segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Leituras de 2010

Em 2010, ainda que não regressando propriamente ao meu normal de mais de 50 livros lidos por ano, já me aproximei bastante, apesar de tudo. Não se compara com a miséria do ano passado: li muito mais. Leituras ecléticas, como devem ser sempre, com preponderância de FC na primeira metade do ano e de outas coisas na segunda.

Os livros propriamente ditos, lidos por lazer mas todos comentados na Lâmpada ao longo do ano, somaram 39. A lista completa é a seguinte:

1- Conduzindo às Cegas, de Ray Bradbury (contos de fantasia e mainstream);
2- Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley (romance de FC; distopia política);
3- E Tudo o Tempo Levou, de Ward Moore (romance de história alternativa e FC);
4- Na Praia de Chesil, de Ian McEwan (romance mainstream);
5- Relatório Minoritário, de Philip K. Dick (noveleta de FC);
6- A Ignorância, de Milan Kundera (romance mainstream);
7- O Terror, de Arthur Machen (uma novela e uma noveleta de horror);
8- Eu Sou a Lenda, de Richard Matheson (um romance e contos de horror);
9- À Espera do Ano Passado, de Philip K. Dick (romance de FC);
10- O Menino de Cabul, de Khaled Hosseini (romance mainstream);
11- Crónicas Marcianas, de Ray Bradbury (coleção de contos interligados de FC);
12- O Hotel "A Queda do Alpinista", de Arkadi e Boris Strugatski (romance de FC policial);
13- O Vírus Entranhado, de Arsénio Mota (contos fantásticos e mainstream);
14- Que Cavalos São Aqueles que Fazem Sombra no Mar?, de António Lobo Antunes (romance mainstream);
15- Crônicas, de Gerson Lodi-Ribeiro (contos de FC);
16- Aventuras de João Sem Medo, de José Gomes Ferreira (romance fantástico);
17- Nação Crioula, de José Eduardo Agualusa (romance mainstream);
18- A Mão de Midas, de Jack London (contos fantásticos e mainstream);
19- Eis o Homem, de Michael Moorcock (novela de FC; viagem no tempo);
20- Uma Nova História Universal da Infâmia, de Rhys Hughes (contos surrealistas e borgesianos);
21- O Império do Medo, de Brian Stableford (romance misto de FC, horror e história alternativa);
22- Histórias de Mistério e Imaginação, de Edgar Allan Poe (contos de horror, aventuras e policial);
23- Rock'n'roll Altitude, de vários autores (contos temáticos, sobre rock, de HA e fantasia);
24- Uma Noite não São Dias, de Mário Zambujal (novela de antecipação e humor);
25- Carbono Alterado, de Rochard Morgan (romance de FC);
26- Histórias Fantásticas (Inglesas e Americanas), de vários autores, org. por Cabral do Nascimento (contos fantásticos, especialmente de fantasmas);
27- Quantas Madrugadas Tem a Noite, de Ondjaki (romance mainstream/fantástico);
28- Por Outros Mundos, de A. A. Attanasio (romance alegadamente de FC);
29- As Intermitências da Morte, de José Saramago (romance fantástico);
30- Outros Brasis, de Gerson Lodi-Ribeiro (coletânea de história alternativa);
31- A Feiticeira do Douro, de Eduardo Augusto de Faria (novela de fantasia);
32- A Casa Quieta, de Rodrigo Guedes de Carvalho (romance mainstream);
33- Deste Mundo e do Outro, de José Saramago (crónicas e pequenos contos, a maioria fantásticos);
34- O Livro do Deslumbramento, de Lorde Dunsany (contos de fantasia);
35- Contos Acrónicos, de António Eça de Queiroz (romance mainstream com toques fantásticos);
36- Firmin, de Sam Savage (romance fantástico);
37- A Conspiração dos Abandonados, de António de Macedo (contos fantásticos e de horror);
38- O Anibaleitor, de Rui Zink (novela fantástica);
39- The melancholy Death of Oyster Boy & Other Stories, de Tim Burton (livro de poesia insólita e de horror)

A acrescentar aos livros li também revistas, que funcionam praticamente como se fossem antologias periódicas e portanto também contam para o total. E já tinha dito isto no ano passado. São mais 4:

40- Ficções, nº 11 (contos mainstream e fantásticos);
41- Asimov's, nº 323 (contos e poemas de FC);
42- Scarium, nº 21 (contos de horror e FC baseados na obra de Lovecraft);
43- Asimov's, nº 321-322 (contos e poemas de FC e história alternativa)

Por fim, e de novo tal como no ano passado, também li alguns livros por obrigação laboral. Também estes foram quatro, o que faz com que o total de leituras chegue a 47. Quase 4 por mês:

44- Dune, de Frank Herbert (romance de FC);
45- Dreamsongs, de George R. R. Martin (contos e novelas de FC, horror e fantasia; parte foi lida sem obrigação laboral);
46- Fool's Errand, de Robin Hobb (romance de fantasia épica);
47- Golden Fool, de Robin Hobb (romance de fantasia épica)

O melhor do ano? De caras e sem qualquer dúvida Quantas Madrugadas Tem a Noite, de Ondjaki. O podium completa-se com as velhinhas Crónicas Marcianas, de Bradbury, e As Intermitências da Morte, de Saramago, embora tenha havido outros livros de que gostei o suficiente para quase desalojarem um destes dois. Em especial Dreamsongs, do Martin, e Admirável Mundo Novo, de Huxley. Na verdade, são talvez uns 10 os livros lidos este ano que se podem agrupar numa pilhazinha de leituras bastante agradáveis, e algumas delas com surpresa. Livros de que gostei bastante mais do que estava à espera.

Mas também li livros maus, ou melhor, livros de que não gostei mesmo nada ou gostei muito pouco. O pior, de novo de caras e sem a mínima hesitação, foi A Feiticeira do Douro, de Eduardo Augusto de Faria. Bem melhores, mas mesmo assim suficientemente desagradáveis ao meu palato para se juntarem a este no trio de piores leituras do ano, temos Uma Noite Não São Dias, de Mário Zambujal, e A Conspiração dos Abandonados, de António de Macedo. A Ignorância de Kundera esteve mesmo vai-não-vai para vir aqui parar, e Contos Acrónicos, de António Eça de Queiroz, também.

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