sábado, 22 de novembro de 2008

Semana

Aqui há tempos, tinha planeado, na minha inocência e optimismo, que esta semana seria o início dumas pequenas férias que seriam aproveitadas para fazer uma série de coisas que ando a adiar há um ror de tempo. Santa ilusão. Entretanto apareceu-me mais uma pilha de trabalho a fazer, e lá se foram as férias. Só a carteira é que agradece.

Sim, já acabei todo o trabalho com o último livro (a menos que me peçam mais alguma coisa, uma sinopse ou coisa que o valha), e já comecei a mexer num dos próximos. "Num dos próximos" porque os meses que se seguem vão ser gastos a saltar de livro em livro para conseguir cumprir prazos apertados. Já o fiz antes, e curiosamente na mesma altura do ano, entre o fim do ano passado e o princípio deste, de modo que não é nada de particularmente estranho e faz-se. Mas para já ainda só mexi num deles, a continuação do livro do Martin que acabei na semana passada. Vai na página 416, o que significa que faltam 337.

Ainda foi dando para mexer no wiki, e até de uma forma razoavelmente produtiva. As 115 páginas que foram acrescentadas nesta semana levaram o total a subir a 14 659.

E leu-se umas coisas. Leu-se Lorelei, um conto de FC de Jacqueline H. Osterrath, muito fraquinho e com uma tradução bastante deficiente, sobre um planeta aquático cuja biosfera muda radicalmente em 100 anos (!), e um explorador soltário com segredos que são calmamente aceites por quem os vai investigar. Coisas do amor. Em estrangeiro, li aquilo que era suposto ser uma crónica mas é na verdade um pequeno conto de FC humorística onde Paul di Filippo extrapola até ao absurdo uma iniciativa editorial real que, obviamente, achou ridícula: romances policiais nos quais algumas das pistas são dadas sob a forma de palavras cruzadas. Chama-se a coisa Games Writers Play, e é divertida.

Em português do Brasil, li Sob o Signo de Xoth, de Carlos Orsi Martinho, um conto lovecraftiano francamente bom, no qual se entrelaça o cthulhu mythos com a política corrupta de uma cidadezinha brasileira e suas ligações com a imprensa e clube de futebol local, num todo muito bem conseguido. E também li A Criança Prodígio, de Octávio dos Santos, que é o melhor conto dele que li até agora. Um conto bastante interessante, próximo do horror, com uma escrita mais capaz do que é hábito no autor, e um final bem conseguido, sobre, como o próprio título indica, uma criança prodígio, cujo desenvolvimento e destino é relatado por um investigador num relatório confidencial.

E foi só. Para a semana haverá mais.

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