sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006
Questões daquelas chatas
Mas porque é que este tipo não meteu um feed de RSS no seu blog aleatório? Hum?...
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006
Instantâneos do quotidiano, XI
Tumtumtumtumtum! Trrrrrrrrrrr! Uéééééééééééééééééééén! Bam-bam-bam-bam-bam! In-in-in-in-on-on-on-on-on-on-on-on-in! Brrrrrrrrrr!
E quando pára, sonhar em passar alguns meses sem que alguém, por cima, por baixo, ao lado, nas traseiras, na rua que passa em frente, no raio que os parta a todos, tenha obras a fazer.
E quando pára, sonhar em passar alguns meses sem que alguém, por cima, por baixo, ao lado, nas traseiras, na rua que passa em frente, no raio que os parta a todos, tenha obras a fazer.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006
Só para não ter de desenterrar
Nada de novo na minha colecção de países, mas para não ter de desenterrar a lista dos arquivos da Lâmpada quando a quiser actualizar, actualizo já enquanto ela ainda está visível na primeira página. Aqui fica:
Língua portuguesa: - Portugal; - Brasil; - Macau; - Angola; Europa: - Espanha; - Itália; - França; - Reino Unido; - Holanda; - Suécia; - Suíça; - Hungria; - Luxemburgo; - Bélgica; - Alemanha; - Finlândia; - Noruega; - Rússia; - Grécia; - Eslovénia; - Sérvia e Montenegro; - Letónia; - Roménia; - Polónia; | América do Sul: - Chile; - Peru; - Bolívia; - Uruguai; - Paraguai; - Argentina; - Venezuela; - Colômbia; América do Norte, Central e Caraíbas: - Estados Unidos; - Canadá; - México; - Aruba; - Guatemala; Ásia: - Arábia Saudita; - Singapura; - Japão; - Israel; - Taiwan; - Azerbaijão; Oceania: - Samoa |
Sobre os cartoons
Sim, finalmente vou dizer qualquer coisa sobre os cartoons. Viva!
Mas é só isto: quem, a propósito dos cartoons, se indigna porque "os muçulmanos" se portam como um bando de imbecis não se pode surpreender que os bandos de imbecis muçulmanos que queimam embaixadas e bandeiras e atiram calhaus à polícia achem que "os europeus" são um bando de preconceituosos racistas anti-muçulmanos primários.
É que uma coisa são "os muçulmanos" e outra bem diferente são os bandos de imbecis que partem para o disparate violento e que, por acaso, até são também muçulmanos. Tal como uma coisa são "os europeus" e outra bem diferente são os bandos de europeus imbecis de extrema-direita que têm no ódio aos árabes a sua raison d'être e que determinaram a publicação dos cartoons no pasquim jutlandês (que tem no currículo o apoio declarado a nada menos que Adolf Hitler) que nunca antes tinha conseguido uma publicidade tão grande e, o que para eles é melhor ainda, gratuita.
E é claro que defendo que o pasquim tem todo o direito de publicar aquela merda. E a palavra "merda" está nesta frase por uma razão muito clara.
Mas é só isto: quem, a propósito dos cartoons, se indigna porque "os muçulmanos" se portam como um bando de imbecis não se pode surpreender que os bandos de imbecis muçulmanos que queimam embaixadas e bandeiras e atiram calhaus à polícia achem que "os europeus" são um bando de preconceituosos racistas anti-muçulmanos primários.
É que uma coisa são "os muçulmanos" e outra bem diferente são os bandos de imbecis que partem para o disparate violento e que, por acaso, até são também muçulmanos. Tal como uma coisa são "os europeus" e outra bem diferente são os bandos de europeus imbecis de extrema-direita que têm no ódio aos árabes a sua raison d'être e que determinaram a publicação dos cartoons no pasquim jutlandês (que tem no currículo o apoio declarado a nada menos que Adolf Hitler) que nunca antes tinha conseguido uma publicidade tão grande e, o que para eles é melhor ainda, gratuita.
E é claro que defendo que o pasquim tem todo o direito de publicar aquela merda. E a palavra "merda" está nesta frase por uma razão muito clara.
domingo, 5 de fevereiro de 2006
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006
Instantâneos do quotidiano, X
Ser obrigado a ouvir, através de duas portas fechadas, a voz do José Carlos Malato.
Casamentos homossexuais
Sou heterossexual e não quero casar-me. Acho o papel uma completa inutilidade, quando não um verdadeiro empecilho àquilo que realmente importa: a relação entre duas pessoas e o amor. Odiaria viver numa sociedade que obrigasse ao casamento como parte de uma relação a dois; na sociedade que os meus pais conheceram, por exemplo.
E por isso mesmo, só posso ser a favor da legalização dos casamentos homossexuais.
Não conseguem ver a relação entre as duas coisas? Pois eu acho que existe, e é grande.
E por isso mesmo, só posso ser a favor da legalização dos casamentos homossexuais.
Não conseguem ver a relação entre as duas coisas? Pois eu acho que existe, e é grande.
A última novidade é...
A Sérvia e Montenegro. Falo, claro, da minha colecçãozinha de países. Nada de importante. Podem passar à frente.
Bill Gates
Quem disse tudo foi o Olho e Meio. E mainada.
(se bem que o Luis Rainha também tenha mandado umas bem mandadas)
(se bem que o Luis Rainha também tenha mandado umas bem mandadas)
O ser-se português e a crítica literária
O ser-se português e a crítica literária
Não tive grande pachorra para mergulhar fundo na mais recente polémica estéril a sacudir a blogosfera, desta vez uma patetice qualquer sobre crítica literária, que opõe o José Mário Silva ao João Pedro George. Mas porque o assunto crítica literária até me interessa, acabei por deixar um comentário na Aspirina B, que transcrevo em seguida, e que complemento depois. O comentário foi este:
O complemento:
Há em Portugal uma doença gravíssima, que por vezes chega a parecer terminal: o amiguismo. É uma verdade insofismável, estende-se a todos os ramos de actividade, e tem consequências gravíssimas que levam ao predomínio da cunha sobre a competência, à escolha dos indivíduos com melhores relações sociais em detrimento daqueles que estariam melhor preparados para desempenhar as tarefas, a um ambiente em que, em geral, aquilo que se faz tenha muito menos importância do que aquilo que os zunzuns dizem que se faz. O boatério, o diz-que-disse, as comadres, são instituições enraizadas com séculos de experiência nos seus mesquinhos tráficos de influências. E a consequência mais óbvia é o péssimo desempenho do país em tudo aquilo que exige o profissionalismo de grupos razoavelmente grandes de profissionais.
Todos sabemos disso. E portanto não é novidade nenhuma o que João Pedro George acha que descobriu no meio literário português. O meio literário, como parte da sociedade que é, sofre precisamente dos mesmos sintomas do resto da sociedade: amiguinhos e inimiguinhos, capelinhas, mesquinharias variegadas, promoção da mediocridade pelos medíocres e uma atitude de enorme desconfiança perante os outsiders, em especial os outsiders com qualidade.
Agora, entendamo-nos: a solução para o problema não é tapá-lo com uma capa de hipocrisia, que é o que João Pedro George sugere. É, isso sim, torná-lo transparente e ter a inteligência suficiente para separar o trigo do joio. De pôr de um lado os que fazem crítica literária de forma honesta e do outro os que não a fazem, e de não crucificar os honestos por falarem de amigos. É que um crítico honesto é mais credível a escrever sobre um amigo do que um desonesto a escrever sobre o que quer que seja. Um crítico desonesto é frequentemente pago (em numerário, em géneros ou com emprego) para escrever sobre os livros que interessam da maneira que interessa, ao passo que pode perfeitamente acontecer a um crítico honesto ter de desancar livros de amigos. Um crítico que é desonesto não passa milagrosamente a ser honesto por não escrever sobre o que escrevem os amigos, nem passa um honesto a desonesto por fazer o contrário.
Assumir que alguém, lá porque escreve sobre os amigos, está necessariamente a ser sintoma da doença nacional é, isso sim, sintoma da doença nacional. É pôr, uma vez mais, a aparência das coisas à frente da sua substância. É julgar pelo embrulho e não pelo conteúdo.
Não conheço nem o João Pedro George nem o José Mário Silva. Não frequento os seus meios. Raramente leio o que escrevem fora da blogosfera. Ambos me parecem críticos razoavelmente honestos, o que, admito, pode ser apenas boa vontade de quem está grandemente por fora e que acha que devia haver muitas mais pessoas a fazer crítica literária neste país. Adorei a descasca do JPG à Margarida Rebelo Pinto. Mas neste caso, francamente, e tendo tido oportunidade de ler a crítica do JMS, parece-me que quem está doente de portuguesice crónica é o JPG, não o JMS.
E sempre gostava de saber se, digamos, no meio literário do Liechtenstein também há broncas destas. É que lá, se houver algum João Pedro George no principado, ninguém deve ser autorizado a escrever sobre ninguém. Porque, a não ser que ao crítico seja reservada a condição de eremita e lhe seja oferecida uma gruta nos Alpes, deverá bastar estar presente no lançamento de um livro para ficar a conhecer pessoalmente todo o meio literário do país. Já viram os tráficos de influências que isso deve gerar? Upa, upa!
Não tive grande pachorra para mergulhar fundo na mais recente polémica estéril a sacudir a blogosfera, desta vez uma patetice qualquer sobre crítica literária, que opõe o José Mário Silva ao João Pedro George. Mas porque o assunto crítica literária até me interessa, acabei por deixar um comentário na Aspirina B, que transcrevo em seguida, e que complemento depois. O comentário foi este:
Com polémicas destas nunca se chegará a discutir realmente o que importa: que há crítica literária honesta, em que o crítico faz o melhor que sabe e pode para discorrer sobre os livros sem se prender em aspectos assessórios como o nome do autor, da casa editora, do tradutor, etc. e que há crítica literária desonesta, em que o crítico faz fretes a torto e a direito. E que saber separar uma da outra faz toda a diferença.
Um crítico honesto deve escrever sobre livros de amigos, sim senhor. Se eu tivesse o tipo de mentalidade do João Pedro George poderia dizer que ao não escrever sobre livros de amigos o crítico honesto está a prejudicar esses livros ao não lhes dar a "visibilidade" que os livros dos não amigos recebem. Como não tenho essa mentalidade, direi apenas que um crítico honesto deve escrever sobre todos os livros que achar que merecem que sobre eles escreva. Ponto final. Parágrafo.
Mas aqui há um mas: há muito pouca crítica literária em Portugal, quer seja honesta quer seja desonesta. Muito menos do que a que devia haver. Numa situação ideal, deveria haver alguém para escrever sobre todos os livros que aparecem no mercado, sem excepção. Nem que fosse meia dúzia de linhas. Fosse para dizer bem, fosse para dizer mal, fose para dizer assim assim.
E claro que como há muito menos crítica literária do que a que devia haver, inevitavelmente quem é ignorado pela crítica - e mais ainda quem é sistematicamente ignorado pela crítica - tem tendência a suspeitar de compadrios. É apenas humano que isso aconteça. Portanto os críticos também têm de estar preparados para apanharem de vez em quando com sovas deste tipo, por mais injustas que elas sejam. Vem com o território.
O complemento:
Há em Portugal uma doença gravíssima, que por vezes chega a parecer terminal: o amiguismo. É uma verdade insofismável, estende-se a todos os ramos de actividade, e tem consequências gravíssimas que levam ao predomínio da cunha sobre a competência, à escolha dos indivíduos com melhores relações sociais em detrimento daqueles que estariam melhor preparados para desempenhar as tarefas, a um ambiente em que, em geral, aquilo que se faz tenha muito menos importância do que aquilo que os zunzuns dizem que se faz. O boatério, o diz-que-disse, as comadres, são instituições enraizadas com séculos de experiência nos seus mesquinhos tráficos de influências. E a consequência mais óbvia é o péssimo desempenho do país em tudo aquilo que exige o profissionalismo de grupos razoavelmente grandes de profissionais.
Todos sabemos disso. E portanto não é novidade nenhuma o que João Pedro George acha que descobriu no meio literário português. O meio literário, como parte da sociedade que é, sofre precisamente dos mesmos sintomas do resto da sociedade: amiguinhos e inimiguinhos, capelinhas, mesquinharias variegadas, promoção da mediocridade pelos medíocres e uma atitude de enorme desconfiança perante os outsiders, em especial os outsiders com qualidade.
Agora, entendamo-nos: a solução para o problema não é tapá-lo com uma capa de hipocrisia, que é o que João Pedro George sugere. É, isso sim, torná-lo transparente e ter a inteligência suficiente para separar o trigo do joio. De pôr de um lado os que fazem crítica literária de forma honesta e do outro os que não a fazem, e de não crucificar os honestos por falarem de amigos. É que um crítico honesto é mais credível a escrever sobre um amigo do que um desonesto a escrever sobre o que quer que seja. Um crítico desonesto é frequentemente pago (em numerário, em géneros ou com emprego) para escrever sobre os livros que interessam da maneira que interessa, ao passo que pode perfeitamente acontecer a um crítico honesto ter de desancar livros de amigos. Um crítico que é desonesto não passa milagrosamente a ser honesto por não escrever sobre o que escrevem os amigos, nem passa um honesto a desonesto por fazer o contrário.
Assumir que alguém, lá porque escreve sobre os amigos, está necessariamente a ser sintoma da doença nacional é, isso sim, sintoma da doença nacional. É pôr, uma vez mais, a aparência das coisas à frente da sua substância. É julgar pelo embrulho e não pelo conteúdo.
Não conheço nem o João Pedro George nem o José Mário Silva. Não frequento os seus meios. Raramente leio o que escrevem fora da blogosfera. Ambos me parecem críticos razoavelmente honestos, o que, admito, pode ser apenas boa vontade de quem está grandemente por fora e que acha que devia haver muitas mais pessoas a fazer crítica literária neste país. Adorei a descasca do JPG à Margarida Rebelo Pinto. Mas neste caso, francamente, e tendo tido oportunidade de ler a crítica do JMS, parece-me que quem está doente de portuguesice crónica é o JPG, não o JMS.
E sempre gostava de saber se, digamos, no meio literário do Liechtenstein também há broncas destas. É que lá, se houver algum João Pedro George no principado, ninguém deve ser autorizado a escrever sobre ninguém. Porque, a não ser que ao crítico seja reservada a condição de eremita e lhe seja oferecida uma gruta nos Alpes, deverá bastar estar presente no lançamento de um livro para ficar a conhecer pessoalmente todo o meio literário do país. Já viram os tráficos de influências que isso deve gerar? Upa, upa!
terça-feira, 31 de janeiro de 2006
Gutenberg d'Azevedo
Ou Guilherme d'Azevedo, mais precisamente, um poeta razoavelmente obscuro do século XIX, cujo livro "A Alma Nova" acaba de ser acrescentado ao Gutenberg.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2006
Peço a indulgência do estimável público
Peço a indulgência do estimável público
Estimável público, peço a vossa indulgência para o que se segue. Acontece que tenho para traduzir um soneto e me sinto preso de uma imensa falta de veia poética, indispensável para que o trabalho saia a contento. Anda arredia, a musa. Anda escusa. Devolve-me olhares de recusa quando a tento. De modo que decidi pôr-me a versejar de moto e tema próprios, para tentar fazer com que as palavras certas comecem por fim a cair nos lugares certos. Afinal, há quem diga que a mãe do talento se chama prática e o pai trabalho. E decidi também pôr esses versos aqui para me confrontar com eles. Serão, necessariamente, muito maus, pelo menos a princípio. Não existem milagres. Mas espero que, a pouco e pouco, melhorem um pouco, e me sirvam para treinar a mão o suficiente para acabar o trabalho que tenho em mãos. Quanto a vocês, se quiserem passar à frente, façam favor. Na verdade, até talvez seja melhor. Mas se quiserem ir lendo, podem depois falar mal deles, sugerir temas, até sugerir-me que pare com esta palermice, embora deva prevenir desde já que só o farei quando e se me der na realíssima gana. Afinal, estão avisados e portanto não podem alegar ignorância.
E aí vem o primeiro conjunto de versos:
Como será o dia da minha morte?
Trovejará? Alguém gritará de alegria
ao ver-se contemplado pela sorte
quem sabe se pela primeira vez na vida?
Alguém beijará outro alguém no momento
em que o meu coração deixar de bater?
E se o fizer, que poderá isso querer dizer?
Alguém chorará? Alguém ficará preso
de uma sensação indefinida como se
de algum modo sentisse o fim da minha vida
sem compreender, sem sequer querer saber?
Deixará esse dia de ser para alguém
apenas um dia igual a todos os outros?
E se sim, para quem?
Quem sentirá a minha falta
quando já cá não estiver?
Alguém que me esteja a ler?
Talvez tu, mulher?
Estimável público, peço a vossa indulgência para o que se segue. Acontece que tenho para traduzir um soneto e me sinto preso de uma imensa falta de veia poética, indispensável para que o trabalho saia a contento. Anda arredia, a musa. Anda escusa. Devolve-me olhares de recusa quando a tento. De modo que decidi pôr-me a versejar de moto e tema próprios, para tentar fazer com que as palavras certas comecem por fim a cair nos lugares certos. Afinal, há quem diga que a mãe do talento se chama prática e o pai trabalho. E decidi também pôr esses versos aqui para me confrontar com eles. Serão, necessariamente, muito maus, pelo menos a princípio. Não existem milagres. Mas espero que, a pouco e pouco, melhorem um pouco, e me sirvam para treinar a mão o suficiente para acabar o trabalho que tenho em mãos. Quanto a vocês, se quiserem passar à frente, façam favor. Na verdade, até talvez seja melhor. Mas se quiserem ir lendo, podem depois falar mal deles, sugerir temas, até sugerir-me que pare com esta palermice, embora deva prevenir desde já que só o farei quando e se me der na realíssima gana. Afinal, estão avisados e portanto não podem alegar ignorância.
E aí vem o primeiro conjunto de versos:
Como será o dia da minha morte?
Trovejará? Alguém gritará de alegria
ao ver-se contemplado pela sorte
quem sabe se pela primeira vez na vida?
Alguém beijará outro alguém no momento
em que o meu coração deixar de bater?
E se o fizer, que poderá isso querer dizer?
Alguém chorará? Alguém ficará preso
de uma sensação indefinida como se
de algum modo sentisse o fim da minha vida
sem compreender, sem sequer querer saber?
Deixará esse dia de ser para alguém
apenas um dia igual a todos os outros?
E se sim, para quem?
Quem sentirá a minha falta
quando já cá não estiver?
Alguém que me esteja a ler?
Talvez tu, mulher?
sexta-feira, 27 de janeiro de 2006
Mais uma novidade europeia
Desta vez foi a Letónia a trazer um visitante à Lâmpada pela primeira vez desde que comecei a prestar atenção. Alguém que terá vindo à procura de calor, provavelmente. Se foi, uma novidade, pá: não há.
Os cinco anos mais quentes do último século
Segundo um estudo que a NASA acabou de divulgar, o ano de 2005 terá sido o ano mais quente em mais de um século, quando são tomadas as temperaturas médias à escala global. Isto não significa necessariamente que no lugar de Carrapiolheira de Baixo o ano tenha sido particularmente quente, mas sim que a temperatura média do planeta todo, de norte a sul e de leste a oeste, foi a mais elevada do último século. Escrevo isto porque em conversas sobre este assunto não é nada raro que me contraponham coisas como "ai, não acho nada, passei um frio louco no ano passado", o que é, está bem de ver-se, pateta.
Mesmo que este estudo não seja inteiramente correcto, outros estudos apontam para 2005 como o segundo ano mais quente dos últimos 100 anos, logo a seguir a 1998, um ano de forte El Niño. No ano passado não houve El Niño nenhum.
Mas, pior do que isso, o mesmo estudo da NASA indica quais foram os cinco anos mais quentes do último século. A ordem é a seguinte: 2005, 1998, 2002, 2003 e 2004. Quatro foram os últimos quatro anos, e o quinto foi há apenas oito.
Mas apesar disto, ainda há gente que continua a negar a evidência do aquecimento global. Ainda há quem continue a achar que não precisamos para nada de energias alternativas. Ainda há quem continue a encolher os ombros à destruição da floresta tropical. Ainda há quem não se aperceba das consequências devastadoras de termos de repente um bilião de chineses a descer das suas bicicletas e a entrar em automóveis novinhos em folha, produzidos em fábricas onde não é gasto um centavo com protecção ambiental (ou social, já agora).
E assim vamos caminhando alegremente para a catástrofe. Vai ser lindo, o mundo que vamos deixar aos nossos filhos. Não haja dúvida.
Mesmo que este estudo não seja inteiramente correcto, outros estudos apontam para 2005 como o segundo ano mais quente dos últimos 100 anos, logo a seguir a 1998, um ano de forte El Niño. No ano passado não houve El Niño nenhum.
Mas, pior do que isso, o mesmo estudo da NASA indica quais foram os cinco anos mais quentes do último século. A ordem é a seguinte: 2005, 1998, 2002, 2003 e 2004. Quatro foram os últimos quatro anos, e o quinto foi há apenas oito.
Mas apesar disto, ainda há gente que continua a negar a evidência do aquecimento global. Ainda há quem continue a achar que não precisamos para nada de energias alternativas. Ainda há quem continue a encolher os ombros à destruição da floresta tropical. Ainda há quem não se aperceba das consequências devastadoras de termos de repente um bilião de chineses a descer das suas bicicletas e a entrar em automóveis novinhos em folha, produzidos em fábricas onde não é gasto um centavo com protecção ambiental (ou social, já agora).
E assim vamos caminhando alegremente para a catástrofe. Vai ser lindo, o mundo que vamos deixar aos nossos filhos. Não haja dúvida.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2006
Hoje espanca-se
Hoje espanca-se
É a Florbela Espanca e os seus tristíssimos e apaixonadíssimos (e muitos mais íssimos) versos que acabaram de se somar ao Gutenberg. Através do Livro de Máguas. Máguas? Máguas. É assim que lá está escrito.
É a Florbela Espanca e os seus tristíssimos e apaixonadíssimos (e muitos mais íssimos) versos que acabaram de se somar ao Gutenberg. Através do Livro de Máguas. Máguas? Máguas. É assim que lá está escrito.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2006
Um teste para trintões
Faz-se num tirinho e copia-se para o blog à velocidade da luz. O meu deu em:
Não comento.
Não comento.
Etiquetas:
intimidades,
música,
testes de personalidade
Uma das desvantagens em ter Cavaco presidente
É não arrumar já as botas políticas. Assim, ainda seremos obrigados a ouvir pelo menos mais uma vez (ou melhor: uma porção de vezes durante algum tempo) o mais malcriado dos slogans da democracia portuguesa:
- Ca-vá-cu!
- Ca-vá-cu!
- Ca-vá-cu!
- Ca-vá-cu!
- Ca-vá-cu!
- Ca-vá-cu!
terça-feira, 24 de janeiro de 2006
Dois países novos
Vindos da Europa de Leste e da América do Sul: a Roménia e a Colômbia. Vampiros e cocaína, ora aí está uma mistura explosiva!
Um frade no Gutenberg
É o Frei Luiz de Sousa que acaba de bater à porta. Levado pelo Almeida Garrett, claro. É quem o leva para todo o lado.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2006
Assim é gozar com um gajo!
Está um tipo aqui a tremer de frio, vai ao Sitemeter ver se houve alguma visita vinda de um país esquisito e o que vê lá a rir de volta? Aruba! Em plenas Caraíbas!
Assim é gozo!
Assim é gozo!
Subscrever:
Mensagens (Atom)