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domingo, 4 de dezembro de 2022

Leiturtugas #181

E eis que novembro termina e começa dezembro. E desta vez temos de dividir as Leiturtugas da semana em dois grupos: as que apareceram até dezembro e as que apareceram a partir de dia 1.

Até dezembro houve quatro, três das quais de participantes oficiais no projeto.

Começou com a Cristina Alves e a sua opinião sobre um romance de fantasia de Nuno Ferreira publicado no ano passado pela Divergência. Intitula-se Embaixada e não parece conter FC, o que leva as sinalefas da Cristina a 1c5s.

Seguiu com a Tita e uma opinião exclusivamente em vídeo sobre um romance de Valentina Silva Ferreira publicado no mês passado por uma editora que eu desconhecia: a Aurora. O romance intitula-se Vertigens e, ao contrário do do outro Ferreira ali em cima, contém FC. E isso significa que a Tita passa a 2c2s.

O último dos oficiais a publicar opiniões em novembro foi o Artur Coelho, com mais uma das suas opiniões curtas sobre BD, mais desenvolvidas noutro lado. A obra lida desta vez foi O Terror Negro, de Jayme Cortez e Fábio Moraes, uma edição deste ano da Polvo. BD, já se sabe, conta como "sem", o que leva o Artur a 3c20s.

Novembro encerra-se com um oficioso, a Adelaide Bernardo, que publicou uma opinião sobre um livro inspirado numa lenda tradicional algarvia, a das amendoeiras em flor. Não cheguei a perceber se a versão de Joana Estrela chega ou não a ter fantástico, mas sendo o material de base lendário parece-me provável que sim, pelo que resolvi incluir o livro aqui. Este intitula-se A Rainha do Norte e foi publicado em 2013 pela Planeta Tangerina. FC é que certamente não terá.

E é assim que a lista dos candidatos a receber em casa um exemplar de Ratazanas e Outros Acepipes fica constituída como consta da tabela que encerra este longo post. Uma curiosidade: este ano estamos todos atrasados. Até o Artur, dada a sua escassez de leituras com FC.

Mas isso é mais à frente. Para já, temos mais leiturtugas a divulgar. Nomeadamente aquelas que aconteceram já em dezembro.

Foram mais três. Uma oficial e duas oficiosas.

A oficial foi do Artur Coelho, mais uma vez uma daquelas opiniões breves sobre BD que ele desenvolve mais noutro lado. É um livro publicado este ano pel'A Seita, cujos autores são André Morgado e Rodolfo Oliveira. O título? O Infeliz Pacto de George Walden. E as sinalefas do Artur passam a 3c21s.

Quanto aos oficiosos, desta vez não há Saramago. Há uma opinião da Maria Manuel Magalhães sobre um livro de um humor surreal cheio de fantástico intitulado A Bienal da Tia Matilde. O autor é António Botto Quintans e o livro é uma edição deste ano da Guerra e Paz. Não parece é ter FC.

E há ainda, por fim, outra opinião exclusivamente em vídeo da Maria João Covas. O autor de que ela fala desta vez é Gonçalo M. Tavares e o livro é mais um livro fantástico publicado este ano, mas agora pela Bertrand. Intitula-se O Diabo. E também não parece haver aqui nenhuma FC.

E é tudo por esta semana, e não é pouco. Até à próxima!

Ah, sim, a tabela. Sigam este link aqui em baixo:

terça-feira, 29 de novembro de 2022

Leiturtugas #180

Um dia e picos de atraso, e cá estamos de volta com mais um post de divulgação das Leiturtugas. E este é feito sobretudo de participantes oficiais.

Ou melhor, de uma participante oficial, a Cristina Alves. Temos nada menos que quatro posts dela a divulgar, ainda que nem todos sejam desta semana. Dois são; os outros dois são de semanas anteriores, posts em que ela se esqueceu de colocar a etiquetazinha das Leiturtugas, o que me levou a supor que não pretendia incluí-los nestas listas. Mas entretanto soube que pretendia, portanto aqui vão eles:

São dois posts de outubro, ambos sobre banda desenhada. O primeiro debruça-se sobre Uluru, de Marco Fraga da Silva, Matthieu Pereira e Sofia Pereira, uma edição deste ano da Tentáculo.

Já o segundo é sobre O Pescador de Memórias, álbum de Miguel Peres e Majory Yokomizo publicado no ano passado pela Kingpin Books.

Além destas opiniões atrasadas, a Cristina também nos brindou esta semana com mais duas. A primeira teve por alvo Periferia, um romance de Catarina Costa que venceu o Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal. O extraordinário é que é um livro de FC, ainda que para não nos enchermos de esperança há que reconhecer que as distopias de base mais ou menos alegórica até têm conseguido rebentar com alguma frequência a quarentena imposta ao género, sem que isso tenha grandes implicações para o género como um todo. É outra edição deste ano, esta da Guerra e Paz.

A segunda opinião que a Cristina nos apresenta esta semana regressa à BD, mais propriamente a Bestiário da Isa. Publicada também este ano pel'A Seita, esta é uma obra de Joana Afonso. Tudo somado, é um livro de FC e 3 de BD, que contam como sem FC. E é assim que a Cristina, depois de um longo deserto, passa de repente a 1c4s.

E quanto a participantes oficiais estamos conversados. Mas também houve oficiosos.

O primeiro a aparecer, ou antes, a primeira, foi a Maria João, trazendo-nos a sua opinião sobre um romance distópico que já surgiu por aí há muito pouco tempo. Do Outro Lado, edição deste ano da Suma de Letras, foi escrito por Mafalda Santos e sim, tem FC.

Por fim, quem nos traz o inevitável José Saramago é a Daniela. Opina ela sobre Todos os Nomes, um romance publicado originalmente em 1997 pela Caminho mas aqui lido numa das edições recentes da Porto Editora, e que é uma das menos fantásticas obras de Saramago. Tem a atmosfera e um detalhe ou outro de realismo mágico, mas fica-se por aí. No entanto, tem a atmosfera e os detalhes, pelo que conta. Não tem é FC nenhuma.

E é tudo. Para a semana há mais. Até lá.

segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Leiturtugas #179

Olá, sejam bem-vindos a mais uma nota de divulgação das Leiturtugas. Esta é uma boa semana: temos uma Leiturtuga por cada dia da semana. E no fim temos um anúncio.

E também temos Leiturtugas por participantes oficiais e por participantes oficiosos. Começando pelos primeiros, como sempre...

... é mais uma vez o Artur Coelho a fazer as honras da casa, e logo com duas leituras. A primeira, mais uma das suas opiniões muito curtas sobre obras de BD que desenvolve mais noutro sítio, debruça-se sobre o nº 5 (e último) de Holy, uma obra de Rafael Marques e Katiurna. Edição deste ano da RK Comics, provavelmente um selo criado pelos próprios autores, esta BD leva o Artur a 3c18s.

A segunda muda completamente de género, saltando para o romance mainstream. O autor é Raul Brandão, o título é Húmus e o ano em que este livro foi dado ao público é 1917, embora a edição lida tenha sido a da Bookcover, de 2020. Sem nada de FC, este livro faz subir mais um pouco os números do Artur. Para 3c19s.

Mas desta vez as honras da casa não se ficaram pelo Artur, e um tal Jorge Candeias também apareceu por aí com uma opinião sua. Também sem FC, o livro lido foi O Fim Chega Numa Manhã de Nevoeiro, o autor é Renato Carreira e o livro foi publicado pela Saída de Emergência no já algo distante ano de 2011. As minhas leituras e os seus característicos atrasos. Seja como for, as sinalefas passam a 4c5s.

Quanto aos oficiosos, começaram pelo inevitável José Saramago, em ano de centenário. Quem no-lo trouxe foi a «Charneca em Flor», e o livro sobre o qual a opinião se debruça é Caim, um romance fantástico de 2009 lançado pela Caminho, edição essa que parece ter sido precisamente aquela que foi lida. Não há aqui qualquer FC.

Depois passaram à quase igualmente inevitável literatura infanto-juvenil, trazida pela mão da Anabela Risso. Trata-se de uma fabulazinha curiosa, e aparentemente boa, visto ter sido nomeada para um prémio, publicada em 2020 pela Tigre de Papel, e intitulada Inácia, a Galinha Sindicalista. Sim. A autoria é de duas mulheres: Dora Santos Rosa é responsável pelo texto e Felisbela Fonseca pelas ilustrações. Nada de FC, claro.

Quase a acabar a semana, a Raquel fala-nos de uma coletânea que se bem me lembro já apareceu por aí há algum tempo, até porque é uma edição de 2020 da Cultura: Alice do Lado Errado do Espelho. Trata-se de um conjunto de contos de Pedro Rodrigues que vão buscar algumas personagens de histórias fantásticas bem conhecidas para as modernizar. Mas não as leva para algo que tenha a ver com FC, pelo que por aí continuamos a seco.

Mas quem conclui mesmo a semana é o Paulo Nóbrega Serra com a sua opinião sobre um livro que tem elementos, ainda que um tanto ou quanto ténues, de realismo mágico. Tornado, romance de Teresa Noronha, é uma edição de 2021 de uma editora que eu desconhecia, a Exclamação. E terminamos a semana sem nenhuma FC, o que é sempre desagradável.

Mas não a terminamos sem um anúncio: vai haver um sorteio.

O livro a sortear é este que está aqui ao lado, a antologia Ratazanas e Outros Acepipes, que organizei e publiquei no mês passado, e já conhecem o processo. Mas eu repito: a lista de candidatos é composta por todas as publicações (i.e., os blogues e afins) que têm aparecido aqui nas Leiturtugas, às quais são atribuídos coeficientes com base na quantidade de opiniões publicadas sobre material relevante. O momento de cristalização desses coeficientes é o fim deste mês, e algures durante o mês de dezembro farei um sorteio no excel, e publicarei o respetivo vídeo. O resultado do sorteio é uma lista ordenada, e os autores dos blogues serão contactados um a um até que algum queira o livro. Eu também participarei no sorteio, porque sim, mas aviso desde já que vou recusar a oferta. O livro só será enviado já em 2023, porque estar a usar os correios na altura do natal, ou mesmo logo a seguir, é coisa que só se deve fazer se não houver maneira de o evitar. E neste caso há.

E é isso. Vamos em frente que o tempo não para. Até para a semana.

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Leiturtugas #178

Com um dia de atraso, que ontem quando me lembrei de que era dia de fazer isto já passava largamente da meia-noite e acabei por resolver deixar para hoje, eis o que apareceu por aí de Leiturtugas na semana passada.

E não foi grande coisa, embora tenha sido mais que nas semanas anteriores. Tivemos oficiais e oficiosas, mas em pequena quantidade.

Entre os oficiais, coube mais uma vez ao Artur Coelho fazer as honras do convento, com mais uma das suas opiniões sobre BD, que desenvolve melhor noutro sítio. Desta vez a obra lida foi A Polaroid em Branco, uma criação de Mário Freitas com recurso ao sistema de inteligência artificial Midjourney. Edição deste ano da Kingpin Books e, claro, sendo BD conta como "sem FC", pelo que o Artur passa a 3c17s. Se tivesse lido mais FC, já tinha cumprido os mínimos há meses.

Quanto a oficiosos, esta semana houve três.

Começou pela «Kou Seiya Girl» (ela assina assim, apesar de ter o nome verdadeiro no blogue, portanto assim fica), que leu e comentou um livro fantástico de Gonçalo M. Tavares sobre o diabo. De resto, é mesmo assim que se intitula, O Diabo, e é uma edição deste ano da Bertrand. Não parece ter nenhuma FC.

A mesma «Kou Seiya Girl» comentou também um outro livro esta semana, este de Mafalda Santos. Intitulado Do Outro Lado, parece tratar-se de uma distopia, logo ter pelo menos alguns elementos de FC, e foi publicado também este ano pela Suma de Letras.

Quem pôs o laçarote na semana, no entanto, foi a Raquel, que leu e comentou um livro que já apareceu por aqui algumas vezes, nomeadamente a fantasia de M. G. Ferrey intitulada Inspira. É outra edição da Suma de Letras, mas esta data do ano passado.

E por esta semana é só isto. Agora tratem de ler e comentar coisas para termos material para acompanhar uma novidade que vou dar na semana que vem. Até lá.

domingo, 6 de novembro de 2022

Leiturtugas #177

Mais uma semana que se despacha num ápice, aqui no reino das Leiturtugas. O que só é bom para a minha preguiça, mais nada.

É uma semana em que só temos uma opinião a mencionar. Mais: em que essa opinião não é sobre um livro de FC, fantasia ou fantástico, mas sim um livro técnico cuja relevância consiste no potencial que contém para emprestar ideias a escritores de FC. Chegou-nos pela mão do Nuno Coelho e debruça-se sobre Inteligência Artificial, um livro de Arlindo Oliveira publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos em 2019. Não vou contá-lo como "com FC" pelo mesmo motivo por que não conto a BD como "com FC", mas é adjacente.

E por esta semana é só isto. Esperemos que a próxima seja melhorzinha. Até lá.

segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Leiturtugas #176

Já pensava que esta semana não ia haver Leiturtugas. Mas eis que chegou domingo e a Inês Gomes publicou uma opinião sobre o Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago. E é uma opinião acompanhada por um podcast sobre o livro e sobre o próprio autor, com a própria Inês e duas outras leitoras. Não sei qual das edições elas leram, claro, embora provavelmente tenham sido edições diferentes, mas sei que o romance foi lançado originalmente pela Caminho, em 1995, e que é um romance tão próximo da FC que até há uns malucos (tipo eu) que dizem que é um livro de FC.

Mas pronto, com Saramago se fez a semana. Venha a próxima, desejavelmente com mais leituras do que esta teve.

domingo, 23 de outubro de 2022

Leiturtugas #175

E eis-nos de regresso ao dia certo para vos falar de mais Leiturtugas, agora que o motivo dos atrasos está basicamente arrumado e prestes a vir à luz do dia, e desta vez até há uma quantidade razoável delas.

Incluindo um dos nossos participantes oficiais, o Artur Coelho, que esta semana nos brindou não com uma mas com duas opiniões.

A primeira é uma daquelas opiniões sobre BD que ele resume no seu blogue e desenvolve mais noutro lado. A obra lida desta vez foi Uluru, álbum de Marco Fraga Silva, Mathieu Pereira e Sofia Silva, publicado este ano pela Tentáculo. É uma BD de ficção científica mas, sendo BD, conta como se não fosse, pelo que o Artur passa provisoriamente a 3c15s.

A segunda, publicada dias depois, é bastante diferente. Debruça-se sobre O Quarto Perdido do MOTELx, uma compilação de ensaios sobre os filmes portugueses exibidos no festival MOTELx, organizada por João Monteiro e Filipa Rosário e publicada também este ano pela CTLX. E o Artur conclui a semana com 3c16s.

Mas como nem só de participantes oficiais se fez a semana, passemos aos oficiosos.

Entre estes, a primeira a agraciar-nos com as suas opiniões sobre FC&F portuguesa foi a Maria Pinto, também em dose dupla. Quem tem seguido estas publicações, sabe que ela tem andado a ler os livros de José Saramago, e é isso mesmo que nos traz agora, falando-nos sobre dois romances de ou com FC. Um deles, a obra saramaguiana mais próxima da ficção científica, é o Ensaio Sobre a Cegueira, publicado originalmente pela Caminho em 1995. O outro é a sua (semi-)sequela, Ensaio Sobre a Lucidez, também publicado originalmente pela Caminho, mas em 2004. A Maria Pinto parece ter lido ambos os livros nas edições recentes da Porto Editora.

Depois apareceu uma publicação da Isabel Daires, contendo a sua opinião sobre algo invulgar nestas listas: um livro de poesia. Também publicado este ano, não é difícil supor que um livro com um título como Limbo, Inferno e Paraíso tem qualquer coisa a ver com esse aspeto da mitologia judaico-cristã, e lendo-se a opinião da Isabel conclui-se que a suposição é inteiramente correta. O autor é Nuno Dempster e o livro foi publicado pela Companhia das Ilhas. FC? Não há.

A opinião seguinte taz-nos mais fantasia e chega-nos pela mão da Daniela. Também publicado este ano, mas pela Suma de Letras, Shore Desvendado é um livro de autoria de M. G. Ferrey que já apareceu por aqui e que não parece incluir nada relacionado com FC.

Por fim, quem encerrou a semana foi o Nelson Zagalo, que opina desta sobre Cadernos da Água, de João Reis, mais um livro que já cá tivemos e mais um livro publicado este ano. Ao contrário das outras edições recentes, no entanto, este romance vai juntar-se aos dois do Saramago no grupo dos livros com FC e é único nesta nota por ter sido publicado pela Quetzal. O Nelson estreia-se aqui da melhor forma.

E por esta semana é tudo, e não se pode dizer que seja pouco. Até à próxima.

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Leiturtugas #174

Muito obrigado, amigos das Leiturtugas, por me terem facilitado tanto a vida, permitindo-me anular o atraso quase por completo. Isto quando só há uma única opinião a divulgar torna-se muito mais fácil.

E é uma oficial e tudo. Chegou pela mão do Artur Coelho, que continua a colmatar lacunas nas suas leituras da FC&F portuguesa, tendo-se dedicado desta vez a opinar sobre José Gomes Ferreira. A obra? As Aventuras de João Sem Medo, uma (deliciosa) coleção de histórias fantásticas que viram a luz do dia originalmente nas páginas de um jornal nos idos de 1933 e foram retrabalhadas em romance para serem publicadas trinta anos depois, embora o Artur tenha lido a edição de bolso da Leya de 2009. Não tem é FC, este livro, pelo que as sinalefas arturianas passam a 3c14s.

E foi só isto. Pode ser que para a semana regressemos ao domingo habitual. Voltem cá para ver se sim ou sopas.

sábado, 15 de outubro de 2022

Leiturtugas #173

Ah! Ainda estão aí? Sim, isto esta semana deu quase a volta para a outra, o que quer dizer que a temporada de atrasos nas Leiturtugas prossegue. Mas já deve estar para breve o seu fim. Mais uma semana ou duas, talvez, e voltamos à programação normal. Entretanto...

Entretanto vamos falar da semana. Não desta que acaba amanhã, domingo, mas da outra anterior.

Não foi particularmente produtiva, mas trouxe-nos algo que já há algum tempo não havia: um participante oficial com opinião nova. Falo de mim, claro, Jorge Candeias, o próprio, e da opinião que publiquei sobre a pequena antologia O Sabre e o Corvo. Data de 2014, esta publicação do Fantasy & Co., e não tem qualquer sinal de FC, pelo que as minhas sinalefas passam a 4c4s.

Além da oficial, tivemos apenas duas opiniões oficiosas.

A primeira chegou-nos pela mão da Tim, que assim se estreia aqui. Uma opinião em texto e em vídeo sobre um romance intitulado A Profeta que já por cá apareceu há relativamente pouco tempo. Edição deste ano da Suma de Letras, este livro de Maria Francisca Gama, que me tinha deixado um tanto ou quanto na dúvida com a primeira opinião que sobre ele li, é decididamente fantástico. Mas não tem nada de FC.

A segunda e última é a opinião do Ricardo Trindade sobre outro livro que também já por cá apareceu: o segundo volume da série Prisioneira do Tempo, de Patrícia Madeira. Intitulado Atlântico, este romance também é uma edição deste ano, mas da Cultura, e tem FC, mesmo que pouca.

E pronto, é isto. Provavelmente não conseguirei cá pôr as leiturtugas da semana no dia certo, amanhã, mas não deverá demorar muito, até porque a próxima semana parece vir a ser ainda mais rarefeita que a última. Até lá.

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Leiturtugas #172

A época dos atrasos continua, umas vezes maiores, outras vezes menores. Mas como as Leiturtugas também continuam, com atrasos ou sem eles estes posts aqui vão aparecendo.

Esta semana (e já sabem que a semana a que me refiro terminou no domingo, certamente) não foi nada movimentada. No campo dos participantes oficiais voltámos a marcar um redondinho zero, e no dos oficiosos ficámo-nos pelos dois. A menos que me tenha escapado alguma coisa.

João Reis foi mais uma vez um dos autores contemplados com uma leitura e opinião, esta por intermédio da Daniela. E sim, foi de novo o romance publicado este ano pela Quetzal, Cadernos da Água. Tem sido a única leitura com FC que tem aparecido nos últimos tempos.

Já a Anabela Risso leu e comentou um livro de literatura infanto-juvenil que, como tantas vezes acontece, traz consigo fantasia. Esta um tanto ou quanto metaliterária. O título é Daqui Ninguém Passa!, a autora chama-se Isabel Minhós Martins e o livro foi publicado em 2015 pela Planeta Tangerina, depois de uma primeira edição datada, se não me engano, de 2014. Aqui não há FCs.

E pronto, estamos conversados. Afinal foi rápido.

Até para a semana.

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Leiturtugas #171

Ainda atrasado, mas menos, eis o post onde se divulgam as Leiturtugas da semana que terminou no último domingo.

E voltámos a ter a coisa bastante deserta no que toca aos participantes oficiais. Nem uma opiniãozinha para amostra.

Já os oficiosos não param, apesar das oscilações. Esta semana começámos com o Paulo Nóbrega Serra e uma opinião sobre um livro infanto-juvenil de José Saramago. Publicado pela Porto Editora já este ano, julgo que pela primeira vez de forma autónoma, Uma Luz Inesperada é um texto extraído de A Bagagem do Viajante e, ajuizando pela opinião do Paulo, parece conter algum fantástico. E nenhuma FC.

Por seu turno, o Carlos Faria opinou sobre A Dança dos Ossos, a antologia de conto gótico luso-brasileiro organizada por Ricardo Lourenço e publicada pela E-Primatur em 2020. Também aqui julgo não haver FC.

Por fim, a Daniela encerrou a semana com uma opinião sobre um livro que já cá tinha aparecido na semana anterior: o romance distópico de João Reis publicado este ano pela Quetzal, Cadernos da Água. É o único sítio onde se encontra FC esta semana.

Esperemos que a próxima nos traga mais. Logo saberemos.

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Leiturtugas #170

Ora viva! Sim, sim, eu sei, venho atrasado. Coisas que acontecem, como de resto bem sabe quem costuma acompanhar aqui as Leiturtugas. Coisas.

E quem costuma acompanhar aqui as Leiturtugas já sabe: quando há atrasos ponho-me em dia semana a semana, pelo que esta listinha se refere apenas ao que apareceu por aí até domingo último. Até dia 18. Vamos a isso?

Vamos a isso.

Leiturtugas oficiais? Não temos. E por aí estamos conversados.

Leiturtugas oficiosas? Ah, aí temos. E várias.

Começou pela «Charneca», que nos trouxe a sua opinião sobre Cadernos da Água, um livro de João Reis que a Quetzal publicou já este ano. Trata-se de um romance em ambiente distópico, pelo que contém FC. Alguma.

Continuou com o Tiago, que opinou esta semana sobre o romance de fantasia de M. G. Ferrey, o primeiro volume da série Aquorea, Inspira. Este livro, publicado pela Suma de Letras no ano passado, parece tratar-se de fantasia bastante "pura", sem nenhuma contaminação de FC.

Foi também sobre M. G. Ferrey que opinou a Tânia Oliveira, mas não sobre o mesmo livro. Continua é na mesma série, com o segundo volume, intitulado Shore Desvendado. Também publicado pela Suma de Letras, mas este ano, continua a parecer ser só fantasia.

E também a Andreia Ferreira andou pelo reino da fantasia, mas o livro e a autora sobre os quais ela opinou são outros. A autora é Sandra Carvalho e o livro intitula-se Lágrimas do Sol e da Lua, o terceiro volume da série das Pedras Mágicas. E já tem uns aninhos: foi publicado pela Presença em 2006. O que não tem é FC. Nenhuma.

Por fim, a Almerinda trouxe-nos a sua opinião sobre o livro que lançou definitivamente José Saramago. Sabem qual foi, certamente. Isso mesmo, Memorial do Convento, o romance de realismo mágico que a Almerinda parece ter lido mesmo na edição original, da Caminho, de 1982. Ainda antes das capas amarelas. Também aqui há fantástico com fartura mas nenhuma FC.

E por esta semana é tudo. Siga para a próxima, daqui a poucos dias.

domingo, 11 de setembro de 2022

Leiturtugas #169

Se dependesse de nós, os participantes oficiais nisto das Leiturtugas, esta semana teria ficado em branco. Mas felizmente não depende.

Ah, sim, pois. Olá e bem-vindos.

Pois, esta semana só deu oficiosos. Começou pela Carla Sofia Eiras, que publicou uma opinião sobre um livro do Afonso Cruz. O título? Vamos Comprar um Poeta. É um romance de ambiente distópico que Cruz publicou em 2016 na Caminho. E sim, não sendo de FC, tem FC.

Seguiu-se o «Calhariz» e a sua muito breve opinião sobre Nepenthos, de D. D. Maio. Trata-se de um romance de fantasia que a autora autoeditou em 2020. E não, aqui não existe FC.

Como curiosidade, ambas estas opiniões foram publicadas em blogue alheio.

Mas nem todas as opiniões da semana saíram em blogue alheio. Também tivemos a «Toupeira» a opinar sobre um livro de José Saramago, mais um Saramago. Qual? Aquele que chega mesmo, mesmo a roçar na história alternativa. Já sabem qual é, certo? História do Cerco de Lisboa, publicado originalmente em 1989, também na Caminho. Ignoro em que edição a «Toupeira» o leu. E sim, tem alguma FC, uma vez que eu tendo a incluir a HA na FC.

E foi isto o que a semana rendeu. Não foi muito, mas já houve semanas piores. Como será a próxima? Só depende de vocês.

E de mim também, sim, eu sei.

Até domingo.

domingo, 4 de setembro de 2022

Leiturtugas #168

Semaninha escassa, esta. Mas mesmo nas semaninhas escassas temos leiturtugas a divulgar. Só não as temos se a semana for parada de todo, o que também acontece, ainda que raramente.

Esta foi escassa, não parada, mas tê-lo-ia sido se não fosse a atividade do Ricardo Trindade. Foi ele o único a publicar alguma coisa relevante, começando pela sua opinião sobre Recife, o primeiro volume da série Prisioneira do Tempo de Patrícia Madeira. Publicado no ano passado pela Cultura, costumo incluir este livro no grupo dos que têm (alguma) FC, e é o que vou fazer também agora.

Mas não se resumiu a isso a atividade do Ricardo esta semana. Publicou também a sua opinião sobre um romance de Maria Francisca Gama que me parece incluir pelo menos uma certa atmosfera de realismo mágico e/ou horror, mesmo que o seu foco principal seja outro. Posso ter compreendido mal, mas ajuizando pelo texto do Ricardo pareceu-me que há qualquer coisa de fantástico naquele enredo, pelo que vou incluí-lo aqui. A Profeta é edição deste ano da Suma de Letras.

E quanto a esta semana estamos conversados. Daqui a sete dias deveremos ter mais assunto sobre que conversar. Até lá.

domingo, 28 de agosto de 2022

Leiturtugas #167

Os domingos fazem-nos velhos. Parece que foi só há uma semana que houve um, e aqui está já outro. E com ele, chega também mais uma lista de Leiturtugas.

E desta vez temos uma por dia, rigorosamente (embora não tenham sido publicadas uma por dia... é coisa da estatística). Ou seja, sete. Com participação da malta oficial e da malta oficiosa.

Entre a malta oficial, o primeiro a aparecer foi o Artur Coelho, trazendo a sua opinião sobre uma antologia editada por Inês Montenegro. Como o título indica, Rua Bruxedo é sobretudo um livro de horror, mas parece ter também toques de FC e outras coisas, e saiu já este ano pela Imaginauta. Toques de FC põem o livro na coluna dos "com", e o Artur passa a 3c13s.

O segundo e o último fui eu, que deixo aqui o nome, Jorge Candeias, para que o negrito ajude a encontrá-lo quando for preciso. A opinião que deixei foi, claro, sobre Os Cadáveres, o conto de FC de Pedro Cipriano publicado pela Fantasy & Co. em 2015. Passam as sinalefas a 4c3s.

Quanto à malta oficiosa, a primeira a aparecer foi a Silvana. Ela opinou sobre Aquorea, de M. G. Ferrey, romance de fantasia que foi publicado no ano passado pela Nuvem de Tinta. Fantasia-fantasia, não fantasia científica, ou seja sem FC.

Depois veio a Maria João Covas com mais uma das suas opiniões em vídeo. O livro intitula-se Se Me Amas não te Demores, o autor é Raul Minh'Alma, e parece tratar-se de um exemplar de realismo mágico com história romântica à mistura. É uma edição da Manuscrito, também do ano passado. E também não tem FC.

Em seguida houve dose dupla da «Ladyxzeus». O primeiro livro que ela nos trouxe é algo marginal nestas contas, contando sobretudo como eventual inspiração para eventuais autores. Intitula-se Mitologia Popular Portuguesa e é uma recolha feita por Alexandre Parafita da mitologia proveniente das nossas histórias tradicionais. Editado pela Zéfiro também no ano passado, neste livro também não há FC.

Já no segundo livro que ela nos trouxe há FC com fartura. Expansão é uma antologia publicada pela Imaginauta em 2017, com histórias pertencentes ao universo partilhado do Comandante Serralves.

Por fim, a Katrina encerra a semana com a sua opinião sobre o primeiro livro de Patrícia Morais, reeditado este ano em edição da autora, uma fantasia urbana intitulada Sombras. Também aqui não existe FC.

E é só e é tudo. Para a semana haverá mais. Provavelmente. Até lá.

domingo, 21 de agosto de 2022

Leiturtugas #166

Domingo, dia de Leiturtugas. Parece que também é dia de outras coisas, mas por aqui é só mesmo dia de leiturtugas.

E até as temos, embora escassas. A maioria dos oficiosos parece ter feito uma pausazinha, só não desaparecendo porque dois furaram a "greve".

E um dos oficiais também apareceu esta semana com uma opinião nova. Falo da Tita, que comentou em vídeo um álbum de BD de Jorge Miguel, uma edição deste ano da Arte de Autor e A Seita, intitulada O Fado Ilustrado. É reedição de um álbum publicado pela primeira vez em 2011 e, sendo BD, conta como "sem", pelo que a Tita passa a 1c2s.

Quanto aos oficiosos, a primeira a aparecer foi a Carla e a opinião que ela trouxe é sobre um livro infantojuvenil. Publicado pela Gailivro em 2009, A Porta é um conto (talvez noveleta, se as ilustrações não forem muito abundantes e/ou o tipo do texto for pequeno o suficiente) de José Fanha repleto de fantasia. Não tem é FC nenhuma, aparentemente.

Por fim, a semana fechou com a Rita Costa, que nos apresenta a sua opinião sobre a mais recente edição de Hugo Gonçalves, a reedição de O Coração dos Homens publicada este ano pela Companhia das Letras. E este tem FC.

domingo, 14 de agosto de 2022

Leiturtugas #165

O quê? Já é domingo? Era capaz de jurar que ainda ontem foi sábado!

Bem, ser domingo quer dizer que é dia de Leiturtugas, portanto vamos lá, muito embora esta semana não tenha havido nenhuma.

Nenhuma das oficiais, entenda-se. Porque temos das oficiosas em boa quantidade.

Começou em mais uma incursão ao instagram e a mais uma opinião sobre Vanda, o último de D. D. Maio. Quem opina é desta feita alguém chamado Mário Silva e o livro foi autopublicado este ano na Bubok. Não tem FC.

Em vídeo tivemos a opinião da Maria João Covas sobre O Coração dos Homens. O autor, Hugo Gonçalves, já tinha aparecido nestes posts mas com outro livro, uma vez que este, uma distopia, foi publicado originalmente em 2006, bastante antes das Leiturtugas arrancarem. Mas agora (i.e., já este ano) foi reeditado pela Companhia das Letras, e foi essa a edição lida. É um livro com FC. Alguma.

A obrigatória leitura de literatura infantil coube ao Pedro Miguel Silva com uma fábula de Ana Pessoa e Madalena Matoso. Com o título de Está a Chover, é uma edição deste ano da Planeta Tangerina e não tem FC.

Por seu lado, a «Despenteada» leu e comentou Atlântico, o segundo volume da série Prisioneira do Tempo, de Patrícia Madeira. Edição deste ano, da Cultura. Há uns pozinhos de FC, portanto conta como tendo.

Seguindo agora para as também obrigatórias (este ano) opiniões sobre José Saramago, temos duas num artigo só. Quem opina é a Maria Pinto e os livros lidos são os dois romances mais religiosos do nosso Nobel, com bastante fantástico mas sem nenhuma FC: O Evangelho Segundo Jesus Cristo e Caim. O primeiro foi publicado originalmente em 1991 e o segundo em 2009, ambos pela Caminho, mas as edições lidas pela Maria Pinto são as recentes da Porto Editora.

Por fim, a Andreia Ferreira leu e comentou mais um livro de fantasia: Aquorea, de M. G. Ferrey, edição do ano passado da Nuvem de Tinta. Nada de FC, claro.

Sete dias, sete livros em seis posts. Não está mal. Venham os próximos sete.

domingo, 7 de agosto de 2022

Leiturtugas #164

Já é domingo? Então está na hora de mais um destes posts sobre as Leiturtugas que foi havendo na semana que acaba hoje. E temos um número bastante razoável, sobretudo vindas dos participantes oficiosos neste projeto.

Mas também há um oficial, o Artur Coelho. O Artur continua o seu mergulho nos clássicos, e vem-nos desta vez falar sobre Branquinho da Fonseca. Publicada pela Europa-América em 1971 (ou antes; há várias publicações anteriores com esse título, mas não é claro se o conteúdo é idêntico ou diferente), O Barão é uma coletânea que inclui a novela homónima e outras duas histórias, com fantástico mas sem FC. E as sinalefas do Artur passam a 2c13s. Anda a ler muito mais não FC do que FC, ele.

Quanto aos oficiosos, tivemos direito a quase um post por dia.

Começou pelo Carlos Faria, que opinou sobre o romance que Afonso Cruz publicou em 2013 pela Companhia das Letras: Para Onde Vão os Guarda-Chuvas. Também aqui há fantástico mas não FC.

Depois, tivemos a «Toupeira», que desta vez leu um livro infantil. Era Uma Vez Um Coelho Francês é uma pequena fábula que Carlos Pinhão publicou em 1981 pelos Livros Horizonte e também aqui não existe FC.

De seguida, num dos raríssimos saltos ao instagram, encontrámos a Rita, que comentou o mais recente livro de D. D. Maio, um romance de fantasia intitulado Vanda e autopublicado este ano via Bubok. A Rita já tinha aparecido com um outro comentário a este livro, noutro sítio, mas este é mais desenvolvido. Nada de FC, uma vez mais.

Depois chegou a Ana Rute Primo trazendo a sua opinião sobre o romance de Hugo Gonçalves intitulado Deus Pátria Família. Uma edição do ano passado da Companhia das Letras, este livro é história alternativa (ou pelo menos tem elementos de), o que por aqui conta como FC.

Na leitura que é para mim a mais interessante da semana, a Cris Rodrigues fala-nos de um livro de Jacinto Lucas Pires que parece entrar pela distopia dentro, ainda que talvez não inteiramente. Oração a que Faltam Joelhos é um romance publicado este ano pela Porto Editora e distopia é FC. E vão dois.

Por fim, é o Paulo Nóbrega Serra que encerra a semana com a sua opinião sobre outro romance publicado este ano. As Pessoas Invisíveis, livro de José Carlos Barros, saiu pela Leya e também não tem FC.

E é só, e não está mal. Haverá mais para a semana? É provável. Basta virem cá verificar e saberão.

domingo, 31 de julho de 2022

Leiturtugas #163

É domingo, e por isso cá estamos de novo com mais Leiturtugas para vocês. E hoje a lista é interessante, com presença de oficiais e oficiosos.

Entre os primeiros temos duas opiniões. A primeira chegou via Artur Coelho, que comentou um livro infantil já antigo, onde parece existir algum do maravilhoso mais ou menos típico da literatura dedicada a essa faixa etária. Escrito por Maria Cecília Correia e ilustrado por Maria Keil, o livro é uma coletânea intitulada Histórias da Minha Rua e foi publicado pela A Bela e o Monstro em 2016, reproduzindo a edição original de 1953. Não parece é haver nenhuma FC, portanto o Artur passa a 2c12s.

A segunda veio pela mão do Jorge Candeias (ó pra mim aqui!), que comentou o nº 1 da Lusitânia, um semiprozine editado pelo Carlos Silva em 2012. Aqui existe FC, pelo que as minhas sinalefas passam a 3c3s.

Quanto a oficiosos, temos o dobro das opiniões.

A primeira a chegar foi a da «Charneca em Flor» sobre o romance O Homem Duplicado, de José Saramago. Pela imagem que acompanha o comentário, a «Charneca» leu o livro numa das edições da Caminho, talvez mesmo a original, de 2002. Este romance tem alguma relação com a FC, pelo que vou metê-lo na coluna do «com».

Depois foi o Pedro Miguel Silva a opinar sobre um livro de contos um tanto ou quanto sui generis. De autoria de Luís Afonso, o cartunista, o livro intitula-se A Morte de A a Z e é uma edição já deste ano da Abysmo. Parece conter fantasia com fartura (e humor também), mas nenhuma FC, o que é sempre pena.

De seguida, chegou-nos a brevíssima opinião de uma tal Rita sobre o mais recente livro de D. D. Maio, autoeditado também este ano via Bubok. O título é Vanda e trata-se de um romance de fantasia, sem nenhuma FC.

E se foi José Saramago a abrir a semana no que toca a oficiosos, também foi ele a encerrá-la. Mas o livro alvo da opinião é outro e quem opina também. O livro é agora As Intermitências da Morte, romance de 2005, então publicado na Caminho, que a Diana, a opinadora, leu agora numa das recentes edições da Porto Editora. E ao contrário do livro lido pela «Charneca», este nada tem a ver com FC.

E pronto, está feito. Veremos o que a próxima semana nos trará.

domingo, 24 de julho de 2022

Leiturtugas #162

Cá estamos outra vez a revelar quais das obras literárias portuguesas ligadas de alguma forma às literaturas do imaginário mereceram esta semana leitura e comentário. Viram? Rima. E se rima é verdade.

Sim, sim, são só as Leiturtugas da semana.

E a colheita foi escassa. Só encontrarão aqui dois links, um para um participante oficial, outro para um oficioso.

O oficial é mais uma vez o Artur Coelho, que nos traz mais uma das suas breves opiniões sobre BD, que como sempre vem mais desenvolvida noutras paragens. Desta vez foi lido o nº 4 da série Holy, de Rafael Marques e Katiurna, uma edição deste ano da RK Comics. É BD, portanto é "sem", e o Artur passa a 2c11s.

Já o oficioso, ou melhor, a oficiosa, é a «Kou Seya Girl», uma estreante nestas andanças, que leu e comentou um romance de Olavo Moreira que parece conter alguns elementos de fantástico. Intitula-se Se o Abismo Existe, e foi uma edição de 2015 da Chiado. Nada de FC, aparentemente.

E foi isto. A próxima semana talvez nos traga mais coisas. Se querem saber se trouxe, já sabem: deem cá um salto.