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sexta-feira, 1 de setembro de 2006

O caso Mateus

Perdi um bocado (demasiado) de tempo a ver parte da entrevista que dois-jornalistas-dois da RTP estão a tentar fazer ao presidente do Gil Vicente, para tentar perceber o que diabo se passa com a bola portuguesa que ainda seja pior do que o triste estado habitual das coisas.

Não percebi. Mas percebi outra coisa:

Ao contrário do que é hábito nos dirigentes desportivos, que são canalhas, mafiosos ou as duas coisas, aquele patético homenzinho parece limitar-se a ser estúpido que nem uma porta.

Tinha um piadão que por causa dele Portugal ficasse sem clubes nas competições da UEFA e sem selecção no próximo Europeu. Juro: fartava-me de rir. À falta de um sistema de justiça capaz de fazer justiça e controlar a alta criminalidade que encaruncha a bola tuga até ao seu âmago, que seja a pura estupidez sem adornos a derrubar aquela corja.

terça-feira, 11 de julho de 2006

Claro: tinham de vir os gajos da bola estragar a festa

Pensando bem, era inevitável, não era? Todos sabemos bem o tipo de gentinha que dirige o nosso futebol. Até podemos esquecer-nos daquilo que a casa gasta enquanto a selecção vai jogando bem e ganhando, mas chega sempre o dia seguinte. A gentalha da bola não consegue erguer-se acima do seu rasteiro nível habitual. Mais tarde ou mais cedo (mais cedo que mais tarde) acaba a demonstrá-lo. Desta vez bastaram três dias.

Agora, os meninos ricos querem ser isentados de IRS. O país inteiro sufoca à míngua de dinheiro, o governo, pela primeira vez na história, vai tomando algumas medidas tímidas para que a gatunice da fuga ao fisco se atenue, para pôr alguma moral no sistema, e os meninos ricos querem ser isentados de IRS. Os meninos ricos que ganham num mês mais do que muitos de nós ganharemos durante toda a vida. Os meninos ricos que, ainda por cima, aumentaram bastante o seu valor no mercado ao jogarem bem e terem sucesso. Os meninos ricos que quando acabarem a carreira de futebolista poderão viver confortavelmente o resto da vida de rendimentos, se souberem gerir o dinheiro ganho. Pagando escrupulosamente os impostos todos. Sem fazer nenhum. E querem isenção de IRS. E provavelmente haverá muito papalvo por este país fora que acha que sim senhor.

É por coisas destas que muitos de nós, que até gostamos de futebol, nos borrifamos para a bola. É por coisas destas, pela completa falta de nível, e mesmo de decência, que este tipo de coisa revela que muitos de nós, salvo situações excepcionais, voltamos costas a toda esta cambada. Que se lixem. Que se danem. Que vão para o diabo que os carregue.

Raios partam os gajos da bola.

sexta-feira, 7 de julho de 2006

Vendo o lado positivo da derrota

Ontem, numa das reportagens de um dos canais sobre o jogo com a França, apareceu um cretino qualquer, emigra (emigra? assim depreciativo? sim, emigra. este é) em França, a cantar o hino nacional português, embrulhado numa bandeira, e a fazer a saudação nazi.

Foi com grande satisfação que vi o mesmo paspalho, mais tarde na mesma reportagem, a chorar baba e ranho.

Bem feita!

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Da tuguice universal

Nunca entendi esta: porque é que não há tuga que resista à tentação de prognosticar resultados antes dos jogos.

E menos ainda percebi esta: porque é que esta tão típica tuguice é tão comum em todos os adeptos das outras selecções.

A explicação de Pauleta

A bola não é um queijo.

Pondo as coisas nos seus devidos lugares

Não percebo toda esta exaltação. Afinal de contas, o que se vai jogar esta noite é só a meia final do campeonato da União Europeia!...

sábado, 17 de junho de 2006

Brasil-Inglaterra

Os portugueses adoram falar mal dos portugueses, do que os portugueses fazem ou não fazem, do que os portugueses são ou não são, enfim, os portugueses adoram falar mal. Além disso, os portugueses também adoram dizer que só os portugueses adoram falar mal dos portugueses.

Mas será verdade?

O que se segue é a tradução de um post encontrado aqui:

Estamos a minutos do jogo Brasil-Inglaterra no Campeonato do Mundo.
Ronaldinho entra no vestiário brasileiro e encontra os companheiros um pouco sombrios.
"Que se passa?", pergunta.
"Bem, estamos com dificuldade em encontrar motivação para este jogo. Sabemos que é importante, mas é só a Inglaterra. Eles são uma m*rda e não estamos para nos chatear.
Ronaldinho olha os companheiros e diz: "Bem, acho que consigo ganhar-lhes sozinho. Podem ir para o bar, rapazes."
E assim, Ronaldinho vai sozinho defrontar a Inglaterra e o resto da equipa brasileira vai beber umas canecas.
Depois de algumas cervejas, ficam curiosos sobre como o jogo estará a decorrer, e conseguem que o dono do bar ligue o teletexto. Soa uma grande aclamação quando no écran aparece escrito "Brasil 1 - Inglaterra 0 (Ronaldinho, 10 minutos)". Ele está a ganhar sozinho à Inglaterra!
Mais umas cervejas e o jogo é esquecido até que alguém lembra: "O jogo já deve ter acabado, vejamos como foi". Voltam a ligar o teletexto.
"Resultado final "Brasil 1 (Ronaldinho, 10 minutos) - Inglaterra 1 (Crouch, 89 minutos)".
Não conseguem acreditar. Ronaldinho conseguiu sozinho um empate contra a Inglaterra!
Apressam-se a regressar ao estádio para dar os parabéns a Ronaldinho. Encontram-no no vestiário, ainda com o equipamento vestido, sentado com a cabeça nas mãos.
Recusa-se a encarar os companheiros. "Deixei-vos ficar mal... deixei-vos ficar mal."
"Não sejas estúpido! Conseguiste sozinho empatar com a Inglaterra. E eles só foram capazes de marcar mesmo no fim!"
"Não, não, eu falhei, deixei-vos ficar mal... fui expulso aos 12 minutos!"


E agora? Quem fala pior de si próprio?

Gostava de ver um português a contar uma anedota destas sobre a sua selecção de futebol.

Ou um brasileiro, já agora...

sexta-feira, 16 de junho de 2006

A Europa civilizada e a outra Europa

Euro 2004, jogo Portugal-Espanha. Nem o mais pequeno sinal de problemas.

Mundial 2006, jogo Alemanha-Polónia. Pancadaria da grossa. Centenas de idiotas presos.

É a "rivalidade histórica", dizem na TV. Vendo as coisas por esse prisma, dir-se-ia que não há "rivalidade histórica" entre Portugal e a Espanha. Dir-se-ia que não andámos também séculos à batatada, com passeatas ocasionais de exércitos por cá e também por lá (um facto pouco conhecido: enquanto que os espanhóis nunca conquistaram Lisboa, os portugueses conquistaram Madrid uma vez).

Dir-se-ia.

Também se dizem outras coisas. Diz-se, por exemplo, lá pela Europa hiperbórea, e também nesta Europa que se deleita a queixar da "choldra", que a Europa civilizada pára nos Alpes, nos Balcãs e nos Pirenéus (e mesmo os franceses, enfim...)

Diz-se.

As coisas que se dizem são um mundo dentro do mundo. E fora dele, são dez mundos.

sábado, 10 de junho de 2006

quarta-feira, 31 de maio de 2006

É um vagabundo, esse gajo

"Portugal chegou hoje a Lisboa, vindo de Évora, e amanhã parte para a Alemanha."

(ouvido na RTP)

sábado, 20 de maio de 2006

sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

Acontecimento de transcendental importância

Daqui a uma hora, ou lá o que é, um grupo de homens vai meter as mãos dentro de uns quantos potes e tirar de lá algumas bolas. Parece que isso vai ser decisivo não sei para quê. Transcendente, mesmo. Acho bem.

(bocejo)

segunda-feira, 30 de agosto de 2004

Os Jogos Olímpicos e a manada

Lá se foram mais uns jogos olímpicos. Segundo as estatísticas, foram os melhores de sempre para os atletas portugueses. É certo que as estatísticas foram muito ajudadas pelo fenómeno Obikwelu, mas não menos certo é que não me lembro de ter havido lugares de destaque em tantas e tão díspares modalidades. Já estávamos mais ou menos habituados ao atletismo e à vela, mas trampolins, ciclismo, canoagem e triatlo são novidades.

Ainda bem. Significa que o desporto português não é só futebol. E ainda bem.

Mas a manada não se interessa por tais detalhes. A selecção de meninos mimados, burros e excessivamente bem pagos que parece que dá pontapés numa bola portou-se vergonhosamente? Então, para a manada, isso só pode querer dizer que a participação portuguesa nos JO foi satisfatória (42%) ou má (37%). Os números vêm do barómetro que o Público publica hoje.

Então e os outros?

Quais outros?, pergunta a manada entre uma ruminadela e um mugido, boca cheia de relva e cachecóis do clube preferido pendurados do badalo.

segunda-feira, 14 de junho de 2004

sábado, 12 de junho de 2004

O (meu) jogo inaugural do Euro 2004

Liguei a televisão do quarto pouco antes do jogo começar. A multidão fervilhante de assobios enchia o altifalante do pequeno receptor. Deitei-me. Esperei pelo apito inicial do árbitro, de telecomando na mão.

O árbitro apitou para o início da partida. Tirei o som à televisão, arrumei o comando, virei-me de costas para o jogo.

Pus-me a ler.

Resistência!

terça-feira, 20 de abril de 2004

Uma sequência de pensamentos futebolísticos

Primeiro foi o sorriso: "Ena! Finalmente fizeram alguma coisa contra a máfia da bola!"

Depois, o encolher de ombros: "Bah! Há-de ficar tudo em águas de bacalhau, como sempre."

segunda-feira, 22 de março de 2004

A chatice de deixar de ligar à bola...

É deixar de poder gozar com a lagartagem quando levam quatro secos duma equipa de segunda linha.

Chatice! Bem podia ter deixado de ligar à bola uns meses mais tarde, eu! Tsc...

segunda-feira, 1 de março de 2004

Como é óbvio...

Uma vez que o futebol português atrai tudo o que há de repugnante neste país, o Avelino Ferreira Torres não poderia faltar.