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domingo, 30 de março de 2014

E já há feliz contemplada

Já temos feliz contemplada (é assim que se diz, não é? É obrigatório falar assim nestas coisas de sorteios, não é?) no sorteio de um exemplar de Por Vós lhe Mandarei Embaixadores, livrinho cuja capa está aqui ao lado, cujo site está aqui, e cujos leitores andam por aí, desse lado das internetes e no mundo dito real. Agora vai haver mais uma, a quem endereço os parabéns e os votos de ótimas e divertidas leituras.

Parabéns, pois, à

Regina Gomes Catarino

Quanto a vocês, os outros que não ganharam, ainda há exemplares para venda. Se querem passar umas horas divertidas, é uma sugestão que vos faço.

segunda-feira, 24 de março de 2014

E se eu vos oferecesse um livro?

E se eu vos oferecesse destes livrinhos? Não a todos, evidentemente, mas a um de vocês, a alguém bem escolhido pelas regras arcanas dos geradores de números aleatórios?

Sabem que mais? Acho boa ideia.

Portanto é o que vou fazer. Vou oferecer um exemplar a alguém que tenha gostado da página dedicada ao livro no Facebook. O prazo de recolha de nomes termina às 15 horas do próximo sábado, dia 29 de março. Hora de Portugal continental.

As regras são simples: todos os nomes que lá encontrar a essa hora serão importados para uma folhinha excel, e a cada um será atribuído um número aleatório. Depois serão ordenados do maior para o menor. O livro será oferecido ao maior de todos, exceto se não conseguir contactá-lo (em princípio, contactarei por mensagem direta, no facebook) nas 24h seguintes, caso em que passará para o seguinte, e assim sucessivamente. Em princípio, o sorteio será realizado ainda no sábado. Divulgarei os cinco primeiros nomes na página, para estarem atentos às mensagens, e aqui na Lâmpada será divulgado o nome do vencedor.

Detalhe: o exemplar a sortear é o número 5.

Outro detalhe: aqueles que já compraram o livro terão o triplo das hipóteses de ganhar um segundo exemplar, embora seja na mesma preciso estarem ligados à página. Ou seja: o seu nome será acrescentado três vezes à lista. Depois, poderão fazer do livro o que quiserem: oferecê-lo, oferecer o exemplar original, vendê-lo, ficar com os dois, seja o que for.

Isto há que apaparicar a clientela, não é?

Vá, quem quiser o livro já sabe. E quem quiser ter hipóteses melhoradas de o ganhar, só tem de mo comprar entretanto. O que é uma ótima ideia: mesmo que não o ganhe, poderá na mesma desfrutar dele. Só vantagens.


sábado, 10 de agosto de 2013

Desafio Improvável à Urbe e à Orbe

Atenção, atenção, cidadãos e cidadãs, oriundos de Seca e Meca, do gigantone ao meia-leca! Tenho um desafio a propor-vos. Um desafio, notem bem, com prémio junto.

Então, como costuma dizer-se, é assim:

Desafio-vos a inspirar-se em qualquer dos contos que publiquei no Infinitamente Improvável e, com base nele, escreverem outro conto infinitamente improvável. Depois, cliquem no que lá irão encontrar e enviem-no, de preferência indicando que conto vos inspirou (embora suponha que isso deva ser quase sempre bastante óbvio). O(s) vosso(s) conto(s) estará(ão) sujeito(s) às regras gerais da publicação no ezine, motivo pelo qual se aconselha vivamente a consulta deste último link, e todos os que me parecerem publicáveis sê-lo-ão. O número de contos por autor depende apenas da criatividade de cada um. No fim do prazo, de entre os publicados ou ainda não publicados mas já selecionados para publicação será escolhido um, e apenas um, para receber o prémio. O critério de seleção será o mais simples possível: aquele de que eu gostar mais.

O prémio é segredo. Não vos direi qual é. Digo-vos apenas que é um objeto físico com valor monetário.

Os contos que vos podem servir de inspiração são os seguintes:
A estes contos, poderão, eventualmente, acrescentar-se outros, se publicar no II mais algum conto meu até ao fim do prazo. E por falar nisso, o fim do prazo é 30 de novembro próximo. Dá tempo mais que suficiente para fazer coisa enxuta.

Interessados? Então toca a escrever.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Segundo livro já tem dono

Ou melhor, já tem dona. Como podem ver nos comentários ao post abaixo, a primeira pessoa a responder corretamente às quatro perguntas foi a Ana C. Nunes. Parabéns para ela, e o livro será enviado assim que eu tenha tempo de ir ao correio sem apanhar uma molha pelo caminho. O mesmo se aplica ao Francisco. Depois aviso-vos por email.

E as respostas eram:

  1. O primeiro livro publicado por João Barreiros intitulou-se 2 Fábulas Tecnocráticas e foi editado, em edição de autor, em 1977. Ver aqui.
  2. Jorge Candeias estreou-se em 1998 com o conto Nos Confins, publicado no nº 1.02 do e-zine Eventos. Um par de meses mais tarde, o mesmo conto saiu na Webfiction, mas o Eventos saiu primeiro. Ver aqui.
  3. Sacha Ramos é, de facto, jornalista da RTP. Essa informação encontra-se em vários locais da internet, nomeadamente neste PDF, que contém a nota de imprensa sobre o lançamento da Imaginários.
  4. Luís Filipe Silva batizou as suas entidades virtuais da Galxmente como padrões, conforme pode ser confirmado, por exemplo, aqui.
Isto foi giro. Acho que vou fazer coisas destas mais vezes...

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Segundo Passatempo Imaginários


Este é para o pessoal que não escreve ou não conseguiu imaginar nada que o inspirasse para o primeiro passatempo. É um passatempo mais tradicional, e por isso mesmo mais rápido, presumo. São quatro perguntinhas, uma sobre cada um dos autores portugueses presentes na antologia, e todas as respostas podem ser encontradas na internet. As respostas deverão ser dadas aqui mesmo, nos comentários, e leva o livro para casa quem for mais rápido a responder corretamente às quatro perguntas. E corretamente significa uma resposta certa a todas as partes de que a pergunta se compõe, no caso de ser mais do que uma.

Prontos? Então cá vai:

  1. Qual o título do primeiro livro publicado por João Barreiros, e em que ano ele saiu?
  2. Em que publicação periódica se estreou Jorge Candeias e que título tinha o conto?
  3. O que faz profissionalmente Sacha Ramos?
  4. Que nome deu Luís Filipe Silva às entidades virtuais dos seus romances do ciclo da Galxmente?

E é isto. Há um Imaginários 2 à espera do primeiro a responder a estas perguntas. Boa sorte.

And the winner is...

Quando lancei o passatempo imaginários pensei cá com os meus botões que, se tivesse mesmo muita sorte, obteria uma ou duas histórias boas, tanto no que toca à criação dos ETs, como na história propriamente dita. Desde o princípio achei que era mais provável que me aparecessem histórias com fragilidades, ou num lado ou no outro, e por isso mesmo esclareci logo à partida que iria dar prioridade à qualidade na construção dos ETs.

O resultado foi mais ou menos o que eu esperava. A melhor história chegou-me do Brasil, o que a deixa apenas candidata ao tal e-book (logo vos digo alguma coisa sobre ele se e quando se concretizar). E entre as demais, houve uma que se destacou no uso do português, na qualidade na construção da história e na escolha de um bom final, embora não tivesse conseguido levar-me a acreditar no alienígena que apresenta, motivo que a levou a ser preterida. E houve a vencedora, aquela que leva o livro para casa.

É uma história com fragilidades, que denota claramente ter saído dos dedos dum escritor ainda imaturo, mas a verdade é que já li coisas bem piores publicadas em fanzines, revistas e até em livros. E foi, das histórias portuguesas, aquela em que se notou um maior cuidado na criação de uma espécie ET simultaneamente estranha e verosímil. Por isso, os meus parabéns ao Francisco Norega, e aqui a têm:

O Acordar dos Amot

"O meu avô dizia-me que vivemos nas costas de um grande animal" atirou o rapaz de cabelos e olhos negros para os outros dois, por nenhuma razão em especial. Estavam deitados numa pequena clareira, a descansar depois de uma tarde típica de trapalhadas.
Estava tudo calmo, o vento trazendo de tempos a tempos os ténues sons da povoação.
"Dizia que todas as aldeias estavam construídas por cima de uns bichos gigantescos em forma de montanha, que formavam um manada," continuou o rapaz "e que, de vez em quando, eles acordam e se movem."
Silêncio. O céu estava cinzento — como sempre — e, o ar, frio.
"Tenho fome" disse o outro rapaz, virando-se, depois, para o louro. "Vamos a tua casa?"
"Vamos."
Levantaram-se e puseram-se a caminho, em silêncio. Era sempre a descer até à aldeia, por isso não tardaram a lá chegar.
As ruas eram estreitas e as casas, de dois ou três andares, encavalitavam-se umas nas outras. No centro da aldeia havia um grande buraco. Não era um poço, não dava acesso a sítio nenhum (pelo menos que alguém soubesse), e nunca ninguém tinha atingido o seu fundo. Não se sabia a razão de aquilo existir, mas ninguém se questionara com isso — simplesmente sempre tinha existido, e não deixaria de existir tão cedo. Tampouco se sabia a função que tinham as grandes estruturas de madeira que formavam arcos por toda a povoação, encabeçadas por uma sólida e gigantesca trave de madeira que ligava as casas dos dois lados das ruas.
Mas estes não eram assuntos com que se preocupassem os habitantes daquela aldeia, nem os das outras aldeias da região, todas elas construídas à volta de um buraco semelhante e com as mesmas traves.
"Olá rapazes" disse a mãe do rapaz louro, sorridente — não sabia, com certeza, das trapalhadas que o seu filho e os amigos tinham andado a fazer. Ou talvez soubesse — mas se eles não o fizessem naquelas idades, quando seria? "Acabei de fazer uns bolos deliciosos, e vocês devem estar cheios de fome!"
Os três rapazes sorriram, tão genuinamente como só as crianças conseguem fazer. Apressaram-se a ir até à sala e sentaram-se à frente do forno, aquecendo-se com o calor das brasas ainda acesas, e recebendo com um agradecimento silencioso os bolos que a mãe lhes levou.
Comeram o seu lanche com uma felicidade silenciosa, mas verdadeira. Ficaram ali até começar a anoitecer e se retirarem para o calor das suas famílias.

Um pequeno tremor assolou a aldeia, já a pouca luz com que o sol a brindava se tinha extinguido. As chamas da lareira foram rapidamente apagadas por um homem, como que num gesto reflexo.
Um novo tremor, desta feita ligeiramente mais forte, voltou a sentir-se. Uma criança de cabelos castanhos olhava para os toros agora encharcados, dando por si a pensar nas palavras que o seu amigo, nessa mesma tarde, proferira, a pensar nos míticos seres nas costas dos quais supostamente havia sido construída aquela aldeia — e muitas outras.
O filho, o pai e a mãe abraçaram-se e deram as mãos, com um brilho sereno nos olhos. E assim entraram pela noite dentro, enfrentando os sucessivos estremecimentos da terra com esperança e calma.

Os estremecimentos tornaram-se cada vez mais frequentes e não demorou muito até se tornarem num único tremor contínuo e avassalador. As pessoas permaneceram dentro de casa, providas de uma calma aterradora — todas as lareiras haviam sido apagadas de uma forma quase mecânica, e todos as famílias se haviam reunido.
Graças às estruturas de madeira que antes poderiam parecer excessivas, os edifícios — ou grande parte deles — iam resistindo. As traves de madeira e as estruturas anexas evitavam que os edifícios desabassem uns contra os outros, e as reforçadas estruturas internas das casas impediam que estas ruíssem. A esperança, essa, também ajudava — ou pelo menos nisso todos acreditavam.
Nas ruas ainda intactas apareceu um louco, proclamando o acordar dos Amot e profetizando a morte de toda a gente. Amot, era esse o nome que o meu avô dava aos grandes animais nos quais tinham sido construídas as aldeias, relembrou-se, aterrado, o rapaz de cabelos pretos como a Morte. Porque estaria aquilo a acontecer, logo naquele dia, que tinha contado as histórias do avô aos seus amigos? Seria culpa dele?
Amot.
"Vamos todos morrer! Os Amot acordam esfomeados, sedentos de carne que lhes dê energias para a sua migração. As casas não tardarão a ruir e os que não morrerem debaixo do tecto que sempre os abrigou serão asfixiados pelos gases que sairão de dentro do Buraco! Vamos todos morrer!" A sua voz estridente e rouca enchia todas as casas da aldeia e ecoava na floresta que cobria a montanha.
Depois, silêncio, por momentos. Meu Deus, que fiz eu? O rapaz sentia-se culpado e rompeu o abraço que os pais lhe davam, correndo para a rua. Rompeu a força da esperança, a esperança à qual a aldeia parecia agarrar-se. Era difícil andar na rua, o chão fugia-lhe debaixo dos pés e ele caía constantemente — quando finalmente chegou perto do buraco, o rapaz estava completamente ensanguentado, lavado em lágrimas de culpa.
Mas do buraco saía um odor estranhamente agradável, sedutor. O rapaz aproximou-se, rastejando, e inspirou profundamente, sentindo os tremores de uma forma cada vez mais ténue, sentindo-se leve. Leve.
Dois gritos de desespero fizeram-se ouvir quando o rapaz se deixou cair para o grande buraco. O pai e a mãe do rapaz caíram no chão, num lamento angustiado, desprovido de esperança.
"Não há esperança! Vamos todos morrer!" repetiu o louco. Os seus gritos assemelhavam-se ao crocitar de um corvo. "Só há Salvação para quem chegar às Planícies puro! A Terra deixará de tremer e todos pensarão que tudo ficará bem, mas depois virá o Cheiro e todos morrerão!" profetizou ele.

Quando o céu começou a clarear os estremecimentos tornaram-se mais e mais fracos, como previsto pelo louco.
Numa casa, ouviu-se uma voz feminina, algo hesitante. “Se calhar ele tem razão.”
"É só um louco" respondeu um homem — mas nem ele estava seguro do que dizia.
"Pode ser que sim. Mas…" pausa, como que para ganhar coragem, "e se não for?"
Da rua, como que em resposta, o louco voltou a gritar. "Vamos todos morrer! Quem sentir o Cheiro não terá salvação!"
O homem pareceu mudar de ideias. "Vamos embora, antes que seja tarde de mais" disse, tentando pela primeira vez transmitir algo não completamente genuíno — um sentimento de confiança.
A mulher não hesitou, e correu a meter os bolos que tinha confeccionado no dia anterior numa trouxa. O homem pegou num ramo de uma qualquer erva com um cheiro muitíssimo intenso. "Vamos" disse a mulher, despenteando os cabelos louros do filho e pegando-lhe pela mão. Este resistiu, e afastou-se da mãe.
"Vou chamar os meus amigos", disse, decidido. E, perante o olhar repreensivo do pai, continuou, batendo o pé. "Não os vou deixar cá. Não vou, não vou, não vou!"
"Vamos todos morrer!" voltou a fazer-se ouvir o louco, qual corvo agoirento.
"Não é altura para fazer destas birras, filho!" disse o pai, enquanto se aproximava dele, agarrando-o o pegando-o ao colo. Depois, voltou-se para a mulher. "Leva esse ramo de erva-das-neves, proteger-nos-á na floresta."

Tão rápido quanto os tremores ocasionais lhes permitiam correr, afastaram-se da aldeia, descendo a montanha. Ao chegarem ao pé de um pequeno riacho, o pai pousou o filho no chão durante um momento e, então, ele desatou a correr, com uma energia que só as crianças com um sentimento de amizade tão puro conseguem ter. Em poucos segundos tornou-se inalcançável, mas a mãe começou a correr atrás dele, desesperadas, sofrendo a perda antecipadamente, mas rapidamente caiu e se deixou ficar no chão, estendida a soluçar.
"Nestes momentos é preciso frieza" disse o homem para si mesmo, enquanto observava o seu filho a desaparecer nos confins da floresta, mais rápido do que ele alguma vez conseguiria correr.
Aproximou-se da mulher e tomou-a nos braços. Esta continuava a soluçar, mas encontrava-se já quase inconsciente. Apressou-se a descer o resto da montanha, num passo determinado, e, chegado ao seu sopé, pousou o corpo adormecido da mulher na erva verde.
Avançou, entrando pela planície verdejante dentro. O ar gelado que sentira centenas de metros acima, na aldeia, fora-se transformado numa brisa quente à medida que ia descendo a montanha.
Parou, observando à sua volta. Da planície vasta, erguiam-se abruptamente várias montanhas, distantes umas das outras, mas numa disposição que quase fazia lembrar uma manada.
De repente, um ruído ensurdecedor encheu-lhe os ouvidos — todo o mundo parecia desabar naquele momento. Mas não, eram as montanhas! Elas… estavam-se a… mover!
"Deus me valha!" A base das montanhas separavam-se da planície e as grandes massas de rocha moviam-se agora, qual imponente manada em migração.
De repente, um pensamento assolou-lhe a mente, e ele virou-se assustado. A sua mulher, onde estava? Deixara-a ali, a umas parcas dezenas de metros de onde se encontrava, mas esse sítio não mais existia, era sim uma grande massa de terra e rocha desordenada, deixada pelo levantar da montanha.
"Deus me valha…" repetiu ele, desalentado. Agora sim, tinha perdido tudo. A calma deu lugar ao desespero e um laivo de loucura despontou-lhe nos olhos — assim como tinha acontecido ao velho louco que vagueara pela aldeia naquela noite várias dezenas de anos atrás. Agora, a sua sina seria avisar os próximos aldeões que viessem a habitar no topo dos Amot, assim como o louco fizera.

Nas montanhas, a terra que circundava os buracos começou a desabar, levando consigo todos os seres atraídos pelo sedutor gás para o interior do sistema digestivo dos Amot — eram eles que lhes iam alimentar a migração.
Isto acontecia sempre que se iniciava uma nova migração, fazendo os buracos ficar maiores ao longo dos tempos. E é o tamanho do buraco que nos diz a idade de cada Amot.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Passatempo Imaginários: prazos, confirmações e eventuais reenvios

Terminou há cerca de 50 minutos o prazo para entrega dos contos do Passatempo Imaginários. Para já há uma certeza: houve participações, e o livro será entregue a alguém.

A todos os participantes acabou de ser enviado um email acusando a receção do respetivo conto. Se não receberem esse email é porque o vosso conto não me chegou. Se estiverem nessa situação, têm até à meia-noite de hoje, segunda-feira, para voltarem a enviá-lo (o que também serve para retardatários, visto que não tenho maneira de distinguir uns dos outros). Desta vez, acusarei a receção assim que receba os contos, ou assim que me ponha online, de modo que se me enviarem um conto que teime em não chegar, contactem-me pelo twitter ou pelo facebook para podermos conversar e resolver o problema.

Portanto já sabem: ainda têm mais um dia para tentar ganhar um livro. Boa sorte.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Primeiro Passatempo Imaginários


Estão a ver isto que está aqui à esquerda? É a capa do segundo volume de Imaginários, aquele que contém o meu conto, além de mais três contos portugueses e cinco brasileiros. E tenho um exemplar para dar.

Como?, perguntam. E perguntam bem. Mas antes, falemos um pouco de alienígenas.

Toda a gente sabe que os alienígenas da FC, e em particular da FC audiovisual, são com grande frequência menos alienígenas do que muitos membros da nossa espécie, apesar dos bocados de borracha que trazem colados às testas ou às orelhas. Na FC literária as coisas são bastante melhores, e há aí bons exemplos de criação de ETs, mas mesmo assim, com frequência, o mesmo antropocentrismo algo pateta que se vê nos filmes surge nos contos e livros.

Ora, basta olhar para a fauna deste planeta, para organismos que vivem ou viveram aqui mesmo, para se compreender como esta forma de criar alienígenas é limitada.

De modo que o que eu quero que vocês façam é que criem uma espécie de ET, de preferência inteligente, e escrevam uma pequena história à volta dela. Espécies de ET biologicamente credíveis (nada de patetices new-age como "seres de energia" ou "cristais vivos", portanto) mas realmente alienígenas. Na nossa biologia há um vasto campo de inspiração, e podem criar ETs muito estranhos com base em animais e plantas bem reais da nossa biosfera, mas não se sintam limitados por ela se a vossa imaginação for suficientemente delirante.

A história que publiquei hoje aqui em baixo pode servir-vos de guia para o tipo de coisa que tem boas hipóteses de levar o seu autor a ganhar um livro. Com o meu conto autografado, se for essa a sua vontade.

A história vencedora será publicada aqui na Lâmpada. E, se houver histórias razoáveis em quantidade suficiente, pode-se mesmo pensar em fazer um pequeno e-book com elas, se os autores quiserem. Claro que bons ETs com boas histórias têm melhores hipóteses, mas se tiver de escolher entre bons ETs em más histórias e boas histórias com maus ETs, escolho a primeira opção.

As histórias devem ser enviadas para o endereço de email que pode ser encontrado ali na coluna do lado direito, onde diz "contacto". Não há limites de tamanho, nisso têm toda a liberdade. Como para escrever o Escultura-Homenagem o trabalho durou cerca de duas horas, incluindo escrita e revisão, a coisa pode ser bastante rápida e vou dar-vos um prazo curto. Digamos, duas semanas? Um pouco mais? Até terminar o domingo, 17 de Janeiro? OK, então o prazo é esse.

Só mais uma nota: este passatempo tem dois objetivos. Um deles é incentivar à criação e levar autores ou aspirantes a tal a pensar naquilo que um ET realmente alienígena poderia ser. Mas o principal é divulgar o livro onde é complicado adquiri-lo. O que isto significa é que, embora aceite de bom grado contos brasileiros, eles serão no máximo candidatos ao e-book, visto que é simples arranjar o Imaginários no Brasil (a própria editora fornece no seu site uma lista de locais de venda). O vencedor terá de ter um endereço português para onde eu possa enviar o livro.

E como escrever pode ser muito divertido, divirtam-se.