terça-feira, 30 de setembro de 2003

<-------- Os livros que estão ali

Isto de ler livros de 30 páginas tem destas consequências: devoram-se num ápice. E assim, desde a última vez que vos falei dos livros que vou lendo, há dias, já desapareceram dois, Acabou-se! e A Menina que Tinha Medo do Escuro, e já chegaram outros dois para os substituir:

- Mel e Propólis, de Alexandra Inês, é o outro premiado com o Prémio Revelação Manuel Teixeira Gomes de 2000. Edição das Edições Colibri e da Câmara Municipal de Portimão, 40 páginas (2000)
- Vinganças é a segunda parte da duologia / romance Galxmente, de Luís Filipe Silva sobre uma humanidade dividida em seres carnais e padrões informatizados e sujeita à direcção de um super-cérebro electrónico. Edição da Caminho, 178 páginas (1993).

Paráfrase adulterada de um poema famoso

(que até já deu em nome de blog)

Schschschschschschsch... a chuva lá fora

Ó Colónia de Formigas, nem penses em fechar o formigueiro!

Este senhor blogoanónimo anda a dar sinais preocupantes de que se apresta para fechar o seu blogoformigueiro e ir fazer carreirinhos para outras paragens. Acho que é hora de todos lhe dizermos que nem pense numa coisa dessas: a blogosfera portuguesa não é suficientemente evoluída para que uma das suas vozes mais inteligentes não faça falta. Portanto, ó Colónia, deixa-te mas é de fitas, e fica.

Mesmo com as tuas cedilhas.

segunda-feira, 29 de setembro de 2003

Em Cena à venda em?...

Interrogaram-me ali em baixo, nos comentários, sobre o lugar onde estariam à venda as revistas Em Cena, e eu decidi responder aqui porque sempre é mais visível e pode haver mais gente interessada.

Mas a verdade é que ao certo não sei. Sei que na Ler Devagar, em Lisboa, vi números anteriores da revista da última vez que lá fui, logo suponho que também deverão ter este. Também sei que na sede dos Artistas, em Faro, há de certeza, e também sei que há uma porção de pontos de venda espalhados pelo Algarve: os quiosques e livrarias que costumam ter este tipo de publicação, em especial nas principais localidades. Finalmente, sei que ela também está à venda algures no Porto.

Se houver pedidos insistentes (os comentários estão ali mesmo em baixo, não sei se sabem), posso tentar saber qualquer coisa mais concreta.

Spamesia (144)

Na quinta-feira, recebi um total de 68 mensagens-lixo. Não que tenha recebido mais spam do habitual; muito menos que tenha sido invadido por alguma virose nova. Nada disso. Simplesmente houve um totó de um blogger que resolveu anunciar-se, enviando-me uma autêntica mail-bomb de dezenas de mensagens todas iguais (e todas sem assunto). Depois, ainda me enviou mais uma, intitulada "As minhas DESCULPAS..." É esta mensagem, aliás, o motivo de eu lhe chamar totó e não as coisas piores que lhe chamei cérebro adentro quando recebi tudo aquilo. E que tal é o blog, perguntam vocês, ao menos vale a pena, insistem vocês? Não sei. Não fui lá, não vou lá. E não linko. As minhas desculpas...

As minhas desculpas

Peço desculpa a todos os donos das verdades eternas
por não acreditar em verdades eternas

Também peço desculpa quem prefere as verdades internas
por achar que não há verdades verdadeiras que possam ser internas

Por fim, peço desculpa às verdades modernas
nem sei porquê, acho apenas que também preciso
de pedir desculpas às verdades modernas

sexta-feira, 26 de setembro de 2003

Olha! Publicaram-me!...

Pois é. Já que se fala de livros e revistas, permitam-me que vos dirija o olhar agora para a coluna da direita, onde poderão ver uma capa nova, pertencente ao mais recente número da Em Cena. Lá dentro, meio perdido no meio de muita outra coisa, vem um continho meu intitulado A Voz que Cantava Blues. Quem ler, espero que goste, como é óbvio...

<-------- Os livros que estão ali

Desde a última vez que vos falei dos livros (e revistas) que vão passando pela coluna ali do lado esquerdo, já desapareceram O Filho das Sombras, o livro "mestiço" A Beleza e a Felicidade e a revista Aguasfurtadas 4+5. Esta revista, em formato de livro (e livro grande), inclui um conto meu, assinado por acidente com o pseudónimo bizarro de "Rui Brado-Berro", e é interessante, com alguns textos experimentais, outros mais próximos da natureza tradicional do conto e muitos poemas, além de outras coisas. No geral, pareceu-me que a poesia é melhor que a prosa — houve alguma prosa de que, francamente, não gostei — mas que é uma edição a que vale bem a pena deitar a mão. Especialmente se sois tripeiros, carago — foi editada na Imbicta. Para o lugar dos que saíram, entraram:

- Acabou-se! é um conto de Luísa Marques da Silva, premiado com uma menção honrosa no Prémio Manuel Teixeira Gomes de 2000. Edição das Edições Colibri e da Câmara Municipal de Portimão, 30 páginas (2001)
- A Em Cena é uma revista de artes em geral, propriedade da Sociedade Recreativa e Artística Farense (mais conhecida pelo cognome de "Os Artistas", e por ser um dos pontos mais interessantes de música ao vivo nos verões de Faro). Este nº 5 data da primavera/verão de 2002. Edição d'Os Artistas, 56 páginas (2002)

Quanto ao que se seguirá:

- A Menina que Tinha Medo do Escuro é um conto assinado com o pseudónimo de Janico, premiado com o Prémio Revelação no Prémio Manuel Teixeira Gomes de 2000. Edição das Edições Colibri e da Câmara Municipal de Portimão, 31 páginas (2001)

quinta-feira, 25 de setembro de 2003

Spamesia (143)

Quarta-feira passada (e quem diria que foi ontem!), o spam voltou a semi-escassear na minha mailbox: "só" 27 mensagens. Mas o principal problema nem foi esse: foi que para trás já ficaram 142 spamemas e eu não quero repetir títulos (posso fazê-lo, de vez em quando, mas será sempre inadvertidamente), o que faz com que comece cada vez com mais frequência a ter de deitar fora os melhores, contentando-me com segundas escolhas. Foi o caso deste: "RE:Men & Scams"...

Homens e burlas

James Alan Lomberg
escreveu um tratado
sobre as burlas
onde afirma que o homem
é a origem de todas as burlas
e que todo o homem burla
desde que, bebé
chora não por ter dores
de corpo ou de espírito
mas porque tem fome
e quer leite
o dinheiro da infância

Não sei bem se concordo
mas sei que James Lomberg
e o seu tratado
nunca existiram

quarta-feira, 24 de setembro de 2003

Spamesia (142)

Ontem, terça-feira, foi um mau dia. Não pelos números, que 39 é um valor que permite adivinhar abundância de escolhas, mas porque a abundância de escolhas nem sempre significa abundância, ou sequer presença, de boas escolhas. Foi o caso. De todo o lixo que me chegou, o título melhorzinho foi "Will it work? 9mt3xx2mx4xl":

Dará resultado?

Enquanto ligo os aparelhos
que a teoria afirma poderem dar-me
uma morte provisória
enquanto verifico, uma a uma
as várias fases de arrefecimento
reparação e renascimento
enquanto me dispo e me preparo
enquanto bebo o líquido amargo
que é suposto funcionar como
gerador de sangue provisório
não posso deixar de perguntar
a mim próprio e ao futuro
dará o procedimento resultado?

Spamesia (141)

Dos 38 spams de segunda-feira, apesar de ter gostado da sequência de "Hello" - "hey" - "Hi" (é simpático, digam lá que não é...), escolhi o que trazia como título "deluge":

Dilúvio

Nos dias de cigarras
em que o calor se eleva em ondas
e o horizonte estremece
como se visto através
de um limiar de irrealidade
fecho os olhos e sonho
com a frescura cinzenta
de um dilúvio

E então, do Sol cai
uma gota de água fresca

Spamesia (140)

No domingo tive direito a 43 spams, incluindo uma "Error message". E eu fiz a minha própria, muito sui generis...

Mensagem de erro

O programa não está a responder
deseja matá-lo?
Note que o assassínio de um programa
está previsto no código penal
ao abrigo do artigo treze, parágrafo final
e pressupõe a certeza da inevitabilidade
de assassinar um programa que deverá
estar certificadamente a funcionar mal
Se for esse o caso, ponha o dedo indicador
Da mão esquerda no amostrador
de ADN e diga “sim”.
O programa chegará ao fim
Caso contrário, aconselho-o vivamente
a cancelar a operação, senão
chamarei um programa-polícia
imediatamente

Spamesia (139)

Sábado foram só 30 spams, e um deles diza apenas "memorized". Lembrei-me do cavalheiro da mão estendida ali em baixo e escrevi:

Memorizado

O alvo foi memorizado
agora é só esperar um pouco mais
até que as cinzas do mundo inteiro
sejam suas, senhor presidente

terça-feira, 23 de setembro de 2003

Spamesia (138)

Sexta-feira foi dia de 41 mensagens, incluindo uma que dizia "What are you waiting for? zfn hq lfpd z". A parte do "zfn hq lfpd z" não percebi lá muito bem, mas o resto serviu para fazer isto:

De que estás à espera?

De que estás à espera?
A estrada está ali, à saída da cidade
e a verdade é que já não tens idade
para ficar à espera que uma velha fera
de pêlo negro de lustro até ao busto
te ataque e leve como se fosses leve
rumo ao fumo que cobre o horizonte
e esconde o monte e a fonte da eternidade

É tempo de seres tu e pores a nu
os buracos, os pontos fracos
toda a fragilidade da realidade
e de uma vez partir, largar tudo e ir
recolher do mundo apenas nacos
sem dar cavaco, só tu e o teu saco
um vagabundo com um rumo
que no fundo é bem profundo
até o mundo ficar mudo e tudo
estar pronto para que tu te deites
em deleites e te aprestes a dormir

Spamesia (137)

Na quinta-feira voltei a receber spam literário: das 44 mensagens, uma trazia o título de "livro". Certo. Eis, em tom minimalista:

Livro

Entre as páginas de um livro
sou livre
e vivo

Spamesia (136)

OK, já tiveram o Adolfo Bush cá em cima durante tempo suficiente, voltemos agora ao spam, que já tenho aqui outra vez uma semana dele à espera de ser reciclado. Recomeço com o spam de quarta-feira passada, 42 mensagens no total, entre as quais vinha uma que trazia no assunto simplesmente "read":



Lê e vê o que lês
como outros pés
que te levam de passeio
por todo o multiverso
seja em prosa
seja em verso

quinta-feira, 18 de setembro de 2003

quarta-feira, 17 de setembro de 2003

Spamesia (135)

E eis-nos chegados a terça-feira, ou seja, a ontem. A cifra de 58 spams parece excelente para me dar títulos com fartura para escolher, mas infelizmente foi dia de repetições múltiplas. E voltaram em força as propostas de acrescento do pénis (sempre gostava de saber que pensará uma mulher ao acender o computador e deparar com dezenas de emails a propor-lhe "penis enlargement pills", ou "virilidad plena" ou a prometer "never fear impotence again", ou ainda a acenar-lhe com "free viagra prescription". Provavelmente o mesmo que eu penso quando me berram, entusiasmados, "Bikini zone!... No Diet, perfect abs!..." Mas divago). Acabei por pegar relutantemente num "Why not?" e escrever:

E porque não?

Dizem-me que eu devia encostar os pés à terra
e sentir a maneira como ela gira mas fica firme
dizem-me para retirar daí os ensinamentos
que me permitam viver uma vida sem tormentos
dizem-me que não devo erguer os olhos do comezinho
e passeá-los por mares e praias, por firmamentos

E porque não?
Se os meus pés caminham suaves sobre nuvens
e é só quando descem ao chão que estremecem
Porque não?

Spamesia (134)

Segunda-feira, a spamperatura voltou ao morno: 29 grau... aaa... mensagens. Quase todas com uns títulos muito maus, algumas com títulos bons mas já utilizados, e só um ou dois títulos verdadeiramente aproveitáveis. Sem grande hipótese de escolha, peguei num "awesome!" e:

Incrível!

Incrível! Ontem vi o impossível!
Estava sentado numa esplanada
calmamente como se não fosse nada
e não sei se era dos olhos
se da sombra dos sobrolhos
mas acho que o envolvia um halo de fada

Olhou-me e fez-me um aceno
e eu senti-me de novo moço pequeno

Spamesia (133)

Domingo, pelo contrário, a invasão foi quase invencível: 62 mensagens, muitas delas a tentar convencer-me de que preciso de um pénis maior. Obrigado, caros spammers, pela confiança demonstrada nas minhas características físicas, mas realmente não estou interessado. Lá pelo meio de toda aquela propaganda sexual, apareceu um "DIVINE INSTRUCTIONS". Ora, eu posso não acreditar em coisas místicas, mas acho que elas de vez em quando dão umas histórias porreiras, portanto toca a aproveitar:

Instruções divinas

As instruções diziam para
fazer explodir um certo ponto
e assim gerar um universo
e depois deixar o todo assim gerado
entregue a si próprio
por toda a sua eternidade

Mas ele, deus subordinado
não resistiu a espreitar

Em biliões de mundos que giravam
em torno de biliões de estrelas
biliões de espécies enlouqueceram de repente
e não ficou ninguém que pudesse
compreender porquê

segunda-feira, 15 de setembro de 2003

Spamesia (132)

Sábado houve ainda menos spam. Não passou de 29, o que inclui quer o spam normal, quer dois convites de um Daniel Oliveira (será este?) para uma exposição de esculturas suas em Lisboa. Desculpa lá, rapaz: não vai poder ser. Enfim... Desta feita os títulos decentes também escassearam, mas a verdade é que se arranja sempre qualquer coisinha. Desta vez, a "coisinha" chamava-se "combatibility":

Combatibilidade

A combatibilidade
é a habilidade
para combater
a desesperança
e a velha dança
de insanidade
que te leva a querer
desaparecer

Spamesia (131)

Sexta-feira houve menos spam (36), mas paradoxalmente houve mais títulos bons para trabalhar. A dificuldade, na realidade, foi a escolha. Acabei por me decidir por um "How is your husband?", que resultou em:

Como passa o teu marido?

Olá! Que surpresa!
Tantos anos sem ver-te e de repente aqui estás!
Como tens passado?
E como passa o teu marido?

Nunca me convenci lá muito bem de que te casaste
deves ter bebido para que ele te tenha convencido
não é nada coisa que fizesse a mulher que conheci
quando me disseram, só me ri
incrédulo e espantado como um pardal depenado
nunca consegui encaixar esse facto no nosso passado

Onde está a mulher que me arrastava
para as margens mais pardas da cidade?
Onde está a mulher que fazia amor
de janela escancarada para o mundo exterior?
Onde está agora aquela que respirava instabilidade?
Que fizeste tu da tua velha rebeldia
que dizia que a vida só é vida se vivida dia a dia?

Mas deixa estar
A vida é tua e só tua, apesar da saudade
e é inútil e errado tentar voltar para trás
por isso esquece o que disse, estava só confundido
Rebobina e repete olá! Que surpresa!
Tantos anos sem ver-te e de repente aqui estás!
Como tens passado sem o nosso passado?
E como passa o teu marido?

Spamesia (130)

Quinta-feira trouxe outro batalhão de 51 membros, entre os quais havia um que dava para adulterar: "Last forever in the bedroom,". Nunca o spammer imaginaria que tal título, depois de uma tradução ligeiramente errada, fosse resultar em algo como isto:

Permanece para sempre, no quarto

A fronteira é defendida por uma porta
já um pouco torta
que se abre só através do telecomando
e tem uma portinhola
por onde entra a comida e uma ou outra esmola
e os papéis da escola
A um canto aparece de quando em quando
uma paisagem de azulejos
que exala um cheiro a lixívia e formol
quando há vontade
é aí que fica o alívio e um pouco de intimidade

Câmaras cobrem cada ângulo, e tu não sabes
o quarto é o teu mundo
e não tens qualquer ideia dos que te olham de outro mundo
de olhos pisados de cansaço
e um olhar baço, feito de um tempo que se faz escasso
e tu, actor involuntário
és pago com a mentira que faz mira e te retira
a vontade de sair e de rir
e tu, grato por te ajudarem a não existir
agradeces, representando

Spamesia (129)

Quarta-feira chegou a cavalaria spamiana, um batalhão inteiro de 52 spams, mais de meia centena de mensagens que eu, rato em punho, lá fui mandando para a caixinha do lixo que antes de o ser já o era. Fiquei só com um título: "Do you want for a prosperous future? ux"

Desejas um futuro próspero?

Desejas um futuro próspero
para ti e para os que
compartilham os teus dias?

Então pára e pensa que se
roubares tudo o que há
para roubar, destruires tudo
o que há por destruir
chegará um dia em que
do teu mundo nada restará

E que a menos que mates
todos os que te são próximos
antes de encontrares
o fim do teu vale dos prazeres
algum deles vai ter de limpar
a merda que fizeres

Spamesia (128)

Cá vem mais um, este referente a terça-feira passada, data em que de spam me chegou uma remessa de 30 exemplares. No meio da palha vinha um título surpreendente: "surprise her~~" (a surpresa, claro, foram os dois tiles - maldita excepção, que tive de ir confirmar o plural ao Ciberdúvidas e mesmo assim soa mal!). E eu, surpreendido que estava, surpreendi-a:

Surpreende-a

Escondida algures nos túneis sombrios do espaço e do tempo
protegida dos ventos de mudança, nua na sua eterna dança
rodopiando sozinha num lugar onde o espaço dispensa o tempo
e o tempo é apenas uma sombra na imobilidade do espaço
a morte observa o modo como se vai acumulando o teu cansaço
tremendo de prazer quando te sopram na cara os ventos do medo

Ainda é cedo. Mas quando o dia do fim do teu tempo chegar
surpreende-a por não ficares à espera que ela te vá procurar

domingo, 14 de setembro de 2003

Fartinho da Enetation

Estou cada vez mais fartinho da Enetation. Não só funciona pior que os comboios espanhóis (e segundo o Zé Mário Silva não são só os comboios), um pouco por todos os blogs onde está instalado, como agora lhe deu para me comer comentários que tento fazer aqui, a mim, o dono deste blog!

Consequência: depois de escrever várias vezes dentro dos comentários sem qualquer resultado prático, terei de sair dos comentários para algumas respostas a alguns dos visitantes da Lâmpada, que a esta hora já me devem andar a chamar os nomes todos, de malcriado para baixo. Não sou assim tão malcriado, meus amigos...

Então cá vai:

Láááááá pra baixo, a Simone de B. pergunta quem é a Carla Matadinho. A Carla Matadinho é uma moçoila que não era ninguém até aparecer aqui pelo ciberespaço uma colecção de fotografias dela no rebolanço com o namorado. A partir daí, transformou-se em sex-symbol e, como parece que não é parva, resolveu ganhar algum com esse facto: viu que tinha dois palmos de cara e mais alguns de corpo, pôs-se a correr concursos de beleza, e até ganhou alguns, tipo o da Playboy.

Mais cá pra cima, o Antonio Baeta Oliveira enganou-se no sítio onde era preciso clicar para me elogiar e agradecer a spamesia, e depois ficou todo atrapalhado, não fosse eu pensar que ele tava a gozar comigo. Tás na boa, Baeta. Agradeço os exageradíssimos elogios e os desnecessários agradecimentos e percebi que foi engano: eu já tive enganos desses e tudo... ;)

Hum... e acho que de respostas entupidas é só.