Acho que vou começar a fazer isto: um postezinho na sexta à noite ou no sábado depois de almoço, a falar cripticamente da semana que passou. Tipo assim, embora esta primeira vez seja apenas condições iniciais para muita coisa:
Wiki: 9266; Um dos livros: página 122; o outro: página 574, embora haja coisas feitas mais à frente.
Feita sinopse, feito e revisto extracto. Uma notícia de um erro estúpido, mas não há nada a fazer a não ser ter mais atenção em próximas revisões. Um livro lido: razoável mas muito, muito mal traduzido!
Ah, sim, e gripe curada. Iupi!
Ninguém percebeu nada, pois não? Óptimo!
sábado, 8 de dezembro de 2007
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Coisas de portais
Apareceu hoje, ou se calhar ontem, um pouco por todo o lado, a bombástica notícia: alguém parece que manifestou a intenção de criar um Portal da Língua Portuguesa.
Acho porreiro, a sério que acho.
Só não sei é o que vão fazer ao que já há. Que também acho porreiro, a sério que acho.
Acho porreiro, a sério que acho.
Só não sei é o que vão fazer ao que já há. Que também acho porreiro, a sério que acho.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Aviso de serviço público
Quem estiver a planear contrair o vírus da gripe de 2007/2008 nos tempos mais próximos, prepare-se para vários dias com as dores no corpo e o incómodo generalizado habituais em todas as gripes, acompanhadas por uma febre de baixa intensidade mas muito melga, uma grande falta de apetite (no meu caso, curiosamente, acompanhada por uma quase repugnância por fritos) e, o pior de tudo, uma dor de cabeça que chega ao limiar do insuportável.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Fugi! O dono deste blogue é um herético!
Criaturas piedosas, afastai-vos! Ide para longe! Erguei uma vedação contra tal mafarrico! Pois que o teste da pureza divina o condenou ao sexto nível do mais dantesco dos Infernos. Ide! Fugi! Não lhe tocai, pois podeis ficar contaminados pela sua impiedade. Sim, pois que a heresia é uma doença que se pega aos mais incautos e além disso é brutalmente divertida.
Oh! O que eu fui escrever!
Estou perdido! Toquei-lhe. Aí vou eu também para a Cidade de Dis! Orai pela minha alma, beatos e beatas tementes a deus e ainda não fumados, pois que até já escrevo deus com minúscula e tudo! Oh, desgraça! Oh, perdição! Oh, Satanás, como tens passado? Tás bom, pá? E este tempo, hã? Quentinho, não? Porreiro, pá. Olha lá, a propósito, tu não terás por acaso nada a ver com o aquecimento global, não? Ah, isso é obra dos crentes? Eh pá, pronto, desculpa lá, mas julguei ver uma relação. Inferno, chamas eternas, quentinho, aquecimento, e tal. Não? Pronto, tá bem, já não está cá quem falou.
Então o que é que se bebe aqui por Dis? Tou cá com uma sede!...
Oh! O que eu fui escrever!
Estou perdido! Toquei-lhe. Aí vou eu também para a Cidade de Dis! Orai pela minha alma, beatos e beatas tementes a deus e ainda não fumados, pois que até já escrevo deus com minúscula e tudo! Oh, desgraça! Oh, perdição! Oh, Satanás, como tens passado? Tás bom, pá? E este tempo, hã? Quentinho, não? Porreiro, pá. Olha lá, a propósito, tu não terás por acaso nada a ver com o aquecimento global, não? Ah, isso é obra dos crentes? Eh pá, pronto, desculpa lá, mas julguei ver uma relação. Inferno, chamas eternas, quentinho, aquecimento, e tal. Não? Pronto, tá bem, já não está cá quem falou.
Então o que é que se bebe aqui por Dis? Tou cá com uma sede!...
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
domingo, 25 de novembro de 2007
Isto está mesmo bom
Anteontem: falha de luz. Duas horas e tal que deviam ter sido gastas a trabalhar passadas a olhar o negro da noite. O luar de lua cheia fazia umas sombras nítidas e conseguiam-se distinguir as cores, mas quinze minutos teriam bastado para satisfazer o urbanita desabituado de ver as estrelas devido ao brilho da iluminação pública.
Ontem: falha de luz. Não sei quanto tempo durou porque estava a dormir, mas sei que o despertador se esqueceu das horas, e por isso acordei duas ou três horas depois do que devia. Ou seja: trabalhei duas ou três horas menos do que devia.
Hoje: falha de água. Rebentou uma conduta, parece, e cortaram a água. Já há por aí uns cheiros esquisitos a flutuar pela cidade, ou será cá em casa?
Isto está mesmo, mesmo bom. Que se segue? A internet? O ar?
Ontem: falha de luz. Não sei quanto tempo durou porque estava a dormir, mas sei que o despertador se esqueceu das horas, e por isso acordei duas ou três horas depois do que devia. Ou seja: trabalhei duas ou três horas menos do que devia.
Hoje: falha de água. Rebentou uma conduta, parece, e cortaram a água. Já há por aí uns cheiros esquisitos a flutuar pela cidade, ou será cá em casa?
Isto está mesmo, mesmo bom. Que se segue? A internet? O ar?
terça-feira, 20 de novembro de 2007
See you later, spammygator
É com este post que a lista dos spamemas que foram publicados aqui na Lâmpada desaparece da página inicial, onde tem estado nos últimos meses. Mas nada temam, ó fãs de tal absurdo empreendimento: essa mesma lista está a partir de agora e para todo o sempre (ou pelo menos enquanto existir o archive.org) ligada desde a definição da coisa ali do lado direito. Podem continuar a deliciar-se ou enojar-se ou irritar-se ou encolher os ombros com a minha reciclagem.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
A Antologia

Estão a ver o boneco aqui ao lado? É a capa de um projecto com mais de dois anos que finalmente viu a luz do dia há pouco mais de uma semana.
Nasceu de uma irritação. A irritação de ver que neste país, sistematicamente, as coisas se fazem com base na panelinha, e que em todas as antologias de contos ligadas à ficção científica e ao fantástico que são publicadas os autores não submetem as suas obras à apreciação dos editores, mas são convidados a participar, por critérios que até podem ser honestos mas não se livram da suspeita de se regerem mais por amiguismos e cumplicidades do que pela qualidade. Especialmente porque o resultado é invariavelmente que as antologias que acabam por ser publicadas são coisas coxas e estropiadas, com um punhado de contos bons, quando os têm, ao lado de outros tão maus que de outra forma nunca seriam publicados. É praga já antiga e que não parecia haver meio de solucionar, tendo atacado todas as antologias que conheço, da velha O Atlântico tem Duas Margens, da Caminho, às mais recentes antologias publicadas pela Chimpanzé Intelectual e pela "minha" Saída de Emergência (a antologia lovecraftiana seria muito boa com metade daqueles contos), passando pelas iniciativas mais ou menos simétricas que viram a luz do dia nos entretantos.
A irritação não me atacou só a mim, mas de todos os outros irritados só o Luís Filipe Silva respondeu ao desafio que lancei de fazer qualquer coisa a respeito. E deitámos os dois mãos à obra, construindo a antologia à vista de toda a gente, centralizando o trabalho num blogue, sem fazer um único convite, e em vez disso avaliando o material original que nos era enviado de moto próprio por escritores de ambos os lados do Atlântico. A participação excedeu as nossas expectativas, apesar da notória ausência de alguns dos nomes mais sonantes no género, em especial em Portugal (imagina-se que estariam desconfiados de que o processo nunca chegaria ao fim... ou então que estão demasiado confortáveis com a cegarrega dos convites para se arriscarem a ter o seu trabalho avaliado antes de ser aceite). E apesar de algumas peripécias pelo caminho, quatro meses mais tarde tínhamos uma antologia pronta para ser anunciada no Fórum Fantástico de 2005, e que poderia ter sido editada dois ou três meses mais tarde.
Não foi. E os motivos por que não foi dariam uma história demasiado longa e triste para ser contada aqui. Mete narizes a bater na porta de editoras atrás de editoras, antes ainda de ler uma palavra, só à menção da terrível expressão "ficção científica", prazos sucessivos e sucessivamente quebrados, telefonemas por atender, mails por responder e uma cada vez maior impaciência de minha parte (e, naturalmente, de parte de pelo menos alguns dos autores que ma faziam chegar porque era principalmente eu quem contactava com eles). Até que acabei por bater calmamente com a porta. A intenção? Forçar a uma clarificação de parte do parceiro: se quisesse mesmo avançar com o processo, que fizesse alguma coisa por isso; se não, que ficasse ele com essa responsabilidade, caso em que eu planeava pegar nas coisas onde ele as tivesse deixado.
Felizmente, ele decidiu levar as coisas adiante. Ano e meio depois do que seria desejável, mais de um ano depois do que seria possível, oito ou nove meses depois do que tínhamos combinado, mas como nestas coisas não existem tardes demais, o projecto está agora de novo nos eixos, e o Luís até está a fazer um bom trabalho de divulgação do produto final.
E que produto final é esse? Está descrito aqui e aqui. São 14 contos de 13 autores, mais uma introdução do Luís. Três são contos fantásticos, dois são de terror, um é história alternativa e os outros oito são de ficção científica (tornando, portanto, a capa enganadora, mas não muito). Um pertence a um universo partilhado brasileiro que já gerou também uma antologia em papel, muitos outros contos e pelo menos um romance. Um outro é sequela de um conto nomeado para um grande prémio internacional. Um conto é uma colaboração de pai e filho, algo que tanto quanto sei é inédito na FC&F portuguesa. Outro é, ao que sei, a única incursão na FC&F adulta até agora de uma autora experiente na literatura para a infância e juventude. Vários outros são estreias, por um motivo ou por outro, primeiro conto aceite para um livro, primeira publicação em livro, primeira publicação em livro em Portugal, primeira publicação em Portugal, etc. E embora haja, naturalmente, contos de que os seleccionadores gostam mais e outros de que gostam menos, embora talvez nenhum deles seja uma das obras-primas que nos deixam com aquele uau na boca depois de ler, nenhum é um mau conto, e estão todos bem acima dos impublicáveis que teimam em surgir nas antologias feitas por convite.
Chama-se Por Universos Nunca Dantes Navegados e vale muito a pena ler. Bem sei que sou suspeito para dizer isto, mas vão por mim que não se enganam. E depois de o lerem, digam o que acharam. Estou muito curioso com as vossas opiniões.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Dir-se-ia
Há tantas obras neste momento em Portimão que dir-se-ia que o ano que vem é ano de eleições...
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
O fim (espera-se) de um assunto desagradável
Terminou hoje (espero eu) o assunto da Caleida/Wallpaper e do ficcao.online. Escrevi-lhes um email a exigir o meu dinheiro de volta (e a ameaçar com tribunal). Recebi hoje o cheque.
Confiando que o cheque tenha cobertura, este assunto, por mim, está arrumado.
Confiando que o cheque tenha cobertura, este assunto, por mim, está arrumado.
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
O Bibliowiki também já funciona
É só para avisar que também o Bibliowiki já está a funcionar no seu novo endereço.
Notem, no entanto, que o endereço propaga mais depressa para alguns sítios do que para outros. Sei que ontem, várias horas depois de eu já ter acesso aos sites, ainda havia clientes do Sapo que não conseguiam chegar lá. Se for o vosso caso, terão de esperar que a propagação se conclua. Isso é das tais coisas que está completamente fora do meu controlo.
Notem, no entanto, que o endereço propaga mais depressa para alguns sítios do que para outros. Sei que ontem, várias horas depois de eu já ter acesso aos sites, ainda havia clientes do Sapo que não conseguiam chegar lá. Se for o vosso caso, terão de esperar que a propagação se conclua. Isso é das tais coisas que está completamente fora do meu controlo.
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
A morte do ficcao.online
Eis um post incomum neste blogue... um comunicado of sorts.
Olá a todos.
O ficcao.online morreu e desta vez não ressuscita. Paz à sua alma e adeus, definitivamente adeus.
A história conta-se duma penada: aqui há anos, um idiota qualquer decidiu que para se ter acesso a um endereço .pt eram necessárias uma série de burocracias que restringiam, na prática, o acesso a domínios em .pt às empresas. Mas, como é óbvio, muita gente tinha conteúdos para colocar na rede mas não tinha os documentos necessários para isso, e houve duas fugas possíveis: ou se contratava um domínio internacional, nomeadamente .com, ou .net, ou se usava um serviço de subdomínios que algumas empresas forneciam. Uma dessas empresas era a Caleida, e um dos subdomínios que ela fornecia era o online.pt.
Na FC portuguesa seguiram-se as duas abordagens: O tecnofantasia, por exemplo, escolheu um endereço .com. Eu, para os meus sites, preferi endereços em .pt e contratei o ficcao.online.pt
Há três dias, sem o mínimo sinal de aviso, o online.pt simplesmente desapareceu. Diz a entidade reguladora, a FCCN, que a Caleida foi avisada com meses de antecedência de que, por falta de documentação, não podia continuar a explorar esse domínio. Se é verdade ou não, não sei (mas, conhecendo a Caleida, com quem só continuava porque não me apetecia perder TODOS os links para os meus sites, não me custa nada a crer que sim), mas sei, e garanto, que da Caleida não se ouviu um pio acerca deste assunto. Silêncio absoluto.
Alguém aqui se comportou como um bebé irresponsável e devia apanhar uns valentes açoites. Certamente que a Caleida, porque o mínimo que uma empresa digna desse nome devia fazer era avisar os clientes da situação para que pudessem tomar medidas paliativas se assim entendessem, e provavelmente também a FCCN, pois não se entende porque é que depois destes anos todos se lembram de repente que a Caleida não pode explorar aqueles domínios, atirando para o lixo virtual centenas de sites por este país fora.
Mas quem se lixa é sempre o mexilhão, que apanha com as ondas em cheio na cara, sem hipótese de fugir.
E eu, mexilhão, vi-me de um momento para o outro sem sites e sem endereços de email. O ficcao.online foi um ar que se lhe deu.
Mas sou um tipo teimoso, e durante os últimos dias tenho andado absorvido com as burocracias e finanças daquilo que é preciso para que das cinzas do extinto ficcao.online nasça uma fénix com bom aspecto. E é isso o que posso agora anunciar.
Portanto, a partir de hoje, o site noticioso sobre a FC e o fantástico portugueses muda de nome e endereço. Os novos são:
ficcao com pt - http://ficcao.com.pt
Também a partir de hoje, o E-nigma passa a ter domínio próprio:
E-nigma - http://e-nigma.com.pt
Quanto ao Bibliowiki, amanhã ou depois estará também disponível em endereço próprio, que já está contratado, falta apenas que seja activado:
Bibliowiki - http://bibliowiki.com.pt
Quanto aos endereços de email, todos os de ficcao.online.pt estão mortos, claro. Ao longo dos próximos dias, consoante o tempo de que disponha (um tipo, afinal, trabalha), irei configurando novas contas e actualizando essa informação nos vários sites. Por enquanto, podem contactar-me pelo endereço do gmail, que é o único a funcionar.
Peço que se faça a maior difusão possível desta mensagem, para que os links que se quebraram sejam rapidamente reparados. E, embora vítima de irresponsabilidades e incompetências alheias (filme que conheço bem demais), peço-vos também desculpa pelo incómodo.
Obrigado
Jorge Candeias
Olá a todos.
O ficcao.online morreu e desta vez não ressuscita. Paz à sua alma e adeus, definitivamente adeus.
A história conta-se duma penada: aqui há anos, um idiota qualquer decidiu que para se ter acesso a um endereço .pt eram necessárias uma série de burocracias que restringiam, na prática, o acesso a domínios em .pt às empresas. Mas, como é óbvio, muita gente tinha conteúdos para colocar na rede mas não tinha os documentos necessários para isso, e houve duas fugas possíveis: ou se contratava um domínio internacional, nomeadamente .com, ou .net, ou se usava um serviço de subdomínios que algumas empresas forneciam. Uma dessas empresas era a Caleida, e um dos subdomínios que ela fornecia era o online.pt.
Na FC portuguesa seguiram-se as duas abordagens: O tecnofantasia, por exemplo, escolheu um endereço .com. Eu, para os meus sites, preferi endereços em .pt e contratei o ficcao.online.pt
Há três dias, sem o mínimo sinal de aviso, o online.pt simplesmente desapareceu. Diz a entidade reguladora, a FCCN, que a Caleida foi avisada com meses de antecedência de que, por falta de documentação, não podia continuar a explorar esse domínio. Se é verdade ou não, não sei (mas, conhecendo a Caleida, com quem só continuava porque não me apetecia perder TODOS os links para os meus sites, não me custa nada a crer que sim), mas sei, e garanto, que da Caleida não se ouviu um pio acerca deste assunto. Silêncio absoluto.
Alguém aqui se comportou como um bebé irresponsável e devia apanhar uns valentes açoites. Certamente que a Caleida, porque o mínimo que uma empresa digna desse nome devia fazer era avisar os clientes da situação para que pudessem tomar medidas paliativas se assim entendessem, e provavelmente também a FCCN, pois não se entende porque é que depois destes anos todos se lembram de repente que a Caleida não pode explorar aqueles domínios, atirando para o lixo virtual centenas de sites por este país fora.
Mas quem se lixa é sempre o mexilhão, que apanha com as ondas em cheio na cara, sem hipótese de fugir.
E eu, mexilhão, vi-me de um momento para o outro sem sites e sem endereços de email. O ficcao.online foi um ar que se lhe deu.
Mas sou um tipo teimoso, e durante os últimos dias tenho andado absorvido com as burocracias e finanças daquilo que é preciso para que das cinzas do extinto ficcao.online nasça uma fénix com bom aspecto. E é isso o que posso agora anunciar.
Portanto, a partir de hoje, o site noticioso sobre a FC e o fantástico portugueses muda de nome e endereço. Os novos são:
ficcao com pt - http://ficcao.com.pt
Também a partir de hoje, o E-nigma passa a ter domínio próprio:
E-nigma - http://e-nigma.com.pt
Quanto ao Bibliowiki, amanhã ou depois estará também disponível em endereço próprio, que já está contratado, falta apenas que seja activado:
Bibliowiki - http://bibliowiki.com.pt
Quanto aos endereços de email, todos os de ficcao.online.pt estão mortos, claro. Ao longo dos próximos dias, consoante o tempo de que disponha (um tipo, afinal, trabalha), irei configurando novas contas e actualizando essa informação nos vários sites. Por enquanto, podem contactar-me pelo endereço do gmail, que é o único a funcionar.
Peço que se faça a maior difusão possível desta mensagem, para que os links que se quebraram sejam rapidamente reparados. E, embora vítima de irresponsabilidades e incompetências alheias (filme que conheço bem demais), peço-vos também desculpa pelo incómodo.
Obrigado
Jorge Candeias
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segunda-feira, 15 de outubro de 2007
As lideranças
Andam por aí uns tipos muito preocupados com a possibilidade do PSD entrar num período de liderança bicéfala. Isto porque o chefe do partido não é deputado, o que faz com que tenha de ser outro o chefe dos deputados.
Mas agora o Santana Lopes candidatou-se, e resolveu o problema: com ele a chefe do grupo parlamentar e Luís Filipe Menezes a chefe do partido nunca haverá neste uma liderança bicéfala.
Será acéfala.
Mas agora o Santana Lopes candidatou-se, e resolveu o problema: com ele a chefe do grupo parlamentar e Luís Filipe Menezes a chefe do partido nunca haverá neste uma liderança bicéfala.
Será acéfala.
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
A gabarolice
Digo ou não digo? Digo ou não digo? Dizer ou não dizer, eis a questão. Dizer a certos invejosos que há quem tenha vencido o tabaco (e dois maços diários, ainda por cima - depois de enfrentar uma tempestade às 4 da manhã para ir comprar mais) sem sequer consultar o médico pode até ser educativo, mas também pode ser visto como gabarolice parola.
A gabarolice é defeito? E quando é parola?
Digo ou não digo? Raios partam estas dúvidas.
A gabarolice é defeito? E quando é parola?
Digo ou não digo? Raios partam estas dúvidas.
sábado, 1 de setembro de 2007
O outro tipo de fã
Bem, na verdade não é bem "o outro tipo". Em boa verdade, trata-se do mesmo, apenas com uma luz diferente a iluminar uma outra zona do seu rosto. O fã suave, mas nem por isso menos subversor das realidades em nome do objecto da sua afeição.
Refiro-me ao Bandeira, que anda há pelo menos 8 posts a tentar convencer-nos (ironicamente, pois claro) de que na ópera não há fat ladies.
Ao menos com este tipo de fã, ou aspecto de fã, temos direito a fotografias de miúdas giras com a boca aberta.
É um começo...
Refiro-me ao Bandeira, que anda há pelo menos 8 posts a tentar convencer-nos (ironicamente, pois claro) de que na ópera não há fat ladies.
Ao menos com este tipo de fã, ou aspecto de fã, temos direito a fotografias de miúdas giras com a boca aberta.
É um começo...
Os fãs
Sabe-se da objectividade dos fãs. Conhece-se bem até onde podem chegar na distorção da realidade para justificar os seus gostos. E por isso, em tudo o que mete fã, dá-se desconto. Tem de ser. É a única forma de se poder conversar com eles.
Para o fã, o seu ídolo é o maior. Pode ter a cara cheia de verrugas, que é invariavelmente lindo. Pode escrever ou proferir as maiores cretinices, que tem sempre razão. O fã não pensa: justifica. A realidade só faz sentido quando vista através de um filtro.
Por esse motivo, um jornalista não pode ser um fã. Ou por outra: pode sê-lo, mas na "vida civil"; assim que chega perto da profissão tem de deixar-se de fanzices. Caso contrário, arrisca-se, e seriamente, a cair no ridículo.
Vem isto a propósito da mais recente entrada de Nuno Galopim sobre FC, no blog que partilha com João Lopes, sound + vision. Depois de uma série de notas que, apesar de alguns erros de facto sobre a edição portuguesa (e que simples teria sido corrigi-los caso se soubesse informar onde a informação está disponível), são no essencial correctas, chega a nota sobre Heinlein. E o fã revela-se em todo o seu dúbio esplendor.
Arranca o Galopim a nota da seguinte forma:
E um tipo que saiba alguma coisa sobre o assunto começa-se logo a rir. Ah o Heinlein fez isto?
Vejamos: a carreira de Heinlein inicia-se em 1939, tendo editado o primeiro livro em 1941. É um dos chamados autores da "golden age", um grupo de autores norte-americanos e alguns ingleses que desenvolvia a sua actividade literária, essencialmente, nas revistas baratas (os pulps) da época. Não eram, no entanto, nem os primeiros autores nem os únicos autores de ficção científica. Bem antes da Golden Age, gente como Verne e Wells, entre outros, tinha desenvolvido o género com uma qualidade literária muito acima da que Heinlein alguma vez atingiu, e com uma plausibilidade científica, tendo em conta o estado de desenvolvimento científico da sua época, que em nada fica a dever ao melhor Heinlein.
OK, dirão vocês, mas ele referia-se à FC organizada enquanto género literário, não à proto-FC do tempo de Wells e Verne. Meus caros, respondo eu, não é isso que ele escreve, mas dando de barato que têm razão, vamos então cavar mais fundo.
E cavamos mais fundo, por exemplo, olhando para outros autores da mesma época. Ray Bradbury, por exemplo, iniciou a carreira nos pulps em 1943, tendo publicado o primeiro livro em 1947. A de Arthur C. Clarke arrancou em 1937, com o primeiro livro a sair só em 1951. Asimov também publicou os primeiros contos ainda nos anos 30, embora só tenha livros seus já nos anos 50.
Se algo se pode dizer a respeito de Heinlein é que foi o primeiro a conhecer sucesso. Não por especiais qualidades do que escrevia, mas porque as suas histórias estavam mais próximas do gosto militarista do público americano da época. Afinal, estava-se em guerra, ou recém-saídos dela. Porque se pensarmos em qualidade literária, Heinlein nem chega a ser uma unha no pé de Bradbury (e também é muito pior que Clarke), ao passo que a "linha dura" esteve sempre muito melhor servida por Clarke do que por Heinlein, que tem mesmo algumas histórias de fantasia, sem qualquer ciência mas cheias de magia. Clarke tem no currículo um número considerável de verdadeiras invenções, algumas tão relevantes para todos nós como o satélite de comunicações; a única coisa semelhante de que Heinlein se pode gabar é o remoto, descrito na novela (novela mesmo e não, como tantas vezes aparece, a tradução errada de "novel", que se traduz correctamente como romance) Waldo.
Heinlein foi, no máximo, o melhor dos escritores medíocres da "Golden Age" pulp. As suas histórias estão repletas dos defeitos característicos da FC comercial da época (personagens sem profundidade, enredos esquemáticos e formulaicos, etc.) e só raramente têm algo de redentor que as salve da mais banal das medianias. Pior: enquanto outros autores da "Golden Age" chegaram aos anos 60 e evoluíram, casos de Dick, Pohl, Silverberg e tantos outros, Heinlein ficou teimosa e conservadoramente no mesmo sítio, a produzir romancezinhos juvenis sem ponta de interesse, em tom vaga ou não tão vagamente de space opera, com as mesmas personagens estereotipadas, narcisistas e machistas dos anos 40. Salva-se um par de coisas, não mais.
Mas há um certo tipo de adolescente que gosta daquilo. Ainda hoje. E que depois de adulto não é capaz de aprofundar um pouco a análise.
Caso do Galopim, ao que tudo indica.
É que, ainda por cima, na mesma nota lê-se isto:
Pondo de lado o facto, esse sim objectivo, de que o militarismo é, na essência, e em si mesmo, fascizante, o nosso jornalista acha que quem vilipendia aquele romance (que é, realmente, uma enorme porcaria, e por motivos que vão bem mais fundo que a mera política) são "alguns detractores" que se "confundiram". Achará, porventura, o Galopim que gente como o autor de FC e veterano do Vietname Joe Haldeman não é capaz de compreender onde quer um livro como aquele chegar. E quem fala de Haldeman pode falar de Moorcock e de muitos outros (sim, não são "alguns"; são bem mais), que leram esse romance mas também leram os livros que Heinlein cometeu depois, nos quais as mesmas opiniões são reiteradas uma e outra vez, embora nunca mais com a crueza presente nos Troopers.
Ora, ora, Galopim!... Manda mais postais, que com esse não vais lá.
Para o fã, o seu ídolo é o maior. Pode ter a cara cheia de verrugas, que é invariavelmente lindo. Pode escrever ou proferir as maiores cretinices, que tem sempre razão. O fã não pensa: justifica. A realidade só faz sentido quando vista através de um filtro.
Por esse motivo, um jornalista não pode ser um fã. Ou por outra: pode sê-lo, mas na "vida civil"; assim que chega perto da profissão tem de deixar-se de fanzices. Caso contrário, arrisca-se, e seriamente, a cair no ridículo.
Vem isto a propósito da mais recente entrada de Nuno Galopim sobre FC, no blog que partilha com João Lopes, sound + vision. Depois de uma série de notas que, apesar de alguns erros de facto sobre a edição portuguesa (e que simples teria sido corrigi-los caso se soubesse informar onde a informação está disponível), são no essencial correctas, chega a nota sobre Heinlein. E o fã revela-se em todo o seu dúbio esplendor.
Arranca o Galopim a nota da seguinte forma:
Um dos mais destacados e importantes autores de ficção científica de “linha dura”, elevou consideravelmente a fasquia da plausibilidade factual e científica nestes domínios da ficção, tendo igualmente contribuído enormemente para a sua valorização literária.
E um tipo que saiba alguma coisa sobre o assunto começa-se logo a rir. Ah o Heinlein fez isto?
Vejamos: a carreira de Heinlein inicia-se em 1939, tendo editado o primeiro livro em 1941. É um dos chamados autores da "golden age", um grupo de autores norte-americanos e alguns ingleses que desenvolvia a sua actividade literária, essencialmente, nas revistas baratas (os pulps) da época. Não eram, no entanto, nem os primeiros autores nem os únicos autores de ficção científica. Bem antes da Golden Age, gente como Verne e Wells, entre outros, tinha desenvolvido o género com uma qualidade literária muito acima da que Heinlein alguma vez atingiu, e com uma plausibilidade científica, tendo em conta o estado de desenvolvimento científico da sua época, que em nada fica a dever ao melhor Heinlein.
OK, dirão vocês, mas ele referia-se à FC organizada enquanto género literário, não à proto-FC do tempo de Wells e Verne. Meus caros, respondo eu, não é isso que ele escreve, mas dando de barato que têm razão, vamos então cavar mais fundo.
E cavamos mais fundo, por exemplo, olhando para outros autores da mesma época. Ray Bradbury, por exemplo, iniciou a carreira nos pulps em 1943, tendo publicado o primeiro livro em 1947. A de Arthur C. Clarke arrancou em 1937, com o primeiro livro a sair só em 1951. Asimov também publicou os primeiros contos ainda nos anos 30, embora só tenha livros seus já nos anos 50.
Se algo se pode dizer a respeito de Heinlein é que foi o primeiro a conhecer sucesso. Não por especiais qualidades do que escrevia, mas porque as suas histórias estavam mais próximas do gosto militarista do público americano da época. Afinal, estava-se em guerra, ou recém-saídos dela. Porque se pensarmos em qualidade literária, Heinlein nem chega a ser uma unha no pé de Bradbury (e também é muito pior que Clarke), ao passo que a "linha dura" esteve sempre muito melhor servida por Clarke do que por Heinlein, que tem mesmo algumas histórias de fantasia, sem qualquer ciência mas cheias de magia. Clarke tem no currículo um número considerável de verdadeiras invenções, algumas tão relevantes para todos nós como o satélite de comunicações; a única coisa semelhante de que Heinlein se pode gabar é o remoto, descrito na novela (novela mesmo e não, como tantas vezes aparece, a tradução errada de "novel", que se traduz correctamente como romance) Waldo.
Heinlein foi, no máximo, o melhor dos escritores medíocres da "Golden Age" pulp. As suas histórias estão repletas dos defeitos característicos da FC comercial da época (personagens sem profundidade, enredos esquemáticos e formulaicos, etc.) e só raramente têm algo de redentor que as salve da mais banal das medianias. Pior: enquanto outros autores da "Golden Age" chegaram aos anos 60 e evoluíram, casos de Dick, Pohl, Silverberg e tantos outros, Heinlein ficou teimosa e conservadoramente no mesmo sítio, a produzir romancezinhos juvenis sem ponta de interesse, em tom vaga ou não tão vagamente de space opera, com as mesmas personagens estereotipadas, narcisistas e machistas dos anos 40. Salva-se um par de coisas, não mais.
Mas há um certo tipo de adolescente que gosta daquilo. Ainda hoje. E que depois de adulto não é capaz de aprofundar um pouco a análise.
Caso do Galopim, ao que tudo indica.
É que, ainda por cima, na mesma nota lê-se isto:
O seu célebre romance de 1959 Starship Troopers foi vilipendiado por alguns detractores seus como sendo fascista, confusão feita com o rigor da visão militarista de um texto nascido como resposta à decisão unilateral dos americanos em abandonar testes nucleares.
Pondo de lado o facto, esse sim objectivo, de que o militarismo é, na essência, e em si mesmo, fascizante, o nosso jornalista acha que quem vilipendia aquele romance (que é, realmente, uma enorme porcaria, e por motivos que vão bem mais fundo que a mera política) são "alguns detractores" que se "confundiram". Achará, porventura, o Galopim que gente como o autor de FC e veterano do Vietname Joe Haldeman não é capaz de compreender onde quer um livro como aquele chegar. E quem fala de Haldeman pode falar de Moorcock e de muitos outros (sim, não são "alguns"; são bem mais), que leram esse romance mas também leram os livros que Heinlein cometeu depois, nos quais as mesmas opiniões são reiteradas uma e outra vez, embora nunca mais com a crueza presente nos Troopers.
Ora, ora, Galopim!... Manda mais postais, que com esse não vais lá.
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Os pratos da balança
Pondo as duas coisas nos pratos da balança, digam-me lá o que é mais grave: o acto estúpido de destruir uma plantação de milho ou um acto de óbvia corrupção envolvendo o PSD, então no governo, uma construtora civil, um negócio de estradas e duzentos e tal mil euros?
Por mim, não tenho dúvidas.
Por mim, não tenho dúvidas.
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
O (grande) disparate
Anda por aí a circular uma mensagem perfeitamente pateta em tons vagamente apocalípticos que diz que Marte, a 27 de Agosto vai "ser tão grande como a Lua cheia a olho nu". Diz também que "a próxima vez que Marte irá estar tão próximo será em 2287. O curioso é que esta palermice surge todos os anos por esta altura desde 2003. Ou seja: desde 2003 que "a próxima vez que Marte estará tão grande será em 2287". Mas ninguém dá pela marosca, e todos os anos há quem enfie uma pulga aos saltos no entusiasmo à espera do grande acontecimento. Os mais prudentes perguntam se é verdade. Notem bem: não surfam a net tentando informar-se. Perguntam se é verdade.
Se surfassem a net em vez de fazer perguntas patetas, saberiam que NÃO é verdade, porque desde 2003 que muita gente por esta internet fora publica a verdade um pouco por todo o lado. Saberiam que não é verdade e que não pode ser verdade. Marte nunca se aproxima a menos de cerca de 55 MILHÕES de quilómetros da Terra, enquanto que a Lua está apenas a uns 385 MILHARES de quilómetros de nós. 55 milhões é 144 vezes mais que 385 mil. Por causa da perspectiva (sabem? aquela coisa que faz com que as pessoas ao longe fiquem do tamanho de um dedo?) para que Marte parecesse algum dia do tamanho da Lua cheia teria de ser 144 vezes maior que ela. Não é, muito longe disso. É só duas vezes maior.
Além do mais, Marte nem sequer está no ponto mais próximo de nós na sua órbita. Esteve a 27 de Agosto de 2003, mas o planeta não fica parado no mesmo sítio à espera que a Terra dê a volta ao sol e volte a passar por ele no mesmo dia do ano seguinte. Também se mexe, e como consequência, a 27 de Agosto estará a cerca de 180 MILHÕES de quilómetros da vossa garagem.
É uma viagem e pêras. Não se esqueçam de levar farnel.
Se surfassem a net em vez de fazer perguntas patetas, saberiam que NÃO é verdade, porque desde 2003 que muita gente por esta internet fora publica a verdade um pouco por todo o lado. Saberiam que não é verdade e que não pode ser verdade. Marte nunca se aproxima a menos de cerca de 55 MILHÕES de quilómetros da Terra, enquanto que a Lua está apenas a uns 385 MILHARES de quilómetros de nós. 55 milhões é 144 vezes mais que 385 mil. Por causa da perspectiva (sabem? aquela coisa que faz com que as pessoas ao longe fiquem do tamanho de um dedo?) para que Marte parecesse algum dia do tamanho da Lua cheia teria de ser 144 vezes maior que ela. Não é, muito longe disso. É só duas vezes maior.
Além do mais, Marte nem sequer está no ponto mais próximo de nós na sua órbita. Esteve a 27 de Agosto de 2003, mas o planeta não fica parado no mesmo sítio à espera que a Terra dê a volta ao sol e volte a passar por ele no mesmo dia do ano seguinte. Também se mexe, e como consequência, a 27 de Agosto estará a cerca de 180 MILHÕES de quilómetros da vossa garagem.
É uma viagem e pêras. Não se esqueçam de levar farnel.
terça-feira, 21 de agosto de 2007
A outra opinião
Ainda a propósito do post anterior, e embora eu não concorde com parte do que lá é escrito, porque um vandalismo não desculpa outro e não é vandalizando que se combate o vandalismo (a menos que já não haja outra hipótese), vale muito a pena ler isto. Para ficar a conhecer a história exemplar do Morgado da Lameira. Para colocar certas coisas no seu contexto próprio. Para poder avaliar melhor certas histerias e certos silêncios. E também certas calúnias, porque não?
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
A esquerda da estupidez
Provando que, embora geralmente pareça, a estupidez não se concentra toda do lado direito do espectro político, uns tipos que se intitulam Verde Eufémia acharam boa ideia destruir um campo de cultivo plantado com uma planta trangénica qualquer.
A ideia, está bem de ver, é péssima por vários motivos.
Porque é uma estupidez partir para acções extremas muito antes sequer de terem sido encetadas acções de contestação mais consensuais. Com esta cretinice, os eufémios só conseguiram alienar a esmagadora maioria das pessoas com dúvidas sobre as culturas transgénicas, umas porque são muito mais sensíveis às dificuldades sentidas por um agricultor que viu a colheita arrasada do que ao activismo inconsequente de um bando de burquesinhos bem alimentados, outras porque apesar de serem em princípio sensíveis ao problema transgénico são igualmente (ou mais) sensíveis aos valores, para elas mais ou menos sagrados, da autoridade e da propriedade privada.
Porque quando forem, e bem, bater com os costados no tribunal, os eufémios não terão a simpatia de quase ninguém, e o que pretenderiam ganhar em propaganda com a acção se virará contra eles.
Porque acções de ecoburrice como esta são óptimas para colocar uma qualquer discussão que se pretenda encetar imediatamente no campo do insulto, acabando à nascença com qualquer hipótese de argumentar racionalmente. Isso, aliás, já se vê, com os idiotas de sinal oposto a saltarem imediatamente com estapafúrdias acusações de ecoterrorismo, como se alguém ficasse aterrorizado com um actozeco de vandalismo como aquele.
Porque acções de ecoburrice como esta são óptimas para que os promotores dos trangénicos tenham um alvo fácil para onde apontar sempre que precisem de desconversar quando os argumentos se lhes esgotarem. Bastará apontarem para esta cretinice, e convencerão muitos cépticos da bondade das suas opiniões, mesmo que não as consigam sustentar com algo mais sólido do que uma curtina de fumo.
E porque são acções espectaculares como esta que acabam por rotular todo um movimento naquilo que mais forma a opinião nos dias que correm: a imprensa. Daqui em diante, seja o que for que um ecologista tiver a dizer, terá de lutar nos espíritos das pessoas contra a imagem de um campo arrasado por um bando de idiotas.
Não me surpreenderia nada se daqui a uns anos se viesse a constatar que esta ecopaspalhice acabasse a servir de marco para um movimento de corrida à agricultura transgénica e que daqui em diante os campos transgénicos aparecessem por todo o lado como cogumelos.
Não me surpreenderia nada se daqui a uns anos se viesse a constatar que estes palermas conseguiram precisamente o oposto daquilo que apregoam defender.
A ideia, está bem de ver, é péssima por vários motivos.
Porque é uma estupidez partir para acções extremas muito antes sequer de terem sido encetadas acções de contestação mais consensuais. Com esta cretinice, os eufémios só conseguiram alienar a esmagadora maioria das pessoas com dúvidas sobre as culturas transgénicas, umas porque são muito mais sensíveis às dificuldades sentidas por um agricultor que viu a colheita arrasada do que ao activismo inconsequente de um bando de burquesinhos bem alimentados, outras porque apesar de serem em princípio sensíveis ao problema transgénico são igualmente (ou mais) sensíveis aos valores, para elas mais ou menos sagrados, da autoridade e da propriedade privada.
Porque quando forem, e bem, bater com os costados no tribunal, os eufémios não terão a simpatia de quase ninguém, e o que pretenderiam ganhar em propaganda com a acção se virará contra eles.
Porque acções de ecoburrice como esta são óptimas para colocar uma qualquer discussão que se pretenda encetar imediatamente no campo do insulto, acabando à nascença com qualquer hipótese de argumentar racionalmente. Isso, aliás, já se vê, com os idiotas de sinal oposto a saltarem imediatamente com estapafúrdias acusações de ecoterrorismo, como se alguém ficasse aterrorizado com um actozeco de vandalismo como aquele.
Porque acções de ecoburrice como esta são óptimas para que os promotores dos trangénicos tenham um alvo fácil para onde apontar sempre que precisem de desconversar quando os argumentos se lhes esgotarem. Bastará apontarem para esta cretinice, e convencerão muitos cépticos da bondade das suas opiniões, mesmo que não as consigam sustentar com algo mais sólido do que uma curtina de fumo.
E porque são acções espectaculares como esta que acabam por rotular todo um movimento naquilo que mais forma a opinião nos dias que correm: a imprensa. Daqui em diante, seja o que for que um ecologista tiver a dizer, terá de lutar nos espíritos das pessoas contra a imagem de um campo arrasado por um bando de idiotas.
Não me surpreenderia nada se daqui a uns anos se viesse a constatar que esta ecopaspalhice acabasse a servir de marco para um movimento de corrida à agricultura transgénica e que daqui em diante os campos transgénicos aparecessem por todo o lado como cogumelos.
Não me surpreenderia nada se daqui a uns anos se viesse a constatar que estes palermas conseguiram precisamente o oposto daquilo que apregoam defender.
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
A informação da RTP, afinal, é nacional ou regional?
Todos os anos, a World Press Photo traz a Portugal os vencedores do seu prémio de fotojornalismo. Todos os nos acontece uma exposição das fotografias vencedoras nas várias categorias, que deambula pelo país, primeiro aqui, depois ali, logo acolá. O certame é relevante, e todos os anos recebe a atenção devida por parte dos media.
O curioso é que todos os anos a exposição vem primeiro a Portimão e só depois parte para Lisboa. Pensar-se-ia que um órgão de informação que fosse realmente nacional daria a notícia da inauguração da exposição em Portugal, fosse qual fosse o primeiro sítio onde ela é inaugurada. Pois, mas não. Só soube que a exposição esteve em Portimão porque vivo cá: na RTP, nem sinal dessa informação. Talvez por andar demasiado entretida com as eleições em... Lisboa, todos os dias a desperdiçar alguns 20 minutos de tempo de antena perfeitamente irrelevantes para 90% do país?
E por falar em Lisboa, parece que agora a exposição foi inaugurada por lá. Disse-mo o serviço noticioso (regional?) da RTP. Obrigadinho, mas não me interessa: já cá esteve.
PS - E não é só a RTP que parece ser uma emissora regional. O Público também dá ares de jornal regional de Lisboa e arredores: fez precisamente a mesma coisa.
O curioso é que todos os anos a exposição vem primeiro a Portimão e só depois parte para Lisboa. Pensar-se-ia que um órgão de informação que fosse realmente nacional daria a notícia da inauguração da exposição em Portugal, fosse qual fosse o primeiro sítio onde ela é inaugurada. Pois, mas não. Só soube que a exposição esteve em Portimão porque vivo cá: na RTP, nem sinal dessa informação. Talvez por andar demasiado entretida com as eleições em... Lisboa, todos os dias a desperdiçar alguns 20 minutos de tempo de antena perfeitamente irrelevantes para 90% do país?
E por falar em Lisboa, parece que agora a exposição foi inaugurada por lá. Disse-mo o serviço noticioso (regional?) da RTP. Obrigadinho, mas não me interessa: já cá esteve.
PS - E não é só a RTP que parece ser uma emissora regional. O Público também dá ares de jornal regional de Lisboa e arredores: fez precisamente a mesma coisa.
domingo, 12 de agosto de 2007
Os ficheiros .QME
Já ouviram falar?
É um tipo de ficheiro que, descubro agora, me foi enxameando sorrateiramente o disco rígido ao longo dos últimos anos. Bem, na verdade parece ser praga que vem de mais longe do que isso, pelo menos desde que arranjei pela primeira vez um PC, já há aí uns 15 anos. De então para cá, foram-se instalando, multiplicando, e hoje são milhares.
Curiosamente, só agora dei por eles. Isto porque das outras vezes que troquei de máquina optei pela abordagem fácil, copiando os discos integralmente, enquanto ruminava vagas ideias sobre fazer a selecção e a arrumação mais tarde. E claro que não fiz. Obviamente. Tomam-me por quem? Algum xoninhas?
E assim, os ficheiros .QME continuaram a disseminar-se por todo o lado sem serem incomodados.
Mas agora armei-me em xoninhas. Achei que já bastava de entropia e que (até porque era frequente tentar encontrar qualquer coisa e não dar com ela por a confusão ser tanta) era agora que ia arrumar tudo como deve ser, cada coisa no seu devido lugar.
E foi assim que dei com eles, os milhares de ficheiros .QME. Acho que vai levar meses até que me veja livre da praga. Mesmo depois de razoavelmente completa a transição do computador velho para o novo, muito depois dessa transição estar oficialmente concluída, ainda hei-de passar montes de tempo perdido nas catacumbas das duas máquinas, a abrir ficheiro atrás de ficheiro e a pensar com os meus botões:
--- Que Merda é Esta?
E o pior é que suspeito que haverá alguns para os quais não encontrarei resposta. Ficheiros .QME que assim permanecerão durante o resto da sua vida electrónica.
É um tipo de ficheiro que, descubro agora, me foi enxameando sorrateiramente o disco rígido ao longo dos últimos anos. Bem, na verdade parece ser praga que vem de mais longe do que isso, pelo menos desde que arranjei pela primeira vez um PC, já há aí uns 15 anos. De então para cá, foram-se instalando, multiplicando, e hoje são milhares.
Curiosamente, só agora dei por eles. Isto porque das outras vezes que troquei de máquina optei pela abordagem fácil, copiando os discos integralmente, enquanto ruminava vagas ideias sobre fazer a selecção e a arrumação mais tarde. E claro que não fiz. Obviamente. Tomam-me por quem? Algum xoninhas?
E assim, os ficheiros .QME continuaram a disseminar-se por todo o lado sem serem incomodados.
Mas agora armei-me em xoninhas. Achei que já bastava de entropia e que (até porque era frequente tentar encontrar qualquer coisa e não dar com ela por a confusão ser tanta) era agora que ia arrumar tudo como deve ser, cada coisa no seu devido lugar.
E foi assim que dei com eles, os milhares de ficheiros .QME. Acho que vai levar meses até que me veja livre da praga. Mesmo depois de razoavelmente completa a transição do computador velho para o novo, muito depois dessa transição estar oficialmente concluída, ainda hei-de passar montes de tempo perdido nas catacumbas das duas máquinas, a abrir ficheiro atrás de ficheiro e a pensar com os meus botões:
--- Que Merda é Esta?
E o pior é que suspeito que haverá alguns para os quais não encontrarei resposta. Ficheiros .QME que assim permanecerão durante o resto da sua vida electrónica.
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Os gajos do Blogger
Os gajos do Blogger decidiram que a malta ia deixar de ter direito a usar um velho código que gerava uma página independente onde se armazenavam os arquivos. Que essa página era daqui em diante uma página de história, viva apenas nas recordações dos blogovelhadas, como eu, com blogues mais antigos que o pré-histórico ano de 19... perdão... 2004.
E avisaram?
Claro que não!
Quem tenta ir aos arquivos e encontra uma simpática mensagem a dizer que a página não existe, dá pela marosca; quem não tenta, provavelmente, acham eles, não precisa de saber.
Eu, por acaso, tentei hoje. E lá tive de andar a passear durante tempo precioso pelas catacumbas do Blogger em busca da informação sobre o que se passa. Acabei por encontrá-la não no sistema de ajuda, que não é preciso, mas nos fóruns, e como brinde agora têm os arquivos ali ao lado numa prática caixinha cai-cai (não é uma óptima tradução para drop-down box?), se bem que para isso tenha sido obrigado a perder mais precioso tempo a remexer no template. E vá lá que não sou completamente tosco nestas coisas.
Imagina quem é, as pragas que deve andar a rogar aos camaradas do Blogger...
(E os blogues antigos, que apesar de abandonados continuam a servir como referência, às vezes preciosa? Ninguém se preocupa com eles?)
E avisaram?
Claro que não!
Quem tenta ir aos arquivos e encontra uma simpática mensagem a dizer que a página não existe, dá pela marosca; quem não tenta, provavelmente, acham eles, não precisa de saber.
Eu, por acaso, tentei hoje. E lá tive de andar a passear durante tempo precioso pelas catacumbas do Blogger em busca da informação sobre o que se passa. Acabei por encontrá-la não no sistema de ajuda, que não é preciso, mas nos fóruns, e como brinde agora têm os arquivos ali ao lado numa prática caixinha cai-cai (não é uma óptima tradução para drop-down box?), se bem que para isso tenha sido obrigado a perder mais precioso tempo a remexer no template. E vá lá que não sou completamente tosco nestas coisas.
Imagina quem é, as pragas que deve andar a rogar aos camaradas do Blogger...
(E os blogues antigos, que apesar de abandonados continuam a servir como referência, às vezes preciosa? Ninguém se preocupa com eles?)
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