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quinta-feira, 8 de dezembro de 2005

Lido

Mais uma das minhas leituras intercalares foi o número 5 do fanzine Dragão Quântico, o mais antigo dos fanzines portugueses ligados à ficção científica e ao fantástico (Rogério Ribeiro, 48 p., 2005). Com ficção de Nuno Fonseca, Alberto Figueiredo, João Ventura, João Madeira, João Henrique Silva e João M. S. Silva (deve ser o número dos Joões), não-ficção de Rogério Ribeiro e João Ventura e uma entrevista a Sara e Teresa Costa, é um número cheio de sumo.

Mas...

Mas à excepção de alguns dos contos mais curtos, à excepção da entrevista com as irmãs Costa, cujo site sobre ciação de mundos é interessante se bem que, como elas mesmas admitem, fica (ainda) bastante aquém de algumas coisas que há em inglês e se bem que tenha o enormíssimo defeito de estar optimizado para Internet Explorer e não funcionar a contento com outros browsers (coisa que partilha, aliás, com gente que teria a obrigação de fazer muitíssimo melhor, como a Simetria). Mas divago. Pois à excepção desta ficção, de algumas crónicas e críticas, desta entrevista e, principalmente, de um artigo do João Ventura que, no entanto, eu já conhecia de outros carnavais, o conteúdo deste número pareceu-me muito fraco, muito aquém de outros números do mesmo fanzine. Especialmente no que diz respeito à ficção, e especialmente na ficção mais longa.

Mesmo assim, vale a pena dar uma vista de olhos. As coisas interessantes talvez compensem as que não o são, e, de resto, só lendo a primeira parte de Zuron será possível saber se vale ou não a pena ler a segunda, que deverá sair no número 6.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

Lido

Mais uma das minhas leituras intercalares foi o primeiro número do fanzine Phantastes (Telmo Pinto e Tiago Gama, 12 p., 2005), um fanzine de ficção científica e fantástico editado no norte pelo Telmo e pelo Tiago e com presença na internet através do seu próprio blog. A exiguidade das 12 páginas abre, mesmo assim, espaço a ficção por Telmo Marçal, Tiago Gama, Telmo Pinto, João Ventura e Gediminas Kalikauskas e não-ficção por Manuel Freire e Tiago Gama, mas a verdade é que são capazes de ser demasiados autores para tão pouco espaço: os contos são tão curtos que acabam, a maior parte deles, por saber a pouco. Como consequência, há no fanzine um certo sabor a número zero, um número experimental, destinado principalmente a testar águas.

Mesmo assim, esta pequena publicação ficará na história por, julgo, publicar pela primeira vez um autor lituano de FC&F na nossa língua, com o conto que me pareceu o mais bem conseguido de todos, sobre um homem que não tem pés e flutua sobre os tornozelos (ou talvez não).

Parece-me que com experiência e divulgação o Phantastes poderá melhorar bastante no futuro e tornar-se numa publicação a ter em conta.

domingo, 4 de dezembro de 2005

Lido

Outro dos livros lidos nos entretantos é o Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica 2004 (Edições Hiperespaço, 164 p., 2005), de César Silva e Marcello Simão Branco, livro em que eu participo com uma crítica, um artigo pequeno (e muito amputado devido a uma opção dos editores de colar parte do que tinha escrito para ele numa apreciação genérica sobre a literatura fantástica publicada em Portugal) e a recolha de dados sobre a edição de fantástico cá no burgo.

A minha parte ficou prejudicada por alguma falta de informação sobre que tipo de dados e que tipo de apresentação se pretendia para o livro. Houve alguns dados que eu não recolhi e, portanto, sobre os quais não informei os autores, o que levou a que alguns livros tivessem sido colocados em colunas bem distantes da realidade. Para o ano será melhor.

No global, acho que este tipo de volume é muito interessante como material de consulta, em especial para o futuro. Mas mesmo para quem o lê hoje, há ali coisas interessantes, nomeadamente as críticas retrospectivas e algum material de análise do que foi o fantástico e a FC brasileira há algumas décadas.

Pena que como objecto o livro deixe muitíssimo a desejar. Produzido como um fanzine, impresso numa impressora doméstica não muito boa e depois fotocopiado, o livrinho não é nada atraente. É pena que o público de uma obra deste tipo seja tão restrito que, provavelmente, seja esta a única forma viável de o publicar. Pelo menos por enquanto.

sábado, 3 de dezembro de 2005

Lido

Estes posts lamparinos sobre o que vou lendo tiveram uma longa pausa, devido a três factores principais: ter coisas bastante chatas na pilha "regular" de livros a ler, a grande quantidade de contos que li (e alguns mais do que uma vez) para a Antologia de Literatura Fantástica e uma avaria no scanner que tornou bastante problemática a obtenção das capas.

Regresso agora, armado de scanner novo, durante algum tempo sem nenhuma capa do lado direito porque estas coisas saíram todas de leituras "intercalares".

Pois bem, um dos livros que li nos entretantos foi O Homem que Caminha de Jiro Taniguchi (Edições Devir, Série Ouro nº 19, 148 p., 2005). É um álbum de banda desenhada japonesa (mangá, portanto) com uma série de pequenas histórias encadeadas pelas personagens e por uma atmosfera bucólica. Não sou grande fã de BD mas gosto muito de algumas coisas: Moebius, Bilal, Astérix quando o Goscinny ainda estava vivo, Calvin & Hobbes... Não foi o caso deste álbum. Estas histórias do Jiro Taniguchi são quase sempre não-histórias, retratos da banalidade envoltos em silêncio (quase não há texto), coisinhas sensaboronas que não me conseguiram despertar o interesse. É um estilo, suponho, e como o efeito foi propositado, até é um estilo bem conseguido. Mas não me agrada.

sexta-feira, 22 de julho de 2005

Lido

Embora tenha andado a ler mais em inglês do que em português ultimamente (e embora aquilo que tenho lido em português seja principalmente material (ainda?) não editado em livro), lá acabei mais um: O Reino Circular, de Mário Braga (Atlântida, 158 páginas).

Trata-se de um livro pequeno, do tamanho de uma novela, que ataca o totalitarismo da época em que foi escrito (fim dos anos 60) por intermédio de uma alegoria que recorre a um reino fantástico liderado por um rei aparentemente imortal que tudo no reino observa do alto da sua torre de marfim. Como todas as alegorias, esta tem o grande defeito de se tornar previsível muito cedo mas, se descontarmos esse facto, acaba por ser um bom livrinho.

Para substituir a alegoria, uma velha história de aventuras: o primeiro volume de O País das Peles, de Júlio Verne, numa edição já com algumas décadas da Bertrand.

sábado, 9 de julho de 2005

Lido

Mais um livro lido, desta vez um livro de contos e noveletas do autor brasileiro Gerson Lodi-Ribeiro, cujo título é também o título de uma das noveletas que o constituem: O Vampiro da Nova Holanda (Editorial Caminho, colecção Ficção Científica nº 187, 277 páginas, 1998).

É um livro bastante bom, onde se mistura a ficção científica e a história alternativa, se bem que, como é natural, algumas histórias sejam melhores que outras. Uma delas é uma parceria do Gerson com Carla Cristina Pereira, outra autora brasileira que, no entanto, nunca editou nenhum livro seu entre nós.

Em substituição desta colectânea, foi parar à pilha das leituras uma outra colectânea, portuguesa e mais antiga, vencedora de um Prémio Caminho nos anos 80: Universal Limitada, de Isabel Cristina Pires.

sábado, 2 de julho de 2005

Lido

E lá está lido o Cidade Inabitada (Editorial Minerva, Departamento de Novos Autores, 60 p., 2004), um livro de poemas (com umas fotos, ou talvez o nome mais adequado seja "fotoabstracções", à mistura) do meu conterrâneo Fernando Gregório.

Sempre que me perguntam, e muitas das vezes que não perguntam, eu digo que não percebo nada de poesia. E por isso não me sinto competente para avaliar estes poemas, quase todos muito curtos, com menos de 10 versos. Deles só posso dizer que houve alguns que me disseram bastante, embora a maioria me tivesse deixado frio. Se são bons, se não são, não sei dizer.

Para substituir a cidade do Fernando, foi parar à pilha das leituras o breve romance de Mário Braga O Reino Circular (Atlântida, 1969). Já vi que me esperam páginas amarelas e estaladiças, mas quanto ao resto logo se verá.

sábado, 25 de junho de 2005

Lido

A Dança das Sombras, de Roberto de Sousa Causo The Year's Best Science Fiction, nº 16 Pois é: depois de escrever a entrada anterior, pus-me a ler e, como só faltava o último conto de A Dança das Sombras (Editorial Caminho, colecção Ficção Científica nº 189, 226 p., 1999), do brasileiro Roberto de Sousa Causo, rapidamente acabei o livro.

Trata-se, como já terão compreendido, de uma colectânea de 13 contos e, como sempre acontece nas colectâneas, uns são melhores que outros. Em geral fica a ideia de um texto razoavelmente cuidado mas frio e de bastante falta de originalidade, com muitos dos contos a limitar-se a revisitações de velhos clichés e a pastiches. Apesar da colecção onde o livro se integra se chamar "ficção científica", ele tem pouco de FC, andando mais por territórios do horror e do fantástico, o que não é, obviamente, nem qualidade nem defeito.

Para substituir o livro do Causo, saltou para a pilha de leituras a Sixteenth Annual Collection - The Year's Best Science Fiction (St. Martin's Griffin, 1999), compilada pelo antigo editor da Asimov's Gardner Dozois. São mais de 600 páginas de grande formato, de modo que é livro que me acompanhará por algum tempo.

Lido

Revista Em Cena, nº 9 Cidade Inabitada, de Fernando Gregório Eis a nova versão do que antigamente se chamava aqui no blog "Os livros que estão ali", significando "ali" a coluna da esquerda. Como agora já não há livros na coluna da esquerda, estas notas passam a chamar-se apenas "Lido", e passam também a ser ilustradas com as capas daquilo de que se fala.

Pois bem: acabei, finalmente, de ler o número 9 da revista Em Cena, já com quase um ano de idade. Um número "light e de bolso" sobre "a leveza do ser" (tudo isto está na capa, adequadamente aquática), destinado a ser consumido no verão, entre daikiris. Embora lá se inclua um texto meu, o spamema Olhe Pela Janela, e apesar de ter gostado de alguns textos, em particular das Notas Finlandesas da Ana Soares, devo confessar que o número como um todo não me agradou particularmente. Soube a pouco, e a inconsequência de alguns textos chegou mesmo a irritar. Light, decididamente, não é comigo. Gostos...

Para substituir a Em Cena na pilha de leituras, veio Cidade Inabitada (Editorial Minerva, 2004), um livro de poemas do meu conterrâneo Fernando Gregório.

sábado, 16 de abril de 2005

...e lido

... e já alguém o acabou de ler cá por casa! Mesmo com queixas de demasiada política demasiado branda (!), parece que o Barnabé mereceu a aprovação do velho patriarca...