segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

sábado, 29 de dezembro de 2007

Semana

Outra semana a passar à velocidade da diarreia (o tal extraordinário fenómeno que não dá tempo nem para pensar nem para acender a luz), e que acabou com:

Wiki: 9543, isto é, 16 novidades. É quase parado, ah pois é.

Livros: um deles na página 148, o que dá 12 novidades e ainda é muito lento mas um pouco mais rápido do que tem sido hábito, e o outro na página 810, o que daria 80 novidades se não fosse o caso de as tais coisas que "haviam feitas mais à frente" terem agora ficado para trás. Por outro lado, isso quer dizer que já dá para saber quantas páginas faltam: 174 num e 159 no outro.

E foi só. Em geral, uma semana um pouco menos produtiva do que as anteriores. Por mais que um tipo tente fugir aos natais, a verdade é que acaba sempre por ser apanhado, pelo menos em parte.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Semana

Outra semana no fim? Já? O tempo anda muito apressadinho por estes dias. Apressadinho demais para o meu gosto, se querem que vos diga. Mas enfim...

Wiki: 9527; dá 134 coisas novas, pouco mais do que na semana passada e ainda nada por aí além.

Um dos livros: página 136, isto é, 6 feitas. Está lento, sim senhores. Mas no outro, página 730, o que dá 82 feitas, e continua ainda a haver coisas feitas mais à frente. Em geral uma semana um pouco mais produtiva do que a anterior.

E, talvez por isso mesmo, não tem mais nada de especial a assinalar.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Tani

Não consigo imaginar coisa pior para acontecer na Terra enquanto um tipo está a trabalhar numa estação espacial à espera que se resolvam os problemas com os motores no veículo que é suposto levá-lo para casa do que perder a mãe num acidente particularmente estúpido.

Nem quero imaginar o que será estar encurralado numa lata acanhada com mais duas pessoas numa altura destas.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Pelas minhas contas...

... troveja em Portimão, sem interrupção, há 14 horas. A noite foi um sobressalto. A manhã também. E o dia será passado na expectativa de uma falha de luz que interrompa o trabalho a qualquer momento.

É em alturas como estas que dou palmadinhas nas minhas próprias costas por ter investido numa UPS.

Isto tá porreiro, pá

Até a insuspeita Webboom entrou na onda. Agora têm uma espécie de rena alcoólica a desejar à putativa clientela "um natal porreiro, pá".

E assim um primeiro-ministro entra para a história.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Um mês depois, a primeira opinião

Um mês depois de lançada a antologia, eis que chegou hoje a primeira opinião pública sobre ela, vinda do Brasil.

Um par de destaques:

[...]

Contos de 1ª. Linha:
- Pra Tudo se Acabar na Quarta Feira - Octavio Aragão
- Littleton - Jorge Candeias
- O Pico de Hubert - Telmo Marçal
- A Irmandade - Carlos Patati
- Ponte Frágil Sobre o Nada - Maria Helena Bandeira
- Xochiquetzal em Cuzco - Carla Cristina Pereira
De 14 contos, são 6 que achei muito bons.

[...]

No geral gostei do livro e acho que valeu o dinheiro e tempo que gastei.

Gratidão

Há que dizê-lo: o primitivo que pela primeira vez se lembrou de se abrigar do frio numa caverna era um génio, e tenho uma grande dívida de gratidão para com ele.

É que lá fora, segundo o site da meteorologia, está meio grau negativo. Mas aqui, na caverna artificial onde me aconchego, não.

Bem-hajas, ó antepassado, sejas tu quem fores!

sábado, 15 de dezembro de 2007

Semana

As semanas passam depressa quando um homem está ocupado. Esta acabou com:

Wiki: 9393 (número giro). São 127 coisas novas, o que não é nada por aí além.

Um dos livros: página 130, ou seja, 8 feitas; o outro: página 648 (ainda com coisas feitas mais à frente), isto é, 74 feitas. Nota-se bem qual dos dois vai tendo prioridade, por enquanto.

Uns parabéns inesperados por um conto, que sabem sempre bem. Três livros novos-velhos cá em casa. E mais nada digno de nota.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

O tratado

Foi hoje assinado, com pompa, circunstância, assobios e um ou dois "porreiro, pá" um documento composto por coisas como a seguinte:

Os artigos 29.º a 39.º do Título VI, relativos à cooperação judiciária em matéria penal e à cooperação policial, são substituídos pelas disposições dos Capítulos 1, 4 e 5 do Título IV da Parte III do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia. Como se indica a seguir nos pontos 64), 67) e 68) do artigo 2.º do presente Tratado, o artigo 29.° é substituído pelo artigo 61.° do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, o artigo 30.° é substituído pelos artigos 69.°-F e 69.°-G do referido Tratado, o artigo 31.° é substituído pelos artigos 69.°-A, 69.°-B e 69.°-D do referido Tratado, o artigo 32.° é substituído pelo artigo 69.°-H do referido Tratado, o artigo 33.º é substituído pelo artigo 61.°-E do referido Tratado e o artigo 36.° é substituído pelo artigo 61.°-D do referido Tratado. É suprimida a denominação do título e o seu número passa a ser o do título relativo às disposições finais.


Isto é, claramente, uma parvoíce. É óbvio que o artigo 39º do título VI devia ter sido substituído pelos capítulos 1, 2 e 3 do título IV da Parte III, e que o artigo 30º deveria por seu turno ter sido substituído pelos artigos 69º-A a 69º-Z, além do artigo 69º e meio. Qualquer um vê isso. Entra pelos olhos dentro do menos experiente nestas coisas.

Assim sendo, não concebo que se porreire-pá a propósito disto. Cá para mim, os nossos dirigentes da União Europeia andam a usar em demasia o tradutor automático do Google.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Semana

Acho que vou começar a fazer isto: um postezinho na sexta à noite ou no sábado depois de almoço, a falar cripticamente da semana que passou. Tipo assim, embora esta primeira vez seja apenas condições iniciais para muita coisa:

Wiki: 9266; Um dos livros: página 122; o outro: página 574, embora haja coisas feitas mais à frente.

Feita sinopse, feito e revisto extracto. Uma notícia de um erro estúpido, mas não há nada a fazer a não ser ter mais atenção em próximas revisões. Um livro lido: razoável mas muito, muito mal traduzido!

Ah, sim, e gripe curada. Iupi!

Ninguém percebeu nada, pois não? Óptimo!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Coisas de portais

Apareceu hoje, ou se calhar ontem, um pouco por todo o lado, a bombástica notícia: alguém parece que manifestou a intenção de criar um Portal da Língua Portuguesa.

Acho porreiro, a sério que acho.

Só não sei é o que vão fazer ao que já há. Que também acho porreiro, a sério que acho.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Aviso de serviço público

Quem estiver a planear contrair o vírus da gripe de 2007/2008 nos tempos mais próximos, prepare-se para vários dias com as dores no corpo e o incómodo generalizado habituais em todas as gripes, acompanhadas por uma febre de baixa intensidade mas muito melga, uma grande falta de apetite (no meu caso, curiosamente, acompanhada por uma quase repugnância por fritos) e, o pior de tudo, uma dor de cabeça que chega ao limiar do insuportável.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Fugi! O dono deste blogue é um herético!

Criaturas piedosas, afastai-vos! Ide para longe! Erguei uma vedação contra tal mafarrico! Pois que o teste da pureza divina o condenou ao sexto nível do mais dantesco dos Infernos. Ide! Fugi! Não lhe tocai, pois podeis ficar contaminados pela sua impiedade. Sim, pois que a heresia é uma doença que se pega aos mais incautos e além disso é brutalmente divertida.

Oh! O que eu fui escrever!

Estou perdido! Toquei-lhe. Aí vou eu também para a Cidade de Dis! Orai pela minha alma, beatos e beatas tementes a deus e ainda não fumados, pois que até já escrevo deus com minúscula e tudo! Oh, desgraça! Oh, perdição! Oh, Satanás, como tens passado? Tás bom, pá? E este tempo, hã? Quentinho, não? Porreiro, pá. Olha lá, a propósito, tu não terás por acaso nada a ver com o aquecimento global, não? Ah, isso é obra dos crentes? Eh pá, pronto, desculpa lá, mas julguei ver uma relação. Inferno, chamas eternas, quentinho, aquecimento, e tal. Não? Pronto, tá bem, já não está cá quem falou.

Então o que é que se bebe aqui por Dis? Tou cá com uma sede!...

domingo, 25 de novembro de 2007

Isto está mesmo bom

Anteontem: falha de luz. Duas horas e tal que deviam ter sido gastas a trabalhar passadas a olhar o negro da noite. O luar de lua cheia fazia umas sombras nítidas e conseguiam-se distinguir as cores, mas quinze minutos teriam bastado para satisfazer o urbanita desabituado de ver as estrelas devido ao brilho da iluminação pública.

Ontem: falha de luz. Não sei quanto tempo durou porque estava a dormir, mas sei que o despertador se esqueceu das horas, e por isso acordei duas ou três horas depois do que devia. Ou seja: trabalhei duas ou três horas menos do que devia.

Hoje: falha de água. Rebentou uma conduta, parece, e cortaram a água. Já há por aí uns cheiros esquisitos a flutuar pela cidade, ou será cá em casa?

Isto está mesmo, mesmo bom. Que se segue? A internet? O ar?

terça-feira, 20 de novembro de 2007

See you later, spammygator

É com este post que a lista dos spamemas que foram publicados aqui na Lâmpada desaparece da página inicial, onde tem estado nos últimos meses. Mas nada temam, ó fãs de tal absurdo empreendimento: essa mesma lista está a partir de agora e para todo o sempre (ou pelo menos enquanto existir o archive.org) ligada desde a definição da coisa ali do lado direito. Podem continuar a deliciar-se ou enojar-se ou irritar-se ou encolher os ombros com a minha reciclagem.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

A Antologia


Estão a ver o boneco aqui ao lado? É a capa de um projecto com mais de dois anos que finalmente viu a luz do dia há pouco mais de uma semana.

Nasceu de uma irritação. A irritação de ver que neste país, sistematicamente, as coisas se fazem com base na panelinha, e que em todas as antologias de contos ligadas à ficção científica e ao fantástico que são publicadas os autores não submetem as suas obras à apreciação dos editores, mas são convidados a participar, por critérios que até podem ser honestos mas não se livram da suspeita de se regerem mais por amiguismos e cumplicidades do que pela qualidade. Especialmente porque o resultado é invariavelmente que as antologias que acabam por ser publicadas são coisas coxas e estropiadas, com um punhado de contos bons, quando os têm, ao lado de outros tão maus que de outra forma nunca seriam publicados. É praga já antiga e que não parecia haver meio de solucionar, tendo atacado todas as antologias que conheço, da velha O Atlântico tem Duas Margens, da Caminho, às mais recentes antologias publicadas pela Chimpanzé Intelectual e pela "minha" Saída de Emergência (a antologia lovecraftiana seria muito boa com metade daqueles contos), passando pelas iniciativas mais ou menos simétricas que viram a luz do dia nos entretantos.

A irritação não me atacou só a mim, mas de todos os outros irritados só o Luís Filipe Silva respondeu ao desafio que lancei de fazer qualquer coisa a respeito. E deitámos os dois mãos à obra, construindo a antologia à vista de toda a gente, centralizando o trabalho num blogue, sem fazer um único convite, e em vez disso avaliando o material original que nos era enviado de moto próprio por escritores de ambos os lados do Atlântico. A participação excedeu as nossas expectativas, apesar da notória ausência de alguns dos nomes mais sonantes no género, em especial em Portugal (imagina-se que estariam desconfiados de que o processo nunca chegaria ao fim... ou então que estão demasiado confortáveis com a cegarrega dos convites para se arriscarem a ter o seu trabalho avaliado antes de ser aceite). E apesar de algumas peripécias pelo caminho, quatro meses mais tarde tínhamos uma antologia pronta para ser anunciada no Fórum Fantástico de 2005, e que poderia ter sido editada dois ou três meses mais tarde.

Não foi. E os motivos por que não foi dariam uma história demasiado longa e triste para ser contada aqui. Mete narizes a bater na porta de editoras atrás de editoras, antes ainda de ler uma palavra, só à menção da terrível expressão "ficção científica", prazos sucessivos e sucessivamente quebrados, telefonemas por atender, mails por responder e uma cada vez maior impaciência de minha parte (e, naturalmente, de parte de pelo menos alguns dos autores que ma faziam chegar porque era principalmente eu quem contactava com eles). Até que acabei por bater calmamente com a porta. A intenção? Forçar a uma clarificação de parte do parceiro: se quisesse mesmo avançar com o processo, que fizesse alguma coisa por isso; se não, que ficasse ele com essa responsabilidade, caso em que eu planeava pegar nas coisas onde ele as tivesse deixado.

Felizmente, ele decidiu levar as coisas adiante. Ano e meio depois do que seria desejável, mais de um ano depois do que seria possível, oito ou nove meses depois do que tínhamos combinado, mas como nestas coisas não existem tardes demais, o projecto está agora de novo nos eixos, e o Luís até está a fazer um bom trabalho de divulgação do produto final.

E que produto final é esse? Está descrito aqui e aqui. São 14 contos de 13 autores, mais uma introdução do Luís. Três são contos fantásticos, dois são de terror, um é história alternativa e os outros oito são de ficção científica (tornando, portanto, a capa enganadora, mas não muito). Um pertence a um universo partilhado brasileiro que já gerou também uma antologia em papel, muitos outros contos e pelo menos um romance. Um outro é sequela de um conto nomeado para um grande prémio internacional. Um conto é uma colaboração de pai e filho, algo que tanto quanto sei é inédito na FC&F portuguesa. Outro é, ao que sei, a única incursão na FC&F adulta até agora de uma autora experiente na literatura para a infância e juventude. Vários outros são estreias, por um motivo ou por outro, primeiro conto aceite para um livro, primeira publicação em livro, primeira publicação em livro em Portugal, primeira publicação em Portugal, etc. E embora haja, naturalmente, contos de que os seleccionadores gostam mais e outros de que gostam menos, embora talvez nenhum deles seja uma das obras-primas que nos deixam com aquele uau na boca depois de ler, nenhum é um mau conto, e estão todos bem acima dos impublicáveis que teimam em surgir nas antologias feitas por convite.

Chama-se Por Universos Nunca Dantes Navegados e vale muito a pena ler. Bem sei que sou suspeito para dizer isto, mas vão por mim que não se enganam. E depois de o lerem, digam o que acharam. Estou muito curioso com as vossas opiniões.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Dir-se-ia

Há tantas obras neste momento em Portimão que dir-se-ia que o ano que vem é ano de eleições...

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

O fim (espera-se) de um assunto desagradável

Terminou hoje (espero eu) o assunto da Caleida/Wallpaper e do ficcao.online. Escrevi-lhes um email a exigir o meu dinheiro de volta (e a ameaçar com tribunal). Recebi hoje o cheque.

Confiando que o cheque tenha cobertura, este assunto, por mim, está arrumado.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

O Bibliowiki também já funciona

É só para avisar que também o Bibliowiki já está a funcionar no seu novo endereço.

Notem, no entanto, que o endereço propaga mais depressa para alguns sítios do que para outros. Sei que ontem, várias horas depois de eu já ter acesso aos sites, ainda havia clientes do Sapo que não conseguiam chegar lá. Se for o vosso caso, terão de esperar que a propagação se conclua. Isso é das tais coisas que está completamente fora do meu controlo.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

A morte do ficcao.online

Eis um post incomum neste blogue... um comunicado of sorts.

Olá a todos.

O ficcao.online morreu e desta vez não ressuscita. Paz à sua alma e adeus, definitivamente adeus.

A história conta-se duma penada: aqui há anos, um idiota qualquer decidiu que para se ter acesso a um endereço .pt eram necessárias uma série de burocracias que restringiam, na prática, o acesso a domínios em .pt às empresas. Mas, como é óbvio, muita gente tinha conteúdos para colocar na rede mas não tinha os documentos necessários para isso, e houve duas fugas possíveis: ou se contratava um domínio internacional, nomeadamente .com, ou .net, ou se usava um serviço de subdomínios que algumas empresas forneciam. Uma dessas empresas era a Caleida, e um dos subdomínios que ela fornecia era o online.pt.

Na FC portuguesa seguiram-se as duas abordagens: O tecnofantasia, por exemplo, escolheu um endereço .com. Eu, para os meus sites, preferi endereços em .pt e contratei o ficcao.online.pt

Há três dias, sem o mínimo sinal de aviso, o online.pt simplesmente desapareceu. Diz a entidade reguladora, a FCCN, que a Caleida foi avisada com meses de antecedência de que, por falta de documentação, não podia continuar a explorar esse domínio. Se é verdade ou não, não sei (mas, conhecendo a Caleida, com quem só continuava porque não me apetecia perder TODOS os links para os meus sites, não me custa nada a crer que sim), mas sei, e garanto, que da Caleida não se ouviu um pio acerca deste assunto. Silêncio absoluto.

Alguém aqui se comportou como um bebé irresponsável e devia apanhar uns valentes açoites. Certamente que a Caleida, porque o mínimo que uma empresa digna desse nome devia fazer era avisar os clientes da situação para que pudessem tomar medidas paliativas se assim entendessem, e provavelmente também a FCCN, pois não se entende porque é que depois destes anos todos se lembram de repente que a Caleida não pode explorar aqueles domínios, atirando para o lixo virtual centenas de sites por este país fora.

Mas quem se lixa é sempre o mexilhão, que apanha com as ondas em cheio na cara, sem hipótese de fugir.

E eu, mexilhão, vi-me de um momento para o outro sem sites e sem endereços de email. O ficcao.online foi um ar que se lhe deu.

Mas sou um tipo teimoso, e durante os últimos dias tenho andado absorvido com as burocracias e finanças daquilo que é preciso para que das cinzas do extinto ficcao.online nasça uma fénix com bom aspecto. E é isso o que posso agora anunciar.

Portanto, a partir de hoje, o site noticioso sobre a FC e o fantástico portugueses muda de nome e endereço. Os novos são:

ficcao com pt - http://ficcao.com.pt

Também a partir de hoje, o E-nigma passa a ter domínio próprio:

E-nigma - http://e-nigma.com.pt

Quanto ao Bibliowiki, amanhã ou depois estará também disponível em endereço próprio, que já está contratado, falta apenas que seja activado:

Bibliowiki - http://bibliowiki.com.pt

Quanto aos endereços de email, todos os de ficcao.online.pt estão mortos, claro. Ao longo dos próximos dias, consoante o tempo de que disponha (um tipo, afinal, trabalha), irei configurando novas contas e actualizando essa informação nos vários sites. Por enquanto, podem contactar-me pelo endereço do gmail, que é o único a funcionar.

Peço que se faça a maior difusão possível desta mensagem, para que os links que se quebraram sejam rapidamente reparados. E, embora vítima de irresponsabilidades e incompetências alheias (filme que conheço bem demais), peço-vos também desculpa pelo incómodo.

Obrigado
Jorge Candeias

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

As lideranças

Andam por aí uns tipos muito preocupados com a possibilidade do PSD entrar num período de liderança bicéfala. Isto porque o chefe do partido não é deputado, o que faz com que tenha de ser outro o chefe dos deputados.

Mas agora o Santana Lopes candidatou-se, e resolveu o problema: com ele a chefe do grupo parlamentar e Luís Filipe Menezes a chefe do partido nunca haverá neste uma liderança bicéfala.

Será acéfala.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

A gabarolice

Digo ou não digo? Digo ou não digo? Dizer ou não dizer, eis a questão. Dizer a certos invejosos que há quem tenha vencido o tabaco (e dois maços diários, ainda por cima - depois de enfrentar uma tempestade às 4 da manhã para ir comprar mais) sem sequer consultar o médico pode até ser educativo, mas também pode ser visto como gabarolice parola.

A gabarolice é defeito? E quando é parola?

Digo ou não digo? Raios partam estas dúvidas.

sábado, 1 de setembro de 2007

O outro tipo de fã

Bem, na verdade não é bem "o outro tipo". Em boa verdade, trata-se do mesmo, apenas com uma luz diferente a iluminar uma outra zona do seu rosto. O fã suave, mas nem por isso menos subversor das realidades em nome do objecto da sua afeição.

Refiro-me ao Bandeira, que anda há pelo menos 8 posts a tentar convencer-nos (ironicamente, pois claro) de que na ópera não há fat ladies.

Ao menos com este tipo de fã, ou aspecto de fã, temos direito a fotografias de miúdas giras com a boca aberta.

É um começo...

Os fãs

Sabe-se da objectividade dos fãs. Conhece-se bem até onde podem chegar na distorção da realidade para justificar os seus gostos. E por isso, em tudo o que mete fã, dá-se desconto. Tem de ser. É a única forma de se poder conversar com eles.

Para o fã, o seu ídolo é o maior. Pode ter a cara cheia de verrugas, que é invariavelmente lindo. Pode escrever ou proferir as maiores cretinices, que tem sempre razão. O fã não pensa: justifica. A realidade só faz sentido quando vista através de um filtro.

Por esse motivo, um jornalista não pode ser um fã. Ou por outra: pode sê-lo, mas na "vida civil"; assim que chega perto da profissão tem de deixar-se de fanzices. Caso contrário, arrisca-se, e seriamente, a cair no ridículo.

Vem isto a propósito da mais recente entrada de Nuno Galopim sobre FC, no blog que partilha com João Lopes, sound + vision. Depois de uma série de notas que, apesar de alguns erros de facto sobre a edição portuguesa (e que simples teria sido corrigi-los caso se soubesse informar onde a informação está disponível), são no essencial correctas, chega a nota sobre Heinlein. E o fã revela-se em todo o seu dúbio esplendor.

Arranca o Galopim a nota da seguinte forma:

Um dos mais destacados e importantes autores de ficção científica de “linha dura”, elevou consideravelmente a fasquia da plausibilidade factual e científica nestes domínios da ficção, tendo igualmente contribuído enormemente para a sua valorização literária.


E um tipo que saiba alguma coisa sobre o assunto começa-se logo a rir. Ah o Heinlein fez isto?

Vejamos: a carreira de Heinlein inicia-se em 1939, tendo editado o primeiro livro em 1941. É um dos chamados autores da "golden age", um grupo de autores norte-americanos e alguns ingleses que desenvolvia a sua actividade literária, essencialmente, nas revistas baratas (os pulps) da época. Não eram, no entanto, nem os primeiros autores nem os únicos autores de ficção científica. Bem antes da Golden Age, gente como Verne e Wells, entre outros, tinha desenvolvido o género com uma qualidade literária muito acima da que Heinlein alguma vez atingiu, e com uma plausibilidade científica, tendo em conta o estado de desenvolvimento científico da sua época, que em nada fica a dever ao melhor Heinlein.

OK, dirão vocês, mas ele referia-se à FC organizada enquanto género literário, não à proto-FC do tempo de Wells e Verne. Meus caros, respondo eu, não é isso que ele escreve, mas dando de barato que têm razão, vamos então cavar mais fundo.

E cavamos mais fundo, por exemplo, olhando para outros autores da mesma época. Ray Bradbury, por exemplo, iniciou a carreira nos pulps em 1943, tendo publicado o primeiro livro em 1947. A de Arthur C. Clarke arrancou em 1937, com o primeiro livro a sair só em 1951. Asimov também publicou os primeiros contos ainda nos anos 30, embora só tenha livros seus já nos anos 50.

Se algo se pode dizer a respeito de Heinlein é que foi o primeiro a conhecer sucesso. Não por especiais qualidades do que escrevia, mas porque as suas histórias estavam mais próximas do gosto militarista do público americano da época. Afinal, estava-se em guerra, ou recém-saídos dela. Porque se pensarmos em qualidade literária, Heinlein nem chega a ser uma unha no pé de Bradbury (e também é muito pior que Clarke), ao passo que a "linha dura" esteve sempre muito melhor servida por Clarke do que por Heinlein, que tem mesmo algumas histórias de fantasia, sem qualquer ciência mas cheias de magia. Clarke tem no currículo um número considerável de verdadeiras invenções, algumas tão relevantes para todos nós como o satélite de comunicações; a única coisa semelhante de que Heinlein se pode gabar é o remoto, descrito na novela (novela mesmo e não, como tantas vezes aparece, a tradução errada de "novel", que se traduz correctamente como romance) Waldo.

Heinlein foi, no máximo, o melhor dos escritores medíocres da "Golden Age" pulp. As suas histórias estão repletas dos defeitos característicos da FC comercial da época (personagens sem profundidade, enredos esquemáticos e formulaicos, etc.) e só raramente têm algo de redentor que as salve da mais banal das medianias. Pior: enquanto outros autores da "Golden Age" chegaram aos anos 60 e evoluíram, casos de Dick, Pohl, Silverberg e tantos outros, Heinlein ficou teimosa e conservadoramente no mesmo sítio, a produzir romancezinhos juvenis sem ponta de interesse, em tom vaga ou não tão vagamente de space opera, com as mesmas personagens estereotipadas, narcisistas e machistas dos anos 40. Salva-se um par de coisas, não mais.

Mas há um certo tipo de adolescente que gosta daquilo. Ainda hoje. E que depois de adulto não é capaz de aprofundar um pouco a análise.

Caso do Galopim, ao que tudo indica.

É que, ainda por cima, na mesma nota lê-se isto:

O seu célebre romance de 1959 Starship Troopers foi vilipendiado por alguns detractores seus como sendo fascista, confusão feita com o rigor da visão militarista de um texto nascido como resposta à decisão unilateral dos americanos em abandonar testes nucleares.


Pondo de lado o facto, esse sim objectivo, de que o militarismo é, na essência, e em si mesmo, fascizante, o nosso jornalista acha que quem vilipendia aquele romance (que é, realmente, uma enorme porcaria, e por motivos que vão bem mais fundo que a mera política) são "alguns detractores" que se "confundiram". Achará, porventura, o Galopim que gente como o autor de FC e veterano do Vietname Joe Haldeman não é capaz de compreender onde quer um livro como aquele chegar. E quem fala de Haldeman pode falar de Moorcock e de muitos outros (sim, não são "alguns"; são bem mais), que leram esse romance mas também leram os livros que Heinlein cometeu depois, nos quais as mesmas opiniões são reiteradas uma e outra vez, embora nunca mais com a crueza presente nos Troopers.

Ora, ora, Galopim!... Manda mais postais, que com esse não vais lá.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Os pratos da balança

Pondo as duas coisas nos pratos da balança, digam-me lá o que é mais grave: o acto estúpido de destruir uma plantação de milho ou um acto de óbvia corrupção envolvendo o PSD, então no governo, uma construtora civil, um negócio de estradas e duzentos e tal mil euros?

Por mim, não tenho dúvidas.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

O (grande) disparate

Anda por aí a circular uma mensagem perfeitamente pateta em tons vagamente apocalípticos que diz que Marte, a 27 de Agosto vai "ser tão grande como a Lua cheia a olho nu". Diz também que "a próxima vez que Marte irá estar tão próximo será em 2287. O curioso é que esta palermice surge todos os anos por esta altura desde 2003. Ou seja: desde 2003 que "a próxima vez que Marte estará tão grande será em 2287". Mas ninguém dá pela marosca, e todos os anos há quem enfie uma pulga aos saltos no entusiasmo à espera do grande acontecimento. Os mais prudentes perguntam se é verdade. Notem bem: não surfam a net tentando informar-se. Perguntam se é verdade.

Se surfassem a net em vez de fazer perguntas patetas, saberiam que NÃO é verdade, porque desde 2003 que muita gente por esta internet fora publica a verdade um pouco por todo o lado. Saberiam que não é verdade e que não pode ser verdade. Marte nunca se aproxima a menos de cerca de 55 MILHÕES de quilómetros da Terra, enquanto que a Lua está apenas a uns 385 MILHARES de quilómetros de nós. 55 milhões é 144 vezes mais que 385 mil. Por causa da perspectiva (sabem? aquela coisa que faz com que as pessoas ao longe fiquem do tamanho de um dedo?) para que Marte parecesse algum dia do tamanho da Lua cheia teria de ser 144 vezes maior que ela. Não é, muito longe disso. É só duas vezes maior.

Além do mais, Marte nem sequer está no ponto mais próximo de nós na sua órbita. Esteve a 27 de Agosto de 2003, mas o planeta não fica parado no mesmo sítio à espera que a Terra dê a volta ao sol e volte a passar por ele no mesmo dia do ano seguinte. Também se mexe, e como consequência, a 27 de Agosto estará a cerca de 180 MILHÕES de quilómetros da vossa garagem.

É uma viagem e pêras. Não se esqueçam de levar farnel.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

A outra opinião

Ainda a propósito do post anterior, e embora eu não concorde com parte do que lá é escrito, porque um vandalismo não desculpa outro e não é vandalizando que se combate o vandalismo (a menos que já não haja outra hipótese), vale muito a pena ler isto. Para ficar a conhecer a história exemplar do Morgado da Lameira. Para colocar certas coisas no seu contexto próprio. Para poder avaliar melhor certas histerias e certos silêncios. E também certas calúnias, porque não?

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

A esquerda da estupidez

Provando que, embora geralmente pareça, a estupidez não se concentra toda do lado direito do espectro político, uns tipos que se intitulam Verde Eufémia acharam boa ideia destruir um campo de cultivo plantado com uma planta trangénica qualquer.

A ideia, está bem de ver, é péssima por vários motivos.

Porque é uma estupidez partir para acções extremas muito antes sequer de terem sido encetadas acções de contestação mais consensuais. Com esta cretinice, os eufémios só conseguiram alienar a esmagadora maioria das pessoas com dúvidas sobre as culturas transgénicas, umas porque são muito mais sensíveis às dificuldades sentidas por um agricultor que viu a colheita arrasada do que ao activismo inconsequente de um bando de burquesinhos bem alimentados, outras porque apesar de serem em princípio sensíveis ao problema transgénico são igualmente (ou mais) sensíveis aos valores, para elas mais ou menos sagrados, da autoridade e da propriedade privada.

Porque quando forem, e bem, bater com os costados no tribunal, os eufémios não terão a simpatia de quase ninguém, e o que pretenderiam ganhar em propaganda com a acção se virará contra eles.

Porque acções de ecoburrice como esta são óptimas para colocar uma qualquer discussão que se pretenda encetar imediatamente no campo do insulto, acabando à nascença com qualquer hipótese de argumentar racionalmente. Isso, aliás, já se vê, com os idiotas de sinal oposto a saltarem imediatamente com estapafúrdias acusações de ecoterrorismo, como se alguém ficasse aterrorizado com um actozeco de vandalismo como aquele.

Porque acções de ecoburrice como esta são óptimas para que os promotores dos trangénicos tenham um alvo fácil para onde apontar sempre que precisem de desconversar quando os argumentos se lhes esgotarem. Bastará apontarem para esta cretinice, e convencerão muitos cépticos da bondade das suas opiniões, mesmo que não as consigam sustentar com algo mais sólido do que uma curtina de fumo.

E porque são acções espectaculares como esta que acabam por rotular todo um movimento naquilo que mais forma a opinião nos dias que correm: a imprensa. Daqui em diante, seja o que for que um ecologista tiver a dizer, terá de lutar nos espíritos das pessoas contra a imagem de um campo arrasado por um bando de idiotas.

Não me surpreenderia nada se daqui a uns anos se viesse a constatar que esta ecopaspalhice acabasse a servir de marco para um movimento de corrida à agricultura transgénica e que daqui em diante os campos transgénicos aparecessem por todo o lado como cogumelos.

Não me surpreenderia nada se daqui a uns anos se viesse a constatar que estes palermas conseguiram precisamente o oposto daquilo que apregoam defender.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

A informação da RTP, afinal, é nacional ou regional?

Todos os anos, a World Press Photo traz a Portugal os vencedores do seu prémio de fotojornalismo. Todos os nos acontece uma exposição das fotografias vencedoras nas várias categorias, que deambula pelo país, primeiro aqui, depois ali, logo acolá. O certame é relevante, e todos os anos recebe a atenção devida por parte dos media.

O curioso é que todos os anos a exposição vem primeiro a Portimão e só depois parte para Lisboa. Pensar-se-ia que um órgão de informação que fosse realmente nacional daria a notícia da inauguração da exposição em Portugal, fosse qual fosse o primeiro sítio onde ela é inaugurada. Pois, mas não. Só soube que a exposição esteve em Portimão porque vivo cá: na RTP, nem sinal dessa informação. Talvez por andar demasiado entretida com as eleições em... Lisboa, todos os dias a desperdiçar alguns 20 minutos de tempo de antena perfeitamente irrelevantes para 90% do país?

E por falar em Lisboa, parece que agora a exposição foi inaugurada por lá. Disse-mo o serviço noticioso (regional?) da RTP. Obrigadinho, mas não me interessa: já cá esteve.

PS - E não é só a RTP que parece ser uma emissora regional. O Público também dá ares de jornal regional de Lisboa e arredores: fez precisamente a mesma coisa.

domingo, 12 de agosto de 2007

Os ficheiros .QME

Já ouviram falar?

É um tipo de ficheiro que, descubro agora, me foi enxameando sorrateiramente o disco rígido ao longo dos últimos anos. Bem, na verdade parece ser praga que vem de mais longe do que isso, pelo menos desde que arranjei pela primeira vez um PC, já há aí uns 15 anos. De então para cá, foram-se instalando, multiplicando, e hoje são milhares.

Curiosamente, só agora dei por eles. Isto porque das outras vezes que troquei de máquina optei pela abordagem fácil, copiando os discos integralmente, enquanto ruminava vagas ideias sobre fazer a selecção e a arrumação mais tarde. E claro que não fiz. Obviamente. Tomam-me por quem? Algum xoninhas?

E assim, os ficheiros .QME continuaram a disseminar-se por todo o lado sem serem incomodados.

Mas agora armei-me em xoninhas. Achei que já bastava de entropia e que (até porque era frequente tentar encontrar qualquer coisa e não dar com ela por a confusão ser tanta) era agora que ia arrumar tudo como deve ser, cada coisa no seu devido lugar.

E foi assim que dei com eles, os milhares de ficheiros .QME. Acho que vai levar meses até que me veja livre da praga. Mesmo depois de razoavelmente completa a transição do computador velho para o novo, muito depois dessa transição estar oficialmente concluída, ainda hei-de passar montes de tempo perdido nas catacumbas das duas máquinas, a abrir ficheiro atrás de ficheiro e a pensar com os meus botões:

--- Que Merda é Esta?

E o pior é que suspeito que haverá alguns para os quais não encontrarei resposta. Ficheiros .QME que assim permanecerão durante o resto da sua vida electrónica.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Os gajos do Blogger

Os gajos do Blogger decidiram que a malta ia deixar de ter direito a usar um velho código que gerava uma página independente onde se armazenavam os arquivos. Que essa página era daqui em diante uma página de história, viva apenas nas recordações dos blogovelhadas, como eu, com blogues mais antigos que o pré-histórico ano de 19... perdão... 2004.

E avisaram?

Claro que não!

Quem tenta ir aos arquivos e encontra uma simpática mensagem a dizer que a página não existe, dá pela marosca; quem não tenta, provavelmente, acham eles, não precisa de saber.

Eu, por acaso, tentei hoje. E lá tive de andar a passear durante tempo precioso pelas catacumbas do Blogger em busca da informação sobre o que se passa. Acabei por encontrá-la não no sistema de ajuda, que não é preciso, mas nos fóruns, e como brinde agora têm os arquivos ali ao lado numa prática caixinha cai-cai (não é uma óptima tradução para drop-down box?), se bem que para isso tenha sido obrigado a perder mais precioso tempo a remexer no template. E vá lá que não sou completamente tosco nestas coisas.

Imagina quem é, as pragas que deve andar a rogar aos camaradas do Blogger...

(E os blogues antigos, que apesar de abandonados continuam a servir como referência, às vezes preciosa? Ninguém se preocupa com eles?)

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Não muito bem citado

Hoje vem o meu nome no suplemento Ípsilon do Público. Está razoavelmente escondido no meio de um artigo intitulado "O Toque de Midas", sobre Stephen King, assinado pela jornalista Dulce Furtado. Diz que eu disse o seguinte: "[Carrie] se fosse filmado de outra forma, noutra altura, muito provavelmente ter-se-ia tornado num trash movie". E que King é "um escritor bom mas não tão excepcional para justificar todo o alarido que provoca".

A primeira citação está correcta. A segunda nem por isso.

É que o que eu lhe disse foi que o sucesso de King se explica pelo talento (e expliquei que o homem é magnífico na criação de personagens e na descrição dos seus ambientes característicos da Nova Inglaterra) mas também pela sorte que teve na carreira, que a ligação ao cinema ajudou muito, que se Carrie não tivesse acabado como filme de culto - porque foi bem filmado, e na altura certa - provavelmente a carreira de King teria sido bem diferente, e que acho que ele merece o sucesso que tem, mas há muitos outros autores que o mereceriam tanto como ele, mas não o têm porque não tiveram a sorte que ele teve.

Conheço, compreendo e aceito a necessidade de resumir (também já fui jornalista), mas julgo que pôr na minha boca palavras que não disse e que nem sequer reflectem bem o sentido do que disse não será a melhor forma de satisfazer essa necessidade. Não é grave, mas visto que posso rectificar, rectifico.

domingo, 22 de julho de 2007

E sim, sei como se sentem

E sim, sei como se sente a meia dúzia de vocês que vem cá porque gosta disto. Também eu sinto pena quando não encontro novidades nos blogues de que realmente gosto. Como o Cais de Gaia, por exemplo, sem nenhuma alteração no blogue principal desde 1 de Junho, e com a versão Astro parada desde 26 de Abril. Será a morte de um dos poucos blogues portugueses realmente bons, informativos e distantes das conversas de café mascaradas de comentário político que enxameiam esta nossa blogosfera? Espero que não. Espero que seja só uma "cena à Lâmpada", um parêntesis por ter demasiado que fazer fora do blogue. E espero as novas postas que hão-de vir. Espero eu.

sábado, 21 de julho de 2007

Comentários e respostas

Sim, sim, o abandono foi total. Nem respondi a comentários, sim, eu sei.

Mas agora já respondi.

E, a propósito, se quiserem manter-se a par sem terem de vir cá, aconselho o RSS. Um reader e é sempre a abrir. Se usarem Firefox, aconselho o Sage, que é um add-on duma simplicidade e eficiência a toda a prova e que se integra perfeitamente com o browser. Se não usam Firefox, estão à espera de quê?

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Que bom que é acabar as coisas que se começam

Quem chegou aqui ao blogue ao longo dos últimos tempos, achou-o imóvel. Congelado no tempo, numa paralisia que nem chegava à anemia. Parecia-se mais com a imobilidade de um cadáver. Mais um dos milhões de blogues mortos que há por essa internet fora, milhões de monumentos à brevidade dos entusiasmos humanos. Em especial os diletantes.

A primeira entrada visível na página, láááá ao fundo, data de 6 de Março. De então para cá passaram-se quatro meses e meio em que o ritmo de posts esteve entre o eventual e o imóvel. Lamento pela meia-dúzia de visitantes que vêem cá porque gostam de facto do blogue. Mas...

... mas a verdade é que nestes entretantos se passou uma semana de estaleiro, doente, sem conseguir fazer nada a não ser estar na cama. 800 páginas traduzidas. Dois contos escritos e revistos e um deles publicado. Duas mil novas entradas no Bibliowiki. A vida banal de todos os dias com as suas exigências banais (mas exigentes) de todos os dias. E mais algumas coisas de que provavelmente vos darei conta mais tarde.

Por mais que goste disto dos blogues e de blogar, e tenho de admitir que já gostei bastante mais, o tempo não estica. Tenta-se puxar por ele e falta sempre do outro lado, como uma manta demasiado estreita numa noite fria de inverno. E assim, o blogue parou. Diletantamente. Aqui, posso dar-me ao luxo de ser irresponsável à vontade para que não o seja também noutros sítios. Para que cumpra prazos. Para que avance com projectos (pelo menos até ficar farto de sabotagens vindas de onde não deviam vir). Para acabar as coisas que começo.

É que é bom acabar as coisas que se começam. Sabe bem. É como tirar um peso de cima, como respirar uma golfada de ar fresco, como todos os lugares-comuns que se costumam dizer nestas ocasiões, que apesar de serem lugares-comuns são todos verdadeiros.

Precisamente por isso, decidi há alguns meses que não me voltarei a meter em nada que não possa acabar. Sozinho, se necessário. Claro que há coisas que não têm um fim, que estão continuamente em fluxo, a menos que se decida "OK, não faço mais, acabou-se". Este blogue, por exemplo. Ou o Bibliowiki. Mas há coisas que só são, realmente, depois de acabarem, de ficarem completas e feitas, depois do último ponto final. É dessas que falo. É nessas coisas que não participarei nunca mais a menos que saiba que se for necessário as poderei levar a cabo sozinho. Nunca mais. A menos que me paguem. Bem.

Um gato que escalda uma vez é inexperente, duas é teimoso, mais é burro. E eu já sou gato burro há demasiado tempo. Basta.

E mãos à obra. Mãos à obra de terminar coisas que ficaram pendentes em parte porque devotei tempo e esforço a coisas que achava mais importantes mas não chegaram a lado nenhum por irresponsabilidades e diletantismos alheios. E mãos à obra do mais importante: o trabalho.

É que tenho aqui 300 páginas já começadas e à espera do tal ponto final, sabem? E mais 1000 (isso mesmo, mil) à espera de vez para começar.

Portanto, é bastante provável que a Lâmpada continue no ritmo actual, entre o parado e o imóvel. Lamento, caros amigos, mas como dizia o Zarolho (de que ouvirão falar um destes dias, adianto desde já... e não, não me refiro a este Zarolho), outros valores mais altos se levantam.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Sotaques

Esta história dos sotaques é curiosa. Acabei de ouvir na televisão uma moça inglesa mas criada no Algarve, e achei piada a detetar nas palavras dela (em português) uma curiosa mistura dos dois sotaques, o inglês e o algarvio, uma mistura que nunca antes tinha ouvido, e que se não os conhecesse bem a ambos provavelmente teria grande dificuldade em identificar.

E é curiosa, esta coisa dos sotaques, por serem completamente involuntários. Uma pessoa cresce mergulhada num determinado ambiente linguístico e é esse ambiente que determina o seu modo de falar, sem que ela tenha voto na matéria. Se mais tarde muda de ambiente, ou se toma a decisão consciente de mudar o modo de falar (por uma questão de prestígio, por exemplo, ou por obrigação profissional) é raro que o sotaque secundário soe puro, livre das influências do original. Quando a decisão é consciente, o que envolve um esforço também consciente e uma auto-vigilância constante, assim que essa vigilância abranda, seja por que motivo for, eis que o sotaque original surge em todo o seu esplendor, ou quase.

Li ou ouvi algures que isto tem a ver com a maneira como a parte interior da boca é em parte moldada pela(s) língua(s) que se aprende(m) a falar na infância. Suponho que haja também uma moldagem semelhante nos circuitos linguísticos do cérebro, mas estou longe de ter a certeza.

Seja como for, os sotaques são fonte de infinito divertimento. Quem ainda não tentou pôr um brasileiro a falar com sotaque português? E quem não se divertiu com os resultados, invariavelmente um falhanço completo? E as infinitas piadas que envolvem a troca nortenha "dos bês pelos bês". Ou o arrastado do falar alentejano? Ou o falar típico dos ciganos... ou de Cascais? E como soaria um cigano criado em Cascais? Ou o gozo que é com os lisboetas à conta do seu "treuze" ou dos seus trejeitos repletos de fadistice?

Pena é que tendam a desaparecer, pelo menos dentro de um mesmo país, com a homogeneização criada pela televisão. Hoje, temos quase todos um sotaque híbrido, meio determinado pelo lugar onde nascemos, meio determinado por aquilo que a televisão decidiu, de forma bastante totalitária diga-se de passagem, que devia ser o "sotaque-padrão", contra o qual todos os outros perdem prestígio. Seria bom que não fosse assim. Não só para a manutenção da pluralidade cultural (porque o modo de falar também é cultura) de um país, mas também em nome do hom humor.

Pessoalmente, tenho um sotaque algarvio ligeiro: a minha mãe, embora nascida em Portimão, aprendeu a falar em Lisboa e o sotaque dela já era híbrido antes mesmo da televisão, e o meu pai é de uma aldeia cujo sotaque local é bastante menos marcado do os que o rodeiam, de modo que o meu acaba por ser também pouco marcado. Mas acarinho-o, e hei-de acarinhá-lo para sempre. Nunca farei nenhum tipo de esforço por não dizer "na" em lugar de "não", nas situações em que no falar algarvio a negativa se faz com "na" ("na sê" e não "não sei", por exemplo; comigo, hibridamente qb, é mais "na sei"), ou por pronunciar as vogais mudas do fim das palavras, em especial nos plurais terminados em "es".

É que, como grande parte dos outros fragmentos de que é composta a identidade, este também poderá ser involuntário, mas é parte daquilo que sou. Sem o meu sotaque, por ligeiro que seja, ficaria um pouco menos eu. E não me apetece que isso aconteça.

sábado, 12 de maio de 2007

Milagres

Parece que há, ou houve, grandes sarilhos com o trânsito em Fátima. Acho giro. Porquê? Epá...

Então o sítio não é famoso pelos milagres? Não seria um milagre porreirinho, daqueles bem milagrosos, capazes de fazer os incréus ficarem todos de olhos pestanejantes e húmidos postos nos céus, se deusnossossenhorapostólicorromano, o tal que dizem que é infinitamente bom, e coisital, pegasse nos carrinhos de todas aquelas piedosas criaturas, os transportasse pelo ar e os depositasse, um a um, com a doçura de miosótis, em parques de estacionamento especialmente e de antemão preparados para o efeito?

Isso sim, seria um milagre. Nada dos truques de falsário com que se costumam enganar os patetas de deus.

Por outro lado, não deviam ser nem um nem dois os piedosos crentes que se lançariam, em pânico, do carro abaixo, se o sentissem a levantar voo, bem ou mal seguro pela mão de nóssenhor. Muito crentes, muito crentes, milagres e mais milagres, mas calmex!...

Spamesia

Aqui está uma das tais postas grandes que ando a adiar há montes de tempo. Esta estava planeada para 29 de Abril e a ideia era comemorar assim, celebrando o melhor que a Lâmpada já teve, o quarto aniversário aqui deste veterano blogue. Não deu. A vida, essa chata, não deixou. Para quem é novo, acabou de aqui cair e não sabe, a spamesia são poemas (com ou sem pseudo) que eu fiz, durante um ano, intitulados segundo as mensagens de spam que recebia todos os dias, e inspirados pelos títulos. São portanto trezentos e sessenta e seis spamemas, que o ano de 2004 foi bissexto, e aqui fica a lista completa, com links para os conteúdos. Divirtam-se.

PSeAdL (Post-scriptum e antes da lista): Haverá por aí alguém que perceba destas coisas das poesias mais do que eu (é fácil) e que esteja na disposição de selecionar entre este material aquele que eventualmente seja publicável em papel?

1. Auto-fascinação cegante
2. Está feliz?
3. Dose digital
4. Seja
5. Novidades! Não perca!
6. Dá valor à sua saúde e bem-estar?
7. Olhe pela janela
8. Senti a tua falta
9. Nvite
10. Divirta-se
11. Thriller de casa de banho
12. Cansado?
13. iftern mudd
14. Lançamento na internet
15. Pílula azul?
16. Queres ouvir uma história?
17. Pensei que talvez precisasse disto
18. Aprovado
19. Força muscular aumentada
20. Não sei
21. Eh, tu
22. À procura do meu fósforo
23. Não sejas tonto
24. A gira estudante Sveta está muito chateada
25. Seis razões
26. Não esperes até que a tempestade se aproxime
27. Os teus problemas com o carro acabaram, amigo
28. Melhor é maior
29. Fonte da juventude
30. Contacta-a
31. De um amigo
32. Acordo
33. Papá e mamã a fazer a filhinha
34. Calhaus
35. Acerca de ontem
36. Noites solitárias
37. Onde está?
38. Grandes notícias!
39. Reservar agora
40. Oh, sim, claro
41. Problemas com dívidas?
42. Está a ser vigiado?
43. Boa ideia
44. Vermelho especial
45. Onde és tu sexy?
46. Parece que dá certo
47. Bisbilhotice privada?
48. Querem ver isto?
49. Esqueceste-te de responder
50. Olá!
51. É demasiado grande para mim
52. Vagas abertas
53. Grito por assistência
54. Não acredito que te esqueceste!
55. Confidencial
56. Tire o melhor partido da sua experiência digital
57. Tu és quente!
58. Confiança
59. Não mais bichos a morder pontos
60. Esqueceu-se do chapéu de chuva
61. Uma mulher mais velha e solitária ainda gosta de sexo
62. É altura de conheceres o novo tu
63. Precisas de uma mudança?
64. Entrega discreta
65. Instale-se na internet
66. dtldrum dedugt
67. Nunca mais percas as chaves
68. Ficção
69. Abre-me
70. Cultiva-as
71. Ouviste as notícias?
72. A solução para a poluição
73. A descoberta da juventude
74. Requere-se uma resposta
75. O recuperador de tempo
76. São possíveis melhoramentos massivos
77. Despacha-te
78. Envolvido em plástico
79. Agora
80. !
81. Proposta
82. Conforme solicitado
83. Anima-me
84. Pensaste no teu filho?
85. O sul, o sol, o sal
86. Melhora a tua vida
87. A chegar
88. O meu corpo nu
89. Proposta muito interessante
90. As fotografias da Florinda
91. Muito prazer
92. Crescimento
93. É altura de mudar
94. Foi bom conhecer-te
95. Direitos reservados
96. Talvez pudéssemos tentar?
97. Vital
98. Boa ideia
99. Tautologia
100. Plástico
101. Meandros
102. Pesquisei
103. O milagre contra o envelhecimento
104. Não negues
105. Gosto disso!
106. O bilhete tecnológico
107. A minha irmã
108. Detalhes
109. É simplesmente pequeno demais
110. Obrigado
111. Clube de fãs da aveleira
112. Que te aconteceu?
113. A reunião
114. Aumente o seu comprimento
115. Isto é porreiro!
116. Leia, por favor
117. Urgente
118. Queres ser um amante biónico?
119. Precisa-se gerador de dobra dimensional
120. Sucesso garantido
121. A primeira vez
122. Que se passa?
123. Parabéns, você ganhou!
124. Olá, Ujay
125. 100% Livre
126. Tenho a cura
127. Eu sei tudo isso
128. Surpreende-a
129. Desejas um futuro próspero?
130. Permanece para sempre, no quarto
131. Como passa o teu marido?
132. Combatibilidade
133. Instruções divinas
134. Incrível!
135. E porque não?
136.
137. Livro
138. De que estás à espera?
139. Memorizado
140. Mensagem de erro
141. Dilúvio
142. Dará resultado?
143. Homens e burlas
144. As minhas desculpas
145. Faz as coisas à homem
146. Causador
147. Manuela
148. Infeliz com o tamanho do seu músculo do amor
149. A felicidade
150. Linguagem
151. Pense num número de sete dígitos
152. Espantoso
153. Procura
154. Vem cá amanhã
155. Melhore a qualidade do sono
156. Segredos de beleza
157. Juventude
158. Rápido como um bolo
159. Amadores
160. Bolachas e queijo
161. Desocupados
162. Poupe gasolina
163. O natal está a chegar
164. Truque de magia
165. Aprovação
166. Pagamos em dinheiro pelas suas opiniões
167. Melhores medicamentos
168. Spam
169. Aqui sentado sonhando com milhões
170. Eu tenho a cura
171. Viva a baixa
172. Por favor
173. Paixão neste cheiro
174. Protege a tua individualidade
175. Uma pergunta rápida
176. Manda um email ao mundo
177. Pústulas de vaca
178. OK
179. Exemplar
180. Um pouco de ajuda nunca fez mal a ninguém
181. A prenda ideal para o seu natal
182. O prazer dela
183. As pinturas a óleo
184. Remendo
185. Com medo da fechadura
186. Escrevi este livro
187. Enquanto o Diabo esfrega o olho...
188. Leia isto bem
189. A modos que falido de momento?
190. Há uma Lua lá fora esta noite
191. Agora?
192. Pinta essa porta de preto
193. Saudável e
194. Não apague, dê uma chance à vida!
195. Adolescentes inocentes que o fazem como putas
196. Viril
197. O sistema perfeito
198. Ouve, queres saber um segredo?
199. Pensas que é possível?
200. Quando dizes “amo-te”
201. Algo para lamentar
202. Livre durante um mês
203. Convite
204. Sabia que a violência doméstica
205. Maria
206. Informação de que necessitava
207. Cigarros
208. A loja do vidro
209. Má memória
210. Comida livre
211. Acredito em ti
212. Violino
213. Só para o pai
214. Desejamos-lhe um feliz Natal
215. Presente para a mulher que se ama
216. Ficção científica
217. Nota
218. Afrodisíaco
219. Desarrumado
220. Segunda-feira
221. Impressione-a como a luz do dia
222. No mínimo
223. Um pequeno duende tem uma mensagem para ti
224. Tempo de férias
225. U
226. Fique em forma para as festas
227. Ler para reflectir
228. Preocupado?
229. Tão doce...
230. O tempo é da essência
231. Jogos
232. Ideias para ele e para ela
233. Viagens dentro do orçamento
234. Sou eu
235. O útil óleo
236. É o Perfeito
237. Super cargas
238. Descansa, touro, eu não digo a ninguém
239. Ano novo vida nova
240. Palmada
241. Nunca morrerá
242. Grande sensação
243. O frenesi de saque no gueto
244. A sua herança
245. Colono
246. Betão
247. Mais uma vez
248. Muito raro
249. A andesina de Colombo
250. Filha com o pai
251. Ásia
252. Produto gratuito inverte o envelhecimento
253. Sexta-feira
254. Carta
255. O pato do contra
256. Onde?
257. O degrau
258. Brisa
259. Diverte
260. Genitivo
261. Bagatela corruptível
262. Não é aldrabice
263. Estudantes
264. Como vai a família?
265. O gato farfalhudo
266. Cinto
267. Fugiu
268. Erro
269. Esta informação é útil para a sua saúde
270. Teste
271. Vais adorar isto
272. Oh! A caricatura de um dingo!
273. Alerta de vírus
274. Detestas ressacas?
275. O teu ano
276. Contrito
277. Bijuteria
278. Demonstrável
279.
280. Respeito por todos
281. Bernardina
282. Estás cansada?
283. Dura 36 horas
284. Teste gratuito
285. O parvalhote
286. A tua posição está confirmada
287. Acústico
288. Visibilidade
289. Frase subliminal
290. Aquele pedaço de papel
291. Que se passa QFI 95?
292. Prisão
293. Quanto maior, melhor
294. Detestação
295. Refazendo o passado
296. Membrana
297. Fantástico!
298. Roubado
299. Tintureiro
300. Falso
301. Gestalt
302. Desconhecido
303. Faz as malas
304. Duro como pedra
305. Aterrorizado
306. Tempo de jogar
307. Como queiras
308. O meu grito
309. Estatuto
310. Tentativa de ignorância
311. Pausa
312. Métrico
313. Portal para o seu
314. Correio devolvido: utilizador desconhecido
315. Irreal
316. Contrabando
317. Excepção
318. Caos
319. Sexto
320. Projectos no Médio Oriente
321. Alma gémea
322. Conversa
323. A luz das chamas
324. A economia está muito melhor agora
325. Termostato de presunção
326. O palhaço anelar
327. A exaustão da maçaneta
328. Viagem para a queda
329. Matilde felina
330. Misantropo
331. Grito
332. Iconoclasmo
333. Pornografia livre
334. Emprego de sonho
335. Cocheiros acinzentados
336. Siringe
337. Elísio
338. Quadrângulo
339. Ordem
340. Anatomia
341. Abstractor
342. Uma casa não é um lar
343. Patife
344. Pollux
345. Asa de morcego
346. Mandíbula
347. Meridional
348. Pacífico
349. Poeta
350. Tempo de vida
351. Reversão
352. Tangível
353. Limbo
354. Acastanhado
355. Tempo numa garrafa para si
356. Real
357. Ábaco
358. Tecendo o futuro
359. Ramifica
360. Documento roubado
361. Ar
362. A tua música
363. Boing (o som que faz uma pequena pílula)
364. A tua fotografia
365. Lacunas
366. Tema de mensagem