terça-feira, 14 de junho de 2011

Lido: A Rede Autofab

A Rede Autofab (bib.) é uma noveleta de ficção científica, de Philip K. Dick, que é ao mesmo tempo invulgar no contexto da obra dickiana por nada ter a ver com a natureza da realidade e excelente enquanto criação de FC. Trata-se de uma história pós-apocalíptica que tem lugar alguns anos depois de uma guerra nuclear. A espécie humana está a tentar recuperar dos efeitos da guerra, com as necessidades satisfeitas por uma rede de fábricas automáticas (a rede autofab do título) que fornecem tudo aquilo que é necessário... ao ponto de, pelo menos para alguns humanos, estarem a coartar o desenvolvimento da própria civilização humana. É a tentativa de encerrar a produção de uma das fábricas por parte deste grupo de humanos que vai desencadear o enredo. E este está muito bem concebido, especialmente se tivermos em conta que a história data de 1955 e que consiste num dos primeiros tratamentos literários do conceito de máquinas autorreplicadoras (chegando mesmo quase à nanotecnologia). Um belo conto de ficção científica que, ao contrário de muitas outras histórias da mesma época, ainda não envelheceu.

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