quinta-feira, 11 de agosto de 2005

Quão idiota será preciso ser-se para cair no conto do vigário de um vigarista estúpido?

Todos vocês já conhecem o célebérrimo "nigerian scam", não conhecem? Só para o caso de não conhecerem, trata-se de um esquema, originário da Nigéria, onde um fulano qualquer, invariavelmente próximo do poder político e/ou financeiro de um país qualquer, se propõe dar aos otários lucros fabulosos em troca da intermediação nas trasacções. Trocando por miúdos: o otário é intermediário, os fundos são fornecidos pelo vigarista e o otário fica com uma comissão. Claro que depois nada se passa assim, e para que o negócio avance o otário acaba a desembolsar quantias razoáveis e nunca chega a ver um chavo. Mas como há muita gente estúpida por este mundo fora, e como os canalhas sempre se aproveitaram da burrice alheia, parece que a vigarice dá bom dinheiro, caso contrário nunca duraria há tanto tempo.

Recebo regularmente exemplares sortidos do "nigerian scam" aparentemente vindos das mais diversas partes do mundo, em especial de África e da Europa de Leste. É parte do fluxo habitual de spam, que é quase sempre devidamente enviado para o junk folder pelo filtro de email. Mas de vez em quando há um título que me chama a atenção. Foi o caso de hoje. O motivo? Pela primeira vez envolvia um PALOP: São Tomé e Príncipe.

O vigarista seguia a cartilha habitual. Que era tradutor do antigo primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, patati patata, que se chama Afonso dos Santos, patata patati, que tinha uma proposta de investimentos a fazer-me patati patata blá blá blá blá. Nada de novo. Mas o mais interessante estava reservado para o fim. O nosso inteligente amigo "Afonso dos Santos" achou que era boa ideia terminar o seu email da seguinte forma:

Thanks as I await your response.
Yours Faithfully
Joyce Russell


Quão burro terá de ser o otário para cair nesta?

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