar em 9 textos (a BD não conta) três perfeitamente enquadráveis na ficção científica e fantástico), O Romance de Nostradamus — O Engano, de Valerio Evangelisti (talvez tivesse sido melhor que o primeiro volume se não fosse uma revisão deficiente, que deixou passar demasiadas gralhas) e O Dia em que o Mar Desapareceu, do nosso colega blogger José Carlos Barros (muitíssimo bem escrito, à parte um detalhezinho sem importância aqui e ali, como a repetição de "marulhar sobressaltado do Levante" logo no início, mas que na minha opinião falha enquanto conto de FC porque a parte científica da coisa é relegada a uma função meramente parabólica, que não me agrada — sou um diabo de um racionalista, é o que é... :) )

Para o lugar destes três rapazes, entraram:

- Antologia do Esquecimento, de Henrique Manuel Bento Fialho, é um livro de poesia que o henrique publicou em edição de autor em 2003. 118 páginas.
- O Romance de Nostradamus — O Engano, de Valerio Evangelisti, é a terceira e última parte da biografia romanceada e fantástica de Nostradamus. Edição da Editorial Presença (2002), 365 páginas.
- O Homem Ilustrado, de Ray Bradbury, é uma compilação de uma série de contos do grande autor americano, enquadrados na história de um homem coberto de tatuagens com vida própria. Edição das Publicações Europa-América, 245 páginas.

terça-feira, 18 de maio de 2004

<-------- Os livros que estão ali

Desde Fevereiro que não vos falo de livros. O motivo? Passei uns meses quase em reclusão literária, a fazer vida de povão, gastando (muito) mais tempo a ver televisão do que a ler. Mas não aguanto tal coisa por muito tempo, e, de há algum tempo para cá, tenho voltado à letra impressa, de modo que há renovação ali na lista ao lado. E voltará a haver muito em breve, que o Evangelisti está mesmo no fim, e o que se segue é muito curtinho. Mas não nos adiantemos.

Desde Fevereiro, li A Teia, de João Aniceto (provavelmente o melhor romance deste autor, o que não significa que seja um bom romance) e duas antologias: os Contos Polacos (um livro irregular numa edição com muito mais gralhas do que é admissível, mas com uns quantos contos muito bons) e Pecar a Sete (demasiados contos muito maus para valer a pena, apesar de também lá haver contos muito bons) e, para substituí-los, entraram:

- Homens-Aranhas, de Rui Zink, é uma colectânea de contos (e uma banda desenhada) que andam muito em volta daquilo a que há quem chame "cultura popular" e que foi publicada em 2001. Edição do Círculo de Leitores (2001), 171 páginas.
- O Romance de Nostradamus — O Engano, de Valerio Evangelisti, é a continuação desta trilogia fantástica sobre a vida do "fazedor de profecias em verso" francês. Edição da Editorial Presença (2002), 334 páginas.
- O Dia em que o Mar Desapareceu, de José Carlos Barros, é o 2º prémio de conto da edição de 2002 do Prémio Revelação Manuel Teixeira Gomes. Edição das Edições Colibri e da Câmara Municipal de Portimão (2003), 30 páginas.

domingo, 29 de fevereiro de 2004

<-------- Os livros que estão ali

É verdade: tenho andado a ler pouco. Há fases assim, os ritmos da vida (que são basicamente arrítmicos, mas deixemos isso por agora) têm fases, que até podem ter causas mas nem sempre as têm perceptíveis.

Mas não tenho andado a ler tão pouco como possa parecer pela não renovação da lista ali do lado nos últimos tempos. Desde a última vez que conversámos sobre este assunto, acabei O Romance de Nostradamus — o Presságio (achei interessante. Não propriamente obra-prima, mas interessante) e Beduínos a Gasóleo (um dos melhores romances de FC já escritos em Portugal. Mesmo que não seja propriamente FC, e que tenha algumas falhas). Para o lugar destes dois livros entraram:

- Weirdmonger, uma colectânea de mais de 60 histórias de D. F. Lewis escritas e publicadas entre 1986 e 1999. São principalmente histórias que andam pelo campo do fantástico e do macabro. Edição da Prime Books (2003), 383 páginas.
- Pecar a Sete é a antologia bilingue da Simetria de 1999, desta feita organizada por Silvana Moreira e António de Macedo, num total de 11 histórias. Edição da Simetria (1999), 165 páginas.

domingo, 18 de janeiro de 2004

<-------- Os livros que estão ali

Desde a última vez que nos encontrámos nesta série de posts sobre o que vou lendo, saíram dali da coluna da esquerda os livros Fronteiras (antologia muito irregular, com contos óptimos ao lado de outros muito fracos) e Lençol de Sonhos (uma boa noveleta de realismo mágico, muito bem escrita e bem construída) e o número 7 da revista Em Cena (gostei mais do número 6, mas mesmo assim este número é dos mais interessantes desta revista). Para substituí-los entraram:

- O Romance de Nostradamus — O Presságio é o primeiro volume da trilogia fantástica do italiano Valerio Evangelisti sobre a vida do Michel de Nôtre Dame (ou Nostredame). Não, não tem nada a ver com as profecias: é um romance. Edição da Editorial Presença, 325 páginas (2001)
- Beduínos a Gasóleo deu ao malogrado João Botelho da Silva o prémio Caminho de FC de 1993 e conta uma história passada num futuro em que os carros adquiriram inteligência e independência. Edição da Editorial Caminho, 278 páginas (1993)

terça-feira, 6 de janeiro de 2004

<-------- Os livros que estão ali

OK, peguei no Aniceto. Mas entretanto, acabei de ler O Verão dos Dinossauros (uma história de aventuras fora de tempo, mediana, que só é verdadeiramente emocionante no penúltimo capítulo. Lê-se, mas não é nada de especial) e A Fonte de Mafamede (uma história medieval sobre a intolerância. Apesar de bem intencionada, não me agradou particularmente, quer em termos de escrita, quer em termos de história propriamente dita). Para o lugar destes dois livros entraram:

- Lençol de Sonhos, de João Paulo Silva, foi o vencedor do Prémio Revelação Manuel Teixeira Gomes de 2001. Edição das Edições Colibri e da Câmara Municipal de Portimão, 44 páginas (2002)
- Contos Polacos é uma antologia do conto polaco do século XX que contém 22 contos (ou fragmentos) de outros tantos autores, alguns deles ostentando nomes totalmente impronunciáveis (é preciso ser-se polaco para se conseguir ler coisas como Iwaszkiwicz). Este livro tem o detalhe de ser uma tradução de José Saramago. Edição da Estampa, 394 páginas (1977)

sábado, 3 de janeiro de 2004

<-------- Os livros que estão ali

Pois. Não me apetece pegar no Aniceto, não sei porquê. De modo que, quando acabei de ler Bejaia (um conto bastante interessante e muito bem escrito — gostei), peguei em:

- A Fonte de Mafamede, de Fernando Évora, foi mais uma menção honrosa do Prémio Revelação Manuel Teixeira Gomes de 2001. Edição da Colibri e da Câmara Municipal de Portimão, 28 páginas (2002)

quinta-feira, 1 de janeiro de 2004

<-------- Os livros que estão ali

Só para começar o ano a falar de livros, que é a melhor maneira que conheço de começar um ano (bate as passas com uma pintarola que não vos digo nada), deixo a notícia que houve alterações nos livros ali do lado no primeiro dia do ano: despachei o Um Destes Dias (muito fraquinho) e, em vez de me pôr a ler o livro do Aniceto, peguei em:

- Bejaia, de Miguel Ribeiro de Almeida, foi uma das menções honrosas do Prémio Manuel Teixeira Gomes de 2001, tal como o meu Sally (e o autor é precisamente da minha idade). Edição das Edições Colibri e da Câmara Municipal de Portimão, 21 páginas (2002).